sexta-feira, 31 de julho de 2009

Produtores culturais terão treinamento na Unimontes

No próximo dia 13, será realizado na Universidade Estadual de Montes Claros o treinamento que visa a preparação de empreendedores culturais para a entrega de projetos com vistas ao atendimento das diretrizes do Edital 2009, da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, a ser lançado pelo Governo de Minas. O curso será ministrado no prédio 2 do Campus Universitário Professor Darcy Ribeiro, das 14 às 17 horas.

Gratuita, a iniciativa é da Secretaria de Estado da Cultura, com o apoio da Unimontes, por intermédio da Pró-Reitoria de Extensão. O objetivo do curso é de ampliar o acesso aos benefícios da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, estimulando e qualificando os gestores culturais e demais profissionais da área para o planejamento e a elaboração dos projetos a serem apresentados no Edital 2009.

O gestor cultural da Secretaria de Estado de Cultura, Flávio de Tarso, é quem ministrará o curso. Serão repassadas informações sobre o entendimento da legislação cultural vigente e de sua dinâmica de funcionamento. Os participantes também vão receber orientação sobre o correto preenchimento dos formulários para apresentação de projetos à Lei Estadual de Incentivo à Cultura.

As inscrições podem ser feitas junto à Pró-Reitoria de Extensão – Coordenadoria de Extensão Cultural -, no prédio da Reitoria, no horário das 7 às 19 horas. Mais informações pelo telefone: (38) 3229-8165.

LEI DE INCENTIVO À CULTURA - A Lei Estadual de Incentivo à Cultura (de nº 12.733/97) é um mecanismo que possibilita a realização de importantes projetos culturais no Estado. A legislação foi alterada em 2008 pela Lei nº 17.615/2008 e regulamentada pelo decreto nº 44.866/2008, em vigor, e tem como base o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Todo contribuinte que apoiar financeiramente projeto cultural poderá deduzir do imposto devido até 80% do valor destinado a realização de projeto cultural.

A Lei de Incentivo faculta a participação de pessoa física ou jurídica comprovadamente estabelecida em Minas Gerais há pelo menos 1 ano, com objetivo e atuação prioritariamente culturais expressos em contrato social ou estatuto, com atuação efetiva na área cultural. O incentivo é realizado através de dedução fiscal do ICMS e pode ser praticado por empresas com faturamento anual acima de R$ 2,4 milhões. Em 11 anos de funcionamento, a Lei já aprovou mais de 7.000 projetos.




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A juventude quer participar

Vejam algumas imagens da palestra sobre "Protagonismo Jovem" que proferi ontem para os educadores do programa Poupança Jovem de Montes Claros:



Em breve publicarei aqui no blog artigo sobre participação juvenil.


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quarta-feira, 29 de julho de 2009

Protagonismo juvenil em pauta

Boa noite pessoal!

Amanhã irei ministrar uma palestra sobre "Protagonismo jovem" aos educadores do programa Poupança Jovem de Montes Claros. O gentil convite foi feito por minha amiga socióloga Maíra Dayer e pelo Coordenador Local do programa, Genaldo Oliveira. A palestra ocorrerá a partir das 9 horas na Escola Estadual Felício Pereira de Araújo (rua Boa Esperança nº 475 - Sumaré). Amanhã postaremos imagens do evento.

Aproveitando a deixa, publico a Moção pela aprovação da PEC e do Plano Nacional de Juventude, aprovada na última sexta-feira (24) em reunião realizada entre o Conselho Nacional de Juventude com vários conselhos estaduais para discutir as principais pautas da política juvenil. Na ocasião, os conselheiros estaduais, do poder público e da sociedade civil, assinaram uma moção a aprovação da PEC nº 42/2008, conhecida como PEC da Juventude, pelo Senado Federal, além da atualização e aprovação, pela Câmara dos Deputados, do Projeto de Lei 4.530/2004, que dispõe sobre o Plano Nacional de Juventude.

Grande abraço a tod@s e boa noite.


MOÇÃO DE APOIO À APROVAÇÃO DOS MARCOS LEGAIS DA JUVENTUDE PELO CONGRESSO NACIONAL

Os representantes de Conselhos Estaduais de Juventude, do Poder Público e Sociedade Civil, solicitam ao Plenário do Senado Federal a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional n.º 42/2008, a PEC da Juventude. Da mesma forma, solicitamos à Câmara dos Deputados a atualização e aprovação do Projeto de Lei 4.530/2004, que dispõe sobre o Plano Nacional de Juventude, na reabertura dos trabalhos legislativos no segundo semestre.

A PEC da Juventude foi aprovada, sem nenhum voto contrário, pela Câmara dos Deputados, e chegou ao Senado Federal em novembro de 2008, onde foi aprovada, por unanimidade, pela Comissão de Constituição e Justiça e aguarda votação em dois turnos pelo Plenário daquela Casa.

O Plano Nacional de Juventude teve seu relatório aprovado pela Comissão Especial, em dezembro de 2006 e, desde então, aguarda votação pelo Plenário da Câmara dos Deputados. Por conta disso, ratificamos a posição do Conselho Nacional de Juventude pela atualização e aprovação do PL 4.530/2004.

A aprovação destes marcos legais que asseguram direitos para 50,5 milhões de brasileiros e brasileiras entre 15 e 29 anos, foi definida como prioridade pela 1ª Conferência Nacional de Juventude, que mobilizou 400 mil participantes em mais de 1000 municípios, nas 27 unidades da Federação.

Brasília, 24 de julho de 2009.

Encontro de Conselhos Estaduais de Juventude
Conselho Estadual de Juventude do Estado da Bahia
Conselho Estadual de Juventude do Estado de Minas Gerais
Conselho Estadual de Juventude do Estado do Rio de Janeiro
Conselho Estadual de Juventude do Estado da Paraíba
Conselho Estadual de Juventude do Estado do Piauí
Conselho Estadual de Juventude do Estado do Pará
Conselho Estadual de Juventude do Estado do Maranhão
Conselho Estadual de Juventude do Estado do Rio Grande do Sul
Conselho Estadual de Juventude do Estado de Pernambuco
Coordenadoria de Juventude do Estado de São Paulo
Comissão Pró-Conselho Estadual de Juventude do Estado do Espírito Santo.


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A UNE no rumo certo


A imprensa brasileira não quis informar à sociedade que o apoio da Petrobras se deu também no 50º Congresso da UNE, realizado em 2007. Neste encontro, a entidade levou, em parceria com a Coordenação dos Movimentos Sociais, mais de 8 mil estudantes às ruas exigindo o "Fora Meirelles", demarcando a sua posição de discordância com a política econômica do Governo Federal e a sua autonomia política. O artigo é de Tiago Ventura e Joanna Paroli*, vice-presidente da UNE e diretora da entidade, respectivamente.

Nos dias 15 a 19 de julho, jovens de todos os estados do País se reuniram para realizar o 51º Congresso da União Nacional dos Estudantes. Contando com a participação de mais de 10 mil estudantes, com delegados eleitos em 92 por cento das universidades brasileiras, o encontro entrou para história como o mais representativo da entidade, reforçando a história de lutas e legitimidade da UNE no seio dos estudantes e do movimento social brasileiro.

O 51º Congresso da UNE teve como marco comemorativo os 30 anos do Congresso da UNE de Salvador, realizado em meio à ditadura militar na perspectiva de refundar a entidade, até então fechada e perseguida pelo governo militar, colocando-a ativamente na luta pela redemocratização do País. Dessa forma, um dos pontos altos do 51º CONUNE se deu em torno do direito à memória dos estudantes perseguidos e mortos durante a ditadura, como o presidente da UNE “desaparecido” Honestino Guimarães, e dos militantes envolvidos nos processos de contestação dos anos de chumbo, como a guerrilha do Araguaia.

Outros momentos importantes fizeram parte desse Congresso. A realização do ato público em defesa da Petrobras, que se desdobrava na campanha contrária à CPI instaurada pela direita privatista contra a empresa, pelo fim dos leilões de petróleo e pela criação de uma empresa estatal para exploração da camada pré-sal. O ato reforçava a luta histórica da UNE por uma nova concepção de Estado, na qual bens estratégicos como o petróleo devem ser encarados e explorados a partir do seu caráter público, tendo como finalidade o combate às desigualdades sociais, em contrapartida ao desejo da direita, que gostaria de ver a Petrobras privatizada nas mãos do capital financeiro mundial. A UNE continua na vanguarda dos movimentos sociais quando colocou, na última gestão, a Campanha pela Legalização do Aborto como pauta prioritária e a construiu nas universidades de todo o país. Nesse Congresso, dezenas de estudantes uniram-se ao Ato contra a CPI do Aborto, instaurada na Câmara Federal, reafirmando o compromisso da UNE com a luta feminista e por uma educação libertária e livre de todas as opressões.

Por fim, o 51º CONUNE reafirmou, ao longo de todas as suas atividades, principalmente nas resoluções aprovadas na plenária final, a opção acertada de diálogo com a sociedade brasileira que a UNE trilhou no último período, reconhecendo os avanços e as contradições do Governo Lula, e dos governos populares da América Latina, entendendo que somente por meio da mobilização e pressão dos movimentos sociais é possível aprofundar as mudanças e construir alternativas ao mercado e ao sistema capitalista consolidado na sociedade mundial.

Foi precisamente no sentido de reforçar o diálogo e a necessária disputa de rumos que ocorreu a participação do Presidente Lula, a primeira participação de um presidente da República em um congresso estudantil na história do país. A atividade foi marcada pelo tom crítico dado pela intervenção da ex-presidente da entidade Lúcia Stumpf, exigindo assistência estudantil aos estudantes do Prouni, a ampliação e aplicação do programa somente em universidades que possuam pesquisa e extensão e a auditoria das contas das universidades que recebem a isenção, reforçando a inclusão de parcelas expressivas da população no ensino superior e construindo marcos regulatórios importantes do ensino privado.

Como era de se esperar, no decorrer do Congresso, e, principalmente, ao seu final, a grande mídia conservadora e monopolista – com destaque negativo para a Folha de São Paulo e as Organizações Globo - produziu uma série de matérias questionando as atividades construídas ao longo do evento, acusando a entidade de estar atrelada ao Governo Federal por receber apoio para realização do Congresso da Petrobras e de ter “abandonado a educação e as bandeiras históricas”, ignorando as resoluções aprovadas após cinco dias de debates. Os ataques chegaram ao cúmulo de tentar desmoralizar individualmente o estudante Augusto Chagas, recém-eleito presidente da UNE.

Trata-se de uma nítida tentativa de criminalizar e desqualificar a atuação de uma entidade que possui 72 anos de história em defesa do povo e da juventude brasileira, exemplificada na campanha do "Petróleo é nosso", na luta pelas reformas de base e contra a ditadura militar, nas lutas pelas "Diretas Já" e pelo "Fora Collor" e na resistência à privatização da Universidade Pública, organizada pelo Governo FHC na década de 90. Enquadra-se no contexto de perseguição organizada pelos setores conservadores, com braços infiltrados desde o Poder Judiciário até o Senado Federal, aos movimentos sociais combativos da sociedade brasileira, como os lançados recentemente contra o MST e o MAB, enxergando-os como organizações terroristas, organizadas pelo Governo a partir da liberação de verbas públicas. O enredo é sempre o mesmo, pois ao lado dos movimentos sociais se encontra a UNE, e do outro lado se encontra a aliança Demo-Tucana, que tem a imprensa monopolista como grande porta-voz.

A imprensa brasileira não quis informar à sociedade que o apoio da Petrobras se deu também no 50º Congresso da UNE, realizado em 2007. Neste encontro, a entidade levou, em parceria com a Coordenação dos Movimentos Sociais, mais de 8 mil estudantes às ruas exigindo o "Fora Meirelles", demarcando a sua posição de discordância com a política econômica do Governo Federal e a sua autonomia política, que é constantemente reafirmada na política de boicote ao ENADE, nas críticas à política de comunicação e nas exigências de se avançar cada vez mais nos investimentos e democratização da Universidade brasileira, derrubando, por exemplo, os vetos dados pelo Governo FHC ao Plano Nacional de Educação e a manutenção da Desvinculação da Receita da União na área da educação.

As críticas e a perseguição por parte da imprensa são resultados sobretudo da política acertada da entidade e das resoluções aprovadas no Congresso. Ocorrem porque a imprensa das elites brasileiras é contra a inclusão do setor privado no Sistema Nacional de Educação e a ampliação de vagas nas Universidades Públicas, em especial para os negros e negras filhos da classe trabalhadora; é contra a luta pela autonomia das mulheres e obtêm lucro com a mercantilização de seus corpos e suas vidas; é contra a realização da Conferência Nacional de Comunicação e a construção de um sistema público de comunicação; é contra a abertura dos arquivos da ditadura militar, porque se encontra envolvida com os porões da chamada "ditabranda", conforme editorial da Folha de São Paulo; e, acima de tudo, ataca a Petrobras e a UNE por ser contrária à criação de uma Estatal para a exploração da camada pré-sal com seus lucros voltados prioritariamente para educação, saúde e desenvolvimento social.

À imprensa conservadora resta a UNE responder: se assim não fosse, estaríamos preocupados, se estivessem contentes, estaríamos no caminho errado. Vida longa aos 72 anos de luta e combatividade da União Nacional dos Estudantes.

*Tiago Ventura é Vice-Presidente da UNE e Joanna Paroli é Diretora da UNE, ambos eleitos no 51º CONUNE.



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A UNE é chapa-branca?

Gilson Caroni Filho*


Não deixa de ser engraçado como é articulada a crítica na grande imprensa. A base de comparação é sempre com uma “antiga UNE”, aquela que "orgulhava a cidadania". Quando surgiu essa admiração dos senhores da mídia pela organização? Em 1964, estavam em lados opostos.

Quem analisa os movimentos sociais a partir de uma perspectiva que leva em conta a contingência e a subjetividade dos atores, sem esquecer os aspectos históricos e institucionais, não ignorou o objetivo do enquadramento da cobertura que a grande imprensa fez tanto do 51º Congresso da UNE (União Nacional dos Estudantes) quanto da participação do presidente Lula em sua abertura.

O tom sarcástico dos títulos ("Patrocinada pela Petrobrás, UNE faz manifestação contra CPI"- Folha de São Paulo,16/7) e o coro unificado de articulistas, relacionando o patrocínio público a entidades estudantis com aparelhamento de sua pauta de reivindicações, não deixam margem para dúvidas: o Estado-Maior das redações não mediu esforços para projetar o movimento como setor social cooptado politicamente pelo governo.

Não foi gratuito o destaque dado ao “cândido" senador Cristovam Buarque (PDT-DF) que, contrapondo ingenuidade e oportunismo, afirmou que o " problema da UNE não é que tenha se vendido, mas sem dúvida se acomodou. Há um silêncio reverencial dos jovens que deveriam apoiar qualquer CPI". Perdeu uma ótima oportunidade de ficar calado.

Finge não saber que os movimentos sociais aprenderam a dialogar com o governo sem perder a autonomia, sua identidade específica. Ignora uma trajetória de lutas que sempre conjugou funcionamento democrático das instituições com a universalização do ensino superior público, a regulamentação do ensino privado e a garantia de métodos de avaliação socialmente referenciados. Graças a isso não caiu na armadilha neoliberal da “ideologia antiestal da liberdade" e, apesar do refluxo dos anos 1990, foi capaz de articular suas demandas específicas com a de outros setores.

O que o senador brasiliense e a imprensa parecem desconhecer é que no 47ª Congresso, realizado em 2001, o PSDB surgiu, como relata Clóvis Wonder para o jornal “A Classe Operária", pedindo " uma CPI para a UNE, com o objetivo claro de confundir os estudantes e abrir uma cortina de fumaça para proteger o governo FHC, saiu amplamente derrotado no congresso. Os estudantes majoritariamente rechaçaram suas intervenções no evento e derrotaram suas propostas". É estranho que Cristovam Buarque, então quadro político do PT, não soubesse que os jovens não apóiam qualquer CPI.

A UNE nasceu em 11 de agosto de 1937, coincidindo com a instauração do Estado Novo. Combater regimes autocráticos foi, desde sempre, sua marca constitutiva. Em 1947, no 10ª Congresso, os estudantes lançaram manifestos nacionalistas que dariam origem a uma das maiores campanhas popular do país: a do “O petróleo é nosso". Como conseqüência dessa mobilização, em 1953, seria criada a Petrobrás, empresa estatal que, até o governo tucano, detinha o monopólio da exploração do petróleo no Brasil. Há algum desvio quando a atual gestão se opõe a uma CPI que trará imensos danos à estatal? É a isso que a grande imprensa chama de direção chapa-branca? Esse é motivo da estupefação do sempre ético Cristovam?

Seus principais documentos sempre afirmavam que era necessário apoiar as empresas nacionais, dando-lhes privilégios em termos de crédito, legislação e recursos técnicos; reclamavam a realização de uma reforma agrária e o desenvolvimento do mercado interno como forma de estimular a economia brasileira. Uma questão fundamental para os interesses do país, segundo os estudantes, era a adoção de uma política externa independente.

Excetuando a questão agrária, onde ainda há muito que avançar, qual o motivo para a UNE se opor ao governo Lula? Projetos como o Reuni e o Prouni que, respectivamente, ampliam as universidades públicas e concedem bolsas em instituições de ensino privado a estudantes carentes não contemplam reivindicações antigas da entidade? Por que o diálogo desrespeita a autonomia que o movimento estudantil deve guardar em relação aos poderes instituídos?

Não deixa de ser engraçado como é articulada a crítica na grande imprensa. A base de comparação é sempre com uma “antiga UNE”, aquela que "orgulhava a cidadania". Seria o caso de perguntar quando surgiu essa admiração dos senhores da mídia pela organização ? Em 1964, estavam em lados opostos. Após sua reconstrução em 1979, ao contrário da grande mídia, a UNE marcou presença nos movimentos de oposição ao Regime Militar, lutando na campanha pela anistia. Em 1981, comandou uma greve nacional diante da recusa do Ministério da Educação em atender a uma pauta de reivindicações. Em 1984, enquanto as corporações midiáticas sabotavam a campanha das diretas-já, os estudantes engrossaram a mobilização popular. A grandeza da UNE se fez na contramão da pequenez de uma imprensa que teima em reescrever a história. E esse dado não é irrelevante para a apreensão da atual conjuntura.

O movimento estudantil não perdeu sua identidade. Como analisou a estudante de jornalismo, Débora Pereira, para a revista Carta Capital “a UNE deixou de fazer resistência ao projeto neoliberal para passar a fazer proposições. Mudou a relação do movimento social com o estado.” Com isso ela não disse que cessaram agendas e temas de luta.

Estão presentes, como imperativos para a consolidação da democracia, a extinção do monopólio dos meios de comunicação, o fim da Desvinculação dos Recursos da União, a abertura imediata de todos os arquivos da ditadura militar e punição de todos os crimes cometidos pelo regime, entre outros. Essa agenda coincide com os editoriais de qual jornal? Quem define a cor da chapa? Qual a tonalidade de cada um?


*Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Jornal do Brasil.



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terça-feira, 28 de julho de 2009

A UNE e os hitleristas da revista Veja


*Altamiro Borges

A revista Veja, inimiga hidrófoba dos movimentos sociais brasileiros, não perde mesmo a pose. Como publicação semanal, ela teve que esperar o restante da mídia atacar o 51º Congresso da União Nacional dos Estudantes – a TV Globo levou um sociólogo medíocre para bater na UNE; a Folha publicou várias matérias agressivas e mentirosas; e o Estadão deu até editorial contra a entidade dos universitários. Quando foi editada, a publicação da famíglia Civita exagerou nos adjetivos reacionários e rancorosos para superar o atraso diante dos seus concorrentes.

A “reportagem” da Veja não tem sequer uma informação. É só opinião, e das mais venenosas. O repórter Gustavo Ribeiro foi mais realista do que o rei para puxar o saco dos Civita. Patético, ele afirma que a UNE “transformou-se em uma repartição financiada pelo governo para apoiar suas causas”. Ignorante, ele parece desconhecer as lutas travadas pela entidade por cortes drásticos na taxa de juros, pela exoneração de Henrique Meirelles da presidência do Banco Central, em apoio ao MST e à reforma agrária, ou em defesa do “petróleo é nosso”. Sem qualquer espírito crítico, o melancólico “jornalista” repete servilmente as teses de seus patrões. É um escravo domesticado!

Bajulador do presidenciável Serra
Noutro trecho, ele parece disputar o prêmio de “funcionário padrão” e bajulador-mor dos Civita. Afirma que “a UNE de hoje lembra o fervor patriótico da Juventude Hitlerista. Lembra também a squadristi, a tropa de choque infanto-juvenil do regime fascista italiano de Benito Mussolini. A UNE, a Juventude Hitlerista e os squadristi têm em comum a força da ausência da razão e o desejo de servir cegamente a um líder”. O hitlerista da Veja desconhece que os ativistas da UNE estão nas ruas e nas escolas lutando por um Brasil melhor e por mais verbas para a educação, enquanto ele tenta manipular e seduzir as camadas médias com seus artigos a serviço dos ricaços.

A bronca do “jornalista” é que a UNE não aderiu à CPI da Petrobras, criação dos demos-tucanos com objetivos eleitoreiros e entreguistas. Confessando suas opções políticas, ele elogia a gestão da UNE “quando foi presidida por José Serra, atual governador de São Paulo” e afirma que hoje a entidade “inova em sua servidão ao poder em troca de dinheiro”. Na verdade, Gustavo Ribeiro é que exagera no servilismo em troca de status e migalhas. Quem sabe, ele queira agradecer ao presidenciável tucano pela compra de assinaturas de revistas da Abril num contrato sinistro, que está sob investigação do Ministério Público Federal. É um puxa-saco pragmático, oportunista!

Desqualificação dos movimentos sociais
Na única “informação” sobre o 51º Congresso da UNE, a revista Veja desqualifica este fórum dos universitários – um dos mais representativos da sua história. Afirma que os presentes ao evento “deixaram a sua marca de rebeldia apenas depredando salas, destruindo mesas e abandonando garrafas de bebidas alcoólicas vazias e preservativos nas salas”. O deprimente “repórter” não se dignou a participar de um dos 25 grupos de trabalho que debateram vários temas de interesse da sociedade brasileira; não acompanhou as plenárias que aprovaram os planos de luta da entidade; não participou das passeatas e protestos organizados durante o congresso em Brasília.

Elitista e venal, a revista Veja preferiu criminalizar, mais uma vez, este combativo movimento da juventude – a exemplo do que faz recorrentemente contra o MST e as centrais sindicais. Para isso, a famíglia Civita acionou seu hitlerista de plantão, que envergonha a história do jornalismo e comprova que a mídia hegemônica não tem qualquer compromisso com a democracia.




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segunda-feira, 27 de julho de 2009

Inscrições abertas para o Psiu Poético

Por Loris*


"Cinepoesia A Invenção dos Geraes", este é o tema do 23º Salão Nacional de Poesia Psiu Poético que está com inscrições abertas.

Os interessados podem inscrever até três poemas. Também poderão se inscrever artistas interessados em participar com performances, recitais, esquetes teatrais, intervenções, filmes, entre outros.

As inscrições podem ser feitas até o dia 28 de Agosto, no site do Psiu Poético, pelo correio para o endereço:

Biblioteca Pública Municipal "Dr. Antônio Teixeira de Carvalho"
Centro de Educação e Cultura "Dr. Hermes de Paula"
Praça Dr. Chaves, 32 - Centro
Montes Claros/MG
CEP: 39.400-005

Ou também podem ser entregues pessoalmente no endereço acima.

Para saber mais sobre como participar do 23º Salão Nacional de Poesia Psiu Poético, baixe aqui o regulamento. E para mais informações entre em contato através dos e-mails psiupoetico@gmail.com ou aroldopereirapoeta@yahoo.com.br e pelos telefones (0xx38) 3229-3457/3229-3458.




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Presidente da UNE na TV Estadão

TV Estadão: Presidente da UNE fala sobre o que será prioridade na sua gestão

Augusto Chagas comenta o papel da entidade nas eleições de 2010, a luta para que os recursos do Pré-sal sejam destinados para a Educação e as mobilizações pela aprovação do PL de Reforma Universitária da União Nacional dos Estudantes (UNE).

O recém eleito presidente da UNE, Augusto Chagas foi o entrevistado da TV Estadão, canal do jornal O Estado de São Paulo na última sexta-feira (24) para falar sobre quais serão as principais ações da entidade nos próximos dois anos.

Durante a entrevista de vinte minutos de duração, Augusto reafirma que a luta para ver aprovado o Projeto de Lei de Reforma Universitária, elaborado por estudantes.

Outro ponto debatido na entrevista com os jornalistas Pedro Venceslau e Renata Cafardo, o presidente da UNE ressaltou o papel da entidade nas eleições de 2010. "A UNE não tem tradição de defender candidaturas, não tem compromisso com partidos políticos. A UNE sempre participou dos grandes debates e isso, pretendemos fazer. Vamos participar do debate da eleição presidencial, das discussões sobre o futuro do Brasil. Faremos isso apresentando nossa plataforma nas universidades em caravana, debatendo nossas idéias e submetê-las a um plebiscito nacional. O próximo passo será apresentar nossas demandas aos candidatos que vão se comprometer com a pauta dos estudantes. É dessa maneira que nós pretendemos nos envolver nas próximas eleições".


Assista a entrevista na integra: parte 1 parte 2




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sábado, 25 de julho de 2009

Presidente da UNE responde aos ataques da mídia

O tratamento dispensado por parte da chamada grande mídia às organizações do movimento social no Brasil sempre foi o da desqualificação, criminalização e combate aberto. Com a UNE a situação não é diferente, mas houve, no último período, uma elevação no tom maldoso e até inescrupuloso com o qual esses veículos têm tratado a entidade que representa os estudantes universitários brasileiros.

A UNE acaba de sair do seu 51º Congresso, um dos mais importantes e o mais representativo da sua história. Mais de 2300 instituições de ensino superior elegeram representantes a este fórum, contabilizando as impressionantes marcas de 92% das instituições envolvidas, mais de 2 milhões de votos nas eleições de base e de 4 milhões e meio de universitários representados.

Nosso Congresso mobilizou estudantes de todo o país, que por cinco dias debateram o futuro do Brasil – a Popularização da Universidade, Reforma Política, Democratização da Mídia, Defesa do Pré-Sal, etc. Se a imprensa brasileira trabalhasse a favor da democracia, esses assuntos seriam manchete em todos os jornais, rádios e canais de televisão e a disposição da juventude em lutar por um país melhor seria divulgada.

No entanto, estes veículos nos dedicaram tratamento bem diferente nestas duas últimas semanas. Cumprindo com fidelidade o ensimanento de Goebbels – uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade – a mídia escandalosamente busca subterfúgios para atacar a UNE, taxando-a de governista, vendida, aparelhada e desvirtuada de seus objetivos. Com isso, tenta impor a todos os seus pontos de vista, sem qualquer mediação ou abertura para apresentar o outro lado da notícia.

Uma destas grosserias tem a ver com o recebimento de patrocínios de empresas públicas por parte da entidade. A UNE nunca recebeu recurso público para aplicá-lo no que bem entendesse. Recebe sim, e isto não se configura em nenhuma irregularidade, apoio para a construção de nossos encontros. Tampouco, estas parcerias comprometeram as posições políticas da entidade. Não nos impediu, por exemplo, de desenvolver uma ampla campanha – com cartazes, debates, passeatas e pronunciamentos – exigindo a demissão de Henrique Meirelles da presidência do Banco Central, que foi indicado por este mesmo governo. Não nos furtamos de apresentar nossas críticas ao MEC por sua conivência ao setor privado da educação, como no caso do boicote que convocamos ao ENADE por dois anos consecutivos.

Mas, onde estavam os jornais, as TV’s, rádios e revistas para noticiar essas manifestações? Reunimos, em julho de 2007, mais de 20 mil pessoas na Esplanada dos Ministérios para pedir mudanças na política econômica do governo Lula e nenhuma nota foi publicada ou divulgada sobre isso.

Os mesmos jornais que se horrorizam com o fato de termos recebido recursos para reunir 10 mil estudantes de todo o Brasil não parecem incomodados em receberem, eles próprios, um montante considerável de verbas publicitárias do governo federal. Em 2008, as verbas públicas destinadas para as emissoras de televisão foram de R$ 641 milhões, já os jornais receberam quase R$ 135 milhões.

Ora, por qual razão os patrocínios recebidos pela UNE corrompem nossas ideias enquanto todo este recurso em nada arranha a independência destes veículos? A UNE desafia cada um deles: declarem que de hoje em diante não aceitam um centavo em dinheiro público e faremos o mesmo! De nossa parte temos a certeza que seguiremos nossa trajetória!

Com certeza não teremos resposta. Pois não é esta a questão principal. O que os incomoda e o que eles querem ocultar é a discussão sobre o futuro do Brasil e a opinião dos estudantes.
Não querem lembrar que durante a década de 90 os estudantes brasileiros – em jornadas ao lado das Centrais Sindicais, do MST e de outros movimentos sociais - saíram às ruas para denunciar as privatizações, o ataque ao direito dos trabalhadores e a ausência de políticas sociais. Que foram essas manifestações que impediram o governo Fernando Henrique Cardoso de privatizar as universidades públicas através da cobrança de mensalidades.

Não reconhecem que após a eleição do presidente Lula, a UNE manteve e ampliou suas reivindicações. Resultado delas, conquistamos a duplicação das vagas nas universidades públicas, o PROUNI e a inédita rubrica nacional para assistência estudantil, iniciando o enfrentamento ao modelo elitista de universidade predominante no Brasil. Insinuam que a UNE abriu mão de suas bandeiras históricas, mas esquecem que não há bandeira mais importante para a tradição da UNE do que a defesa de uma universidade que esteja a serviço do Brasil e da maioria do nosso povo!

Não se conformam com a democracia, com o fato de termos um governo oriundo dos movimentos sociais e que, por esta trajetória, está aberto a ouvir as reivindicações da sociedade.

A UNE não mudou de postura, o que mudou foi o governo e o Brasil e é isso que os conservadores e a mídia que está a serviço desses setores não admitem. Insistem em dizer que a UNE nasceu para ser ‘do contra’. Rude mentira que em nada nos desviará de nossa missão!

Saibam que estamos preparados para mais editoriais, artigos, comentários e tendenciosas ‘notícias’. Contra suas pretenções de uma sociedade apática, acrítica e sem poder de contestar os rumos que querem impor ao nosso país, eles enfrentarão a iniciativa criativa e mobilizadora dos estudantes na defesa de um novo Brasil. Há de chegar o dia em que teremos uma comunicação mais justa e equilibrada. A UNE e sua nova diretoria está aqui, firme e a disposição do verdadeiro debate de rumos para o Brasil!


Augusto Chagas
Presidente da UNE


* Artigo originalmente publicado no site da revista Carta Capital


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quinta-feira, 23 de julho de 2009

Os números do Congresso da UNE

Balanço sobre debates, estrutura e programação cultural mostram que este Congresso da UNE foi o mais representativo em 72 anos de história

O maior fórum organizado da juventude brasileira chegou ao fim neste domingo e elegeu o estudante da USP Augusto Chagas presidente. O encontro que reuniu 10 mil estudantes de todos os 26 estados brasileiros e também do Distrito Federal. Os números do 51º Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE) mostram que ele representa, atualmente, um dos principais momentos de reflexão e decisão do movimento social brasileiro.

Debates
O Congresso alterou a rotina da Universidade de Brasília (UnB), com a realização de 25 debates, 13 grupos de discussão, além da inauguração de uma escultura em homenagem a Honestino Guimarães. As mesas aconteceram simultaneamente, provocando um grande fluxo de pessoas no prédio do Instituto Central de Ciências (ICC) da UnB.

No total, foram mais de 50 horas de discussão, com cerca de 100 convidados, entre deputados, senadores, intelectuais, artistas e representantes dos movimentos sociais como o economista e presidente do IPEA, Márcio Pochmann, a senadora (PT/AC) Marina Silva, o deputado federal (PSB/CE) Ciro Gomes, o delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz, o presidente Nacional do PT Ricardo Berzoini, Gustavo Petta, ex-presidente da UNE e Secretário Municipal de Esportes de Campinas (SP), o ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, entre outros.

Estrutura
Para realizar um evento do porte do Congresso da UNE, a organização precisa montar uma verdadeira "estrutura de guerra". Cerca de 50 funcionários, além de diretores da entidade e voluntários trabalharam nesta edição do Congresso. Eles cuidaram do credenciamento, comunicação, sistematização, logística, administração, alojamento, alimentação e transporte.

Os milhares de estudantes ficaram alojados em escolas nas imediações da UnB. Os congressistas tiveram alimentação garantida no Restaurante Universitário da UnB, posteriormente transferida para uma grande tenda em frente ao Ginásio Nilson Nelson onde aconteceram as duas etapas da plenária final. Só para se ter uma idéia, foram servidas cerca de 10 mil refeições, entre café da manhã, almoço e jantar.

Programação Cultural
As atividades culturais do 51º Congresso também não deixaram a desejar. A programação teve 7 shows, com artistas de diferentes estilos incluindo Leci Brandão, Móveis Coloniais de Acaju e Chimarruts, que se apresentaram em três noites. O Congresso também foi marcado por oficinas de grafismo e estêncil e demais atividades organizadas pelo Circuito Universitário de Cultura e Arte (CUCA da UNE) que rolaram durante todo o encontro.

Delegados
O processo para escolha dos delegados desta edição do CONUNE envolveu 92% das Instituições de Ensino Superior de todos os estados brasileiros e no Distrito Federal. Foram 5.200 delegados eleitos em 2 300 eleições diretas, sendo que em Pernambuco, Alagoas, Goiás, Santa Catarina e Amapá todas as universidades e faculdades participaram do processo.



Foto: Marcello Casal JR/ABr


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Minas Gerais é o estado com mais assassinatos de adolescentes no país

Faltam políticas por parte do governo de Minas

Em pesquisa divulgada pelo jornal Hoje em Dia de 22/07, cinco cidades de Minas Gerais estão entre as 20 do país com maior projeção de assassinatos de adolescentes (12 a 18 anos), conforme o Indicador de Homicídios na Adolescência (IHA).

Governador Valadares, na Região Leste, foi considerada a segunda pior do país, com previsão de 8,5 adolescentes óbitos por grupo de 100 mil habitantes, até 2012. O índice registrado em Belo Horizonte foi de 4,02 e a previsão é que ocorram 1.248 assassinatos de pessoas nesta faixa etária, até 2012.

Os índices verificados são alarmantes: mais de 33 mil adolescentes serão assassinados entre 2006 e 2012, em todo o país, o que corresponde a 45% de todas as mortes esperadas de pessoas de 12 a 18 anos, no período.

A cidade com pior avaliação no país foi Foz do Iguaçu (PR), com 9,7 mortes para cada grupo de mil adolescentes. A cidade mineira de Governador Valadares ficou com a segunda colocação. Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, ficou com 5,5, o segundo pior índice do Estado e o 13º do país. Na terceira, quarta e quinta piores colocações de Minas aparecem, respectivamente, Ibirité, Betim e Ribeirão das Neves, também na RMBH. A pesquisa analisou também as regiões metropolitanas de Belém, Brasília, Curitiba, Maceió, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Vitória.

Uma das conclusões da pesquisa é que os adolescentes negros têm três vezes mais chances de morrer que os brancos. O trabalho aponta também que a probabilidade de os adolescentes do sexo masculino serem assassinados é quase 12 vezes maior que as do sexo feminino. Além disso, a arma de fogo foi considerada a responsável pela maioria dos homicídios.

Faltam políticas
Coordenadora do Centro de Apoio Operacional às Promotorias da Infância e da Juventude de Minas Gerais, Andrea Carelli diz que não se surpreende com a presença de cinco cidades no Índice de Homicídios na Adolescência (IHA), pesquisa feita pela Unicef que apontou as 20 cidades do Brasil que mais oferecem riscos aos adolescentes.

Segundo a promotora, a conjunção de dois fatores, ausência de punição e falta de políticas públicas voltadas para crianças e adolescentes no Estado, são os principais responsáveis pelo cenário descrito.

“É triste falar isso, mas não me espanta nem um pouco. Essa grande possibilidade desses meninos se tornaram vítimas de crimes violentos mostra como eles estão desprotegidos pelo Estado. Em Minas Gerais, você tem até um início de políticas públicas, mas que atende a uma pequena clientela ”, diz Carelli, utilizando como exemplo o caso do programa Fica Vivo, da Secretaria de Defesa Social, em vigor na cidade de Governador Valadares. “Lá, existem 23 bairros considerados de vulnerabilidade social, mas o programa só atende a três deles”, completou.




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quarta-feira, 22 de julho de 2009

Socialismo é ciência


UJS tem participação destacada na 61ª Reunião Anual da SBPC

A frente de jovens cientistas da UJS (União da Juventude Socialista) participou ativamente das atividades da 61ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) que aconteceram na última semana (12 a 17) em Manaus (AM). Além de contribuir com o debate realizado pela Fundação Maurício Grabois, a UJS filiou cerca de 300 jovens cientistas, com a continuação da campanha “Socialismo é Ciência”.

Seu panfleto anunciava a construção de um novo amanhã, a partir da poesia “Venho armado de amor”, do poeta amazonense Thiago de Mello, e conclamava os jovens cientistas, presentes na reunião, a participarem dessa construção. A participação da militância secundarista amazonense foi decisiva para uma boa intervenção da entidade nesse que é o maior encontro dos jovens cientistas de todo o país.

Para Elisangela Lizardo, diretora de jovens cientistas da UJS e diretora da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), “essa foi sem dúvida a maior e a mais qualitativa atividade da União da Juventude Socialista na Reunião Anual da SBPC. Não à toa, dialogamos com centenas de jovens cientistas de todo o país.”

A ANPG também participou ativamente das atividades da Reunião da SBPC. Através da atuação de três diretores — Luisa Barbosa, Elisangela Lizardo e Fabio Plut —, de seu presidente, Hugo Valadares, e da comissão Pró-APG da Ufam, a ANPG, entidade representativa dos pós-graduandos brasileiros, teve participação destacada desde a abertura até a plenária final da Reunião.

Além da ANPG participaram também a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), a União Estadual dos Estudantes do Amazonas (UEE-AM) — representando também a União Nacional dos Estudantes (UNE) — e diversas entidades municipais secundaristas, grêmios estudantis, centros acadêmicos (CAs) e diretórios centrais dos estudantes (DCEs).

Abertura
Na abertura oficial da 61ª Reunião Anual da SBPC — que ocorreu na praça central da cidade de Manaus, ao lado do imponente Teatro Municipal —, entre as falas do presidente da SBPC, do governador do Amazonas, do ministro de Ciência e Tecnologia do governo federal e de outras importantes personalidades políticas, os presidentes da ANPG, UBES e UEE-AM destacaram a importância do evento e as pautas reivindicativas das entidades.

Ismael Cardoso, presidente da UBES, destacou a importância do investimento em pesquisa, ciência e tecnologia nas escolas, a importância das feiras e laboratórios de ciência e do investimento nos jovens cientistas. Também se manifestou contrário aos cortes no orçamento do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT) e do Ministério da Educação (MEC) e convidou todos os presentes para a 1ª Feira de Ciência da UBES, que acontecerá junto ao 12º Conselho Nacional de Entidades Gerais, na cidade do Rio de Janeiro, de 5 a 7 de setembro.

Maria das Neves, presidente da UEE-AM, destacou a importância do principal evento científico do país acontecer no estado do Amazonas, no coração da floresta. Maria defendeu o massivo investimento em pesquisa no estado, a valorização da diversidade da floresta amazônica e a ocupação da floresta a partir da ciência.

Hugo Valadares destacou as pautas políticas da ANPG, aprovadas no 37º Conselho Nacional de Associações de Pós-Graduandos (Conap). O presidente da ANPG também se manifestou contra os cortes no MCT e no MEC, destacou a importância do reajuste das bolsas de mestrado e doutorado e da aprovação do PL dos Pós-Graduandos. No final, conclamou todos os pós-graduandos presentes a participarem das atividades da ANPG na Reunião da SBPC e da Caravana pelo PL dos Pós-Graduandos — que acontecerá em Brasília, no próximo mês de setembro.

Na abertura, as entidades estudantis também distribuíram o folder das entidades — com parte da programação da Reunião Anual da SBPC e com destaque às atividades propostas pelas mesmas; o leque da ANPG —, com apresentação da entidade e a pauta reivindicativa aprovada no Conap; e o panfleto da UBES – convidando os pesquisadores secundaristas a participarem de sua Feira de Ciência.

Desenvolvimento nacional
As entidades também participaram da Conferência com o ministro Sérgio Machado Rezende, do MCT, sobre Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Nacional. A conferência destacou os números da pós-graduação brasileira hoje, o aumento das bolsas da Capes e do CNPq, a descentralização do investimento em pesquisa, os dados sobre inovação e a ainda concentração dos programas de pesquisa no Brasil, focalizados na região Sudeste, com destaque para a cidade de São Paulo que detém cerca de 700 programas.

Nessa conferência, a ANPG destacou a importância do maior investimento em pesquisa e enfatizou a necessidade de investirmos nos pós-graduandos, a partir do aumento das bolsas. A entidade também questionou sobre os impactos do corte no orçamento do MCT ao Plano Nacional de Pós-Graduação 2005-2010(PNPG).

Com o tema “PET: Amazônia, Sociobiodiversidade, Tecnologia e Estatuinte”, o 16º Enapet (Encontro Nacional dos Grupos PET) reuniu centenas de pesquisadores de todo país. Na abertura do evento, Hugo Valadares destacou a importância do Enapet para o desenvolvimento da pesquisa no Brasil. Hugo — que já foi representante discente dos grupos PET — ressaltou em sua fala o quanto sua passagem na representação dos grupos PET foi importante para sua formação política e social, bem como sua militância na ANPG.

ANPG, UBES e UEE-AM também participaram do Grupo de Trabalho (GT) de educação “Políticas Educacionais de Pós-graduação, Graduação, Ensino Médio e Fundamental”. O GT debateu dados da educação em todos os níveis do país, ressaltou a importância da erradicação do analfabetismo e elaborou uma moção a favor do progressivo desenvolvimento educacional e contra a obrigatoriedade do ensino religioso nas escolas.

Na mesa “Ciência e Educação: O Papel da Universidade na Construção do Desenvolvimento Nacional”, realizada no auditório Rio Solimões, o principal da Ufam (Universidade Federal do Amazonas), foi aprofundado o debate sobre a graduação e pós-graduação brasileira, tendo ressaltado a questão do mestrado profissional e da Portaria 7, aprovada no último mês de junho.

A mesa, proposta e mediada pela ANPG, contou com a participação da professora Marilene Correa da S. Freitas, reitora da Universidade Estadual do Amazonas (UEA) e o professor Lívio Amaral, da Capes. Marilene destacou a ossificação da UEA em todo o Amazonas e sua progressiva ampliação. A professora salientou que é fundamental as universidades terem autonomia para ampliar seus cursos e campus e que essa ação deve ser desenvolvida com pioneirismo.

Já Lívio Amaral traçou um detalhado quadro sobre o papel da Capes como agência de fomento, o papel central do portal da Capes e da sua sessão de periódicos, divulgando a pesquisa no Brasil e também sobre a recém aprovada Portaria 7, sobre o mestrado profissional.

Luisa Barbosa, diretora de comunicação da ANPG, ressaltou algumas opiniões sobre essa modalidade de mestrado que, a partir da portaria recém-aprovada, passa a ter o mesmo status do mestrado acadêmico. Luisa enfatizou que, “a partir da aprovação da portaria, é fundamental que o mestrado profissional tenha os mesmos critérios de avaliação do mestrado acadêmico”.

A diretora ainda salientou que “o corpo docente que ministrará aulas para os alunos do mestrado profissional deve ter um percentual elevado de doutores, garantindo assim a qualidade do ensino e absorção qualificada desses profissionais no mercado de trabalho”.

Ciência e cultura
Cientistas, professores, estudantes e autoridades políticas e acadêmicas prestigiaram também o debate ''Amazônia: Ciência e Cultura'', que reuniu personalidades como o célebre poeta amazonense Thiago de Mello; o presidente de honra da SBPC e coordenador do projeto Museu da Amazônia, Ennio Candotti; o deputado estadual licenciado e atual secretário da Produção Rural do Amazonas, Eron Bezerra; além de Hugo Valadares.

Coordenada pelo historiador Augusto Buonicore, a mesa — promovida pela Fundação Maurício Grabois, com apoio da ANPG — fez parte da programação oficial da 61º SBPC. A ocasião serviu também de palco para o lançamento das duas últimas edições da revista Princípios (de números 100 e 101) e para a apresentação da nova diretoria estadual da Fundação Maurício Grabois.

No encontro “Ciência em Movimento: Em Defesa dos Direitos dos Pós-Graduandos”, proposto pela ANPG, Luisa Barbosa fez um balanço sobre os direitos conquistados dos pós-graduandos e destacou a importância da luta política para a efetivação de direitos e da organização de APGs em cada instituição de ensino. Já a professora Selma, pró-reitora de pesquisa da Ufam, levantou dados sobre os direitos dos pós-graduandos no Amazonas: meio-passe para todos os pós-graduandos, a bolsa da Fapeam com valor acima das bolsas Capes e CNPq e a ampla assistência estudantil.

Na Assembleia da SBPC, foi empossada a nova diretoria da entidade, levantado o balanço político e financeiro da gestão bem como os desafios da próxima diretoria. O presidente da SBPC, Marco Antonio Raupp, ressaltou a importância da parceria entre a ANPG e a SBPC e parabenizou a participação ativa da entidade durante toda a Reunião Anual.

Elizangela Lizardo, diretora da ANPG, agradeceu a referencia positiva de Raupp e convidou todos os pós-graduandos, professores e pesquisadores a participarem do 1º Salão de Divulgação Científica da ANPG, que acontecerá na Semana Nacional de C&T do MCT, no final de outubro, na PUC-SP.

Do Portal Vermelho, com informações da ANPG


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Força que cresce

UJS confirma vitória e elege Augusto para presidir a UNE e "aprofundar as mudanças"

Ao obter 72% dos votos e eleger, no último domingo, em Brasília, o presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) para o próximo biênio, a chapa "Aprofundar as Mudanças" alcançou um feito histórico para o movimento estudantil. Ao final da gestão de Augusto Chagas, em 2011, a União da Juventude Socialista (UJS) terá completado 20 anos à frente da entidade.

O fato foi confirmado com os 2.018 votos obtidos pela coalizão que baseou suas propostas na luta pela vitória das forças progresistas em 2010. O resultado foi suficiente para a conquista da maioria das diretorias da entidade na próxima gestão.

Militante da UJS e do movimento Da Unidade Vai Nascer a Novidade, o estudante da USP Augusto Chagas assume a entidade com desafios de pressionar pela aprovação da proposta de Reforma Universitária elaborada pela UNE, mobilizar a base da UNE para discutir e apoiar um projeto de desenvolvimento que contemple os anseios populares nas eleições presidenciais e fortalecer ainda mais a rede do movimento estudantil na luta pelos interesses dos estudantes.

A soma de forças que levou à vitória contou com os movimentos Da Unidade Vai Nascer a Novidade (UJS e independentes), Mutirão (Juventude Pátria Livre), Kizomba (Democracia Socialista), JSB, JS-PDT, JMDB e Mudança e conquistou 2018 votos, obtendo 13 dos 17 postos na executiva da entidade.

Em segundo lugar ficou a chapa "Oposição de Esquerda", que congrega correntes ligadas ao PSol e ao Partido Comunista Revolucionário (PCR), com 410 votos e dois cargos na executiva. A terceira colocada reuniu, "MUDE", que reuniu as correntes petistas Construindo um Novo Brasil (CNB), Articulação de Esquerda e O Trabalho, conquistou o apoio de 354 delegados e obteve também dois postos. Outras três chapas ainda forma inscritas e tiveram, juntas, 20 votos, enquanto foram cinco os nulos e dois os votos em branco.

Em seu discurso de candidato, Augusto Chagas exaltou a coragem do movimento estudantil em não se dobrar perante as adversidades e enfrentar de maneira altiva às perseguições a que estão sujeitos os que dedicam esforços pela construçãode uma nação melhor. "Uma saudação àqueles e àquelas que acreditaram num novo país, que não se confundiram diante do momento político que vive o Brasil e que não se pautaram pela opinião das elites e seus meios de comunicação e que não se acovardaram diante das dificuldades e ousaram lutar por um mundo melhor", falou.


Vitória da militância
Antes de entrarem no ginásio para a eleição da nova diretoria, delegados e delegadas do movimento "Da Unidade", o maior presente no Congresso, e militantes da UJS realizaram uma plenária que retratou o esforço dedicado durante a campanha e dedicou a esperada vitória ao desprendimento dos jovens socialistas que a construíram.

Para Marcelo Gavião, presidente da UJS, "esse congresso tem a gota de suor de todos os militantes, que tanto trabalham para materializar as ideias e a política da UJS, aceitam ser deslocados de seus estados e, muitas vezes, passar dificuldades em lugares que não conhecem, mas o fazem com a certeza de que lutam por um Brasil melhor e mais justo para todos".

As mulheres no comando
Outro fator a ser destacado na bancada do movimento Da Unidade Vai Nascer a Novidade é o papel das mulheres. Elas são presidentes nas entidades estaduais de Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco, Amazonas e, neste Congresso, tinham sua principal representação em Lúcia Stumpf, presidente da UNE na gestão cessante.

Lúcia, aliás, na plenária citada, foi efusivamente homenageada pelo seu desempenho à frente da UNE nos últimos dois anos.

Congresso representativo e politizado
Este 51º Congresso entra para a história como o mais representativo da UNE: com 5.250 delegados eleitos (3.001 deles estiveram no Congresso, mesmo em período de férias), representou com suas eleições os alunos de 92% das instituições de ensino superior brasileiras.

A programação contou com o I Encontro de Estudantes do ProUNI e teve a presença do presidente Lula, única vez em que um primeiro mandatário da República participou do Congresso. Aconteceu também um grande ato político, que reuniu estudantes, sindicalistas e representantes de outros movimentos sociais, em defesa da Petrobras e do petróleo, com ênfase na luta para que os recursos da camada de pré-sal, recentemente descobertos, fiquem sob controle nacional e sejam utilizados para atender às demandas sociais do povo brasileiro.


Por Fernando Borgonovi para o Portal da UJS


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O novo presidente da UNE

O estudante de Sistemas de Informação da Universidade de São Paulo (USP) Augusto Chagas, de 27 anos, vai comandar pelos próximos dois anos a União Nacional dos Estudantes (UNE), uma das mais importantes e tradicionais organizações da sociedade civil brasileira. Em entrevista a Darlene Santiago, da Secretaria de Comunicação da UnB, o novo presidente, eleito com 71,8% dos votos pela chapa "Avançar nas mudanças", fala sobre as prioridades da nova gestão e opina sobre programas educacionais.

UnB Agência: Quais propostas serão prioridade na atual gestão?

Augusto Chagas: Temos três pautas que são fundamentais. Vamos defender a aprovação do nosso projeto de lei, com relação à reforma universitária, que trata sobre a regulamentação do ensino privado. É um projeto muito complexo, com pautas ligadas à assistência estudantil. Propomos um sistema nacional de assistência estudantil, com a criação de uma bolsa para atender estudantes carentes. A segunda prioridade é a questão da meia-entrada. A última legislação é de 2001, é um sistema sem controle. Queremos uma nova regulamentação. O projeto em trâmitação na Câmara dos Deputados hoje estabelece uma cota de 40% para meia-entrada, vamos lutar para a retirada dessa restrição. Também queremos construir o prédio sede da UNE no Rio de Janeiro, com o projeto de Oscar Niemeyer.

UnB Agência: O que falta nas universidades brasileiras?

Augusto Chagas: Mais jovens. Mais vagas. Temos um déficit muito grande de acesso, apenas 13% dos jovens entre 18 e 24 anos conseguem ter o ensino superior. Queremos um ambiente mais democrático e que construa um cidadão mais completo, não só um profissional que tem compromisso com a carreira, mas com a sociedade.

UnB Agência: A UNE vai apoiar a reforma curricular nas universidades?

Augusto Chagas: Sim. A UNE defende as reformas curriculares. Acreditamos que os currículos são muito tecnicistas, voltados para especialização profissional. Um curso de computação, por exemplo, forma um profissional que sai da universidade preparado para realizar apenas aquela profissão. Precisamos formar pessoas com uma cidadania mais completa.

UnB Agência: E o novo Enem, unificado, qual a sua posição?

Augusto Chagas: Acho que é um avanço. Vestibular é um dos instrumentos mais atrasados para a universidade. Historicamente, ele seleciona aqueles que tiveram acesso a bons colégios pagos e cursinhos preparatórios, ou seja, os setores mais elitizados. Queremos uma prova que possa se preocupar menos com aquele conteúdo decoreba e técnico, que aposte mais na interpretação e interdisciplinaridade. Poderíamos somar isso a processos de seleção seriada, aprovar reservas de vagas para estudantes de escolas publicas.

UnB Agência: A UNE é a favor das cotas?

Augusto Chagas: Devemos ter cotas de critério social, para estudantes de escolas publicas e, dentro desse publico, a gente defende o critério do IBGE para que negros e indígenas possam ser representados nessa parcela. Acreditamos que, dentro da reserva social, é possível também estabelecer critérios raciais.

UnB Agência: E o Prouni?

Augusto Chagas: É um projeto avançado que regulamentou a filantropia no Brasil e principalmente é um programa que colocou dentro da universidade mais de 400 mil brasileiros. Muitas vezes, são brasileiros que são o primeiro da família a ter ensino superior. O programa populariza a universidade, defendemos a duplicação e ampliação dele.

UnB Agência: E o Reuni? O que falta a ele?

Augusto Chagas: Por um lado é interessante, porque o Reuni prevê a ampliação da universidade pública no Brasil. Porém, ele se estabelece no interior de cada universidade. Ele é aprovado pelo conselho daquela universidade. Há projetos muito avançados e outros que tem características mais conservadoras, que não popularizam a universidade. Nossa proposta é disputar os projetos no interior de cada universidade, acompanhar a utilização e destino dos recursos públicos.

UnB Agência: Com a reconstrução da sede da UNE no Rio de Janeiro, o que mudará?

Augusto Chagas: Vamos celebrar uma pauta muito antiga. Há décadas, a UNE luta para reconquistar aquele espaço. É motivo para uma grande celebração, tem um componente histórico muito importante, representa um passo para democracia no pais. Será um espaço de referencia, um espaço cultural no Rio. Ainda não discutimos sobre a utilização dele. Mas seria excepcional se a UNE pudesse ter uma sede em cada capital do país, seria possível ampliar a atuação do movimento estudantil.

UnB Agência: Você acha que a sua filiação ao PCdoB interfere na sua atuação? De que maneira?

Augusto Chagas: Sou filiado e essa filiação se dá mais pela identificação com as ideias do partido. A atuação na UNE tem mais a ver com o movimento estudantil. Eu vejo que a liberdade de as pessoas se filiarem é muito positiva. Não considero que a filiação interfira na direção da UNE.

UnB Agência: Você é o décimo presidente da UNE filiado ao partido. O que isso representa para a entidade?

Augusto Chagas: Representa que o PCdoB tem muita tradição de opinião com a juventude do Brasil. Quem elege os presidentes da UNE não são os partidos políticos, são os estudantes da UNE. Acho que existe uma tradição de ideias na atuação, na atuação do movimento social.




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Filhos da Democracia

Plenária Final do 51º Congresso da UNE
Foto: Blog do CUCA

O Blog do CUCA (Centro Universitário de Cultura e Arte), ferramenta livre de comunicação da juventude, esteve por todos os dias no Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE). Muitos líderes do movimento estudantil colaboram com esse blog. Somos jovens e reconhecemos nas entidades estudantis o caminho para discutirmos os destinos da nossa geração. O lema desse 51º Congresso da UNE foi "Brasil, mostra tua cara". E o Brasil estava lá. Da sua reconstrução aos dias de hoje, a UNE demonstra que continuam nascendo aqueles que dão continuidade à luta de um povo e que essa geração carrega fortes sentimentos de esperança.

Celebrados os 30 anos de sua reconstrução, a UNE ainda é a preferida dos anti-patriotas quando se trata de desmoralizar os movimentos democráticos do País. Consideramos que a abordagem de alguns meios de comunicação a respeito da UNE desrespeita, numa vã tentativa de desqualificar o movimento estudantil, a escolha dos brasileiros de todas as partes que foram ao mais representativo congresso da sua história. Isso demonstra que setores anti-populares e antipáticos aos movimentos sociais e que se aliam a fragmentos esquerdistas estão apostando tudo nos seus meios de comunicação.

Para encobrir o significado histórico da geração que hoje está organizada em mais de 90% das universidades brasileiras, pautando o Estado nas suas políticas públicas, e recebendo o presidente da República, como ocorrido na semana passada, esses estranhos saudosos da ditadura destacam a idade do atual presidente da UNE como se entendessem sobre povo na universidade e a UNE estivesse fora dela. Mal sabem que a universidade de hoje já não é apenas dos filhos da elite e está se abrindo para os que convivem com o mundo do trabalho e com a luta social. Já a UNE de hoje é dos que constroem trajetória de participação nas conquistas sociais e democráticas do País, organizados em DCEs, UEEs e que não têm mais suas trajetórias interrompidas pela censura.

Sobre a universidade, o professor Ronaldo Mota retrata o perfil da universidade brasileira contemporânea em um estudo publicado no último ano. Segundo ele, em 2006, 40% dos estudantes universitários tinham 25 anos ou mais, e que no final da década teremos uma maioria de estudantes com mais de 25 anos. Em 2006 isso já era uma realidade no setor privado.

É certo que no Brasil de hoje ainda vivem os que vêem a ditadura com certa brandura. Esses são os inimigos de hoje que a UNE e os movimentos sociais enfrentam. Cada brasileiro a mais no processo participativo de construção nacional é um privilégio a menos para esta elite antiga e ultrapassada, o que estimula cada vez mais sua fúria, como a que ela demonstra quando o assunto é democratizar os meios de comunicação. O CUCA apoiará uma profunda reforma dos meios de comunicação durante os trabalhos da I Conferência Nacional de Comunicação. Faremos côro com a UNE em seu lema "Quando eu soltar a minha voz, por favor entenda".

Somos filhos da democracia. Nossa universidade está se pintando de novas cores. Nossos trabalhadores estão na universidade junto com seus filhos. Não há mais idade certa para sonhar com a universidade.




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A UNE, a mídia torpe e o processo civilizatório

O coro alucinado na toada fria e implacável das invectivas contra a União Nacional dos Estudantes (UNE) é mais um exemplo de que falta à mídia elementos básicos ao exercício do jornalismo — como caráter e espírito democrático, valores que deveriam ser preservados sob quaisquer circunstâncias. Chamo de caráter a capacidade de manter princípios, independente da situação e do momento. O contrário disso é o casuísmo — quando o sujeito troca de premissas, de opinião e de ponto-de-vista ao sabor daquilo que está acontecendo ao seu redor naquele instante. Casuísmo, como está claro, é um dos aspectos da falta de caráter.

O casuísmo aqui, como no dito popular, é bater na canga para o boi andar. Ou seja: batem na UNE para atingir o governo do presidente Luis Inácio Lula da Silva — assim ocorre, vire e mexe, também com o MST, com o movimento sindical e com outras organizações de origem popular. É a campanha da direita para criminalizar os movimentos sociais. Outro valor fundamental da civilização é a democracia. Esse deveria ser um alicerce inegociável na construção de cada um de nós. No entanto, é de assustar o quanto a democracia anda frágil no convívio jornalístico da mídia. Estamos vendo isso ao vivo e em cores nessa cruzada contra a entidade máxima dos estudantes.

Falta para essa gente que comanda a mídia civilidade. Liberdade de expressão não é um direito hierarquicamente superior aos demais direitos e garantias individuais e coletivas. Na Constituição está no mesmo patamar o direito à intimidade, à vida privada, à honra e à imagem das pessoas. Todos igualmente invioláveis e indispensáveis. É preciso haver um equilíbrio entre eles. A defesa da liberdade de expressão exige protegê-la contra abusos como estes. Na democracia, são tarefas conciliáveis. Fora disso, a “liberdade de imprensa” não passa de balela.

Conclusão inescapável
Essa civilidade poderia ser fruto de uma sociedade mais madura do que a nossa, em que a democracia seria de fato um valor essencial, cravado mais fundo na nossa alma. Seria fruto de uma sociedade com a consciência de que existem regras mínimas de convivência que se não forem levadas a sério acabam levando ao caos social e à guerra entre concidadãos. Numa palavra: falta a essa gente levar a sério a serventia da democracia. Democracia é, acima de tudo, reconhecer os direitos do outro. No meio jornalístico da mídia, costuma-se pensar em democracia como garantia para seus abusos. Podendo, ele cassa os direitos dos seus adversários — como ocorre de modo flagrante nesse caso.

O que está se passando com a UNE é ignóbil, abjeto. Há caso de ultraje pessoal. O Blog do Noblat, por exemplo, publicou que o presidente eleito da entidade, Augusto Chagas, tem “cara de néscio, jeito de néscio e pensa como néscio”. Ele é descrito como um mentecapto, “cevado pelo PCdoB” para “repetir velhos clichês” e “defender posições ditadas por seu partido”. É um jornalismo asqueroso, indigno e vil. “Quer dizer: a UNE vai de Dilma Rousseff. Nada mais natural”, diz o post, revelando o motivo politiqueiro para tamanha torpeza. Essa gente tem o hábito de julgar os outros pelos seus defeitos. Sórdidos, brandem patrocínios de entidades estatais aos eventos dos estudantes para agredir a lógica — como se eles não recebessem quantias infinitamente superiores para difundir suas torpezas.

Filme Twister
O controle da liberdade de imprensa no Brasil pelo poder econômico não será removido enquanto este modelo de jornalismo alicerçado pelo golpe militar de 1964 — promovido pelos grupos privados para assaltar o Estado e moldá-lo à sua imagem e semelhança — não for demolido. Os grupos que controlam com poderes ditatoriais a liberdade de expressão no Brasil pretendem controlar, ao mesmo tempo, as verbas publicitárias, o trabalho dos jornalistas, os meios audiovisuais de comunicação, a produção cultural, as informações prestadas por funcionários federais, os sigilos bancário e fiscal dos cidadãos e as ações do Ministério Público. A conclusão é inescapável: os grupos que controlam a mídia brasileira fogem da democracia como o Diabo da água benta.

O que está realmente em jogo nisso tudo é uma diferença essencial no entendimento do que seja liberdade de expressão. Quem se opõe a esses grupos acredita em algo muito simples: os meios de comunicação que publicam informações erradas, cometem injustiças, causam danos ao público e aos indivíduos, atentam contra a lógica e ofendem o país — e até o vernáculo — não deveriam contar com a impunidade para cometer abusos indefinidamente. Afinal, a julgar pelo noticiário vivemos uma sucessão infernal de crises: elas mal começam a pipocar, em pouco tempo desaparecem, se esfumaçam como aqueles tufões que aparecem no filme Twister.

Emoções e realidade
É uma tentativa desesperada de subverter os resultados das pesquisas que dão altos índices de popularidade ao governo Lula. O Brasil conhece bem, e há muitos anos, a situação de ter dentro de si diversos países diferentes convivendo ao mesmo tempo. No presente momento, a diferença que mais chama a atenção é a existente entre o Brasil da calamidade e o Brasil do progresso. O primeiro, como dizem os mestres-de-cerimônia ao introduzir algum personagem que todo mundo conhece, dispensa apresentações: é o Brasil da elite em particular e da mídia, visível todo dia e a qualquer hora num noticiário político que cada vez mais se parece com os programas de palhaçadas.

O segundo Brasil é o país do trabalho, do mérito e do progresso — tão real, tão visível e tão vigoroso em suas virtudes quanto o primeiro é vigoroso em seus vícios. A questão mais relevante do momento, do ponto de vista prático, é determinar até onde o país da mídia pode piorar — e os fatos mostram que ele tem tudo para continuar piorando — sem que isso torne inviável o país do avanço. É muito fácil, diante da degeneração crescente da mídia, concluir que o filme já terminou e o bandido acabou ganhando.

Mais difícil, porque dá mais trabalho, é separar as emoções das realidades — e quando se faz essa tarefa com aplicação e cabeça fria o que começa a tomar forma é a possibilidade de que esteja ocorrendo exatamente o contrário. A direita continua perdendo terreno. Como diria Lula, o que se pode dizer com certeza, hoje, como nunca antes na história deste país, é que encontram-se em operação forças positivas que jamais haviam se manifestado de forma simultânea. O problema é que isso faz aflorar o que há de pior na mentalidade da direita. Só mesmo golpes baixos para reveter essa situção. É nisso que os golpistas apostan.

Um incêndio por dia
Seria ótimo se este processo pudesse evoluir a ponto de passar o Brasil a limpo realmente — de alto a baixo, de forma justa, ética, democrática e séria. Mas no jogo político da direita, infelizmente, a torpeza é moeda corrente. O problema é que o país já está em campanha eleitoral e a mídia tem o seu programa de governo. Oportunistas de diferentes matizes e chacais enraivecidos são acionados diuturnamente para difundi-lo. Nessa selva, nunca se sabe onde está o inocente útil e onde está o vilão oportunista. O jogo é pesado.

Será preciso muita estabilidade emocional para enfrentar o que vem por aí. As cidadelas da direita já deixam antever sua baixa tolerância às contrariedades. Dá para imaginar como o campo conservador reagirá diante da realidade hostil ao seu projeto de governo daqui para frente. Vamos enfrentar um incêndio por dia. Eles ignorarão o povo, com o qual não conseguem dialogar, e o próprio bom senso para impor o seu coquetel anti-Lula. O ataque cerrado à UNE faz parte desse jogo sujo da direita.


Por Osvaldo Bertolino, do Blog "O outro lado da notícia"


A Estrada vai além do que se vê!

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Novo presidente da UNE diz que próximos anos serão marcantes

Augusto Chagas é o novo presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE). Ele foi eleito com 71,8% dos votos, concorrendo com outros sete candidatos. A eleição da nova diretoria encerrou o 51º Congresso Nacional da entidade, neste domingo (19), em Brasília. Para o novo presidente, os próximos dois anos serão marcantes para o País em função das eleições presidenciais que decidirão qual o projeto de desenvolvimento que a sociedade irá escolher para o Brasil.

Em sua primeira fala como presidente, Augusto Chagas, disse que as eleições de 2010 exigirá da entidade um papel importante nas mobilizações do movimento estudantil na luta por um governo mais justo, comprometido com um projeto que vise uma nação mais soberana e desenvolvida.

Lúcia Stumpf, que deixou a presidência da entidade, confirmou as palavras do seu sucessor. Além da pressão para a aprovação do projeto de lei de Reforma Universitária da UNE no Congresso Nacional, outro ponto importante é a participação dos estudantes nas eleições em 2010, com o objetivo de mobilizar a todos para a vitória de um projeto que garanta mais investimentos para educação do país.

A nova diretoria, composta por 85 membros, sendo 17 da Executiva Nacional, congrega todas as tendências políticas do movimento estudantil. É que a formação da diretoria obedece a regra da proporcionalidade. A chapa que recebe o maior percentual de votos elege o presidente e ocupa os cargos em número correspondente ao percentual de votos recebidos. Votaram 3.001 delegados.

O novo presidente foi eleito pela chapa "Avançar nas mudanças" formada pelas forças Juventude Popular Socialista (JPS), Kizomba, Mudança, Mutirão e União da Juventude Socialista (UJS).

Mulheres unidas
Durante a votação, as mulheres candidatas tiveram espaço para se manifestar sobre a questão de gênero. As candidatas chamaram atenção para a necessidade de mais debate sobre o assunto e da incorporação dos homens nessa discussão. Segundo elas, a construção de uma sociedade igualitária é responsabilidade de todos e todas.

As mulheres também lembraram que são maioria na sociedade e no ensino superior e por isso, devem ocupar mais espaço de poder. Para construir uma sociedade igual, elas sabem que precisam ocupar espaço de poder. E conclamaram as companheiras a participar mais da luta e dos eventos políticos.

Os discursos incluíram ainda questões específicas, como a necessidade de creche nas universidades. E o combate a toda forma de agressão física, moral e sexual contra a mulher.

Quem é
Augusto Chagas, 27 anos, é paulista de Americana, aluno do curso Sistemas de Informação da Universidade de São Paulo (USP). Começou a militar aos 19 anos, quando cursava Sistemas de Informação na Universidade Estadual de São Paulo (UNESP), de Rio Claro, e integrou a chapa que concorreu ao Diretório Acadêmico (D.A.) da universidade.

A chapa que tinha Chagas como presidente foi vitoriosa naquele ano, de 2001. No ano seguinte, presidiu o D.A. da UNESP/Fatec. Foi eleito presidente da União Estadual dos Estudantes (UEE) de São Paulo por dois mandatos consecutivos (2005-2007, 2007-2009).


Márcia Xavier, para o Portal Vermelho

Foto: Givaldo Barbosa / O Globo


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Avançar nas mudanças: UNE tem novo presidente

O estudante da USP Augusto Chagas é o novo presidente da UNE

No Congresso mais representativo de sua história, a União Nacional dos Estudantes (UNE) elegeu o paulistano Augusto Chagas, de 27 anos, são paulino declarado e fã de Telê Santana, estudante de sistemas de informação da Universidade de São Paulo (USP-Campus Leste). Augusto estará à frente de uma das mais importantes e tradicionais organizações da sociedade civil brasileira no próximo biênio.

A partir desse domingo (19), ele passa a figurar entre o seleto grupo dos que chegaram à presidência da UNE, nomes peso-pesado como José Serra, Aldo Arantes, Aldo Rebelo, Lindberg Farias e Orlando Silva Jr.

O novo presidente foi eleito com 71,8% dos votos pela chapa "Avançar nas mudanças" formada pelas forças Juventude Popular Socialista (JPS), Kizomba, Mudança, Mutirão e União da Juventude Socialista (UJS) e terá o compromisso de aprovar o Projeto de Lei da Reforma Universitária elaborado por estudantes de todo o Brasil em tramitação na Câmara dos Deputados, ver reerguida a nova sede da UNE na Praia do Flamengo e encampar a luta por mais acesso a universidade, ampliação do Programa Universidade para Todos (ProUni), pelo combate ao neoliberalismo, pela diminuição das desigualdades e distribuição de renda. "O Brasil vive um período em que os avanços democráticos são concretos e possíveis", avalia Augusto.

Augusto atribui ao fato de ter tido contato com o movimento estudantil no primeiro ano de faculdade aos 19 anos a ampliação de sua visão sobre o mundo. "Fazer parte do movimento estudantil é como cursar uma segunda universidade. É um espaço que favorece a formação humanista, de cidadão crítico e comprometido com seu papel na sociedade e na transformação do Brasil".

Nascido na capital paulista, Augusto morou em Rio Claro, interior do estado, onde presidiu o Diretório Acadêmico da Unesp-Rio Claro e o DCE da UNESP/Fatec e, por duas vezes, foi presidente da União Estadual dos Estudantes de São Paulo (UEE-SP) nas gestões 2005-2007 e 2007-2009.

Com a experiência de quem esteve a frente da entidade que representa os universitários paulistas, ele sinaliza a radicalização nas pressões por mudanças no país, mobilizando um número cada vez maior de estudantes de diferentes linhas de pensamento para a lutas da UNE.

"Somos parte de uma nova era que discuti os avanços do Brasil, os avanços na educação e levantamos a bandeira do movimento estudantil, porque a UNE é parte de tudo isso e essa nova gestão, com Augusto presidente vai continuar a luta da entidade, que é uma luta história", disse Lúcia Stumpf, que passou o cargo neste domingo a Augusto.

À frente da UNE, Augusto é consciente da responsabilidade que tem em mãos e sonha com em fazer a União Nacional dos Estudantes do tamanho do país. O 51º Congresso da UNE aconteceu em Brasília, entre os dias 15 a 19 de julho, e reuniu cerca de 10 mil pessoas, sendo mais de 5 mil delegados com direito a voto, eleitos em 92% das instituições de ensino superior do Brasil.


Do EstudanteNet


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