sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Zumbi dos Palmares, herói negro do povo brasileiro

Manifesto do Dia da Consciência Negra
Zumbi dos Palmares, herói negro do povo brasileiro


A CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), no seu Manifesto de 20 de Novembro, Dia Nacional da Consciência Negra, reitera seu mais profundo compromisso com a luta pela superação do racismo e suas consequências socioeconômicas e renova compromissos com o país e com a população negra através do combate à falta de oportunidade e discriminação no mercado de trabalho. Defendemos a inclusão de cláusulas antidiscriminatórias nas convenções coletivas e nas bandeiras de lutas do movimento sindical.

A população negra não se dissocia do povo brasileiro, de modo que a representação na dimensão classista, princípio basilar da existência da CTB, também contempla as mais imediatas necessidades da população negra. A herança da escravidão, no entanto, mantém a iniquidade das desigualdades socioeconômicas entre negros e brancos.

Por isso, conclamamos o movimento negro a compor os esforços da luta unificada dos trabalhadores e trabalhadoras pela valorização do salário mínimo, redução da jornada de trabalho sem redução do salário, mais direitos trabalhistas e previdenciários e um projeto de desenvolvimento nacional com valorização do trabalho.

Após 314 anos da morte de Zumbi dos Palmares, um herói nacional, acusamos avanços na luta política contra o racismo e na promoção social da população negra, especialmente após a ascensão das forças populares no governo, lideradas pelo presidente Lula. Estudos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - IPEA, registram crescente diminuição da desigualdade entre ricos e pobres. Nos últimos dez anos, 22,8% da população brasileira saíram da base da pirâmide social.

No entanto, o atual desenvolvimento social não consegue reverte as assimetrias regionais e sociais. O capitalismo sempre explora impiedosamente classe trabalhadora - base social que compreende a maioria da população negra. Tal qual os senhores de engenhos, a burguesia se apropria gananciosamente das riquezas produzidas pelos braços dos trabalhadores e trabalhadoras negras.

Devemos somar forças políticas e sociais com os que defendem os avanços do novo ciclo econômico iniciados em 2002, para dar continuidade à luta antineoliberal em curso, elevando o protagonismo da classe trabalhadora. Percorrer caminhos que consolidem uma ampla unidade do campo progressista, democrático e popular, na construção de um novo projeto de desenvolvimento nacional, livre do racismo, preconceito e intolerância, e de todas as formas de discriminação.

Apoiamos as bandeiras históricas do movimento negro e propomos as seguintes bandeiras de luta:

:: Pré-sal, esta riqueza é do povo brasileiro;

:: Igualdade de emprego e salário para construir um país democrático: trabalho igual, salário igual;

:: Redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução de salário;

:: Aprovação imediata do Estatuto da Igualdade Racial.


Secretaria Nacional de Combate ao Racismo
Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil - CTB



A Estrada vai além do que se vê!

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Galpão, Renato Teixeira e Viola Caipira na Festa Nacional do Pequi

A XIX Festa Nacional do Pequi, promovida pela Prefeitura Municipal de Montes Claros, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, começa no próximo dia 26, quinta-feira, às 20h, na Galeria de Artes Godofredo Guedes, do Centro Cultural Hermes de Paula. Na programação de abertura, exposição “O meio-ambiente na arte das cores e traços”, do artista plástico e jornalista Noélio Francisco de Oliveira, e ainda, o lançamento do livro “Sapo na muda – meus amigos, meus mortos, meus caminhos tortos”, do jornalista Luiz Carlos Novaes (Perereca), lançado pelo consórcio Oficina das Letras. Também na quinta-feira, às 20h30, uma das grandes atrações do evento, o Grupo Galpão, de Belo Horizonte, com o espetáculo ao ar livre, “Till, a saga de um herói torto”, montagem de grande sucesso que percorre o país. A apresentação é na Praça da Matriz.

PRAÇA DA RODOVIÁRIA E MERCADO - A partir do dia 27, sexta-feira, a programação da Festa Nacional do Pequi se concentrará na Praça Tancredo Neves (Praça da Rodoviária) e no Mercado Municipal. Em frente ao terminal rodoviário, a partir das 20h, apresentação da dupla sertaneja Paulo e Guilherme, seguida da 1ª eliminatória da final do “Festival Viola dos Gerais”, da Inter TV, e show com Renato Teixeira.

No dia 28, sábado, a programação se inicia no Mercado Municipal, às 09h, com a “1ª Mostra Instrumental de Viola Caipira”. E às 20h, na Praça da Rodoviária, retorna a dupla Paulo e Guilherme e a 2ª eliminatória do “Festival Viola dos Gerais”. Fechando a noite, show com o músico mineiro João Araújo.

FINAL - No domingo, 28, as atividades também se iniciam no Mercado Municipal, pela manhã, com o show “Cante com a gente”, conduzido pelo radialista e compositor Zé Vicente. À noite, no encerramento da XIX Festa Nacional do Pequi, na Praça da Rodoviária, acontece a grande final do “Festival Viola das Gerais” e show com Ivan Vilela e Orquestra de Viola. Paralelamente à programação do evento, a Secretaria Municipal de Cultura promoverá debates sobre a questão ambiental e um pacote de várias oficinas: ritmos de carnaval, dança samba carnaval, confecção de bonecos, fabricação de violas, rabecas, dança maracatu, capoeira, dança do ventre, Hip-hop e flauta doce, que terão início no próximo dia 23, pela manhã e à tarde, e se estenderão por um período indeterminado. As inscrições, gratuitas, estão abertas no Centro de Cultura Arte & Ofício, na Avenida Deputado Esteves Rodrigues (Sanitária), número 20. Mais informações pelo telefone (38) 3229 3456.




A Estrada vai além do que se vê!

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Mil e um tons


A Estrada vai além do que se vê!

Lançamento catarinense


Acabo de receber o convite pro lançamento do livro "Abaixo as Ditaduras: História do Movimento Estudantil Catarinense" de Lédio Rosa de Andrade e do documentário "Abaixo as Ditaduras" da querida amiga Ana Maria Lima. Pra quem estiver em Floripa no fim do mês, vale conferir.


A Estrada vai além do que se vê!

A atual geração é vitoriosa

Danilo Moreira e Ramon Fonseca
Foto: Arquivo Pessoal

CONHECIMENTO + INOVAÇÃO – JUVENTUDE + OTIMISMO

Entrevista feita por Walter Sorrentino*

Danilo Moreira da Silva é baiano. Foi líder da UJS e da executiva da UNE em 2000. Milita no PCdoB, tem 36 anos, e é secretário nacional de juventude adjunto, desde 2006, após ter atuado intensivamente na construção das políticas públicas do governo Lula. Além de sua experiência político-partidária, Danilo é uma das pessoas que conhece a fundo a juventude brasileira. Com ele a palavra.


1) Como você avalia o panorama atual da juventude brasileira? Educação, cultura, esporte, lazer, violência, drogas, tráfico: o que é mais marcante nessa realidade?

A juventude brasileira reflete, em muitos aspectos de maneira ampliada, os paradoxos e as desigualdades encontrados na sociedade. Os jovens no Brasil foram vítimas da ausência de políticas públicas para este segmento populacional. E mesmo quando estas existiam, partiam de uma premissa equivocada segundo a qual o jovem era um indivíduo necessariamente incompleto e/ou problemático. Sendo assim, por um lado, as políticas de juventude voltavam-se (na melhor das hipóteses) para a formação visando sua “entrada” no mundo adulto, numa trajetória linear onde sucediam as seguintes etapas: estudar – trabalhar – constituir família. Por outro lado, existia (e ainda há) o paradigma da juventude-problema que entende o jovem com uma ameaça social ou como o principal responsável pelas inúmeras situações de violência existentes na sociedade. Desta visão, decorre uma série de políticas com o objetivo de controlar, enquadrar e reprimir a juventude.

Por conta disso, se observarmos a fotografia da juventude brasileira no que diz respeito ao acesso a direitos básicos com educação, cultura, trabalho, participação, esporte e lazer, vamos nos deparar com situações ruins e, em alguns casos, alarmantes. Pois, na verdade o que prevalecia até bem pouco tempo atrás era a despolítica de juventude.


2) Vamos quantificar alguns dados dessa realidade…

No Brasil, a violência ocasiona altas taxas de mortalidade entre jovens, justamente no período etário de 15 a 29 anos, que deveria ser um dos mais saudáveis do ciclo vital. As causas externas (acidentes trânsito, homicídios, principalmente) são responsáveis por mais de 61,3% das mortes de nossa juventude.

Dados do IPEA, de abril de 2008, indicam que cerca de 34% dos jovens entre 15 e 17 anos ainda estão retidos no ensino fundamental, quando deveriam estar no ensino médio.

Em 2006, enquanto a taxa de desemprego era de 5% entre adultos de 30 a 59 anos, observavam-se índices de 16,7% entre os jovens de 18 a 24 anos e 9,5% na faixa de 25 a 29 anos.

Ainda segundo a PNAD 2008, temos uma manutenção ou evolução positiva na educação. A porcentagem de jovens analfabetos não sofreu alteração percentual nas faixas de 15 a 17 (0,10%) e 18 a 19 (0,07%) permanecendo estável em relação à PNAD anterior. A porcentagem de jovens analfabetos nas faixas de 20 a 24 caiu de 0,26% para 0,24% e na faixa de 25 a 29 caiu de 0,41% para 0,38%. Proporção de jovens entre 18 e 24 com 11 anos de estudo aumenta de 18,1% em 1998 para 36,8 em 2008. Número de jovens entre 18 e 24 anos que freqüentam o ensino superior cresceu de 6,9% em 1998 para 13,9% em 2008.


3) O Brasil teve duas décadas perdidas em termos de desenvolvimento. Sem desenvolvimento fica difícil equacionar qualquer demanda social hoje presente. Seguiu-se uma década terrível de políticas neoliberais, de dessolidarização, individualismo, competição entre os “incluídos”, salve-se-quem-puder entre os “excluídos”. A arte dos grafiteiros, o cinema e o hip hop expressaram esse lado da questão. Penso assim: não era de se esperar que em poucos anos essa realidade pudesse ser revertida; mas pergunto: ela será revertida?

De fato a estagnação ou as baixas taxas de crescimento econômico, especialmente nos anos 90, impactaram fortemente na juventude. Não só pelos altos índices de desemprego (duas vezes maior nesta faixa etária), mas pela incapacidade dos governantes de então de reconhecer, valorizar e apostar na juventude como parte de nossa estratégia de desenvolvimento econômico e social. Mas como fazer isso, quando o que imperava era o dogma do estado mínimo? Sobravam apenas as chamadas políticas compensatórias para os jovens extremamente pobres e a desesperança quase absoluta para os demais. Basta assistir novamente à Terra Estrangeira, um dos primeiros filmes de Walter Salles, para ter ideia. O pessimismo e descrédito em nossa capacidade enquanto povo e em nosso potencial enquanto Nação transformava-se em um exacerbado individualismo, típico do período neoliberal.

Nos últimos anos, durante o governo do Presidente Lula, temos presenciado, também na juventude, significativos avanços. Com a criação da Secretaria e do Conselho Nacional de Juventude, em 2005 passamos a trabalhar por uma transição de paradigmas. Nosso objetivo é superar a visão juventude-problema, afirmando o jovem como um sujeito de direitos e, portanto, merecedor do reconhecimento e investimento por parte do Estado brasileiro. É notório o surgimento de uma variedade de políticas públicas que visam assegurar direitos aos jovens nas mais diversas áreas. Projovem, Pontos de Cultura, Praças da Juventude, expansão do ensino técnico, Soldado Cidadão, Projeto Farol, Prouni etc. Além disso, estabelecemos uma relação de diálogo permanente com os segmentos organizados da juventude e demais organizações da sociedade que atuam neste tema. A existência de um Conselho Nacional (com maioria da sociedade civil) e a realização da 1ª Conferência Nacional de Juventude (com 400 mil participantes) são os melhores exemplos.

Em 2008, foi divulgada uma pesquisa (Instituto Gallup/Fundação Getúlio Vargas) que apontava a nossa juventude como a mais otimista do mundo. Entre 132 países ficamos em primeiro lugar e numa escala de 0 a 10, a nota Brasil foi 8,78, quando perguntado ao jovem se ele achava que sua vida iria melhorar nos próximos cinco anos. Isso não significa, porém, que temos a juventude com melhor condição de vida do mundo, aliás estamos muito distante disso, mas não podemos deixar registrar este resultado. Por isso quando projetamos o Brasil como a 5ª economia do mundo entre 2016-2020, como afirmou o Presidente Lula, devemos incluir neste projeto a meta de sermos também, a 5ª melhor sociedade.


4) Um terceiro governo de marcas nacionais e populares, além de democráticas, tem condições de aprofundar a mudança de realidade para a juventude? O que está pensado nesse sentido?

Antes de tudo precisamos reconhecer que a atual geração política é uma geração vitoriosa. É uma geração que participou do surgimento do Fórum Social Mundial, foi às ruas contra a invasão do Iraque pelos EUA, resistiu ao neoliberalismo, elegeu e reelegeu um operário pra Presidência da República, contribuiu diretamente com os inúmeros avanços políticos, econômicos e sociais nos últimos sete anos. Não podemos enfrentar a batalha de 2010 sem este reconhecimento.

Do ponto de vista político, e da esquerda, é importante percebermos que necessitamos realizar uma equilibrada e ousada transição geracional. Precisamos encontrar uma equação que permita fortalecer a capacidade mobilizadora da juventude e, ao mesmo tempo, promover os jovens em espaço de poder e tomada de decisão. A título de exemplo, fizemos um levantamento na Secretaria Nacional de Juventude e descobrimos que desde a redemocratização o número de jovens deputados federais ficou em torno de 2%. Considerando que 26% da população brasileira é composta por jovens e tendo em conta o histórico de participação deste segmento, podemos falar em uma verdadeira exclusão política de juventude. Para ir um pouco mais além, colocaria também esta questão às direções partidárias, ao movimento sindical e de mulheres.

Por outro lado, precisamos reconhecer que ainda temos uma enorme dívida social com a juventude brasileira. Diversos indicadores demonstram isso. Número de jovens desempregados, mortes por causas externas (armas de fogo e acidente de trânsito), crise e evasão no ensino médio, etc, etc.

No entanto, se pensarmos em uma sociedade onde o conhecimento e a inovação são indispensáveis para seu desenvolvimento. Se pensarmos em um mundo cada vez mais “dependente” das novas tecnologias da informação e comunicação, de qual público lembramos? Por isso, não podemos limitar as políticas de juventude ao campo das chamadas políticas sociais e, mesmo estas, têm que estar articuladas com políticas mais estruturantes e sintonizadas com uma visão contemporânea de desenvolvimento nacional.

Para o avanço de um Projeto Nacional transformador, não devemos ver a juventude apenas como a face mobilizadora da nossa luta política ou então como destinatária de políticas sociais. Temos que ampliar nosso horizonte e incluir este segmento em nossa estratégia de desenvolvimento nacional combinando presente e futuro. Estamos falando em mais de 50 milhões de brasileiros entre 15 e 29 anos. Precisamos acelerar nossa transição de paradigmas. Superar a visão da “juventude-problema”, reconhecer o jovem com “sujeito de direitos” e apostar no jovem com “sujeito de mudanças”.


5) Por que o PCdoB tem esse protagonismo todo entre a juventude?

Atribuo nosso protagonismo entre a juventude à combinação alguns motivos: o primeiro é o nosso compromisso a melhoria das condições de vida do povo brasileiro, que nos torna automaticamente comprometidos em lutar ao lado de milhões de jovens que também sofrem as conseqüências do capitalismo. O segundo motivo é tradução deste compromisso em uma ação consciente, permanente e prioritária das direções partidárias que sempre buscaram desenvolver política e organizativamente nossa ação entre a juventude. Vide a experiência de 25 anos da UJS. Um terceiro motivo, talvez o mais importante, é que o PCdoB talvez seja uma das forças políticas que mais acredita no Brasil enquanto nação e no povo brasileiro enquanto construtor deste destino. Em nossa luta contra as injustiças sociais, não abdicamos ou subestimamos a questão nacional e esta atitude guarda uma fina sintonia com o sentimento da juventude brasileira.




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terça-feira, 17 de novembro de 2009

A man without talent

A queda de Ícaro (séc. XVII), de Jacob Peter Gowi.


I was in my office when he came. A thin and pale man called Icarus. “I want a job”, he said. I asked him what he could do. “I imitate birds”. “Mimicking birds? It’s not interesting, I’m sorry”, I said. He was crestfallen, then he flew through the open window.


A mini saga by Ramon Fonseca


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Quebrando mitos


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segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Rumo ao Hexa!

Não Há Motivos Para Comemorar.

por Arthur Muhlenberg

Como torcedores do legitimo Fuderosão, o terror das lideranças, temos caminhões de motivos para tirar onda e extravasar nossa euforia. O Mengão vem doutrinando na reta final do campeonato e fazendo o que os outros não parecem ser capazes de fazer. Isto é, vencendo quando é preciso vencer. Outro motivo? Os cavalos paraguaios, aqui anunciados em primeira mão, confirmaram sua condição de matungos e se dirigem tristemente em direção ao Jockey Club de Assuncion. E isso nos provoca sinceras e profundas gargalhadas.

Gargalhadas iguais a que dei quando soube que a torcidinha do Nauticuzinho repetiu a estúpida estratégia das galinhas mineiras e promoveu mais um antiquando e inútil foguetório no hotel do Mengão. Exatamente como em Belo Horizonte, essa palhaçada foi estimulada pela postura idiota e apequenada dos dirigentes dos clubes da casa. Dirigentes cro-magnon , que insistem em tentar intimidar a Magnética e apelam para todas as más práticas desportivas para tentar impedir que a maior torcida do mundo ocupe seu lugar de direito nos seus estádios mixurucas. Aprendam de uma vez por todas, a Magnética não se intimida com nada e está sempre ao lado do Mengão.

Do jogo de ontem eu nem vou falar, todo mundo viu o que aconteceu. Pior, todo mundo sabia o que ia acontecer. O Flamengo chegou, viu e ganhou. Tudo com extrema facilidade e sem grandes atropelos. O Náutico não tem time pra fazer frente ao Fuderosão e se alguns dos pretendentes ao título tropeçaram diante dele tal fato só comprova que os tais pretendentes ao titulo também não são lá grande coisa.

Mesmo com tantos motivos para a zoação, a esbórnia e a celebração recomendo fortemente que fiquemos ao lado do comandante Andrade. Andrade, que reúne em seu dedo mindinho esquerdo mais conhecimento do Flamengo que redações inteiras lotadas de jornalistas especializados, já deu o papo: Evitem o oba-oba, ainda não ganhamos nada!Sabe tudo esse Andrade, é monstro mesmo. Nessas horas em que meninos são separados dos homens dá uma tremenda tranqüilidade saber que contamos com um cara como o Andrade, que já ganhou tudo no futebol. Ele, melhor que ninguém, sabe que a distância que separa a euforia da deprê profunda é ínfima. É a grande verdade, não ganhamos nada.

Vamos nos dar ao respeito e segurar nossa onda. Somos o Flamengo, caceta! Aqui na Gávea não se comemora títulos de divisões subalternas e muito menos vice-lideranças. Aliás, esse papo de vice não é com a gente mesmo. Deixemos esse assunto pros especialistas. Como ontem, nas comemorações dos nossos incríveis e extraordinários primeiros 114 anos de vida. Na regata final do Campeonato Carioca de remo o Mengão, naturalmente, se sagrou campeão. Adivinha quem foi o vice?

Mengão Sempre



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CartaCapital destaca inserção do PCdoB na juventude


A revista CartaCapital desta semana traz matéria mostrando a força do PCdoB na juventude e o 12º Congresso do partido. Assinada por Gilberto Nascimento, a reportagem anorda ainda a inserção dos comunistas entre os operadores de telemarketing e sua amplitude em diversos segmentos, do hiphop à vida institucional. Acompanhe a íntegra da matéria.

Os jovens vão 'estar tomando' o poder

Por Gilberto Nascimento

Conhecidos pelo uso do gerúndio e pelo bordão “vamos estar solucionando”, os operadores de telemarketing são considerados os metalúrgicos dos dias atuais. A função surgiu como fruto das novas relações de trabalho e do avanço tecnológico, mas carrega problemas parecidos aos das antigas linhas de produção industriais.
*
Os operadores de telemarketing somam 1,075 milhão de profissionais hoje no País. A maioria é jovem no primeiro emprego, com idades entre 18 e 29 anos. É a categoria que mais cresceu no Brasil: 10% ao ano em uma década. Setenta por cento são mulheres.

Esses jovens significam hoje para o PCdoB quase a mesma coisa que os operários do ABC representaram para o PT. Sindicatos da categoria, como os de São Paulo e Belo Horizonte, são ligados à União da Juventude Socialista (UJS), o braço jovem do PCdoB. Durante o 12º. Congresso do partido, realizado entre os dias 5 e 8 no Anhembi, em São Paulo, a atividade e a mobilização dessa categoria foi ressaltada pelos dirigentes comunistas.

Os jovens líderes sindicais da área de telemarketing, alguns com pouco mais de 20 anos, se organizam de forma diferenciada. Para atingir o público, realizam assembléias durante festas fechadas em casas noturnas, com DJs e outros atrativos. Num determinado momento, a música para, começam os discursos e as informações importantes são transmitidas. A tecnologia é utilizada na comunicação com a base.

“Nossa forma de organização se dá com o uso da linguagem do jovem. Se fizéssemos só a assembléia não reuniríamos mais de 100 pessoas”, admite Marco Aurélio de Oliveira, 33 anos, há um presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Telemarketing de São Paulo (Sintratel) e há oito integrante dos quadros do PCdoB.

A construção de um modelo de comunismo com feição brasileira, a eleição do novo comitê central do partido e a necessidade de arregimentar militantes na juventude foram alguns dos principais temas do congresso do PCdoB. O encontro reuniu 1.100 delegados, 100 delegações estrangeiras de partidos comunistas de todo o mundo e políticos como o presidente Lula, a presidenciável Dilma Roussef, o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB) e o ministro da Justiça, Tarso Genro.

Aos 87 anos, o PCdoB reafirmou sua posição de parceiro do governo Lula e apoiador de primeira hora da candidatura de Dilma. Agora, se prepara para tentar dobrar suas bancadas na Câmara Federal e no Senado e pretende disputar a eleição para governador, com chances, no estado do Maranhão, com o deputado e ex-juiz Flávio Dino.

O partido conta hoje com 240 mil filiados. Aumentou em 50% o número de seguidores de seu congresso anterior, em 2005, para cá. Tem um ministro no governo Lula (Orlando Silva, dos Esportes), um senador (Inácio Arruda, do Ceará), 12 deputados federais, 13 estaduais, 406 prefeitos e 607 vereadores pelo Brasil. Dirige ainda um importante órgão no governo, a Agência Nacional do Petróleo (ANP), a cargo do ex-deputado Haroldo Lima.

A preocupação em ganhar adeptos na juventude é estratégica. O PT, segundo pesquisas, é o partido preferido entre os jovens brasileiros. Mas o PCdoB se notabiliza pela formação de quadros aguerridos e disciplinados no movimentos estudantil. Somente a UJS reúne 100 mil filiados, organizados em núcleos em 800 municípios brasileiros.

Quatro quadros da linha de frente do PCdoB foram formados na Juventude Socialista: o ministro Silva (no do partido com maior visibilidade na mídia depois que o Brasil realizou os Jogos Panamericanos no Rio e conseguiu o direito de promover a Copa do Mundo, em 2014, e os Jogos Olímpicos, em 2016); o deputado Aldo Rebelo (fundador e primeiro dirigente da entidade, que chegou até a ser presidente da República por dois dias); a deputada gaúcha Manuela D’Ávila, eleita aos 26 anos com 271 mil votos – hoje considerada a musa do Congresso -; e Manoel Rangel, presidente da Agência Nacional de Cinema (Ancine).

A UJS comanda a União Nacional dos Estudantes (UNE) há quase 20 anos. Há 30, a principal entidade dos estudantes brasileiros só não esteve sob a influência direta do PCdoB em três gestões, entre 1987 e 1991. A Juventude Socialista é também hegemônica na União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES).

A maioria dos centros acadêmicos (CAs) e grêmios estudantis do País é ligada ao partido, garante sua direção. De um total de 3.000 CAs que participaram em janeiro do Conselho Nacional de Entidades de Base (Coneb), em Salvador, 2.100 foram mobilizados pela UJS. No último congresso da UNE, em julho, o PCdoB contabilizou 50% dos delegados. “Mesmo com todos os ataques feitos aos comunistas pelos setores conservadores, não há um partido com maior influência na juventude que o PCdoB”, garante o baiano Marcelo Gavião, 29 anos, estudante de Ciências Sociais da PUC-SP e presidente da UJS.
Outro alvo é o hip hop. O Face da Morte, um dos grupos de rap com maior volume de shows pelo Brasil, tem estreitas ligações com o PCdoB. O grupo tem clips na MTV, oito discos gravados e faixas incluídas em coletâneas de sucesso. O vocalista e líder do Face da Morte, Aliado G, 35 anos, é ex-dirigente da UJS e presidente da Nação Hip Hop Brasil, organização que reúne mil grupos de rap brasileiros e desenvolve oficinas culturais para ressocializar jovens infratores na região da Grande Porto Alegre. Em Suzano, na Grande São Paulo, trabalho semelhante é feito em escolas.

Aliado G foi o primeiro rapper candidato a deputado no mundo segundo reportagem do jornal New York Times. Ele concorreu à Assembléia Legislativa paulista em 2006, teve 20 mil votos, mas não foi eleito. Dois anos depois, foi o primeiro rapper a se candidatar a prefeito, em sua cidade, Hortolândia (SP), na região de Campinas. Ficou em terceiro lugar.

O partido se fortalece ainda em outras áreas. O seu braço no movimento sindical é a Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), comandada pelo presidente do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, Wagner Gomes. A central reúne 400 sindicatos e representa 7 milhões de trabalhadores.

Fidelis Baniwa, 35 anos, da etnia Baniwa, na região do Alto Rio Negro, no Amazonas, é outra liderança emergente. Integrante da Coordenação das Nações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), Fidelis é ainda ator profissional. Trabalhou na mini-série Mad Maria, da TV Globo, e nos programas eleitorais de Lula, em 2006. Agora, vive no cinema o papel do índio pataxó Galdino Jesus dos Santos, assassinado em 1997, no filme A Noite por Testemunha, de Bruno Torres, a ser lançado na próxima semana no Festival de Brasília. Fidelis deve ser candidato a prefeito pelo PCdoB na cidade de Santa Isabel do Rio Negro (AM). “O comunismo tem tudo a ver com o dia-a-dia em nossas aldeias. Quando alguém traz uma caça, todos são convidados a sentar juntos à mesa”, afirma.

O PCdoB quer desmistificar a imagem de dinossauro imposta por segmentos conservadores. “As idéias neoliberais colocadas em prática a partir dos anos 80 redundaram na maior crise econômica mundial desde 1929. Na origem está a cartilha neoliberal: as privatizações e o estado mínimo. Diante desse fracasso, quem são os dinossauros?”, questiona a deputada Manuela D’Avila.

Os comunistas também rejeitam a fama de ranzinzas. “Não é preciso ser chato para ser comunista”, retruca o baiano Orlando Silva, ministro com nome de cantor de serestas e animador de rodas de samba nos finais de semana, ao lado de artistas e políticos convidados, em sua casa na Vila Mariana, zona sul de São Paulo. “O que o comunista precisa é ter convicção e perspectiva política. É se doar à luta política e batalhar pelo futuro. Num país como o Brasil isso só pode ser feito com alegria”, afirma Silva, enquanto dá autógrafos e posa para fotos ao lado de militantes. “Quando alguém estranha minha opção e pergunta se sou mesmo comunista, eu respondo: sou comunista, graças a Deus”. Silva acredita em Deus. E diz que a maioria absoluta do partido também.

Os líderes do PCdoB afirmam ter sido um erro, no passado, a busca pela tentativa de reedição de experiências comunistas em outros países. “Não dá para dizer que o exemplo da China não é vitorioso. O regime conseguiu unir o povo chinês, garantir direitos ao povo e fazer o país sair da miséria para a modernização. Mas nós não vamos copiar modelo de ninguém. No passado, mirávamos em experiências que tinham dado certo. Agora, vamos construir uma democracia do nosso jeito. A ditadura do proletariado era uma coisa que dizia respeito á União Soviética, naquela época”, argumenta o deputado Aldo Rebelo.

Reconduzido à presidência do partido durante o congresso, Renato Rabelo, 67 anos, contador e técnico agrícola, explica: “O partido é produto de um tempo determinado e localizado. Não é modelo que vale para qualquer situação. É expressão da luta transformadora de um tempo histórico. Por isso, ele muda”. Para o dirigente, o socialismo é muito jovem para ser considerado um fracasso. “Ele está dando os primeiros passos. É a proposta de um novo sistema. E a crise do capitalismo é real. A história vai dizer quem está com a razão”, garante. “O socialismo brasileiro ainda pretendemos construir. Seria especulação dizer se vai ser assim ou assado”.


Fotos: Divulgação PCdoB


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OIA: Olhar, Imaginar, Agir

Curso de Ciências Sociais promoverá mostra audiovisual na Unimontes

Ampliar a formação curricular, com destaque para os temas relacionados à antropologia, sociologia e política. Este é o principal objetivo da “Mostra Audiovisual: Olhar, Imaginar e Agir”, que será realizada pela Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), entre os dias 17 e 19 deste mês, por intermédio de professores e acadêmicos do curso de Ciências Sociais, vinculado ao Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA). As atividades acontecerão no auditório do prédio 1, no Campus Universitário Professor Darcy Ribeiro.

O evento constará basicamente de apresentações de filmes e documentários sobre temas relacionados aos estudos científicos do curso – sempre no auditório do prédio 1. Ao final de cada sessão, comentários e debates entre professores e o público (acadêmicos dos cursos afins, pesquisadores, cinéfilos e convidados de outras instituições).

Conforme a professora Maria Railma Alves, da equipe da coordenação, a Mostra Audiovisual pretende, a partir da exibição de filmes e documentários, fortalecer e estimular o estudo, a pesquisa, a reflexão e a troca de informações em torno das temáticas específicas. “O cinema-documentário é uma maneira prática para a compreensão da vida social”, observa.

Horário: Manhã: das 9h às 11 h – Noite: das 19h às 22h40

Local: Auditório do prédio 1, localizado no 3º andar, Centro de Ciências Sociais Aplicadas - CCSA, Campus Universitário Professor Darcy Ribeiro, Unimontes, Montes Claros - MG.

Público-Alvo: Livre


Programação
17/11/2009 - 9h
Tapete Vermelho (comedia, 2006, 100 min) Direção: Luiz Alberto Pereira
Esse filme é uma das mais belas homenagens feitas pelo cinema ao grande Mazzaropi. Matheus Nacthtergaele e Gorete Milagres formam um casal de caipiras que leva o filho Neco, de nove anos, para uma cidade a fim de assistir a um filme do grande comediante no cinema. Mas os tempos mudaram e os cinemas desapareceram. No caminho o trio cruza com tipos curiosos, provando que as lendas da roça ainda então bem vivas.

17/11/2009 - 19h30
Noticia de Uma Guerra Particular (documentário, 1999, 57 min) Direção João Moreira, Salles e Kátia Lund
Documentário que mostra flagrantes do cotidiano das favelas dominadas pelo trafico de drogas no Rio de Janeiro e entrevistas com envolvidos no conflito entre traficantes e policiais, inclusive moradores que estão no meio do fogo cruzado e especialistas em Segurança Pública.

18/11/2009 - 9h
Barra 68- Sem perder a ternura (Documentário, 2000, 80 min)
A luta de Darcy Ribeiro nos anos 60 para criar e implantar a Universidade de Brasília e as repetidas agressões sofridas pela UNB após estar em funcionamento, desde o golpe militar até os acontecimentos de 1968, quando foram detidos numa quadra de esportes cerca de 500 estudantes.

18/11/2009 - 19h30
Florestan Fernandes O Mestre (documentário, 2004, 45 min). Direção: Roberto Reis e Stefanelli
Vídeo que retrata a vida do engraxate, garçom, professor e deputado constituinte que fez da vida uma verdadeira aula e tornou-se um dos maiores sociólogos Brasileiros.

18/11/2009 - 19h30
Encontro com Milton Santos ou O mundo global visto do lado de cá (Documentário, 2006, 89 min) Direção: Silvio Tendler
Tendo por base uma entrevista gravada por Tendler quatro meses antes da morte de Milton Santos – considerado um dos maiores pensadores brasileiros do século XX -, é uma análise dos problemas críticos do sistema anti-humano em que vivemos. Milton santos enxergou também, a possibilidade de superar esse sistema em direção à construção de uma nova realidade, mais justa e fraterna.

19/11/2009 - 9h
Entreatos (Documentário, 2004, 117 min) Direção: João Moreira Salles
De 25 de setembro a 27 de outubro de 2002, a equipe de Entreatos acompanhou passo a passo à campanha de Luís Inácio Lula da Silva à presidência da República. O filme revela os bastidores de um momento histórico através de material exclusivo, como conversas privadas, reuniões estratégicas, telefonemas, traslados, gravações de pronunciamentos e programas eleitorais. É um dos mais importantes registros da política brasileira.

19/11/2009 - 19h30
Lévi-Strauss: Saudades do Brasil (Documentário, 2005, 120 min) Direção: Maria Maia
A vida do antropólogo Claude Lévi-Strauss no Brasil, em documentário que reconstitui as viagens do antropólogo e pensador francês no País, no início de sua carreira. Levi-strauss chegou ao Brasil em 1935, na segunda leva de professores europeus que vieram dar aulas na recém criada USP.

Informações: (38) 3229-8265/8053/8269/8038

Toda a programção oferecida é gratuita.


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