sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Direção do Grupo Coteminas não consegue explicar motivos das demissões

Trabalhadores também lotaram as dependências da Câmara na última terça-feira

Ontem à noite na Câmara Municipal de Montes Claros ocorreu a Audiência Pública para discutir as demissões de trabalhadores da Cotenor (empresa pertencente ao Grupo Coteminas). O requerimento que originou a Audiência Pública foi apresentado pelo vereador Ademar Bicalho (PTB) e subscrito pelo vereador Lipa Xavier (PCdoB), foi aprovado na reunião ordinária da última terça-feira, quando dezenas de trabalhadores estiveram na Câmara denunciando as demissões.
Foram convidados, mas não compareceram a Audiência, o presidente da Coteminas, Josué Gomes de Castro, a presidente do Sindicato dos Tecelões, Maria Eliane Ferreira, e, como de costume, o prefeito municipal Athos Avelino.
A reunião se iniciou com a fala do diretor da empresa, Murilo Maciel, que reafirmou as demissões em nome da “modernização” da empresa, culpou também os custos com a energia elétrica e, pasmem!, chegou a dizer que os trabalhadores reclamavam de trabalhar aos domingos e feriados. Ou seja, pra que os operários não trabalhem nos fins de semana, eles são demitidos pra não terem que trabalhar dia nenhum. Santa cara-de-pau Batman!
O Sindicalista Lourival Soares Ribeiro, representante da Chapa 2/Oposição Classista, rebateu dizendo que “foi divulgado que a Coteminas é uma das 100 empresas que mais lucraram no mundo e uma das 13 brasileiras. Nada justifica as demissões, a não ser aumentar o lucro.”
O vereador Lipa Xavier (PCdoB) contestou da tribuna a argumentação da empresa relativa a energia, “que ela produz e vende em Montes Claros, uma vez que é parceira da Usina de Irapé”. Lipa também denunciou as demissões seletivas ocorridas anteriormente no Grupo Coteminas, quando somente trabalhadores que participavam da Chapa 2 que concorria ao Sindicato dos Tecelões foram para o olho da rua, mas reintegrados depois por decisão judicial.
O Secretário de Desenvolvimento Econômico de Montes Claros, Adauto Marques, preocupou-se mais em falar das possíveis empresas que irão surgir na cidade e em defender o prefeito, bastante atacado da tribuna por sua inércia neste e em outros episódios.
Mas o “mico” da noite ficou por conta da Diretoria (ou Junta Governativa) do Sindicato. Além de não comparecerem, alegando “compromissos assumidos anteriormente”, enviaram uma correspondência que bem poderia ter sido assinada pela diretoria do Grupo Coteminas, só faltou escrever que as demissões foram boas pros operários. Seria cômico se não fosse trágico. “Cadê o Sindicato?” era a pergunta corrente no Plenário da Câmara Municipal. Os trabalhadores e trabalhadoras presentes não conseguiam entender que “compromissos” a presidente do Sindicato teria nesse momento mais importantes que discutir as demissões? Só o compromisso com os patrões, o que ficou bem demonstrado na missiva enviada à Audiência.
A maioria dos vereadores que usaram a tribuna, preocupou-se mais em bajular os diretores da Coteminas e em atacar (ou defender) o prefeito ausente. Certamente o compromisso da maioria ali é com o capital mesmo, não com o trabalho. Houve até proposta de que a Prefeitura deveria cadastrar todos os demitidos e buscar encaminhá-los a novos empregos, considerada “brilhante” pelo representante da administração municipal Adauto Marques. Ora, francamente...
Quando abriram para intervenções do público presente, pude manifestar minha insatisfação com as demissões e citar a triste coincidência da demissão dos funcionários ter ocorrido na mesma semana em que era lançada a Campanha Nacional pela Redução da Jornada de Trabalho sem redução de salário, e que as justificativas pras demissões eram mais do que fajutas.
Ao final da Audiência, Murilo Maciel afirmou que “a decisão está tomada”, ou seja, os trabalhadores serão demitidos mesmo, doa a quem doer. Fica mais uma vez o chamamento à luta dos trabalhadores pela manutenção de seus empregos e pelo fim das demissões.
A Comissão de Trabalho, da Previdência e da Ação Social da Assembléia Legislativa de Minas Gerais aprovou requerimento do deputado Paulo Guedes (PT) que convoca uma Audiência Pública para debater o tema, no próximo dia 22, às 10h no Centro Cultural de Montes Claros. Estaremos acompanhando mais uma etapa nessa tortuosa luta dos operários.

Em tempo: nesta terça-feira (12), a deputada federal Jô Moraes (MG) e o deputado Chico Lopes (CE) estiveram reunidos com o vice-presidente da República, José Alencar. Na pauta, entre outras questões, as demissões em massa nas unidades do grupo Coteminas em Montes Claros.
Alencar comentou que está afastado da vida de empresário desde que assumiu a vida política e passou o comando dos negócios para o filho. Porém, se disse muito preocupado com a situação e se colocou a disposição ajudar em possíveis negociações.
Além disso, a comunista propôs a criação de uma “mesa de entendimento”, e, talvez, até mesmo a adoção de soluções mais ousadas, como estudar a “redução de jornada de trabalho dos trabalhadores”, possibilitando impedir demissões.
José Alencar respondeu que “estas são questões legais, que só podem ser resolvidas com uma análise jurídica entre empresa e trabalhadores”. Após a reunião, a deputada comunista afirmou que um grande mutirão envolvendo não só autoridades, como toda a sociedade, precisa ser chamado para debater urgentemente a situação.

A Estrada vai além do que se vê!

3 comentários:

Anônimo disse...

A Diretria do Sindicato dos Trabalhadores na Fiação e Tecelagem de Montes Claros tem feito todos os esforços para garantir aos cerca de 800 trabalhadores demitidos pela Coteminas todos os seus direitos. Segundo a presidente, Maria Eliana Ferreira dos Santos, a preocupação principal é manter o maior número de empregos, orientar o trabalhadores dos seus direitos e garantir todos aqueles assegurados em lei e outros acordados com a empresa, inclusive com a mediação do Ministério do Trabalho, além de um acompanhamento social e afetivo às famílias atingidas pelo desemprego.
Nas negociações com a empresa a diretoria do Sindicato apresentou as seguintes medidas a serem adotadas: a) garantir o maior número possível de empregos, com remanejamento para outros setores ou unidades; b) iniciar as demissões com trabalhadores que desejam se desligar da empresa, com um PDV – Programa de Demissão Voluntária, ou por aqueles que têm outra fonte de renda; c) assegurar, por um ano, os benefícios sociais aos filhos dos demitidos que estão matriculados nas escolas da Coteminas; d) fornecer vales-refeição por 6 meses a todos os demitidos; e) garantir aos demitidos benefícios adquiridos no PLR – Participação nos Lucros e Resultados; g) dar prioridade de recontratação aos trabalhadores atingidos pela demissão, ou a membros da sua família, na retomada da produção daqui a 6 meses, segundo informações da empresa.
O Secretário da entidade sindical, Renato Sérgio Pereira, acredita que a modernização tecnológica de todas as indústrias tem penalizado os trabalhadores com o corte de vagas. Ele acha um absurdo ser sacrificado apenas o trabalhador. Afirma que o fechamento da Cotenor, do grupo Coteminas, é uma questão de mercado na competição por seus produtos. Outras unidades de produção de qualquer indústria de Montes Claros poderão ser fechadas na modernização de seus equipamentos. Cabe às lideranças fazer intervenção para diminuir os impactos.
EXPERIÊNCIAS
Os Diretores do Sindicato já viveram situações traumáticas de demissões de trabalhadores. Maria Eliana e Renato Sérgio relatam que, recentemente, na modernização da matriz da Coteminas, a empresa tinha a intenção de demitir 400 trabalhadores. A intervenção imediata do Sindicato reduziu este número para cerca de 290 demissões e a garantia do retorno dos dispensados após a normalização da produção. A grande maioria dos demitidos já foi recontratada.
Outra experiência vivida pessoalmente pela presidente Maria Eliana, há alguns anos, foi o caso da Têxtil Paculdino. Ela conta que a empresa quebrou e alegava não ter dinheiro para pagar as indenizações aos 190 trabalhadores demitidos. Uma comissão formada por trabalhadores da Paculdino, diretoria do Sindicato, Justiça do Trabalho e Ministério Público do Trabalho elaborou várias propostas como alternativas ao problema vivido pelos trabalhadores. A proposta de parcelamento em até 5 anos para pagamento dos direitos trabalhistas foi taxativamente rejeitada pelo trabalhadores. Um grupo dos trabalhadores atingidos procurou um empresário do nordeste, que fez a compra do maquinário do setor de fiação da Têxtil Paculdino, e assumiu a dívida com os trabalhadores. A Têxtil Nova Aliança contratou 170 dos trabalhadores dispensados. Maria Eliana relata que a negociação durou cerca de 4 meses, com a Diretoria do Sindicato permanecendo diuturnamente ao lado dos trabalhadores até a certeza da garantia dos seus direitos.
CLIMA DE ANGÚSTIA
Valdeir Ferreira Souto, tesoureiro do Sindicato, que permanece trabalhando no interior da empresa conta que “vivemos momentos de angústia e apreensão, pois estamos ansiosos. A cada instante perguntamos uns aos outros quem será o próximo a ser dispensado”. Ele relata que os trabalhadores já ficam imaginando como poderá sustentar a família nos próximos meses e em qual atividade de trabalho poderá atuar. “Mas, senti também conforto ao ver alguns companheiros sendo remanejados para a unidade Sebratex”, afirma, aliviado.
BUSCA DE APOIOS
A Diretoria do Sindicato vem tendo apoio de vários setores sociais e públicos na luta pela garantia do emprego e dos direitos dos trabalhadores. Várias reuniões já aconteceram com os sindicatos ligados à CUT regional norte, com a direção da Câmara Municipal, com o sub-Delegado do Ministério do Trabalho e com o Prefeito Municipal Athos Avelino. O Prefeito intercedeu junto ao vice-presidente José Alencar, maior acionário do grupo Coteminas, para atender as propostas dos trabalhadores, principalmente evitando demissões ou se comprometendo na recontratação. Após esta reunião, a diretoria do Sindicato solicitou uma Audiência Pública à Assembléia Legislativa para debater a questão.
Apoios de várias entidades de Minas e do Brasil vem chegando como da Federação dos Tecelões de Minas Gerais, da CNTI – Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria, de Deputados Estaduais e de lideranças diversas.
AUDIÊNCIA PÚBLICA
A pedido do deputado estadual Paulo Guedes (PT-MG) a Comissão de Trabalho e Renda da Assembléia Legislativa de Minas Gerais realizará Audiência Pública, em Montes Claros, no dia 22 de fevereiro, para debater as questões relacionadas às demissões na Coteminas.
JUNTA GOVERNATIVA
Desde 17 de setembro de 2007, a direção do Sindicato dos Trabalhadores na Fiação e Tecelagem de Montes Claros, que tem cerca de 4 mil trabalhadores em sua base, é composta por uma Junta Governativa, eleita por uma Assembléia Geral e referendada pela Justiça do Trabalho. Ela é composta por três membros com as funções de Presidente, Secretário e Tesoureiro.
A presidência é ocupada por Maria Eliana Ferreira dos Santos, que trabalha há 12 anos na Têxtil Paculdino, na função de operadora de máquina de fiação, sendo associada do Sindicato desde 2001. Participante ativa no trabalho de organização da base, já participou da negociação de diversas Convenções Coletivas na Paculdino, em ações impetradas pelo Sindicato e em centenas de acordos de direitos trabalhistas. Desde 2006, vem atuando como dirigente sindical.
Renato Sérgio Pereira é o secretário da entidade. Trabalha há 17 anos na Santanense como mecânico industrial, sendo associado sindical desde 1995. Tem mais de 10 anos de experiência como dirigente sindical. Participou de diversas negociações coletivas na Coteminas, Têxtil Paculdino e Santanense.
Valdeir Ferreira Souto é o tesoureiro do Sindicato. Trabalha há 29 anos na Coteminas, como operador de máquina de fiação. É associado e dirigente sindical há cerca de 10 anos, mas permanece no trabalho no interior da fábrica.
A Diretoria acredita que, neste momento, os maiores desafios do Sindicato são:
- manter os empregos de todas as indústrias de fiação e tecelagem de Montes Claros;
- orientar os trabalhadores da base para garantia de todos os seus direitos;
- continuar negociando com a Coteminas para minimizar os impactos da decisão de demissão dos trabalhadores, procurando garantir outros direitos além dos já estabelecidos em lei e em acordos coletivos.
- assegurar benefícios adquiridos n o PLR – Participação nos Lucros e Resultados;
- lutar por melhores condições de trabalho e de vida

LORO disse...

A Diretria do Sindicato dos Trabalhadores na Fiação e Tecelagem de Montes Claros tem feito todos os esforços para garantir aos cerca de 800 trabalhadores demitidos pela Coteminas todos os seus direitos. Segundo a presidente, Maria Eliana Ferreira dos Santos, a preocupação principal é manter o maior número de empregos, orientar o trabalhadores dos seus direitos e garantir todos aqueles assegurados em lei e outros acordados com a empresa, inclusive com a mediação do Ministério do Trabalho, além de um acompanhamento social e afetivo às famílias atingidas pelo desemprego.
Nas negociações com a empresa a diretoria do Sindicato apresentou as seguintes medidas a serem adotadas: a) garantir o maior número possível de empregos, com remanejamento para outros setores ou unidades; b) iniciar as demissões com trabalhadores que desejam se desligar da empresa, com um PDV – Programa de Demissão Voluntária, ou por aqueles que têm outra fonte de renda; c) assegurar, por um ano, os benefícios sociais aos filhos dos demitidos que estão matriculados nas escolas da Coteminas; d) fornecer vales-refeição por 6 meses a todos os demitidos; e) garantir aos demitidos benefícios adquiridos no PLR – Participação nos Lucros e Resultados; g) dar prioridade de recontratação aos trabalhadores atingidos pela demissão, ou a membros da sua família, na retomada da produção daqui a 6 meses, segundo informações da empresa.
O Secretário da entidade sindical, Renato Sérgio Pereira, acredita que a modernização tecnológica de todas as indústrias tem penalizado os trabalhadores com o corte de vagas. Ele acha um absurdo ser sacrificado apenas o trabalhador. Afirma que o fechamento da Cotenor, do grupo Coteminas, é uma questão de mercado na competição por seus produtos. Outras unidades de produção de qualquer indústria de Montes Claros poderão ser fechadas na modernização de seus equipamentos. Cabe às lideranças fazer intervenção para diminuir os impactos.
EXPERIÊNCIAS
Os Diretores do Sindicato já viveram situações traumáticas de demissões de trabalhadores. Maria Eliana e Renato Sérgio relatam que, recentemente, na modernização da matriz da Coteminas, a empresa tinha a intenção de demitir 400 trabalhadores. A intervenção imediata do Sindicato reduziu este número para cerca de 290 demissões e a garantia do retorno dos dispensados após a normalização da produção. A grande maioria dos demitidos já foi recontratada.
Outra experiência vivida pessoalmente pela presidente Maria Eliana, há alguns anos, foi o caso da Têxtil Paculdino. Ela conta que a empresa quebrou e alegava não ter dinheiro para pagar as indenizações aos 190 trabalhadores demitidos. Uma comissão formada por trabalhadores da Paculdino, diretoria do Sindicato, Justiça do Trabalho e Ministério Público do Trabalho elaborou várias propostas como alternativas ao problema vivido pelos trabalhadores. A proposta de parcelamento em até 5 anos para pagamento dos direitos trabalhistas foi taxativamente rejeitada pelo trabalhadores. Um grupo dos trabalhadores atingidos procurou um empresário do nordeste, que fez a compra do maquinário do setor de fiação da Têxtil Paculdino, e assumiu a dívida com os trabalhadores. A Têxtil Nova Aliança contratou 170 dos trabalhadores dispensados. Maria Eliana relata que a negociação durou cerca de 4 meses, com a Diretoria do Sindicato permanecendo diuturnamente ao lado dos trabalhadores até a certeza da garantia dos seus direitos.
CLIMA DE ANGÚSTIA
Valdeir Ferreira Souto, tesoureiro do Sindicato, que permanece trabalhando no interior da empresa conta que “vivemos momentos de angústia e apreensão, pois estamos ansiosos. A cada instante perguntamos uns aos outros quem será o próximo a ser dispensado”. Ele relata que os trabalhadores já ficam imaginando como poderá sustentar a família nos próximos meses e em qual atividade de trabalho poderá atuar. “Mas, senti também conforto ao ver alguns companheiros sendo remanejados para a unidade Sebratex”, afirma, aliviado.
BUSCA DE APOIOS
A Diretoria do Sindicato vem tendo apoio de vários setores sociais e públicos na luta pela garantia do emprego e dos direitos dos trabalhadores. Várias reuniões já aconteceram com os sindicatos ligados à CUT regional norte, com a direção da Câmara Municipal, com o sub-Delegado do Ministério do Trabalho e com o Prefeito Municipal Athos Avelino. O Prefeito intercedeu junto ao vice-presidente José Alencar, maior acionário do grupo Coteminas, para atender as propostas dos trabalhadores, principalmente evitando demissões ou se comprometendo na recontratação. Após esta reunião, a diretoria do Sindicato solicitou uma Audiência Pública à Assembléia Legislativa para debater a questão.
Apoios de várias entidades de Minas e do Brasil vem chegando como da Federação dos Tecelões de Minas Gerais, da CNTI – Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria, de Deputados Estaduais e de lideranças diversas.
AUDIÊNCIA PÚBLICA
A pedido do deputado estadual Paulo Guedes (PT-MG) a Comissão de Trabalho e Renda da Assembléia Legislativa de Minas Gerais realizará Audiência Pública, em Montes Claros, no dia 22 de fevereiro, para debater as questões relacionadas às demissões na Coteminas.
JUNTA GOVERNATIVA
Desde 17 de setembro de 2007, a direção do Sindicato dos Trabalhadores na Fiação e Tecelagem de Montes Claros, que tem cerca de 4 mil trabalhadores em sua base, é composta por uma Junta Governativa, eleita por uma Assembléia Geral e referendada pela Justiça do Trabalho. Ela é composta por três membros com as funções de Presidente, Secretário e Tesoureiro.
A presidência é ocupada por Maria Eliana Ferreira dos Santos, que trabalha há 12 anos na Têxtil Paculdino, na função de operadora de máquina de fiação, sendo associada do Sindicato desde 2001. Participante ativa no trabalho de organização da base, já participou da negociação de diversas Convenções Coletivas na Paculdino, em ações impetradas pelo Sindicato e em centenas de acordos de direitos trabalhistas. Desde 2006, vem atuando como dirigente sindical.
Renato Sérgio Pereira é o secretário da entidade. Trabalha há 17 anos na Santanense como mecânico industrial, sendo associado sindical desde 1995. Tem mais de 10 anos de experiência como dirigente sindical. Participou de diversas negociações coletivas na Coteminas, Têxtil Paculdino e Santanense.
Valdeir Ferreira Souto é o tesoureiro do Sindicato. Trabalha há 29 anos na Coteminas, como operador de máquina de fiação. É associado e dirigente sindical há cerca de 10 anos, mas permanece no trabalho no interior da fábrica.
A Diretoria acredita que, neste momento, os maiores desafios do Sindicato são:
- manter os empregos de todas as indústrias de fiação e tecelagem de Montes Claros;
- orientar os trabalhadores da base para garantia de todos os seus direitos;
- continuar negociando com a Coteminas para minimizar os impactos da decisão de demissão dos trabalhadores, procurando garantir outros direitos além dos já estabelecidos em lei e em acordos coletivos.
- assegurar benefícios adquiridos n o PLR – Participação nos Lucros e Resultados;
- lutar por melhores condições de trabalho e de vida

Ramon Fonseca disse...

Anônimo e "LORO", fiz a denúnica e reafirmo: a "Junta Governativa" (ou Direção, resolvam-se de uma vez, no artigo enviado as duas nomenclaturas foram utilizadas) não compareceu a Audiência Pública por medo de enfrentar a Direção da Empresa. Aliás, a carta lida em Plenário, parecia de fato ter sido escrita pelos dirigentes da Coteminas, ou por alguma marionete deles. Os trabalhadores não se sentem representados pelas pessoas dessa junta (que mais parece um junta-junta), e os "compromissos assumidos anteriormente" são com a pelegagem e com a omissão!
P.S. Aceitamos comentários anônimos no Blog, principalmente entendendo que ninguém quer se expor publicamente defendendo os pelegos.