segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Aécio e Serra: quem é o agressor?

Por Altamiro Borges


O colunista esportivo Juca Kfouri, amigo intimo do governador José Serra – costumam assistir partidas de futebol juntos, segundo outra chegada, a ex-vereadora Soninha –, embolou de vez o meio de campo tucano para a eleição presidencial. Ele postou a seguinte denúncia em seu blog: “Aécio Neves, o governador tucano de Minas Gerais, que luta para ter o jogo inaugural da Copa do Mundo em 2014, em Belo Horizonte, deu um empurrão e um tapa em sua companheira no domingo passado, numa festa da Calvin Klein, no Hotel Fasano, no Rio”.

Irritado, o governador mineiro retrucou de imediato: “Isso é uma aleivosia tão grande. Eu me sinto, claro, pessoalmente ofendido por isso, mas prefiro até nem comentar para não validar algo tão distante da minha prática cotidiana. Sempre fiz política e vou continuar fazendo num patamar muito superior a esse. E o que eu posso dizer é que é uma calúnia vergonhosa”. Sua namorada, Letícia Weber, também rechaçou a acusação e alguns parlamentares tucanos já saíram em defesa de Aécio Neves, insinuando que a acusação teria mesquinhos interesses político-eleitorais.

A mídia e a cortina de silêncio
Apesar do rápido desmentido, Kfouri manteve sua denúncia. Ele citou uma postagem do blog de Joyce Pascowitch, que noticiou o crime, sem apontar o criminoso. “Um dos convidados mais importantes e famosos da festa que o estilista Francisco Costa, da Calvin Klein, deu na piscina do hotel Fasano, nesse domingo, acabou estrelando uma cena que deixou todos os convidados constrangidos. Visivelmente alterado, ele deu um tapa na moça que o acompanhava – namorada dele há algum tempo. Ela caiu no chão, levantou e revidou a agressão. A platéia era grande e alguns chegaram a separar o casal para apartar a briga. O clima, claro, ficou muito pesado”.

E numa entrevista nada esportiva ao blog do antenado jornalista Renato Rovai, Kfouri colocou ainda mais lenha na fogueira:

Rovai: Quando você recebeu a informação de que essa agressão havia ocorrido?
Kfouri: Recebi no sábado pela manhã um e-mail contando a história e comentando uma nota da Joyce Pascowitch. Vi que o assunto tinha sido tratado pela Barbara Gancia no Twitter e aí fui atrás da informação. Conversei com uma pessoa que foi na festa e que disse que estava a cinco metros do acontecido, tendo visto a moça tomar um tapa e cair no chão. Contou ainda que a viu se levantar e reagir indo pra cima dele.

Rovai: Você confirmou a história com outras pessoas ou confiou plenamente na sua fonte?
Kfouri: Antes de dar a nota fiz quatro ou cinco ligações pra festeiros cariocas amigos meus e todos me confirmaram a história, apesar de não terem visto a cena.

Rovai: Você diz em seu blog que a imprensa brasileira não pode repetir com nenhum candidato a candidato a presidência da República a cortina de silêncio que cercou Fernando Collor, embora seus hábitos fossem conhecidos. É possível ser mais claro em relação a essa frase.
Kfouri: É isso mesmo que você está pensando, Renato. Circulam mil histórias em relação ao Aécio, histórias que, aliás, o Mineirão canta em coro [durante a partida Brasil e Argentina, no ano passado, parte da torcida presente entoou o coro “Ô Maradona, vai se f..., o Aécio cheira mais do que você"]. Acho que a imprensa tem obrigação de investigar isso, como deveria ter feito o mesmo em relação ao caçador de marajás. Isso não pode ser tratado como coisa menor, como algo regional.

Rovai: Há muito especulação de que a informação poderia ter partido de algum tucano relacionado ao governador Serra, o que você tem a dizer sobre isso?
Kfouri: Não é verdade. Não falei com nenhum tucano a respeito do assunto, conversei apenas com os festeiros cariocas, que confirmaram a história.

“Os bons amigos na imprensa”
Juca Kfouri nega qualquer digital de José Serra na bombástica acusação, mas há quem duvide. Tanto ele como Joyce Pascowitch nunca esconderam suas ligações com o governador paulista. Afora isso, são bem conhecidas as técnicas maldosas deste grão-tucano contra seus adversários. José Sarney, presidente do Senado, até hoje não perdoa Serra pela onda de denúncias contra sua filha, que abortaram a candidatura presidencial de Roseana Sarney em 2002. Geraldo Alckmin também não engoliu as revelações sobre o seu envolvimento com a seita direitista Opus Dei, que vazaram do Palácio dos Bandeirantes durante a disputa tucana para as eleições de 2006.

Como aponta o jornalista Rodrigo Vianna, a denúncia de Kfouri “serve aos interesses de Serra. Não quero dizer com isso que Juca esteja a serviço da candidatura Serra. Longe de mim levar o leitor a esse tipo de conclusão. Mas é estranho… A nota de Juca, do que jeito que foi redigida, cumpre (involuntariamente?) um papel importante. Manda a Aécio o recado: ‘Você tem telhado de vidro, se botar as manguinhas de fora, virá pancada pra valer’… Serra manda recados através da imprensa. Conta com bons amigos para isso”.

“Paranóico e vingativo governador paulista”
No mesmo rumo, o blogueiro Luiz Antonio Magalhães foi ainda mais taxativo. Para ele, não há dúvida sobre a maldade do governador paulista, “especialmente pelo fato da bomba estourar bem no momento em que Aécio decidiu partir para o confronto com Serra pela vaga presidenciável tucana em 2010… Serra joga pesado, sim, as paredes do Bandeirantes sabem direitinho o quão paranóico e vingativo o governador de São Paulo é… E é bom mesmo Aécio ficar bem esperto, porque o vazamento do tal tapinha deve ser só o começo da ‘desconstrução da imagem’ do governador mineiro, como gostam de dizer os chiques tucanos paulistas”.

As duas hipotéticas agressões – a de Aécio contra a namorada e a de Serra contra Aécio – podem bagunçar de vez o ninho tucano e dificultar as pretensões do bloco neoliberal-conservador para a sucessão de 2010. O partido do odiado FHC já estava sem discurso e sem proposta, desesperado com a crescente popularidade de Lula. Agora ainda terá que resolver a sua rinha interna.




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Galinhada a moda do Imperador

Não, essa não é uma homenagem a Ana Maria Braga. Estamos apenas passando uma receita que degustamos ontem e estava maravilhosa. Um vinho chileno ou uma kruskovaca sérvia acompanham bem.

Ingredientes

- 1/2 xícara (chá) de óleo
- 1 galinha cortada em pedaços
- 5 dentes de alho amassados
- 1 cebola picada
- 1 pimenta dedo de moça
- Pimenta do reino a gosto
- 1 tomate picado
- 2 cubos de caldo de galinha
- 1 xícara (chá) de salsinha picada
- 2 xícaras (chá) de arroz
- 1 1/2 litro de água quente (mais ou menos)
- Suco de 1/2 limão
- 1 cenoura ralada
- 1 xícara (chá) de cebolinha picada (para finalizar o prato)


Numa panela grande coloque o óleo, deixe esquentar e doure bem os pedaços de frango até ficar na cor caramelo. Faça um refogado com alho, cebola, as pimentas, o tomate picado, o caldo de galinha e a salsinha.

Incorpore o arroz ao molho, coloque a água quente e o suco de limão e deixe cozinhar. Quando a água estiver secando e o arroz, junte a cenoura ralada, a cebolinha e mexa devagar. Tampe a panela e desligue o fogo.


P.S.: Convidem Aldanny, Marcelão, Pecezinho, Baé, Ronilson, Zé Morais, Pedro Pinga, Jackson, Alicinho e Lucas Pombo, é diversão garantida!
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Algumas imagens da galinhada de ontem:
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A maior do mundo comanda também no Mineirão
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O Império contra-ataca

Busca lá na rede Carini

Tchau galinhada!


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Ao fim do 12º Congresso, PCdoB reelege Renato Rabelo presidente e escolhe Luciana vice

No processo final do 12º Congresso do PCdoB, o Comitê Central (CC) do partido, recém-eleito em votação secreta e eletrônica, fez uma breve reunião para reeleger Renato Rabelo presidente do partido, eleger Luciana Santos vice-presidente, além dos 26 nomes da Comissão Política. Renato indicou que este será seu último mandato na presidência.

Renato Rabelo anunciou que aceitava mais um mandato, o terceiro como presidente do PCdoB. Mas pediu a permissão do CC para proceder, no momento oportuno, os preparativos para a escolha de um companheiro que assuma o cargo no próximo Congresso, em 2013.

Fez também a proposta de Luciana Santos para vice-presidente do partido. A secretária de Ciência e Tecnologia de Pernambuco e ex-prefeita de Olinda foi anunciada por Renato como "futura deputada federal e uma das mais votadas no estado". O nome foi recebido com aplausos pelos 105 membros do CC recém-eleito.

Renato apresentou ainda os 26 nomes propostos para a Comissão Política. Quanto ao Secretariado, ficou de ser composto mais tarde, em uma reunião da Comissão Política, dia 11, e outra do Comitê Central. A indicação é de um Secretariado de sete membros, visando reforçar cada vez mais o papel da Comissão na condução política do partido.

A Comissão Política foi eleita em votação secreta pelos membros do CC.
Sua composição é:

Renato Rabelo

Adalberto Monteiro

Adalberto Frasson

Aldo Rebelo

Altamiro Borges

Ana Rocha

Daniel Almeida

Flávio Dino

Haroldo Lima

Inácio Arruda

Jô Moraes

João Batista Lemos

José Reinaldo

Júlio Vellozo

Liége Rocha

Luciana Santos

Nádia Campeão

Orlando Silva

Carlos Augusto Patinhas

Ricardo Abreu

Renildo Calheiros

Vanessa Grazziotin

Vital Nolasco

Wagner Gomes

Walter Sorrentino

Veja aqui o novo Comitê Central e aqui o vídeo do encerramento do Congresso

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Lula no Congresso do PCdoB

Lula: “Política exige mais inteligência que conhecimento”

Aclamado de pé pelos participantes do 12º Congresso do PCdoB na última sexta-feira (6), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva agradeceu ao partido pelo apoio e lealdade e destacou a contribuição dos comunistas para o seu governo e o país. No discurso, ele aproveitou para responder às recentes críticas do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso à sua gestão e às declarações do cantor Caetano Veloso, que o chamou de analfabeto. “Na mesma semana em que fui tachado de analfabeto, ganhei o título de estadista do ano”, disse.

Lula, que discursou por mais de uma hora, começou sua intervenção resgatando a histórica relação entre PT e PCdoB, que já dura mais de 20 anos. Comparando a aliança ao convívio de um casal, ele lembrou que nunca houve brigas ou rompimento entre as duas legendas. Ressaltou que a sigla comunista esteve ao seu lado nos momentos bons e ruins, citando o apoio que recebeu desde a eleição de 89.

“Quando as pesquisas de opinião tiravam tanto voto meu que pensava que ia terminar a eleição devendo pontos ao Ibope, conversei com (João) Amazonas que era a hora de pensar a candidatura”, contou, com humor. Segundo Lula, ele ouviu do líder comunista que não era possível fazer a candidatura de um operário querendo agradar a todos os setores e que a campanha deveria ser dirigida aos trabalhadores.

“O Amazonas era o homem que apaziguava as brigas, as divergências, entre Brizola, eu e Arraes”, elogiou, ao mencionar a capacidade do PCdoB de construir a unidade. “Definimos então que as relações entre PCdoB e PT deveriam ser uma coisa mais profunda, que, respeitando as soberanias de cada partido, estivéssemos juntos na maioria das lutas. E não poderia deixar de agradecer ao PCdoB”, colocou, lembrando as eleições de 94, 98 e 2002.

“Dentro do PT teve gente que achava que eu não devia mais ser candidato. Mas, no PCdoB, não havia ninguém que dissesse isso”, afirmou, agradecido também pelo fato de o partido não “ter abandonado o barco” na crise de 2005.

Diante de uma plateia repleta de integrantes de movimentos sociais, o presidente falou sobre a época de sindicalista e defendeu: “Deus queira que muitos operários cheguem à presidência, por que aí a gente descobre a responsabilidade do cargo quando quer fazer um governo sério. (...). Na oposição, a gente diz que acha isso e aquilo. Na cadeira, você decide ou não decide, não tem trelelé. E tem que olhar a correlação de forças e as instituições”, discursou, rendendo loas também aos movimentos sociais e, em especial, à UNE.

Dirigindo-se à mesa, o presidente destacou as qualidades dos comunistas que ocuparam ministérios em seu governo, “por que tiveram caráter e lealdade”. Segundo ele, o “PCdoB foi exemplar nesses sete anos de governo”.

Continuidade
Brincalhão, Lula falou de certa “tristeza” em, pela primeira vez, não ter seu nome na cédula da disputa presidencial. “Vai ter um vazio na minha cabeça”, brincou, mencionando a pré-candidata e ministra Dilma Rousseff como a possibilidade de “continuidade de um projeto”.

Referindo-se à juventude presente no Congresso, Lula também brincou com a possibilidade de se candidatar a uma vaga no Prouni quando não estiver mais na presidência. “Talvez a UNE me aceite (...), mas acho mais fácil a UJS me aceitar”, divertiu-se.

“Prestem atenção que esta coisa é muito séria. Quem é prefeito, governador, sabe perfeitamente que um estranho no ninho pode desmontar tudo que foi feito em apenas dois anos (...). Por isso a continuidade é extremamente importante”, disse.

Recado a Caetano e FHC
Com ironia e sem citar nomes, o petista respondeu críticas sobre a sua falta de formação universitária e mandou recados ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. “Se tem uma coisa inteligente é a classe operária. Tem muito intelectual no Brasil que pensa que não. (...) Essa semana eu fui chamado de analfabeto (...) e nessa mesma semana eu ganhei o título de estadista do ano”.

A declaração foi uma referência ao fato de que, no último dia 5, em uma entrevista, o cantor Caetano Veloso chamou o presidente de analfabeto e disse que, ao contrário da Marina Silva e do Barack Obama, Lula não saberia falar e seria cafona e grosseiro.

“Tem gente que acha que a inteligência está ligada à quantidade de anos no colégio. Não tem nada mais burro que isso. A universidade dá conhecimento. Inteligência é outra coisa. E a política é uma das ciências que exigem mais inteligência do que conhecimento. Inteligência para saber montar equipe, tomar decisões, não está nos livros, mas no caráter e na sensibilidade”, completou. Com ironia, ele conclui: “mas não importa. As pessoas falam o que querem e ouvem o que não querem. A vida é dura”.

Soltando indiretas para Fernando Henrique Cardoso, que no último domingo divulgou artigo falando de um “subperonismo” no governo petista, Lula alfinetou: “Compreendo o ódio, porque um intelectual ficar assistindo um operário que só tem o quarto ano primário ganhar tudo que ele imaginava que ele pudesse ganhar e não ganhou...”, disse Lula, interrompido por palmas e gritos de guerra.

“Tem presidente que foi estudar dois, três anos lá fora. Eu não”, disse o presidente, afirmando que, diferente de outros presidentes, ele precisou provar desde o dia que nasceu que tem competência. “Tinha clareza, e o PCdoB sabe disso, de que se fracassássemos, levaria mais 150 anos para outro operário ser presidente”, colocou.

Ainda fazendo referência a Caetano, Lula declarou, com graça, que “um país governado por um analfabeto vai terminar realizando um governo que mais investiu em educação”. E reposicionou o alvo no ex-presidente tucano: “Estamos fazendo uma vez e meia o que eles não fizeram em um século. (...) O Fernando Henrique Cardoso achava que nós seríamos um fracasso e que ele poderia voltar”.

O precedente Lula e as instituições poderosas
O petista contou ter participado recentemente de uma reunião com catadores de papel, na qual teve “a coragem de dizer para um catador: você pode ser presidente da república desse país, porque vamos deixar um legado”. Lula, contudo, afirmou que chegar ao governo não é o mesmo que chegar ao poder, “Há instituições poderosíssimas”, colocou.

O presidente citou, então, exemplos em que houve pressão contrária às suas posições quanto à política internacional do Brasil. “Queriam que eu batesse no Evo Morales. O Evo queria o gás que era dele. Eu poderia ter feito uma bravata com ele, já que a Bolívia é um país menor. Mas eu não conseguia enxergar como é que um metalúrgico de São Bernardo ia querer brigar com o presidente da Bolívia. Queria brigar era com o Bush, mas ele virou meu amigo e nunca precisei brigar com ele”, brincou.

Sobre as críticas acerca da revisão do tratado de Itaipu, Lula lembrou que houve quem dissesse que o presidente não iria entrar em briga com o Paraguai por ser “frouxo”. “Como é que um país do tamanho e com as riquezas do Brasil vai brigar com o Paraguai? Preferi construir um acordo que vai dar chance de o Paraguai se desenvolver”.

Sob o olhar atento da militância comunista, Lula falou também sobre o papel do Brasil na região e as dificuldades de construir a Unasul. “O Brasil não pode se comportar como se tivesse a hegemonia. Tem que ser como um companheiro mais velho, contemporizar”. E divertiu-se ao dizer que propôs a criação dos Conselhos de Defesa e de Combate ao Narcotráfico na Unasul, para poder dizer: “Obama, não precisamos de bases militares. Vamos cuidar nós mesmos do combate ao narcotráfico e você vá cuidar dos consumidores”.


Manipulação da informação
Embora não tenha feito questionamentos diretos a veículos de comunicação, o presidente por várias vezes mencionou o fato de as informações importantes sobre o país não chegarem à população. E chegou a dizer que, se dependesse de alguns meios de comunicação, ninguém saberia de nada.

O presidente citou manchetes de jornais. “Uma delas, dizia: contra Lula, o PSDB treina cabos eleitorais no Nordeste. Ou seja, é um pouco o que os alemães faziam com os judeus. Ou seja, vamos treinar gente para não permitir que eles sobrevivam”, comparou o presidente.

Ele mencionou ainda uma matéria cujo título se referia à uma cobrança da ONU à meta brasileira de emissão de gases. “A ONU não tem condições de cobrar um milésimo do Brasil”, respondeu.


De São Paulo, Joana Rozowykwiat.
Fotos: Maurício Moraes, Vanessa Stropp e Rafael Neddemeyer.

Veja o vídeo da intervenção de Lula aqui

Leia tudo sobre o 12º Congresso do PCdoB aqui
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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

PCdoB começa hoje seu 12º Congresso

Começa na noite desta quinta-feira (5) o 12º Congresso do PCdoB. Cerca de 1.500 pessoas devem passar pelo Anhembi, em São Paulo, até domingo, quando termina a plenária final. O Partido chega a esta etapa otimista, em fase de ascensão e confiante na possibilidade de contribuir para implantar no país um novo projeto nacional de desenvolvimento que sirva como caminho brasileiro para o socialismo. “Estamos numa fase favorável e podemos dar passos ainda maiores”, afirma o presidente Renato Rabelo.

Durante os quatro dias de plenária final do 12º Congresso, os internautas poderão acompanhar suas atividades através do portal Vermelho e da página especial do 12º Congresso. Serão reportagens escritas, transmissão ao vivo da plenária, vídeos-reportagens, programação de áudio e galeria de imagens que levarão aos militantes e simpatizantes do PCdoB informação atualizada sobre os principais acontecimentos do Congresso. Os participantes do evento também poderão contribuir enviando seus próprios vídeos.

Um dos principais momentos será o ato político, nesta sexta-feira, que contará com a presença do presidente Lula, além de ministros, parlamentares e figuras destacadas da política nacional. Além de sua programação tradicional, o Congresso terá show de Jorge Mautner, lançamento de livros – como o do presidente Renato Rabelo, Ideias e rumos –, lojas e atividades culturais.

Da resistência à era Lula
Num momento em que o mundo lembra os 20 anos da queda do Muro de Berlim, em novembro de 1989, o PCdoB comemora o fato de, desde então, ter não apenas resistido ao fim da experiência soviética e do leste europeu como, também, ter crescido em número e em influência política. Em 2001, quando o partido realizava seu 10º Congresso, contava com 33.948 membros. Quatro anos depois, no 11º Congresso, saltou para 69.638. Hoje, alcança 102.332 (veja o mapa por região). Mas não é só isso: aumentou sua bancada federal, tendo hoje 14 deputados e um senador, um ministro (Esporte), centenas de prefeitos e vereadores e prestígio crescente nas frentes política, social e intelectual.

“Com o fim da ditadura militar, o PCdoB compreendeu que a formação de um partido que atuasse no âmbito dos trabalhadores, o PT, não poderia ser antagônico ao PCdoB. E compreendemos que mesmo não tendo a mesma ideologia, o PCdoB podia ser um aliado importante porque o PT expressava os anseios dos trabalhadores naquele momento”, lembra Rabelo.

Nascia assim a parceria histórica que culminou com a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva em 2002. “Percebemos que mesmo sendo força minoritária, deveríamos participar de seu governo”, diz. “E com isso, quebramos uma série de tabus. Mesmo em períodos de crise, não entramos no ‘bloco dos desesperados’, mas ao mesmo tempo compreendemos quais eram os limites do governo”. Assim, o partido não só ajudou nesse novo ciclo aberto por Lula como também se beneficiou dele. “O aumento de nossa influência política está ligado ao fato de termos tido maior acesso ao nosso povo, o que de outra forma o PCdoB não teria conseguido”, reconhece Rabelo.

O dirigente lembra que o PCdoB percebeu nas vitórias do governo Lula e nas transformações de sentido popular, anti-imperialista e de esquerda ocorridas na América Latina o nascimento de um novo contexto. “Todo esse contexto levou o partido a compreender que precisava ter maior audácia política e aumentar sua atuação e influência no plano político e social. O PCdoB passou a ter uma ação mais efetiva nos processos eleitorais. Os comunistas se restringiam apenas às eleições proporcionais – o que dificultava o reconhecimento do partido pela maioria do eleitorado – e com essa decisão, passou a disputar eleições majoritárias e a ser mais conhecido”.

No campo das lutas sociais, o PCdoB resolveu investir numa nova central sindical de caráter classista e plural que buscasse a hegemonia dos trabalhadores na sociedade. Nascia assim, em 2007, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB). “Num primeiro momento, isso parecia quase impossível, mas junto com outras forças políticas e tendências sindicais conseguimos construir a central, o que hoje mostra que a posição adotada foi justa. A CTB se amplia e nunca tivemos uma influência tão grande no âmbito sindical e operário como temos hoje”, enfatiza.

Adaptação à realidade concreta
Ao analisar a trajetória do PCdoB desde sua criação, em 1922, até os dias atuais, Renato Rabelo constata que apesar de todas as mudanças pelas quais passou, conseguiu manter sua identidade comunista e revolucionária. “Quando foi reorganizado em 1962, o partido buscava justamente reafirmar sua feição revolucionária contra qualquer tentativa reformista ou revisionista”.

Assim, quando nos anos 1990 parte do movimento comunista entrou num processo de negação de sua ideologia, o PCdoB seguiu mantendo suas posições. Ao mesmo tempo, porém, o partido procurava renovar sua política e organização a fim de tornar-se contemporâneo. “Um partido de ação política deve estar no centro dos grandes acontecimentos políticos. A renovação e a contemporaneidade se deram, portanto, neste sentido. Manter a rigidez de posições sem levar em conta as mudanças do tempo poderia nos transformar numa seita. Por outro lado, o Partido não podia se transformar num corpo amorfo, jogado a uma vala comum em que muitos partidos entraram de defesa de posições social-democratas”.

Lição principal tirada desde o fim da experiência soviética é que não há modelo único de construção do socialismo. “Muitos imaginam e insistem na ideia de que se não seguirmos uma determinada fórmula de conquista do poder, estaremos caindo no revisionismo e esta é uma visão superada. Mesmo dentro do partido havia visões dogmáticas que limitavam a emancipação do pensamento e isso é antidialético. Por isso, seguimos um caminho que levava em conta a nova realidade política brasileira”, diz Rabelo. Mas, enfatiza: “não abrimos mão de algumas questões que são essenciais e uma delas é que o capitalismo é finito e pode ser superado. E o nosso grande objetivo é a superação profunda e revolucionária deste sistema, abrindo caminho para uma sociedade mais avançada”.

Debruçado sobre essa nova fase aberta por Lula, o PCdoB procurou formas de alcançar a sociedade socialista com um olhar adaptado ao contexto atual somando a isso as lições deixadas pela queda da URSS. “Era preciso combinar reformas estruturais e rupturas levando em conta acumular forças para se atingir nosso objetivo maior”, colocou.

Assim, ao longo dessa caminhada, os comunistas chegaram à formulação que hoje é o ponto fundamental defendido em seu 12º Congresso: a busca por um novo projeto nacional de desenvolvimento capaz de superar as dificuldades estruturais do país que ainda o impedem de alçar vôos mais altos. “Estamos em um momento em que podemos criar condições para o socialismo desde que possamos desenvolver um novo projeto nacional que enfrente as deformações acumuladas na trajetória do Brasil. Podemos contribuir para elevar a consciência social e política da maioria da população e dos trabalhadores, o que nos aproxima da sociedade socialista”.

É neste espírito que milhares de comunistas de Norte a Sul do país se reuniram durante os três meses de processo congressual para discutir a linha de atuação do Partido nos próximos quatro anos em consonância com as necessidades brasileiras. “Este congresso se realiza num momento muito favorável e sem dúvida a linha adotada pelo governo Lula contribuiu diretamente para isso. Ou seja, temos de aproveitar para impulsionar as transformações que o Brasil necessita levando em conta uma nova realidade de maior soberania, democratização, conquistas sociais e aprofundamento das relações com os vizinhos em torno de uma integração solidária. Podemos e vamos dar passos ainda maiores. O PCdoB está muito otimista”.

Priscila Lobregatte, para o Portal Vermelho

Saiba mais sobre o 12º Congresso


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Igor Vive!


Caminhando para o oitavo ano do truculento e inesperado assassinato cometido contra o saudoso bailarino, ator e coreógrafo Igor Xavier, pelos até então “cidadãos de bem” Diego Rodrigues Athayde Vasconcelos e Ricardo Athayde Vasconcelos, que surpreendeu toda Montes Claros no dia 1º de março de 2002, e após o crime os assassinos confessos fugiram para o bairro Sion em Belo Horizonte. Onde até hoje residem.

Marlene e Mazinho Xavier, os pais do bailarino vivem um dilema, pois apesar de muita luta, juntamente com familiares, amigos da classe cultural e sociedade civil, até hoje o julgamento não se deu e os assassinos vivem em plena liberdade, sem em nenhum momento serem incomodados pela justiça e muito menos pela polícia.

No Tribunal de Justiça de Minas Gerais tramita de forma muito lenta o processo de número 1.0433.02.04478-1/001 no cartório da 1ª Câmara Criminal em Belo Horizonte.

Por não entender, nem concordar, com a lentidão desses procedimentos a família, juntamente com os amigos do bailarino Igor Leonardo Lacerda Xavier, criou há dois anos a Associação Sociocultural Igor Vive, para preservar a memória do bailarino e lutar por justiça.

E agendaram para o próximo dia 17 de novembro, as 20 horas, com entrada gratuita, no Teatro da Assembleia Legislativa, o espetáculo/denúncia TRIBUTO AO BAILARINO ASSASSINADO IGOR XAVIER, com participação dos artistas de Montes Claros e Belo Horizonte: Aroldo Pereira, Simone Xavier, Giovanne Sassá (Tambolelê), Carluty Ferreira, Bob Marcilio, Jovino Machado, Danny Maia, Ronaldinho Pio, Rogerio Salgado & Virgilene Araujo, Carlos Faria, Márcio Levy, Gilberto de Abreu, Wagner Torres, Helena Soares, Carloman Bonfim, Jose Edward Lima, Clecius Rodrigues.

Os artistas, juntamente com os pais do Igor Xavier, perguntam: como vivem Ricardo e Diego, pai e filho, após terem cometido tão brutal assassinato?

Será que esses cidadãos têm a consciência tranquila?

É verdade que o Diego Rodrigues Athayde Vasconcelos cursa Direito na PUC/BH?

O que os faz terem certeza de que nunca serão punidos? Por que a justiça não se pronuncia? É verdade que a banca de advogados os defende, a peso de ouro e muita influência política? Como a justiça permite tantos recursos com os quais eles, os assassinos, conseguem adiar seguidamente o julgamento?

Com esse evento em Belo Horizonte, onde o Igor Xavier também atuou na cena cultural na década de 1990, inclusive no elenco da peça de Roberto Drummond, Hilda Furacão, a Associação Sociocultural Igor Vive quer provocar a imprensa belorizontina a buscar algumas dessas respostas.

SERVIÇO: TRIBUTO AO BAILARINO ASSASSINADO IGOR XAVIER
Espetáculo/Denúncia
17 de novembro as 20:00 horas
Espaço político-cultural Gustavo Capanema – Galeria de Arte da Assembleia Legislativa
Rua Rodrigues Caldas, 30 – Térreo – Bairro Santo Agostinho
Belo Horizonte
Informações: (31) 2108-7826/21087827
(38) 3214-9271 – Marlene Xavier
(38) 9112-7011 – Aroldo Pereira

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Encerrando a temporada

Última semana da peça "Deus é Amor...mas, também, é Humor!" na Sala Geraldo Freire

Esta será a última semana da peça de teatro “DEUS É AMOR, MAS TAMBÉM É HUMOR” no Teatro da Sala Geraldo Freire (anexo à Câmara Municipal). O Grupo Arte fará neste final de semana 05 apresentações:

· SEXTA-FEIRA, 06 DE NOVEMBRO - 01 APRESENTAÇÃO: 21 HS

· SÁBADO, 07 DE NOVEMBRO – 02 APRESENTAÇÕES: 19 HS E 21 HS

· DOMINGO, 08 DE NOVEMBRO – 02 APRESENTAÇÕES: 19 HS E 21 HS

INGRESSOS: R$ 5,00

INFORMAÇÕES PELO TELEFONE: 38-9131-6228 (KELLY)

VÁ AO TEATRO E LEVE A FAMÍLIA!

E Deus disse: “Faça-se o riso” e o Grupo Arte, então, montou o espetáculo teatral "DEUS É AMOR...MAS TAMBÉM É HUMOR!". O público, pelo visto, aprovou a criação: apenas no segundo semestre de 2008 foram 36 apresentações (02 no Centro Cultural, 30 no Colégio Marista São José e 04 na Paróquia São Sebastião), para um público de mais de dez mil pessoas.

O espetáculo, escrito e dirigido por Cláudio Prates, retomou a temporada 2009 inicialmente com 21 apresentações, entre 25 de setembro e 08 de novembro, de sexta a domingo, às 21 horas, no teatro da Sala Geraldo Freire (anexo à Câmara Municipal). "DEUS É AMOR...MAS TAMBÉM É HUMOR!" se trata de uma releitura de cenas bíblicas que demonstram, na visão do autor, “o refinado humor de Deus presente nas escrituras sagradas”.

Valendo-se do suporte de outras mídias, como o vídeo, "Deus é amor, mas também é humor" é um espetáculo interativo e atualizado e consegue promover, durante cerca de uma hora e dez minutos, a reflexão sobre inúmeras cenas da Bíblia, como a história de Adão e Eva, Abraão e a primeira “pegadinha” da humanidade, a luta entre Davi e Golias, a perseverança de Jó - o homem que não desiste nunca -, entre outras.

Segundo Cláudio Prates, que também atua no espetáculo, “ao colocarmos as lentes do bom humor podemos ver centenas de passagens bíblicas que revelam o fino humor de Deus em suas ações”.

Ele explica que não se trata de esculhambação à história sagrada, mas sim de uma outra forma de contá-la. “A peça mantém fidelidade à narrativa do Autor Sagrado, levando o espectador a descobrir que Deus não é cara carrancudo e sério, como alguns possam imaginar, mas, pelo contrário, Ele é um Deus muito bem humorado. Isto está presente em diversas histórias das Escrituras Sagradas, algumas contadas no palco”.

Ele define seu texto como uma “divina comédia”. “É uma história sagrada, mas cheia de graça”.

Segundo o autor, o espetáculo, que está cheio de novidades, “além dos objetivos de entreter e fazer rir, a peça se transformou em um Projeto Social: “DEUS É AMOR, MAS TAMBÉM É HUMOR”: ARTE ITINERANTE TRANSFORMANDO VIDAS”. Após esta temporada, o projeto será levado às comunidades carentes de Montes Claros, com o objetivo de envolver, com a arte e a cultura, a juventude local que se encontra em situação de risco ante às crescentes criminalidade e violência”, concluiu Cláudio Prates.

O espetáculo tem a duração de 70 minutos e é livre para todos os públicos. Os Ingressos antecipados a R$ 5,00 na livraria Chama Viva, Livraria Santa Terezinha e na Alfaia Homem. Informações adicionais pelos telefones: 9131-6228 (KELLY) 9126-2635, 9931-7667, 8815-3527


A Estrada vai além do que se vê!

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Marighella vive!


A Estrada vai além do que se vê!

80 anos da marcha Nico Lopes, eu fui!

Por Fellipe Redó*

Interessante imaginar, mas é numa cidade dessas de pouco mais de 60 mil habitantes que se encontra uma das principais universidades do estado de Minas Gerais: a Universidade Federal de Viçosa. É lá que acontece um festival já tradicional da região e dos estudantes que tem como ponto auge a leitura de um manifesto escrito sobre um rolo de papel higiênico.

Este ano começa assim : "80 anos de Nico Lopes significam muitas conquistas do movimento estudantil mineiro. Da irreverência dos estudantes e da boêmia da cidade surge a Nico Lopes para tratar de cada momento histórico do Brasil com muita crítica, mas sem perder a alegria, jamais! No truculento período da ditadura militar a marcha ficou proibida durante anos. Na redemocratização, a Nico voltou com toda a força. Diretas já, Fora Collor, Fora FHC, e ALCA Não, já foram temas da Nico. Com muita gente animada atrás do trio-elétrico, antes era uma carroça puxada por burro(!), essa marcha coloca a cidade de Viçosa no circuito nacional de manifestações".


É 2009 um ano pra lá de comemorativo "olha a Copa e as Olimpíadas aí gente! !! ”, citava o manifesto. O tema proposto foi O PRÉ-SAL É NOSSO! reforçando a campanha que a UNE, UBES, ANPG, e agora também, a UEE-MG, e o DCE-UFV têm proposto para que 50% dos recursos provenientes do fundo social do pré-sal sejam destinados à educação. Não faltou por isso criatividade para os nomes dos blocos de foliões que percorriam o campus da universidade e seguiam o trajeto pela cidade adentro: "Pré-Sal, presente de Yemanjá", "Tira o olho gordo do meu pré-sal", "Bloco da justiça", "O prensadinho é nosso, e o verdinho também!", foram alguns destes.



A bateria do grupo Bartucada desenvolveu o percurso acompanhado por milhares de pessoas, tocando músicas das mais variadas em ritmo de muito axé. Já o encerramento ficou por conta de Alceu Valença que animou toda a galera tocando seus clássicos: Bicho maluco beleza, Pelas ruas que andei, e a mais participativa com o público em tom de brincadeira de pergunta e resposta em coro: "- se eu disser que é iaiá, você diz que é ioiô. - iaiá, iô iô. - ioiô, iá iá."


Durante os quatro dias de festejos aconteceram ainda festival de bandas, oficinas e um Palco Livre. Passaram pelo ato político o reitor da UFV, o prefeito da cidade e o presidente da UNE. Augusto Chagas ressaltou ser a primeira iniciativa de massa dessa campanha que promete contagiar os estudantes e ganhar a opinião pública pro quanto é estratégico pensar a Educação como fator para o desenvolvimento de formas criativas, auto-sustentáveis e independentes em um projeto de nação, cidadania e meio ambiente.


Luiza, presidente da UEE-MG, também estava por lá e ressaltou a importância da rede do movimento estudantil estar tão articulada e presente como no atual momento. Suzane, coordenadora nesse ano da marcha e diretora do DCE-UFV, com voz já quase rouca, comemorava a conquista que foi relançar novamente a marcha e colocar no calendário e pauta do movimento estudantil a política e a cultura juntas novamente.

Outras tantas coisas aconteceram, mas eu vou terminando por aqui, pois, como o próprio manifesto dizia, "essa é uma história que não existe papel higiênico no mundo que dê conta de tantas palavras". Só estando mesmo lá.

*Fellipe Redó é diretor de Cultura da UNE.


Clique aqui e confira:
Nico Lopes no Orkut
Fotos no álbum virtual
http://www.dce.ufv.br/



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Lula muda agenda em Londres para ir ao Congresso do PCdoB

Lula no 11º Congresso, em 2005

O Palácio do Planalto confirmou nesta terça-feira (3) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participará do ato político do 12º Congresso do PCdoB, na próxima sexta-feira (6). Lula remanejou sua agenda em Londres para garantir sua presença. O ato dos comunistas, aberto ao público, será às 19 horas, no auditório do Anhembi, zona norte de São Paulo, que sediará o Congresso.

Lula virá para São Paulo após uma visita oficial a Londres, e teve que fazer mudanças na programação de modo a conciliar as agendas. Um café da manhã com o primeiro ministro britânico, Gordon Brown, foi cancelado. O presidente brasileiro, apoiado pelo PCdoB em suas cinco campanhas eleitorais desde 1989, disse que fazia questão de estar presente.

Também estarão presentes no ato político a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) e o deputado Ciro Gomes (PSB), além de outros ministros, governadores, dirigentes partidários e outros expoentes do arco de alianças do PCdoB.

O fórum máximo do Partido Comunista reúne-se ordibnariamente a cada quatro anos. Este será o sexto Congresso do PCdoB desde a conquista da legalidade, com o fim da ditadura, em 1985. O tema principal do Congresso será a aprovação do novo Programa Socialista do partido.


Leiam também:


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terça-feira, 3 de novembro de 2009

Rondó da liberdade

É preciso não ter medo,

é preciso ter a coragem de dizer.


Há os que têm vocação para escravo,

mas há os escravos que se revoltam contra a escravidão.


Não ficar de joelhos,

que não é racional renunciar a ser livre.

Mesmo os escravos por vocação

devem ser obrigados a ser livres,

quando as algemas forem quebradas.


É preciso não ter medo,

é preciso ter a coragem de dizer.


O homem deve ser livre...

O amor é que não se detém ante nenhum obstáculo,

e pode mesmo existir até quando não se é livre.

E no entanto ele é em si mesmo

a expressão mais elevada do que houver de mais livre

em todas as gamas do humano sentimento.


É preciso não ter medo,

é preciso ter a coragem de dizer.


Carlos Marighella (1911-1969)
*
*
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Gestão do DCE é avaliada positivamente pelos estudantes da Unimontes

A atual diretoria do Diretório Central dos Estudantes da Unimontes (DCE Unimontes) gestão, 2009 DCE COM A NOSSA CARA! foi avaliada positivamente pelos estudantes da Unimontes: 70% dos estudantes avaliam a gestão como ótima e boa, enquanto 27,6% como regular e apenas 2,9% com ruim ou péssima, de acordo sondagem realizada no campus professor Darcy Ribeiro. “A aprovação por parte dos acadêmicos nos surpreendeu positivamente, pois é o reconhecimento de um trabalho árduo e muita dedicação por parte da gestão, dos centros acadêmicos e dos nossos amigos. “Nesse momento tão importante, esperamos que os estudantes possam escolher uma nova diretoria realmente comprometida com a luta dos estudantes, uma diretoria que não deixe que o DCE pare, que retroceda nas propostas, que tenha unidade e traga novidade para os acadêmicos, que não deixe o movimento parar”, conclui Daniel Dias, presidente do DCE.

De acordo com o diretor de relações públicas do DCE, Rodrigo Costa, a pesquisa é realizada semestralmente e está em sua terceira edição, tendo início em outubro de 2008, na gestão do acadêmico Diego de Macedo, a hora é agora. No último ano, a avaliação e conhecimento do DCE por parte dos acadêmicos subiu consideravelmente, fruto do trabalho de divulgação promovido pela gestão. Isso pode ser notado no gráfico a seguir:
Fonte: Sondagem realizada no campus – Gepol.

Outro fator interessante entre a avaliação é a conquista do Restaurante Universitário: mais de 75% dos acadêmicos tem conhecimento sobre a obra de construção e 68% reconhece que o DCE foi o principal responsável pela conquista:

Quem mais contribuiu para a conquista do RU?
Assembleia
Legislativa (deputados): 3,4%; Governo do Estado: 8,4%;
Reitoria da Unimontes:
12,4%; DCE: 68%, outros: 7,9%

Outro assunto perguntado aos acadêmicos foi em relação à calourada promovida pelo DCE, com a presença do cantor Nando Reis. Como era de se esperar, depois do melhor show realizado pelo cantor na cidade, a avaliação positiva ultrapassa a casa dos 80%, conforme o gráfico a seguir:


Em breve serão divulgadas mais informações sobre a sondagem, que traz dados interessantes sobre a situação acadêmica. Mas uma coisa é certa: com trabalho sério e comprometido, é possível plantar boas sementes e colher bons frutos.

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Direto de Honduras - parte 2

Mais informações direto de Honduras, recebidas pelo amigo Lucas Alves "Pombo".

San Lorenzo, Valle, Honduras, C.A.

Estimados Amigos y amigas de todo el mundo.

Ultimadamente he cesado de enviar e-mails a ustedes acerca de la situacion politica de mi pais, porque las noticias no son tan buena, y porque no hay novendades....la represion ha estallado, las muertes, los secuestros a lideres de ambas partes...etc.

Pero hoy me he animado para escribirles, porque una noticia ha trascendido desde la hermosa capital de este bello corazon de America...!

Y es que toda la resistencia esta esperando las resoluciones que los tratantes del dialogo interno para la restitucion de nuestro Presidente Zelaya, salgan a la luz de la aurora...!

Los medios de comnunicacion No golpistas estan dando una esperanza que nos ha mantenido firmes en la lucha...y al parecer nuestras marchas y la sangre derramada y ofrecida por los heroes de Honduras, ha surtido efecto, ya que Se espera que al Presidente Zelaya lo restituyan a mas tardar la proxima semana..!!!

No podria decir que cierta informacion es 100% segura, pero si puedo aclarar que estamos presionando en todos nuestros medios para que ese dia llegue pronto.

El lunes proximo hay una marcha que reunira a millones de hondureños, que marcharemos a favor de nuestro Presidente, a favor de la nueva asamblea nacional constituyente, a favor del pueblo pobre, y en honor a los caidos en la lucha.

Esperamos su apoyo, que de ante mano se que lo tenemos,
Estoy en contacto para mas informacion de los sucesos..
Un abrazo desde el corazon de América, tierra de luchas, paz, y cuna del comandante Morazán....!

Grecia Lozano.
Lider de la juventud de la resistencia de Honduras !
Leiam também: Congresso debaterá hoje acordo para restituir Zelaya


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Unimontes promove o lançamento da pedra fundamental do Restaurante Universitário

Placa comemorativa marcou o lançamento da pedra fundamental do restaurante universitário da Unimontes, nessa quinta-feira (Foto: Léia Oliveira)

O restaurante universitário a ser implantado no Campus Universitário Professor Darcy Ribeiro deverá ser inaugurado até outubro de 2010. O anúncio foi feito pelo reitor da Unimontes, professor Paulo César Gonçalves de Almeida, ao presidir a solenidade de lançamento da pedra fundamental da obra, na noite da última quinta-feira (29). O vice-reitor, professor João Canela também esteve presente.

O evento contou com a efetiva participação dos acadêmicos, de dirigentes da universidade, da diretoria do Diretório Central dos Estudantes (DCE) e representantes dos servidores docentes e técnico-administrativos, além de alunos e professores e outros convidados. Na oportunidade, foi destacada a importância da obra para qual o Governo de Minas anunciou que os recursos serão alocados no Orçamento Estadual de 2010.

Segundo o professor Paulo César de Almeida, “observando orientação do próprio vice-governador, professor Antonio Anastasia, tão logo o Orçamento de 2010 seja sancionado, a Unimontes adotará as providências para a licitação da obra”.

“Este é um momento histórico para toda Unimontes, não só pela indiscutível importância da implantação do restaurante universitário, mas também porque consagra, uma vez mais, a mobilização conjunta de todas as categorias da comunidade acadêmica”, afirmou o reitor.

MOBILIZAÇÃO - O professor Paulo César assinalou que “a obra foi conquistada junto ao Governo de Minas graças ao apoio do governador Aécio Neves, do vice-governador, professor Antonio Anastasia e da secretária de Planejamento e Gestão, Renata Vilhena, após gestões da reitoria e ampla mobilização dos alunos e dos servidores docentes e técnico-administrativos, contando com a solidariedade dos deputados da ‘Bancada do Norte’ na Assembleia Legislativa”.

“Na verdade, a mobilização foi iniciada pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE), mas, nada teria sido alcançado, se não tivesse acontecido também a participação das lideranças sindicais representativas dos servidores docentes e técnico-administrativos e dos deputados, assim como o envolvimento efetivo da administração da Universidade”, explicou o reitor da Unimontes.

O vice-reitor, professor João Canela, também destacou que o restaurante universitário é uma conquista resultante da mobilização das lideranças estudantis e dos representantes dos servidores técnico-administrativos e docentes, além do empenho da reitoria.

Na avaliação do professor João Canela, “o restaurante universitário será uma obra estruturante da universidade; uma causa extremamente justa, mesmo porque a Unimontes tem sua atuação voltada para inclusão social do homem que trabalha pelo desenvolvimento da região”.

Emocionado, o presidente do DCE, Daniel Dias da Silva, enalteceu a relevância do restaurante universitário, que vai atender, principalmente, os estudantes de baixa renda. “A construção do restaurante é uma vitória que tem um grande significado para todos nós. Vai fazer com que o estudante permaneça mais tempo na universidade. Isso vai impactar no aumento do repasse de conhecimentos”, afirmou Daniel Dias.

O presidente do DCE também destacou a importância do apoio da atual gestão da reitoria da Unimontes. “Cumprimentamos a gestão do professores Paulo César de Almeida e João Canela, que nos apoiou e vem fortalecendo a Unimontes, a verdadeira propulsora do desenvolvimento do Norte de Minas”, disse Daniel Dias. A mobilização em torno da obra foi ressaltada, ainda, pelo representante da União Nacional dos Estudantes (UNE) Danniel Ferreira Coelho.

BENEFÍCIOS PARA OS SERVIDORES – Por sua vez, o representante do Sindicato dos Trabalhadores na Saúde (Sind-Saúde) na Unimontes, Milton Ricardo Silva Brandão, salientou que a construção do restaurante universitário redundará em benefícios “incalculáveis” para os servidores técnico-administrativos, tanto aqueles lotados no campus-sede como os que atuam no Hospital Universitário Clemente de Faria ou na Policlínica Doutor Hermes de Paula.

O representante sindical considerou a confirmação da construção do restaurante universitário “um verdadeiro presente”, a propósito da comemoração do ‘Dia do Servidor Público’ (ocorrida no último dia 28).




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O Império chega ao G-4


Deixou chegar...


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sábado, 31 de outubro de 2009

Seminário aponta unidade das Juventudes Políticas e Partidárias para aprofundar os avanços em 2010

A unidade das forças democráticas e populares para aprofundar as mudanças em curso no país foi o estrato principal do Seminário "Juventude e Projeto Nacional", realizado em Brasília, nos dias 27 e 28 de outubro, através da perceria entre UJS, JPT, JPL, JS-PDT, JSB e JPMDB. O evento, o primeiro deste tipo, debateu políticas públicas e o protagonismo da juventude nos debates de projetos para o país nas eleições de 2010. Constatação unânime entre as lideranças presentes é a necessidade de, sendo com uma ou mais candidaturas representantes do campo progressista na batalha eleitoral, apontar um programa de mais avanços - abordando pautas concretas de melhoria nas condições de vida dos 50 milhões de jovens brasileiros - para conseguir dialogar com esse imenso contingente, reeleger o projeto mudancista e barrar o retorno dos neoliberais.

Retrato maior dessa posição foi o ato político que encerrou a atividade, que contou com a participação de Ricardo Berzoini (PT), Renato Rabelo (PCdoB), Ciro Gomes (PSB), Sergio Rubens (PPL), além de representantes das outras siglas. Todos saudaram a iniciativa das entidades juvenis, ressaltando a maturidade política de se juntarem para construir uma plataforma com vistas à eleição, e concluíram que o esforço de partidos de centro-esquerda e movimentos populares deve ser mobilizar o Brasil para aprofundar o ciclo político aberto a partir de 2002.

Para Severine Macedo, secretária de juventude do PT, o Seminário foi um "momento importante para dialogar sobre problemas comuns da juventude e formular uma plataforma organizada", capaz de unir as diversas pautas específicas. "A atuação nos partidos e movimentos da juventude é muito importante e devemos cada vez mais disputar espaços de poder. Uma reforma política é extremamente necessária para mudar o sistema de poder e dar mais oportunidade para a juventude disputar tais espaços", analisou.

Segundo Marcelo Gavião, presidente nacional da União da Juventude Socialista, o evento ajuda a consolidar os aspectos que unificam a juventude e prepara o setor para contribuir na disputa eleitoral. "Esse seminário mostra o potencial de intervenção política e organização das juventudes políticas e partidárias. Um dos segredos para a vitória no próximo período está em construir um amplo campo político para enfretar a batalha decisiva de 2010", disse.

Em sua exposição durante o Seminário, Pedro Campos, coordenador nacional da Juventude Pátria Livre, lembrou os prejuízos causados à nação durante os governos neoliberais, como as privatizações, e apontou que para executar um projeto de desenvolvimento é preciso ter forte indução do Estado em projetos de infraestrutura e que é preciso direcionar a ação do BNDES para esse desafio.

Desenvolvimento nacional no centro da pauta
Um dos legados que governo Lula deixará está na recuperação da capacidade de planejamento e intervenção do Estado nos grandes temas nacionais. É o que se apreende das opiniões de Antônio Lambertucci, secretário executivo da Secretaria Geral da Presidência da República, e de Haroldo Lima, diretor geral da Agência Nacional do Petróleo, expostas na mesa de debate “Desenvolvimento Sustentável no Brasil para um novo tempo”.

“O que seria do Brasil se BNDES, Banco do Brasil, Caixa, Petrobrás hoje fossem privados? Bancos privados tiraram crédito na época da crise. A contratação de servidores públicos é criticada pela oposição e pela mídia, mas o que o governo tem feito é a recomposição dos quadros do Estado, destruído no período neoliberal”, afirmou Lambertucci.

Para Haroldo Lima, depois de duas décadas perdidas, voltou-se a discutir e a pensar o desenvolvimento nacional. “Do final da segunda guerra até chegar à década de 80, fomos o país que mais cresceu no mundo. No bojo desse crescimento, deixamos de ser um país agrário para ser industrial. Depois, esse processo foi interrompido. Por isso, a retomada agora é um fato de grande relevância histórica”, disse.

Lambertucci ressaltou ainda os programas sociais para combater a miséria e integrar milhões de brasileiros ao consumo de bens básicos. “Existem setores que tratam programas como o Bolsa Família como se fossem produtores da acomodação e da inépcia no povo, mas na verdade são programas que têm proporcionado a recuperação do mercado interno”. O desafio agora é transformar as conquistas em políticas de Estado. “Está sendo formulado um projeto de Consolidação das Leis Sociais para que as conquistas possam continuar”, concluiu.

O diretor da ANP, após discorrer sobre a descoberta do pré-sal, o modelo de exploração e o marco regulatório propostos para o setor, defendeu o que considera essencial para que um recurso não renovável, caso do petróleo, contribua na sustentabilidade do desenvolvimento. “Os recursos dessa fabulosa riqueza devem ser gastos em coisas ligadas às necessidades do futuro, como educação, infraestrutura, reflorestamento”. Haroldo concordou com a proposta levantada pelo movimento estudantil de reservar 50% dos recursos do Fundo do Pré-Sal para a educação. “Mas tem que fazer barulho. Se não for no grito, com destemor, destemperança, como sempre foi a juventude, não serão ouvidos. Tem que pleitear 50% para conseguir algo próximo a isso”.

PPJ e o marco institucional
O professor Jorge Abrahão, do IPEA, convidado da mesa "As Políticas Públicas de Juventude no Brasil: o legado de uma geração", considerou que os avanços obtidos na implementação das PPJ, a partir de 2005, com a constituição da secretaria e do conselho de juventude, devem ser comemorados. No entanto, Abrahão fez uma analogia com a previdência do trabalhador rural para demonstrar que existe necessidade de garantir tais avanços como políticas de Estado. "A previdência rural, que fez a pobreza cair em 10% no Brasil, está sob ataque há 20 anos. Só não caiu porque está inscrita na Constituição. A vitória de um grupo político só se dá quando sua luta estiver assegurada pela Constituição, pois do contrário um governo qualquer pode mudar a política", disse.

Já Danilo Moreira, secretário adjunto da Secretaria Nacional de Juventude, chamou a atenção das entidades para aproveitarem o momento favorável para aprovar boas iniciativas que estão no Congresso. "Devemos conquistar a institucionalidade das políticas de juventude. A PEC está parada no Senado mesmo sendo quase consenso. Deve-se olhar para as prioridades do movimento de juventude, coordenar as ações. Nossa pauta de hoje é a PEC e o Plano".

Políticas estruturais e específicas
"O governo tem trabalhado a criação de políticas estruturantes junto a específicas. Criam-se universidades públicas e, ao mesmo tempo, políticas como o Pro-Jovem", argumentou Beto Cury, o Secretário Nacional de Juventude, que também reconheceu a necessidade de melhorá-las: "é possível dar mais qualidade [às políticas], além de aumentar a quantidade de jovens atingidos".

Fazendo coro com o reconhecimento dos avanços e cobrando mais, a deputada federal Manuela D`Ávila (PCdoB), salientou que não se pode prescindir dos jovens no desenvolvimento do país. "Não há projeto sólido de desenvolvimento nacional se não levar em conta 50 milhões de jovens, 25% da população, que estão no auge da capacidade produtiva", avaliou. Relatora do Estatuto da Juventude na Câmara, Manu fez questão de ressaltar a mudança de concepções face ao que havia nos governos de FHC. "No governo Fernando Henrique não apenas não havia PPJ. É que não se considerava que o Estado deveria se preocupar com a juventude. Achava-se que o terceiro setor apenas daria conta. Mas política pública é principalmente dinheiro e quem tem recurso para destinar é o Estado".

A interface da sociedade com a formulação das políticas estava representada pelo atual presidente do Conselho Nacional de Juventude, Davi Barros. Ele traçou como uma das grandes metas atuais criar um canal de ligação entre o que é feito na esfera federal e nos estados e municípios. "Temos por objetivo criar uma rede de conselhos para ter intevenção consistente no acompanhamento e controle social das PPJs".


Fernando Borgonovi, do portal da UJS


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