domingo, 31 de maio de 2009

L'Imperatore è tornato!

Adriano faz gol e Fla ganha do Atlético por 2 a 1

Adriano foi um guerreiro em campo e comandou a vitória do Fla

A nação preparou a festa, o Imperador recrutou sua legião e o Flamengo massacrou o Atlético Paranaense, neste domingo, por 2 a 1, no Maracanã, pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro. O jogo marcou a volta de Adriano ao time da Gávea e como sempre acontece quando o atacante estreia, teve gol do camisa 29. O outro gol flamenguista foi contra, marcado pelo zagueiro Antônio Carlos. Rafael Moura descontou para o time visitante.

Com o resultado, o Flamengo chegou aos sete pontos e se aproximou dos líderes da competição. O Furacão se manteve na zona de rebaixamento com apenas um ponto ganho, em quatro jogos disputados.

Embalados pela linda festa feita pelos torcedores nas arquibancadas, o Flamengo começou a partida a todo vapor. A legião rubro-negra, comandada por seu imperador Adriano, ia aos poucos furando a muralha do Atlético Paranaense, principalmente com jogadas pelas alas do campo. Logo aos três minutos de jogo, Juan invadiu a área pela esquerda e cruzou na cabeça de Léo Moura. O goleiro Vinícius, bem colocado, espalmou para escanteio.

A pressão dos cariocas era tão grande, que não demorou muito para a defesa do Furacão demonstrar sua fraqueza Aos 13 minutos, Kléberson fez um lindo lançamento para Juan, na esquerda. O lateral dominou bem, levantou a cabeça e cruzou para o seu imperador dar o golpe fatal. Antes que a bola chegasse no atacante, Antônio Carlos deu um carrinho e empurrou a bola contra sua própria meta, para desespero dos torcedores do Atlético.

Com o gol, o exército do Fla diminuiu o cerco à área adversária e administrou a partida até o fim do primeiro tempo. A única grande chance de perigo do Furacão na primeira etapa foi um contra-ataque puxado por Rafael Moura, que driblou dois zagueiros, mas chutou fraquinho, aos 12 minutos.

Na volta do intervalo, todos esperavam que Adriano fosse substituído. Porém, como um grande comandante nunca abandona seu império, o atacante retornou para o jogo e logo no primeiro minuto, aproveitou um bom cruzamento de Léo Moura e de cabeça fez a alegria da nação, marcando o segundo gol do Flamengo no jogo. É a quinta vez que o Imperador faz um gol em sua estreia. Foi assim também, na Inter de Milão, na Fiorentina, no Parma e no São Paulo.

O gol do principal soldado rubro-negro em campo, fez com que novamente o Flamengo recuasse e cedesse espaços para o Furacão. Embalados pela boa partida de Márcio Azevedo, o time visitante começou a incomodar a linha de defesa da Gávea. Aos 25 minutos, o próprio ala carregou a bola pela esquerda e foi derrubado por Toró dentro da área. Rafael Moura cobrou o pênalti com categoria e diminuiu o placar.

Os rubro-negros cariocas não se deixaram abater com o gol de pênalti e voltaram ao ataque, tentando dar o golpe de misericórdia nos adversários. Porém, quando o time voltava a dominar, Cuca prendeu a equipe, colocando Wellinton na vaga de Toró. Sem conseguir levar muito perigo o jogo se arrastou até o apito final.

FICHA TÉCNICA
FLAMENGO 2 X 1 ATLÉTICO PARANAENSE
Estádio: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Data/hora: 31/5/2009 - 16h (de Brasília)
Árbitro: Leonardo Gaciba (RS)
Auxiliares: Altemir Hausmann (RS) e Paulo Ricardo Silva Conceição (RS)
Cartões Amarelos: Rhodolfo (45' /1º T); Léo Moura (17' 2º T), Chico (25' 2º T), Márcio Azevedo (40' 2º T), Everton Silva (45 / 2º T).
GOLS: Antonio Carlos, gol contra, 13'/1ºT (1-0), Adriano, 1'/2ºT (2-0), Rafael Moura, 25'/2ºT (2-1)

FLAMENGO Bruno, Willians, Aírton e Ronaldo Angelim; Léo Moura (Everton Silva 42' 2º T), Ibson, Toró (Wellinton 35' 2º T) , Kléberson e Juan; Emerson (Everton 35' 2º T) e Adriano. Tecnico: Cuca.
ATLÉTICO-PR: Vinícius; Rhodolfo, Chico e Antonio Carlos; Raul (Manoel, 19' 2º T), Rafael Miranda (Wesley 29' 2º T) , Valência, Júlio dos Santos e Márcio Azevedo; Marcinho (Patrick, intervalo) e Rafael Moura. Técnico : Geninho.



Update

1 - Quase 72 mil torcedores foram hoje ao Maraca pra prestigiar a apoteose do Imperador. Que venha o Sport.

2 - Adriano ganhou a manchete do site do jornal 'Gazzetta dello Sport' logo após a partida: 'O Imperador voltou', diz o texto na página. Veja aqui.



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sábado, 30 de maio de 2009

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Sorta o som sô!

Fim de semana de fim de mês, quebradeira geral. Mas vale a pena pegar aquele caraminguá que sobrou pra curtir a Noite Solte o Som, promoção do UHU! Fanzine & Zine Sertões, em parceria com a equipe Solte O Som. O evento ocorre quase dois anos após a realização do Zine Festival e deixará sua pegada na agenda cultural alternativa de Montes Claros.

A I Noite Solte O Som vai rolar hoje no Taberna Roots (antiga Cachaçaria Durães) e é mais uma oportunidade de reunir a moçada pra tomar umas cagibrinas, curtir "o som pacato e furioso do Ruído Jack e daquela banda que já tem seu lugar junto aos bons: Gr!tare!" e se divertir bastante.


NOITE SOLTE O SOM

Onde? Taberna Roots (antiga Cachaçaria Durães)
Quando? 30.05 (sábado)


Programação:
17h * 18h: Sonzêra
18h * 19h30: Discotecagem Surreal
19h30 * 20h30: banda Gr!tare
20h30 * 21h: Discotecagem Surreal
21h * 22h: banda Ruído Jack
22h * 22h30: Discotecagem Surreal

Investimento: $5 (ganha 1 dose de cachaça na hora!)

Com informações do net-zine sertões

Para saber mais sobre o evento, leia a entrevista que Manuh Almeida concedeu ao jornalista Samuel Fagundes do blog Jornalismo Possilga:



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quinta-feira, 28 de maio de 2009

Desencanto

A Gare, de Tarsila do Amaral

Por José Saramago*


Todos os dias desaparecem espécies animais e vegetais, idiomas, ofícios. Os ricos são cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres. Cada dia há uma minoria que sabe mais e uma minoria que sabe menos. A ignorância expande-se de forma aterradora. Temos um gravíssimo problema na redistribuição da riqueza. A exploração chegou a requintes diabólicos. As multinacionais dominam o mundo. Não sei se são as sombras ou as imagens que nos ocultam a realidade. Podemos discutir sobre o tema infinitamente, o certo é que perdemos capacidade crítica para analisar o que se passa no mundo. Daí que pareça que estamos encerrados na caverna de Platão. Abandonamos a nossa responsabilidade de pensar, de actuar. Convertemo-nos em seres inertes sem a capacidade de indignação, de inconformismo e de protesto que nos caracterizou durante muitos anos. Estamos a chegar ao fim de uma civilização e não gosto da que se anuncia. O neo-liberalismo, em minha opinião, é um novo totalitarismo disfarçado de democracia, da qual não mantém mais que as aparências. O centro comercial é o símbolo desse novo mundo. Mas há outro pequeno mundo que desaparece, o das pequenas indústrias e do artesanato. Está claro que tudo tem de morrer, mas há gente que, enquanto vive, tem a construir a sua própria felicidade, e esses são eliminados. Perdem a batalha pela sobrevivência, não suportaram viver segundo as regras do sistema. Vão-se como vencidos, mas com a dignidade intacta, simplesmente dizendo que se retiram porque não querem este mundo.




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À moda da Casa



Taí o novo vídeo da Casa Bizantina. Configurações do Espaço é música do terceiro CD da banda goianiense, "Estado Natural", lançado em 2006.

Pra degustar sem medo de ser feliz.


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Não ao projeto tucano do AI-5 digital!


A Internet é uma rede de comunicação aberta e livre. Nela, podemos criar conteúdos, formatos e tecnologias sem a necessidade de autorização de nenhum governo ou corporação. A Internet democratizou o acesso a informação e tem assegurado práticas colaborativas extremamente importantes para a diversidade cultural. A Internet é a maior expressão da era da informação.

A Internet reduziu as barreiras de entrada para se comunicar, para se disseminar mensagens. E isto incomoda grandes grupos econômicos e de intermediários da cultura. Por isso, se juntam para retirar da Internet as possibilidades de livre criação e de compartilhamento de bens culturais de conhecimento.

No Brasil, um projeto substitutivo sobre crimes na Internet aprovado e defendido pelo Senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) está para ser votado na Câmara de Deputados. Seu objetivo é criminalizar práticas cotidianas na Internet, tornar suspeitas as redes P2P, impedir a existência de redes abertas, reforçar o DRM que impedirá o livre uso de aparelhos digitais. Entre outros absurdos, o projeto quer transformar os provedores de acesso em uma espécie de polícia privada. O projeto coloca em risco a privacidade dos internautas e, se aprovado, elevará o já elevado custo de comunicação no Brasil.

Nós, que somos mineiros, temos uma responsabilidade a mais em combater este projeto, por ser de autoria de um senador do nosso estado. Gostaríamos assim de convidá-lo a participar do Ato Público que será realizado no dia 1o de junho, às 19h30, e contará com um debate entre:

Sérgio Amadeu
Professor da pós -graduação da Faculdade de Comunicação Cásper Líbero em São Paulo.
Militante do Software Livre e do Movimento Mídia Livre.

Idelber Avelar
Professor na Tulane University, em Nova Orleans – EUA
Mantém o blog Biscoito Fino e a Massa

Local: Teatro da Cidade
Rua da Bahia, 1341
Centro - Belo Horizonte


Do Blog Contra o AI-5 digital

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Conferência debate políticas e projetos sobre a igualdade racial

De cotas raciais em universidades à demarcações de terras em áreas quilombolas. A II Conferência Estadual de Promoção da Igualdade Racial, que ocorreu nos dias 23 e 24 de maio, tratou sobre diversos assuntos relacionados a igualdade étnica.

O evento, organizado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e por movimentos sociais, teve como principais objetivos a criação da Secretaria Estadual de Políticas de Igualdade Racial e o reconhecimento do dia 20 de novembro como feriado estadual pelo Dia da Consciência Negra.

Mais de 400 pessoas compareceram aos debates, que ocorreram no Sesc Venda Nova. Entre elas, o deputado estadual Carlin Moura; o deputado federal Antônio Roberto, representando a Câmara Federal; o deputado estadual Agostinho Patrus Filho, representando a Sedese; e o ministro-chefe da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Edson Santos.

De acordo com o presidente da União de Negros pela Igualdade de Minas Gerais (UNEGRO), Alexandre Braga, o evento foi extremamente bem sucedido: “Foi uma atividade que atingiu muitas pessoas e foi bastante democrática”, avaliou. Segundo Alexandre, os objetivos da Conferência foram alcançados: “A criação do Conselho Estadual de Igualdade Racial foi aprovada por consenso. Além dela, a criação da Secretaria Estadual de Políticas de Igualdade Racial, que é uma proposta que caminha desde 2005, também obteve êxito. Agora, os projetos serão remetidos ao Governo Estadual, em busca de execução”, explica.

O presidente da UNEGRO conta que o momento mais delicado da Conferência foi a mesa da aprovação do regimento interno de funcionamento da Conferência. O debate foi coordenado pelo deputado Carlin Moura: “Foi o momento mais difícil. Carlin foi muito elogiado por sua enorme capacidade de mediação. Sem ele seria difícil” explica.

O mandato do deputado estadual Carlin Moura ha muito vem defendendo as causas do povo negro em Minas Gerais. Além de participar do Conselho Estadual de Promoção a Igualdade Racial, o deputado elaborou três Projetos de Lei em favor dos movimentos negros: o que sugere a aprovação do dia 20 de novembro como feriado estadual pelo Dia da Consciência Negra; o que pede reserva de vagas para afro-brasileiros em concursos públicos; e o que pede reserva de vagas para afro-brasileiros em peças publicitárias de órgão das administrações públicas direta e indireta do Estado de Minas Gerais.




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quarta-feira, 27 de maio de 2009

Encontro de Jovens da CTB: a juventude se posiciona no novo cenário do sindicalismo brasileiro


Paulo Vinícius*

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) não é um ou mais prédios, carros de som, jornais, esta ou aquela categoria em si mesmas; mais que isto, é uma grande mudança que ainda não mensuramos totalmente. Reafirmei esta convicção neste final de semana, ao participar do I Encontro de Jovens Trabalhadores da CTB, realizado nos dias 23 e 24 de maio em Atibaia, São Paulo.

Graças ao esforço do coletivo de juventude, ao apoio da direção e dos funcionários da CTB e aos 16 estados que enviaram representantes, o encontro superou as expectativas. Mais de 130 jovens, metalúrgicos, marceneiros, operadores de telemarketing, trabalhadores rurais, comerciários, bancários, funcionários dos Correios, servidores públicos e estagiários estiveram reunidos para refletir e se unir tendo uma mesma aspiração: despertar a juventude para o sindicalismo classista.

Aqueles jovens compreenderam na dura labuta que é indispensável lutar contra a exploração capitalista, e reuniram-se porque sabem ser necessário fazê-lo com a ousadia e a criatividade da juventude. Dispuseram-se a formar uma mesma corrente, chegar a todos os estados do Brasil, fazendo com que em cada categoria se levante uma voz que chame os outros jovens trabalhadores a tomar seu lugar no movimento e mudar o seu enredo. A juventude se posiciona no novo cenário do sindicalismo brasileiro e o seu potencial revolucionário encontra um canal privilegiado entre os classistas.

Não era à toa o sorriso nos rostos de alguns de militantes antigos das lutas dos trabalhadores presentes ao encontro. Era visível o seu alento ao perceber que jovens que militavam na CSC e na SSB na UJS, na JSB, no movimento estudantil, independentes, no campo e na cidade se reuniam assumindo seu posto de combate, dispostos a contribuir com a mudança da prática e da correlação de forças do movimento sindical. O poder dos que produzem a riqueza aliado à garra, irreverência e criatividade da nova geração podem abrir os olhos de milhões de jovens que são explorados especialmente por sua condição juvenil.

Os jovens querem um futuro melhor. E percebem, em especial agora, quando a máscara neoliberal caiu, o cinismo decadente de um sistema econômico cuja continuidade representa claramente um risco ao futuro. Não acreditamos nas mentiras do capitalismo de que o egoísmo de cada um é a razão da felicidade de todos. A esta mentira, contrapomos a luta por uma mudança verdadeira e profunda, política e econômica, que nos assegure um lugar digno na vida. E, determinados a impedir qualquer retrocesso, queremos apressar as mudanças, aprofundar as mudanças e abrir caminho ao socialismo. Esta mensagem adquire nova dimensão após se esboroarem vários mitos caros ao sistema, como a teleológica eficiência das forças de mercado e sua mão invisível na alocação de recursos – de fato, o que vimos foi a mão bem visível do Estado, inclusive no Brasil.

Atentos, concluíram que o sistema penaliza em especial os jovens. São cerca de metade dos desempregados, os primeiros demitidos da crise, expostos à precarização e a condições e salários piores. No campo, sem políticas públicas, crédito e investimentos, espremidos pelo latifúndio, seguem o cortejo de seus, de nossos, pais e avós, tangidos para as cidades. Vítimas de falsos estágios, penalizados por jornada de trabalho incompatível com o exponencial crescimento da produtividade do trabalho, vêem-se impedidos de prosseguir os estudos,de viver sua juventude. Submetidos ao assédio moral e também vítimas do assédio sexual, rebelam-se e exigem seu lugar de direito como o futuro do proletariado. Preocupados com o meio ambiente vêem a voracidade irracional do capital que devora vidas, sonhos e a natureza ameaçando a vida na Terra.

Com tudo isto, sabem que carecem de organização para florescer na luta e desenvolver seu poder mobilizador. E, lado a lado com os atuais dirigentes classistas percebem que podem fazer muito para responder à exploração capitalista e afirmar a alternativa socialista. Batista Lemos entendeu bem e deu a pista, afirmando que a juventude na CTB não pode ser apenas sindicato, mas deve ser também movimento. E Pascoal Carneiro não hesitou ao afirmar a necessidade imperiosa de a juventude ocupar seu lugar no movimento sindical como condição de sua atualização e futuro.

Já retornamos aos estados com as alegrias e reflexões destes dois dias inesquecíveis. Armados com este mesmo ímpeto, temos agora o desafio de mobilizar a juventude para ocupar seu lugar no 2º Congresso Nacional da CTB, em setembro. O coletivo de jovens eleito definiu uma agenda de organização dos coletivos de jovens trabalhadores em todos os Estados, para compartilhar as reflexões, mobilizar para os cursos de formação da CTB que ocorrem em todo o país e preparar uma grande participação juvenil no congresso. São os primeiros passos, e decerto haverá dificuldades, mas são decisivos para construir no presente a hegemonia do futuro, fazer da CTB uma central onde a juventude faça a diferença. Beneficiando-se dos egressos do movimento estudantil, unidos aos jovens sindicalistas, campo e cidade, com uma mesma garra classista ecom o rumo socialista, fazer da CTB a central mais juvenil do Brasil.

*Paulo Vinicius é cientista social e bancário, coordena a juventude do ramo financeiro da CTB.



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Ao guerrilheiro


Homenagem aos sete anos da morte do guerrilheiro do Araguaia, João Amazonas.


Das Ferramentas


não aceite o açoite

porque de aço e noite

não se faz manhã


manhã se faz, mas

é com braço e foice

é ceifando ao tempo


toda a flora vã


Poesia atribuída aos guerrilheiros do Araguaia


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terça-feira, 26 de maio de 2009

Rock solidário

INDIE MINAS VIABILIZA ARRECADAÇÕES DE ALIMENTOS

Coletivo Plug se integra na campanha do agasalho e repassa as doações

O Indie Minas-Mostra Música, iniciativa realizada pelo Coletivo Plug, entidade que presta o desenvolvimento da música independente da cidade de Montes Claros, em sua última edição do dia 8 de maio trouxe a banda de Patos de Minas Vandaluz, além das bandas AT4 e Gritare. Durante o evento foi apresentado também mostra cênica com Gabryel Sanches e Soraia Santos, além da apresentação do primeiro programa da PlugTv que é realizada com o apoio do Portal de Comunicação.

1º Edição do Indie Minas
Nesta primeira edição viabilizada pelas parcerias com, o Montes Claros Tênis Clube, na pessoa do presidente da Praça de Esportes Tatu, com a Secretaria de Cultura na pessoa do Secretário Ildeu Brauna, além do Diretório Central dos Estudantes da Unimontes através do presidente Daniel Dias, foi possível a realização de um evento que misturou tendências, arte, empreendedorismo e muita cultura. O evento tem caráter motivacional com preço popular e cunho social, pois arrecadou alimentos para doações.Os eventos do Coletivo Plug sempre terão essa finalidade de arrecadação, pois foi deliberado entre nossa diretoria que essa contribuição para a população carente é de fundamental! Ressalta o coordenador de planejamento do Coletivo Plug Rodrigo de Paula.

Trabalho Integrado com o Municipal
Em convite da Secretária Adjunta de Juventude as arrecadações no Indie Minas - Mostra Música do mês de maio foi integrada á campanha do agasalho realizada pela Secretaria de Desenvolvimento Social.Além de um exercício de solidariedade, a campanha do agasalho e de arrecadação de alimentos e leva lazer e congraçamento aos bairros de Montes Claros, com a realização de gincanas coordenadas pela Secretaria Municipal de Juventude, Esportes e Lazer. Os eventos envolvem os estudantes do ensino público, professores, familiares e amigos da rede de solidariedade, numa animação contagiante com baterias, charangas e torcidas organizadas.

Entrega das doações
As doações foram repassadas no último domingo dia 25 no bairro Major Prates (na praça principal). Segundo Zefinha Ferreira Cruz, uma das coordenadoras do evento, a iniciativa do Coletivo Plug é muito importante e colabora muito com a campanha. Além disso, ressalta que pessoas carentes e em situação de vulnerabilidade, que precisam de doações de alimentos e agasalhos, podem se inscrever na Secretaria de Desenvolvimento Social (no prédio da Prefeitura), nos CRAS e nas subprefeituras, para garantir a assistência. Ela conclama a população a dar um show de solidariedade este ano, “porque o número de pessoas que carece de assistência social cresce ainda mais nestes tempos de crise”.

2º Edição do Indie Minas – Mostra Música
Já está agendada para o próximo dia 20 de junho a segunda edição do Indie Minas-Mostra Música. O evento acontecerá na área externa da Praça de Esportes e contará com uma banda de Belo Horizonte e uma da cidade de Montes Claros. Segundo os organizadores do Coletivo Plug as definições serão divulgadas ainda nesta semana.Além das atrações musicais ainda terão exposições artesanais e de confecção, além da amostragem de artes cênicas e teatrais integradas ao evento. Continuará sendo realizada a coleta de alimentos no evento que serão repassados para doações.


Por Rodrigo de Paula, do Blog da Plug


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Unir para avançar

Aconteceu no último final de semana (23 e 24), em Atibaia - SP, o 1º Encontro Nacional da Juventude Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB). Com a participação de mais de 130 jovens trabalhadores de diversas categorias do campo e cidade em 16 Estados, o desafio do encontro é debater e definir iniciativas que orientarão as lutas da juventude trabalhadora representada pela Central na cidade e no campo.

A mesa de abertura coordenada pela secretária de Jovens da CTB, Ana Rita Miranda, contou com a presença de Nivaldo Santana, vice presidente da CTB, Danilo Moreira, membro do Conselho Nacional da Juventude (Conjuve), Marcelo Gavião, presidente da União da Juventude Socialista (UJS) e Igor Menezes – Juventude Socialista Brasileira (JSB).

Unir para avançar
Ao saudar os presentes, Nivaldo Santana, reforçou o caráter classista da CTB, que aposta num processo de renovação e fortalecimento do movimento sindical através da mobilização da juventude. “Nós temos que renovar o sindicalismo, os de “cabelos brancos” têm muito a ensinar para essa juventude, que tem que ocupar seu lugar nos sindicatos. Temos que unir as forças, afinar os pensamentos”, explicou.

Para Nivaldo, essa união entre experientes e jovens sindicalistas é necessária e urgente para tentar mudar a realidade enfrentada pelo jovem. “Os dados não mostram uma realidade cruel existente, onde milhares de trabalhadores foram demitidos, afetando em sua maioria os jovens com menos de um ano de registro em carteira. Trabalhadores estes que, além da pouca experiência, se submetem a baixos salários e condições precárias de trabalho”, afirmou vice presidente.


Para Danilo Moreira, membro do Conjuve, é necessário pensar na geração de metas a serem cumpridas pelo governo, fomentando o investimento na juventude. “Nesse momento além da luta, precisamos assegurar a autonomia do movimento. Estamos prestes a encerrar um ciclo político de nosso país, temos que pensar nesse ambiente e de como transformarmos isso e possibilidade mudança. E temos duas possibilidades: uma é a PEC da juventude, a aprovação de uma emenda à constituição que inclua a juventude. E a segunda é um plano nacional da juventude, criando metas a serem cumpridas pelo governo, para que o estado continue investindo em políticas da juventude” concluiu.

Mobilizar a juventude e continuar avançando para fazer a mudança que o Brasil precisa é o pensamento de Marcelo Gavião, presidente da UJS. Segundo Gavião, a CTB nasceu para unificar a lutados trabalhadores. “Tudo, na vida do trabalhador, sempre foi fruto de muita luta e muita mobilização. O desafio da CTB é fazer uma central jovem na sua capacidade de ação, pois é preciso repensar a forma, ser mais ousada que as demais”, frisou o militante.

Realidade do jovem
Com debates de altíssimo nível, o encontro contou com diversas mesas que trouxeram a discussão sobre os problemas vividos pelo jovem, esteja ele no mercado de trabalho ou não, e quais as possíveis medidas que a se tomar para mudar esse cenário.

Outro ponto da pauta foi a Lei do estágio, que em uma mesa coordenada por Vitor Espinoza explicou o funcionamento da nova lei defendida no congresso pela jovem deputada Manuela D’Avila e sua aplicação.

Foram debatidas também a situação da juventude rural e a unificação de uma agenda de lutas que não trate apenas das especificidades de um determinado segmento ou categoria, mas sim de toda a juventude.

Para Batista Lemos, secretário adjunto de relações internacionais da CTB, a secretaria de jovens além de ser uma instituição, deve ser um movimento de massa, deve ir onde o jovem está. “Eles não se encontram apena no ambiente de trabalho, mas também nos bairros. Não devemos ficar presos ao sindicalizados, temos que chamar essa juventude, inclusive os desempregados, para participar e organizar nos bairros. Viva esse encontro, viva a juventude da CTB!”, finalizou Lemos.

Com o grito de guerra: “Vai avançar e vai vencer a juventude da CTB”, o encontro foi encerrado no domingo (24), com a aprovação do documento oriundo dos debates que será levado para o II Congresso Nacional da CTB e a formação de um coletivo de jovens trabalhadores, que terá a missão de unificar as forças dos trabalhadores rurais e urbanos, assim como ajudar a secretaria a direcionar as ações, mobilizando os jovens nos Estados.


Confira a composição do Coletivo de Jovens trabalhadores eleito:

VICTOR ESPINOZA – Comerciários /RS
ADROALDO NEGREIROS– Correios/SP
VANESSA – Bancários/BA
MARIA DOS REIS – Fetag/MG
ALEX BOCCIA (ABILIO) – Sintratel/SP
PAULO VINICIUS SANTOS DA SILVA – Bancários/DF
THIAGO SANTANA – Sinttel/MG
IGOR MENEZES – CTB/RJ


Por Cinthia Ribas para o Portal CTB


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A nossa história ninguém apaga

Diogo Santos, presidente da UEE-MG

41º Congresso da UEE-MG: 5 a 7 de junho, em Viçosa

Entre os dias 5 e 7 de junho, Congresso comemora os 10 anos de reconstrução da União Estadual dos Estudantes de Minas Gerais (UEE-MG).

O 41º Congresso da UEE-MG tomará conta do campus da Universidade Federal de Viçosa entre os dias 5 e 7 de junho. O tema do encontro será "A nossa história ninguém apaga", referência aos 10 anos de reconstrução da entidade.

O Congresso reunirá estudantes para discutir a atual situação educacional no Brasil tomando como parâmetro a "Conferência Nacional de Educação" que será realizada em abril de 2010. O encontro debaterá também a crise financeira mundial, os rumos da universidade no estado e no Brasil, conjuntura política, a necessidade de ampliar os investimentos em educação, entre outros temas, além de eleger a próxima diretoria da entidade.

O painel sobre a Crise Econômica Mundial: Desafios e Oportunidades para o Brasil e para Minas contará com as presenças de Márcio Pochmann (IPEA), Juarez Guimarães (UFMG), Altamiro Borges (CTB) e Sérgio Miranda (PDT).

Já a mesa sobre a Educação Superior em Minas e os desafios da Conferência Nacional de Educação será formada por Francisco Chagas (CONAES), Madalena Guasco (CONTEE), Professora Santusa (UEMG-BH), Rafael Chagas (UNE), Carlin Moura (dep. Estadual) e o Reitor da Universidade Federal de Viçosa, professor Luiz Cláudio Costa.

Concomitante aos painéis principais, diversos debates discutirão a regulamentação do ensino privado, democratização da Universidade Pública, o papel da UEMG e Unimontes no desenvolvimento do estado, os estudantes mineiros e a Conferência Estadual de Educação, além dos movimentos sociais e a educação em MG.




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segunda-feira, 25 de maio de 2009

Escolha dos livros didáticos deve ser democrática


O debate sobre os critérios de escolha dos livros didáticos voltou à tona com os recentes erros cometidos pela Secretaria Estadual de Educação de São Paulo.

O primeiro erro foi a distribuição de cerca de 500 mil livros didáticos de geografia, usado por alunos da 6ª série do ensino fundamental nas escolas públicas, que mostra o Paraguai duas vezes em um mapa da América do Sul e exclui o Equador.

O mais recente foi a compra de 1.700 exemplares do livro “10 na área, um na banheira e ninguém no gol”, distribuídos a alunos da 3ª série do ensino fundamental, cuja faixa etária varia em torno de 9 anos. A publicação contém palavrões, expressões e imagens de conotação sexual e também referências ao Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa que nasceu dentro dos presídios paulistas.

Livros para 2010
Esta é a época do ano em que o corpo docente da escola faz a seleção dos livros didáticos que serão adotados em 2010 no ensino fundamental dentro do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD).

Neste ano foram adotadas mudanças em relação aos programas anteriores. Uma delas é que a escolha das obras se dará agora única e exclusivamente via internet no site www.fnde.gov.br, no campo Escolha PNLD 2010. Portanto, o Guia de Livros Aprovados não será acompanhado do formulário de escolha impresso.

O FNDE enviará pelo correio um login e uma senha para acesso ao Sistema de Registro de Escolha. A direção da escola será a responsável pela guarda e sigilo desses dados. A escolha dos livros deverá ocorrer entre 8 e 28 de junho de 2009. Em adequação à implantação do ensino fundamental de 9 anos, previsto pela Lei no. 11.274, de 06/02/2006, as obras aprovadas estarão agrupadas para atender alunos de 1ª ao 5ª ano.

É muito importante que todo o processo de escolha seja transparente à comunidade. Por isso, a direção da escola deve divulgar em suas dependências e em lugar de boa visibilidade o Comprovante de Registro da Escolha feito pela internet junto com o Registro da Reunião de Escolha PNLD 2010. Os documentos originais deverão ficar na escola pelos próximos cinco anos à disposição para eventual consulta.

Segundo o livreiro Ronilson Melo, “o cuidado na escolha dos livros é fundamental para garantir que o processo de ensino-aprendizagem se efetive”. Como exemplo de boa escolha, Melo cita o livro “Contos e Encantos Mineiros” da Base Editora. Segundo o livreiro, “é o único título sobre a história regional escrito por historiadores mineiros e voltado para os alunos de 4º e 5º anos do ensino fundamental”.

Maiores informações em www.fnde.gov.br, dentro do campo Livro Didático.


Contatos e solução de dúvidas também poderão ser feitos por telefone: 0800-616161 ou via e-mail:sac@fnde.gov.br. Contatos com Ronilson Melo através do fone (38) 9115 9050.


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Impressões sobre o Plano Decenal de Educação


por Carlin Moura*

Através de oito encontros regionais e da consulta pública na internet, a população de Minas Gerais deu sua opinião sobre o Projeto de Lei (PL) 2.215/08 que cria o Plano Decenal de Educação do Estado.

A consulta pública e os encontros regionais fizeram parte do Fórum Técnico Plano Decenal de Educação: Desafios da Política Educacional, que está sendo promovido pela ALMG em parceria com a Secretaria de Estado de Educação e movimentos e entidades ligados ao setor.

Foram realizados pela ALMG e pelas entidades parceiras (SINDUTE, SINPROMINAS, UEE-MG, UCMG, APPMG, FETAEMG, UNDIME, dentre outras), encontros em Araçuaí, Montes Claros, Governador Valadares e Paracatu, sendo que as entidades ainda realizaram eventos em Divinópolis, Juiz de Fora, Varginha e Uberlândia. Através dos oito encontros no interior, a população reunida em grupos de trabalho apresentou sugestões de modificação do Plano Decenal. Ao todo foram apresentadas 790 sugestões de alterações pelos encontros regionais e 212 propostas pela consulta pública na internet.

Durante a etapa final do fórum técnico, que aconteceu nos dias 13,14 e 15 de maio, no Plenário da Assembléia, as propostas encaminhadas pela população foram discutidas nos grupos de trabalho.

Depois de analisadas e aprovadas pelos participantes inscritos na plenária final, as sugestões da Consulta Pública, dos encontros no interior e dos grupos de trabalho da etapa final foram incluídas em um documento final e encaminhadas à Comissão de Educação, Ciência, Tecnologia e Informática.

A proposta inicial apresentada reflete a política implementada pelo governador Aécio Neves em Minas. Prioriza-se a focalização dos investimentos em detrimento da universalização dos serviços públicos. O objetivo é a perseguição de metas, concentrando em algumas escolas referências, em detrimento da grande maioria das escolas, que continuam abandonadas.

Esta concepção aprofunda as diferenças entre as regiões, concentrando principalmente na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O plano não apresenta um regime de colaboração entre as várias redes de ensino, assim como também inexistem projetos pedagógicos articulados num mesmo território. Além disso, há falta de compromisso na implementação do processo de gestão democrática.

O PL 2215/08 não relaciona ações, programas a uma estratégia estadual, no máximo adotam a melhoria dos indicadores quantitativos. Trata-se de um documento irregular (desarticulação entre diagnóstico e proposição), desarticulado (não se fundamenta numa estratégia clara de desenvolvimento da educação mineira) e incompleto (ausência de temas significativos para a educação no Estado, além de metas claras, apropriadas e mensuráveis).

No encerramento do Fórum, o presidente da ALMG, deputado Alberto Pinto Coelho (PP) classificou o documento como ''tesouro lapidado'' em oito meses, oito encontros regionais por 198 instituições inscritas e 464 participantes na plenária final.

Garantia de recursos orçamentários para implementar as metas para a educação; previsão do controle social do cumprimento dessas metas, com a redução dos prazos para sua execução; e criação do tema ''Educação nos sistemas penitenciário e socioeducativo''; implantação do piso nacional do magistério para os professores da rede estadual; eleição direta para superintendentes regionais de ensino; realização de concursos públicos periódicos para preenchimento de vagas; aumento do investimento em educação no valor de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) de Minas a cada ano, nos próximos dez anos, sem prejuízo do percentual já previsto em lei: estas foram algumas das principais propostas apresentadas.

Além dessas, foram apresentadas mais cinco propostas novas, no final da discussão do documento do fórum. Quatro foram aprovadas, destacando-se o concurso público em dois anos para psicólogo educacional, fonoaudiólogo, assistente social, psicopedagogo e pedagogo.

Originalmente, o plano elencava 11 temas: educação infantil; educação fundamental; ensino médio; educação superior; educação de jovens e adultos; educação especial; educação tecnológica e formação profissional; educação indígena, educação do campo e quilombolas; formação e valorização dos profissionais da educação; financiamento e gestão; e diálogos entre as redes de ensino e sua interação. O fórum adicionou o tema da educação no sistema penitenciário e mudou o nome do ''educação de jovens e adultos'' para ''educação de jovens, adultos e idosos''.

O PL 2.215/08 foi aperfeiçoado com sugestões como a inclusão do tema ''Educação nos sistemas penitenciário e socioeducativo''. Entre as ações estratégicas, está a de assegurar a oferta de educação aos adolescentes, jovens e adultos vinculados a esses sistemas, em especial nos níveis fundamental e médio e na modalidade profissionalizante. O tema foi sugerido em audiência pública realizada em Juiz de Fora.

Entre as metas do novo tema, destaca-se a elaboração, em dois anos, em colaboração com a Secretaria de Estado de Defesa Social, de padrões mínimos de infraestrutura para o atendimento educacional adequado, com salas de aula, oficinas, bibliotecas e quadras de esporte nas instituições dos sistemas penitenciário e sócio-educativo. Outra meta é propor à secretaria, também em dois anos, a adaptação das unidades a esses padrões mínimos.

A tendência dos participantes foi acelerar os prazos para o cumprimento das metas do Plano Decenal de Educação, entre eles os relativos à adoção da escola de tempo integral. Outros exemplos: aumentar a taxa de atendimento escolar, na educação infantil, para 100%, em cinco anos, na faixa etária de 0 a 3 anos; e aumentar a taxa de atendimento para 100%, em cinco anos, universalizando o acesso à escola pública na faixa etária de 4 a 5 anos.

Um item recorrente em todos os temas do Plano Decenal foi a garantia de recursos orçamentários e financeiros que viabilizem a implementação das metas nos prazos previstos. No capítulo que trata de financiamento e gestão, foi explicitado que o PL 2.215/08 deverá inserir o orçamento correspondente à execução de cada meta, que deverá constar nas leis do Plano Plurianual de Ação Governamental (PPAG) e do Orçamento, com a obrigatoriedade de sua disponibilização em cada ano fiscal.

O controle social do cumprimento das metas está detalhado em itens do capítulo que trata de financiamento e gestão. Entre eles, o que garante que a Secretaria de Estado de Educação (SEE) e as secretarias municipais elaborem, com a participação das escolas, planos anuais de trabalho em consonância com o Plano Decenal, assegurando o cumprimento de suas metas, sua divulgação antes do início de cada ano letivo e a criação de fóruns permanentes de discussão e avaliação, com representação de todos os segmentos interessados.

O capítulo que trata da educação superior chega a determinar que sejam responsabilizados, do ponto de vista fiscal e administrativo, os gestores públicos que não executem a integralidade dos recursos orçamentários destinados à educação, com a perda do mandato nos termos da Lei de Responsabilidade da Educação Superior. E ainda a inclusão do passe estudantil e de escola experimental na UEMG e UFMG. Na área de valorização profissional, os participantes fizeram algumas mudanças para incluir o Colégio Tiradentes em algumas ações, já que ele tem plano de carreira próprio.

Os participantes também encurtaram os prazos destinados à definição e implementação de padrões de atendimento na educação infantil e nos níveis fundamental e médio. Na educação infantil, o período para essa definição é de dois anos no projeto original do governo, mas o documento final do fórum determina a implementação em até dois anos; no ensino fundamental, a proposta original era de definição em dois anos e, agora, a sugestão é de definir e implementar os padrões em até um ano; e, no ensino médio, o prazo para definição mudou de dois anos para seis meses. Vale lembrar que todas essas sugestões ainda precisam passar pela análise da ALMG para serem efetivadas.

A pressão exercida pela sociedade civil organizada e pelas entidades educacionais foi fundamental para a democratização das discussões sobre o Plano.

O debate ocorre em um momento de profunda transformação mundial, no qual o mito da competência da iniciativa privada está na berlinda, como bem expressa o prêmio Nobel de Economia, Joseph Stiglitz, ao afirmar que “O pensamento da direita sobre a economia de mercado — provou-se agora — está errado”.

O professor norte-americano chama a atenção que o auxílio ao setor financeiro por meio de um sistema de parceiras público-privadas é um exemplo de “mau investimento público”. Ele enfatiza que, se houver lucro nas referidas parcerias, ele vai “quase todo para o sector privado”, mas “se houver prejuízo, vai todo para o Estado”. Inobstante, tal lição não é assimilada pelos atuais gestores da educação mineira, que insistem na combalida fórmula para implementar, por exemplo, o programa de educação profissional.

A falência do modelo educacional público se expressa nos resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) de 2008. Como nos anos anteriores, o ensino público –sobretudo da rede estadual– continua, como diz a juventude, aparecendo ''mal na foto''. O exame foi aplicado em todo o Brasil e apenas 8% das escolas melhor avaliadas no ENEM são públicas. Entre as 50 piores do Brasil, 02 são estaduais de Minas. As 10 escolas estaduais mais defasadas não atingiram 36 pontos, o colégio da UFVICOSA (COLUNI) obteve nota 76,6. Por outro lado, dentre as 05 melhores escolas do país, 03 são escolas particulares de MG.

Os resultados gerais do ENEM confirmam que o ciclo gerado pela desigualdade social ainda é perverso. O ranking por escola mostra claramente que as regiões mais pobres concentram os piores resultados.

Salienta-se que 69,3% dos alunos que fizeram o ENEM em 2008 declararam ter cursado todo o ensino médio em escola pública. Isso significa que quase 70% dos nossos jovens --sem contar aqueles que nem chegam ao ensino médio-- estão condenados a perpetuar o ciclo da pobreza que vincula educação deficiente com baixa renda e falta de oportunidades? A resposta para este problema está na capacidade dos governos federal, estaduais e municipais promoverem as mudanças necessárias para a melhoria da qualidade do ensino público. Como bem defende o senador Cristovam Buarque, é preciso promover uma verdadeira revolução pela educação.

Esse importante debate vai ter sua continuidade durante a tramitação do PL 2215/2008, bem como durante a CONAE – Conferência Nacional de Educação, convocado pelo Governo Federal, por meio do Ministério da Educação (MEC), para o período de 23 a 27 de abril de 2010. Ela será antecedida de conferências Municipais e Intermunicipais – que já se realizarão a partir do primeiro semestre de 2009 – e de Conferências Estaduais, a partir de agosto deste ano.


* Carlin Moura é deputado estadual pelo PCdoB de Minas Gerais



A Estrada vaí além do que se vê!

sexta-feira, 22 de maio de 2009

A voz do Alto

Quando foi divulgado no Rio de Janeiro o resultado do prêmio Hutuz 2008, a maior premiação do Hip Hop na América Latina, havia entre os vencedores um artista que chamava a atenção pela diversidade de características, tanto musicais, como em suas próprias origens. De Belo Horizonte, Minas Gerais –um estado que não tem ainda a visibilidade de São Paulo e Rio nas produções do rap–, o estreante Renegado angariou os troféus de artista revelação e melhor website. Misturando a batida das rimas com reggae, samba, MPB e até música cubana, o morador do bairro Alto Vera Cruz engrenou em uma carreira ascendente, que passa hoje (sexta 22) pela sua participação no show do ícone Jorge Ben Jor na capital mineira.

Nesta entrevista exclusiva ao portal Vermelho Minas, Renegado relembra um pouco do caminho percorrido desde os primeiros contatos com o rap, até esse momento de grande destaque nacional com o disco Do Oiapoque a Nova York, produzido pelo “cara” do hip hop brasileiro, Daniel Ganja Man (Racionais MC, Sabotage, Instituto, Zafrica Brasil), e com participação de artistas celebrados neste e em outros estilos musicais, entre eles, a sambista Aline Calixto, o grupo Meninas de Sinhá e os rappers Funk Buia e Cubanito.

Atual presidente, fundador e militante, há mais de 10 anos, da ONG NUC (Negros da Unidade Consciente), de Belo Horizonte, Renegado aproveita para mandar algumas idéias sobre política nacional, cultura independente, representatividade dos manos e a participação do rap no poder público. ''O Brasil e o mundo estão em processo de transformação. A prova disso? Lula e Obama'', dispara. Leia abaixo o bate papo com o artista mineiro.

Nesta sexta-feira, dia 22, você divide o palco, em Belo Horizonte, com um dos grandes nomes da música brasileira, Jorge Ben Jor. Qual a sua opinião sobre ele e a sua influência musical para outros estilos, como o próprio rap?
Jorge Ben é uma lenda viva da música popular brasileira e poucos artistas conseguem se manter sempre atuais assim. Ele desempenha este papel com uma enorme facilidade. Vários MC’s recebem influências diretas dele, como os Racionais, Thaíde e, inclusive, eu. Estar dividindo o palco do Chevrollet Hall com ele tem uma importância ímpar pra mim e para o meu trabalho.

Você é responsável por um dos discos mais elogiados do cenário hip hop brasileiro nos últimos meses, Do Oiapoque a Nova York. O que você apresenta neste trabalho?
Do Oiapoque a Nova York não é somente um disco, é a realização de um sonho, o sonho de traçar um caminho para nacionalização do rap. Isso se dá do nome ao conteúdo do álbum. Busquei compor um disco que tivesse letras que mantivessem a base do rap, mas ao mesmo tempo trouxessem para este universo o swing da musica popular brasileira. Estou muito feliz com o retorno que o trabalho está tendo e com a forma com que as pessoas estão absorvendo o seu conceito. E aproveito para dizer que já estão abertas as votações para o prêmio Hutuz 2009 e estou concorrendo novamente. Peço a colaboração de todos.

Fale um pouco de sua trajetória, artística e pessoal até este lançamento.
Eu sou uma pessoa muito feliz, pois tive possibilidades de acesso e de formação desde o início da minha trajetória. Primeiramente, com a minha grande referência, que é a minha mãe, dona Regina. Posteriormente, com os meus amigos de militância política e de trabalho na associação do Centro de Apoio Comunitário do bairro Alto Vera Cruz (''Salve Dona Valdete e Júlio César''). Inclusive, este foi o lugar do meu primeiro encontro com o meus parceiros, Negro F e Dj Francis, com quem fundei, em 1997, o grupo NUC (Negros da Unidade Consciente). O bairro Alto Vera Cruz é o nosso grande e generoso berçário. A atuação do NUC, tanto como grupo musical, como uma ONG, a partir de 2003, tem o intuito de dar este retorno à comunidade.

Com o projeto ''Manifesto 1º Passo'', o NUC, em diálogo com os grupos Meninas de Sinhá, Capoeirarte Brasil e o grupo de samba Senzala, levou um pouco mais do Alto Vera Cruz para o mundo. Foi neste projeto, dirigido pelo meu grande guru, amigo, parceiro de vida e composições, Gil Amâncio, em que percebi que eu era de fato um artista. Depois, fui convidado para me apresentar no projeto Stereoteca, pela minha empresária, amiga e confidente, Danusa Carvalho, que me ajudou a concretizar o projeto do disco. Este é o resumo destes momentos de felicidades da minha trajetória. E por que o rap? Somente o rap poderia ser a música capaz de expressar esta realidade de luta e conquista, pois é a música da verdade e se tornou a trilha sonora da minha vida.

O seu disco traz várias parcerias, entre elas a da sambista Aline Calixto. Recentemente você também participou do disco do Vander Lee e fez participações em shows cantando ao lado de jovens da nova geração da música mineira, como o Pedro Moraes. Como é, para você, circular e dialogar com vários estilos musicais?
As minhas palavras de ordem são sempre dialogar e quebrar fronteiras. Eu tenho a felicidade de fazer parte de uma geração que tem esta liberdade de transitar. O samba, o rap, o reggae, a MPB e a música mineira sempre me influenciaram e, por isso, tive a tranqüilidade de trazê-las para dentro do meu trabalho. E de fato eu acredito que isto é a tendência mundial, o dialogo sem perder identidade.

Você tem uma reconhecida trajetória de militância social e política no bairro Alto Vera Cruz. Como é esta sua atuação atualmente? Como este trabalho influencia na sua musica e vice-versa?Mano, ''sincronismo''. Esta é a palavra que define como o meu trabalho artístico está em diálogo com a minha militância. É verdade que eu não tenho a mesma disponibilidade para militar da forma que sempre militei, mas as perspectivas aumentaram. Hoje, o NUC é uma ONG articulada e respeitada em âmbito nacional, sem perder a atuação local. Como retorno na atuação artística, temos condições de mostrar para os moleques da quebrada que é possível acreditar em um sonho e que é sempre necessário continuar sonhando, pois o nosso povo está se esquecendo como isso é importante. Para o meu trabalho artístico, também é importante a minha atuação na quebrada, presidindo a ONG, pois é de onde eu tiro força e inspiração e onde eu faço, na prática, o que Hip Hop me ensinou. Eu tenho amor e respeito máximo ao Alto Vera Cruz: ''Salve Vera amada''.

Como está sendo o desafio e a satisfação de iniciar uma carreira de destaque no rap nacional partindo de fora do eixo São Paulo-Rio de Janeiro?
Minas sempre teve uma grande produção dentro do mercado do Rap, mas sempre foi pouco ouvida. Quando eu tive a felicidade de subir ao palco do Canecão para receber os dois prêmios do Hutuz, foi uma satisfação pessoal e coletiva, pois não era só o Renegado, mas o momento de um estado que recebeu aquele prêmio. É um trabalho que está chegando com características próprias, buscando apontar um novo formato pra o rap brasileiro, mas a caminhada é longa e temos muito ainda a conquistar.

A cena da música independente nacional –organizada hoje em festivais por todo o território e associações como a Abrafin (Associação Brasileira de Festivais Independentes)– ainda tem pouca participação de artistas do rap. Por que isso acontece? Como promover a circulação da cena hip-hop?
Eu vejo que os movimentos artísticos como o rock, reggae, samba e hip hop sempre caminharam paralelamente. Hoje, descobrimos as possibilidades de diálogos. Ao meu ver, a atuação do hip hop dentro dos festivais irá aumentar gradualmente.

Você faz parte ou é próximo de alguma organização/entidade/posse do rap, como a Nação Hip Hop Brasil ou Movimento Hip Hop Organizado Brasileiro (Mhhob)? O que acha destes movimentos?
Acho necessário, pois é sempre importante se organizar. Eu tive a felicidade de participar da fundação da Nação Hip Hop e de me organizar por meio dela.

Você produz, anualmente, em Belo Horizonte, o festival Hip Hop in Concert, dedicado à revelação de novos talentos. Quais grupos e artistas de BH você destacaria atualmente?
Hoje, temos uma cena que caminha para uma auto-sustentabilidade local. Vou falar de alguns grupos e organizações: Julgamento, Retrato Radical, Realistas Npn, Contrast, Apr, Verdade Seja Dita, Das Quebradas, Família de Rua, Nois Pega e Faz, Hip Hop Chama e NUC.
O Rap sempre teve uma característica de reflexão e contestação de questões da sociedade. Como você avalia o momento político brasileiro hoje, tendo em vista a proximidade de mais um processo eleitoral no país e em Minas Gerais?
O país está descobrindo o que é ter a gestão de um governo popular e como isso influência nas nossas vidas de uma forma prática. Acredito que nas próximas eleições vamos testemunhar um aumento da consciência política do povo, pois conseguimos mostrar que existem opções, e a população está sentindo isso. O Brasil e o mundo estão em processo de transformação. A prova disso? Lula e Obama.

O rapper Aliado G se candidatou a prefeito de sua cidade, Hortolândia, em São Paulo. Outros rappers também tentaram se eleger a cargos eletivos nas últimas eleições. Você acha que o rap deve participar da política? De que forma?
Acho que o rap sempre participou, questionando, agora caminhamos para uma atuação de proposição. O Hip Hop é um movimento popular, ou seja, deve ter seu assento de representação no estado.

Clique aqui para assistir o clipe da música Santo Errado:


Do Caderno Vermelho Minas, Rafael Minoro e Artênius Daniel



A Estrada vai além do que se vê!

Fim de semana rock'n'roll

Bom dia pra quem é de dia!

Recebemos e publicamos abaixo mensagem de nosso amigo Robson, baterista da Gr!tare, com dicas para o fim de semana. É tempo de prestigiar o rock'n'roll!!!


Fala galera, tudo na paz?

Então, esse final de semana em Montes Claros está prometendo mais uma vez.

Na sexta-feira (22) a banda Calm Scream (Dayan, Gabriel, Robson e Thiago) se reúne, depois de parada por pouco mais de dois anos, para relembrar os bons tempos da banda. E para isso a banda preparou um acústico (novas releituras para antigas canções) e irá se apresentar em alguns lugares da cidade. A primeira apresentação acontece no Empório Canadá, com a sua tradicional batata recheada e cerveja gelada. O som começa a rolar por volta de 22h, o bar cobra um couvert artístico de R$2,00 (dois reais). Então é isso moçada, para quem gosta de Pearl Jam, Foo Fighters, Alice In Chains, Los Hermanos, Silverchair dentre outros, venha comemorar junto com a Calm Scream.

Serviço: Calm Scream Acustico
Local: Empório Canadá
Horário: 22h
Valor: R$2,00 (dois reais)


Continuando...

No sabado (23) é a vez da banda GR!TARE gritar no Circuito Catrumano de Música Independente. O Circuito que acontece no Garagem Rock Bar na Rua Crisóstomo Freire, 125, Morada do Parque (ao lado do Parque Municipal), e é promovido pelo pessoal do Instituto Geraes, chega a sua 5ª noite e, " pro trem ficar bão ", o Circuito ainda vai contar com as apresentações do projeto "Bandas Novas" que visa dar espaço pras bandas que ainda não tocaram e uma banda de BH. A entrada no Circuito tem o valor de R$5,00 (cinco reais), o bar começa rolar as 21h com cerveja gelada, prosa boa e um caldão pra esquentar o frio. Os shows começam a rolar por volta das 22:30, então é isso povão..

Serviço: 5ª Noite do Circuito Catrumano de Música Independente
Local: Garagem Rock Bar (Rua Crisóstomo Freire, 125, Morada do Parque (ao lado do Parque Municipal))
Horário: por volta de 21h
Valor: R$5,00 (cinco reais)

Vamos prestigiar esses dois eventos e mostrar, mais uma vez, que Montes Claros também é a cidade do Rock.


Publicado no Blog da Gr!tare


A Estrada vai além do que se vê!

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Abraço à Petrobras reúne cinco mil manifestantes no Rio

Cerca de 5 mil manifestantes participaram nesta quinta-feira (21) pela manhã do ato público, no Centro do Rio de Janeiro, em defesa da Petrobras e por uma legislação que garanta o controle estatal e social das reservas de petróleo e gás. A manifestação, organizada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), MST, UNE e centrais sindicais, reuniu estudantes, sindicalistas, trabalhadores, militantes sociais, parlamentares e partidos políticos, reforçando a unidade nacional das frentes de esquerda em defesa da soberania nacional.

Os manifestantes iniciaram o ato às 9 horas, na Candelária, e seguiram pela Avenida Rio Branco, que foi fechada, por volta das 11 horas, durante a passeata. O ato prosseguiu em frente ao edifício sede da Petrobras, na Avenida Chile, onde trabalhadores, estudantes, militantes sociais e parlamentares deram as mãos, formando um cordão que contornou todo o prédio da estatal.

Ao som do Hino Nacional, os manifestantes realizaram um abraço simbólico do prédio da Petrobras, repudiando a tentativa da direita de retomar o projeto de privatização da maior empresa do país. A manifestação terminou por volta das 14 horas.

Próximo ato será em Brasília
O ato público desta quinta-feira integra a campanha nacional O Petróleo tem que ser nosso!, que tem mobilizado os principais movimentos sociais do país na luta por uma nova Lei do Petróleo, que garanta o controle estatal e social sobre o setor. Caravanas de petroleiros vindas da Bahia, Paraná, Santa Catarina, Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo e Norte Fluminense somaram-se aos petroleiros do Rio de Janeiro e de Duque de Caxias, presentes à manifestação. Caravanas de metalúrgicos de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo também compareceram ao ato.

Uma nova manifestação em defesa da Petrobras e por uma nova legislação para o setor petróleo será organizado em Brasília. Na próxima segunda-feira, 25, os movimentos sociais realizam em Recife (PE), um debate sobre o restabelecimento do monopólio estatal do petróleo.

Entidades presentes
Entidades presentes na manifestação desta quinta-feira: Federação Única dos Petroleiros (FUP), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Confederação Nacional do Ramo Químico (CNQ), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Intersindical, Conlutas, União Nacional dos Estudantes (UNE), União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Confederação Nacional das Associações de Moradores (Conam), Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo, Sindicato dos Químicos e Petroleiros da Bahia, Sindicato dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina, Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais, Sindicato dos Petroleiros do Espírito Santo, Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo, Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense, Sindicato dos Petroleiros de Duque de Caxias, de Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro, Sindicato dos Bancários do Rio, Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Rio, Sindicato dos Portuários do Rio, Sindicato dos Advogados do Rio, Sindicato dos Engenheiros do Rio, Sindicato dos Portuários do Rio, entre outras entidades.

Partidos políticos que enviaram parlamentares e representantes para o ato: PT, PCdoB, PSB, PCB, PSOL e PSTU.



A Estrada vai além do que se vê!

Simonal, a reabilitação

Autor lembra que no processo em que foi julgado por mandar torturar seu contador, as testemunhas de defesa do cantor foram um detetive do Dops e um oficial do Exército


por Urariano Mota*

Com o filme "Simonal - Ninguém sabe o duro que dei", começou a reabilitação de Wilson Simonal. Não se conclui outra coisa, quando se lêem os artigos publicados em todo o Brasil. Em todos os jornais, os críticos mais parecem uma orquestra afinada para uma só composição, para um só samba de uma nota só. Em toda a mídia se repetem as saudações ao documentário, à sua imparcialidade, etc. etc.

Na Folha de São Paulo, no texto com o título épico "Simonal refaz saga do cantor", entre outras coisas se escreve:

"Aconteceu no final de 1971. Por suspeitar que estivesse sendo roubado, o cantor teria mandado bater no contador de sua empresa. Só que o homem vai parar no Dops (Departamento de Ordem Política e Social, hoje extinto), onde é torturado. Não demora até que os jornais liguem as pontas -não necessariamente cobertos de verdade- e publiquem a manchete: ‘O cantor Wilson Simonal é informante dos órgãos de segurança do Estado’... Mais que biografar a ascensão e queda meteóricas de um ídolo - e isso é feito de maneira empolgante-, o documentário reescreve a saga de Simonal para que, conhecendo finalmente sua história, o Brasil possa absolvê-lo de coisas que talvez ele nem sequer tenha feito".

Observem que:
1. O cantor "teria mandado bater no contador". Teria, em lugar de Mandou.

2. "...o homem vai parar no Dops (Departamento de Ordem Política e Social, hoje extinto), onde é torturado". Por acidente, ele foi parar no Dops.

3. "...o documentário reescreve a saga de Simonal para que, conhecendo finalmente sua história, o Brasil possa absolvê-lo de coisas que talvez ele nem sequer tenha feito." Absolvê-lo(...) Não demora, a família entrará com processo na Anistia.

Por falar em Anistia, artigo no Jornal do Commercio, do Recife, é mais explícito:
"A chance de anistia de Simonal - Filme conta história de cantor que morreu com fama de dedo-duro, mas foi mesmo uma vítima da intransigência ".

No UAI, de Minas, a reabilitação continua:
"Nos dias de hoje, a maioria das pessoas que conhecem o assunto acredita na tese de que Wilson Simonal foi derrubado por uma rede de boatos, somada a preconceitos raciais e sociais que levavam, em muitos grupos, a um estado de desconforto frente ao sucesso do cantor. Simonal pende nitidamente para este lado."

No JB, do Rio, o mesmo samba:
"Com um design e produção impecáveis, o trio de diretores Cláudio Manuel, Micael Langer e Calvito Leal tenta também trazer à tona a perseguição que o cantor sofreu, após a suspeita de que ele estava a serviço do Dops, na época da ditadura. Recheado de entrevistas, o filme tem o mérito de ser, em grande parte, imparcial. Mas faltam depoimentos e nomes de artistas que efetivamente promoveram o boicote... Numa montagem esperta, o papel de bicho-papão ficou só com os jornalistas do Pasquim que participam do filme: Sérgio Cabral, Ziraldo e Jaguar. Este último, em destaque, é colocado pela edição nos momentos antagônicos, em contraponto a considerações positivas sobre o cantor. Seria alguma forma de revanche? O público é quem decide. "

Em O Globo, entre outras louvações, transcrevem-se as palavras de Nelson Motta, "Simonal virou um tabu, um leproso, um pária..." Mas o modo mais parcial vem do Guia da Semana, de São Paulo, em editorial(!):
"No início da década de 70, Simonal percebeu que estava sendo roubado por seu contador. De pavio curto, o cantor contratou um grupo para dar uma surra no traidor. Porém, o episódio envolveu agentes do Dops, e o obscuro fato fez com que se espalhasse a notícia de que o músico era informante do regime militar. Sem provas contra ou a favor do artista, Simonal foi condenado ao ostracismo, morrendo como um desconhecido em 2000."

Parece ter desaparecido no espaço o texto de Mário Magalhães, quando era ombudsman na Folha de São Paulo, em 30 de março de 2008:
"A verdade: em 1974, Simonal foi condenado por surra dada em um contador. No processo, levou como testemunha sua um detetive do Departamento de Ordem Política e Social do Estado da Guanabara. Ele assegurou que o cantor era informante do Dops. Outra testemunha de defesa, um oficial do 1o Exército, jurou que o réu colaborava com a unidade. O juiz sentenciou: Simonal era ‘colaborador das Forças Armadas e informante do Dops’. Em 1976, acórdão do Tribunal de Justiça do RJ reafirmou a condição de ‘colaborador do Dops’. Não foram inimigos que inventaram a parceria com o regime, exposta sem reservas pelos amigos de Simonal, que se dizia ameaçado por gente ligada ‘a ações subversivas’ ".

Pelo andar da carruagem, não demora, vão fazer um documentário que absolva o cabo Anselmo. Com a repercussão em uma só nota de toda a imprensa. Como agora, no filme desta semana: Simonal, a reabilitação.




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quarta-feira, 20 de maio de 2009

Em defesa da UEMG


MANIFESTO EM DEFESA DA UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MINAS GERAIS

Ao Excelentíssimo Senhor Governador do Estado de Minas Gerais

Os professores, alunos e funcionários técnico-administrativos da Universidade do Estado de Minas Gerais – UEMG – e os cidadãos abaixo-assinados manifestam sua indignação diante da forma desrespeitosa pela qual o Governo do Estado de Minas Gerais administra a universidade do povo mineiro, conforme os seguintes pontos básicos, a seguir apresentados:

a. o descumprimento do repasse orçamentário à UEMG determinado pela Constituição do Estado de Minas Gerais;

b. a infração ao princípio da autonomia universitária, garantida pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/1996) e corroborada pela Constituição do Estado de Minas Gerais, que, em seu Artigo 199, determina que “As universidades gozam de autonomia didático-científica e administrativa, incluída a gestão financeira e patrimonial, observado o princípio da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão”;

c. a ingerência da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão de Minas Gerais (SEPLAG), que, desconhecedora dos princípios norteadores das atividades-fim e peculiaridades da organização da Instituição Acadêmica, tenta submetê-la a uma lógica econômica que ignora sua verdadeira função e não é capaz de enxergar, por detrás das estatísticas de que se serve, os seres humanos e as conquistas históricas que constituem uma instituição universitária;

d. a incapacidade demonstrada pelo Governo de perceber a UEMG como uma instituição que deve se efetivar necessariamente pela sua possibilidade de produção e transmissão da experiência cultural e científica da sociedade, contribuindo estrategicamente para a adequação do Estado às aspirações democráticas do povo mineiro.

Com efeito, os aspectos acima mencionados vêm causando uma série de situações indesejáveis que se desdobram no cotidiano da UEMG, problematizando o desenvolvimento eficaz desta Instituição. Tais situações incluem, dentre outras:

a. ausência de um espaço físico próprio que possa constituir um campus universitário, capaz de trazer não só uma importante referência à Instituição, como também de atender digna e efetivamente às demandas funcionais de professores, alunos e servidores. Neste sentido, observa-se que a inexistência de instalações próprias, de um lado traz o desconforto de “adaptações” espaciais inadequadas e, de outro, vem onerando o Estado com o pagamento de aluguéis de prédios;

b. falta de recursos para o desempenho das atividades universitárias relacionadas ao ensino, à pesquisa e à extensão;

c. não enquadramento dos professores no plano de carreira da UEMG (Lei nº 15.785/2005);

d. desvalorização salarial de professores e funcionários técnico-administrativos, submetendo-os aos piores salários do país, dentre as universidades públicas federais e estaduais;

e. ausência de uma política de assistência ao estudante que contribua para a permanência dos alunos em seu processo de formação superior;

f. não pagamento de vencimentos salariais a professores designados;

g. demissão arbitrária de professores;

h. situação de constrangimento a que são submetidos os professores recentemente aprovados em concurso, uma vez que condicionou-se as nomeações à demissão de outros professores em exercício;

i. fechamento arbitrário de cursos de graduação e redução arbitrária de turmas, o que tem como consequência a diminuição do número de vagas oferecidas pela Universidade à comunidade.

Conscientes dessa atitude desrespeitosa e de suas consequências no cotidiano das unidades da UEMG, os abaixo-assinados solicitam de Vossa Excelência o compromisso de receber uma comissão de professores, alunos e funcionários técnico-administrativos da UEMG, em caráter de URGÊNCIA, a fim de que possam ser definidos, com clareza e objetividade, os aspectos a seguir nomeados:

a. o projeto de universidade pública estadual que o Governo do Estado de Minas Gerais defende para a UEMG;

b. o efetivo compromisso a ser firmado entre o Governo do Estado e a UEMG, no sentido de resolver o ajustamento do Regime de Trabalho dos professores e funcionários técnico-administrativos;

c. o imediato restabelecimento das condições necessárias, para que a UEMG continue a desenvolver seu trabalho, constituindo-se como uma verdadeira universidade pública e de qualidade, da qual o povo mineiro possa se orgulhar e beneficiar;

d. a garantia de democratização da UEMG, através da reformulação de sua estrutura universitária, de modo que as decisões de seus gestores estejam submetidas ao controle público, sob critérios democráticos e transparentes;

e. a garantia de uma política institucional, para que a Universidade possa, de fato, cumprir suas funções principais, quais sejam: eficácia na formação, produção do saber, prestação de serviços e inserção à comunidade local;

f. a garantia da participação da comunidade acadêmica no processo de gestão e fiscalização do seu planejamento financeiro;

g. a garantia de mecanismos que impeçam o controle ideológico, político-partidário ou qualquer outro tipo de discriminação sobre a comunidade universitária;

h. a melhoria das condições de trabalho e remuneração na Universidade.

Na certeza do atendimento às demandas ora expostas e, sobretudo, à audiência solicitada, encaminhamos a Vossa Excelência o presente documento, que vai, em duas vias, assinado por todos os cidadãos infracitados, com o respectivo protocolo da segunda via junto à Chefia do Gabinete Governamental.


Assine o Manifesto, clicando aqui




A Estrada vai além do que se vê!

Quinhentin

E chegamos a postagem de número 500 deste Blog.

Criado no dia 24 de janeiro do ano passado, “Os sonhos não envelhecem” chega neste momento a quase 29 mil visualizações. Pra um espaço que surgiu da minha inquietude com o marasmo das férias, é um número considerável.

Agradeço sempre a tod@s colaboradores, leitores, amigos e palpiteiros em geral. Em especial, uma saudação aos companheiros de blogosfera, de quem várias vezes surrupio idéias e postagens legais.

Pra marcar o fato, postamos um poema do grande mineiro Carlos Drummond de Andrade, Mãos dadas.


Mãos dadas

Não serei o poeta de um mundo caduco.

Também não cantarei o mundo futuro.

Estou preso à vida e olho meus companheiros.

Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.

Entre eles, considero a enorme realidade.

O presente é tão grande, não nos afastemos.

Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.



Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,

não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,

não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,

não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.


O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,

a vida presente.





A Estrada vai além do que se vê!