sábado, 31 de outubro de 2009

Seminário aponta unidade das Juventudes Políticas e Partidárias para aprofundar os avanços em 2010

A unidade das forças democráticas e populares para aprofundar as mudanças em curso no país foi o estrato principal do Seminário "Juventude e Projeto Nacional", realizado em Brasília, nos dias 27 e 28 de outubro, através da perceria entre UJS, JPT, JPL, JS-PDT, JSB e JPMDB. O evento, o primeiro deste tipo, debateu políticas públicas e o protagonismo da juventude nos debates de projetos para o país nas eleições de 2010. Constatação unânime entre as lideranças presentes é a necessidade de, sendo com uma ou mais candidaturas representantes do campo progressista na batalha eleitoral, apontar um programa de mais avanços - abordando pautas concretas de melhoria nas condições de vida dos 50 milhões de jovens brasileiros - para conseguir dialogar com esse imenso contingente, reeleger o projeto mudancista e barrar o retorno dos neoliberais.

Retrato maior dessa posição foi o ato político que encerrou a atividade, que contou com a participação de Ricardo Berzoini (PT), Renato Rabelo (PCdoB), Ciro Gomes (PSB), Sergio Rubens (PPL), além de representantes das outras siglas. Todos saudaram a iniciativa das entidades juvenis, ressaltando a maturidade política de se juntarem para construir uma plataforma com vistas à eleição, e concluíram que o esforço de partidos de centro-esquerda e movimentos populares deve ser mobilizar o Brasil para aprofundar o ciclo político aberto a partir de 2002.

Para Severine Macedo, secretária de juventude do PT, o Seminário foi um "momento importante para dialogar sobre problemas comuns da juventude e formular uma plataforma organizada", capaz de unir as diversas pautas específicas. "A atuação nos partidos e movimentos da juventude é muito importante e devemos cada vez mais disputar espaços de poder. Uma reforma política é extremamente necessária para mudar o sistema de poder e dar mais oportunidade para a juventude disputar tais espaços", analisou.

Segundo Marcelo Gavião, presidente nacional da União da Juventude Socialista, o evento ajuda a consolidar os aspectos que unificam a juventude e prepara o setor para contribuir na disputa eleitoral. "Esse seminário mostra o potencial de intervenção política e organização das juventudes políticas e partidárias. Um dos segredos para a vitória no próximo período está em construir um amplo campo político para enfretar a batalha decisiva de 2010", disse.

Em sua exposição durante o Seminário, Pedro Campos, coordenador nacional da Juventude Pátria Livre, lembrou os prejuízos causados à nação durante os governos neoliberais, como as privatizações, e apontou que para executar um projeto de desenvolvimento é preciso ter forte indução do Estado em projetos de infraestrutura e que é preciso direcionar a ação do BNDES para esse desafio.

Desenvolvimento nacional no centro da pauta
Um dos legados que governo Lula deixará está na recuperação da capacidade de planejamento e intervenção do Estado nos grandes temas nacionais. É o que se apreende das opiniões de Antônio Lambertucci, secretário executivo da Secretaria Geral da Presidência da República, e de Haroldo Lima, diretor geral da Agência Nacional do Petróleo, expostas na mesa de debate “Desenvolvimento Sustentável no Brasil para um novo tempo”.

“O que seria do Brasil se BNDES, Banco do Brasil, Caixa, Petrobrás hoje fossem privados? Bancos privados tiraram crédito na época da crise. A contratação de servidores públicos é criticada pela oposição e pela mídia, mas o que o governo tem feito é a recomposição dos quadros do Estado, destruído no período neoliberal”, afirmou Lambertucci.

Para Haroldo Lima, depois de duas décadas perdidas, voltou-se a discutir e a pensar o desenvolvimento nacional. “Do final da segunda guerra até chegar à década de 80, fomos o país que mais cresceu no mundo. No bojo desse crescimento, deixamos de ser um país agrário para ser industrial. Depois, esse processo foi interrompido. Por isso, a retomada agora é um fato de grande relevância histórica”, disse.

Lambertucci ressaltou ainda os programas sociais para combater a miséria e integrar milhões de brasileiros ao consumo de bens básicos. “Existem setores que tratam programas como o Bolsa Família como se fossem produtores da acomodação e da inépcia no povo, mas na verdade são programas que têm proporcionado a recuperação do mercado interno”. O desafio agora é transformar as conquistas em políticas de Estado. “Está sendo formulado um projeto de Consolidação das Leis Sociais para que as conquistas possam continuar”, concluiu.

O diretor da ANP, após discorrer sobre a descoberta do pré-sal, o modelo de exploração e o marco regulatório propostos para o setor, defendeu o que considera essencial para que um recurso não renovável, caso do petróleo, contribua na sustentabilidade do desenvolvimento. “Os recursos dessa fabulosa riqueza devem ser gastos em coisas ligadas às necessidades do futuro, como educação, infraestrutura, reflorestamento”. Haroldo concordou com a proposta levantada pelo movimento estudantil de reservar 50% dos recursos do Fundo do Pré-Sal para a educação. “Mas tem que fazer barulho. Se não for no grito, com destemor, destemperança, como sempre foi a juventude, não serão ouvidos. Tem que pleitear 50% para conseguir algo próximo a isso”.

PPJ e o marco institucional
O professor Jorge Abrahão, do IPEA, convidado da mesa "As Políticas Públicas de Juventude no Brasil: o legado de uma geração", considerou que os avanços obtidos na implementação das PPJ, a partir de 2005, com a constituição da secretaria e do conselho de juventude, devem ser comemorados. No entanto, Abrahão fez uma analogia com a previdência do trabalhador rural para demonstrar que existe necessidade de garantir tais avanços como políticas de Estado. "A previdência rural, que fez a pobreza cair em 10% no Brasil, está sob ataque há 20 anos. Só não caiu porque está inscrita na Constituição. A vitória de um grupo político só se dá quando sua luta estiver assegurada pela Constituição, pois do contrário um governo qualquer pode mudar a política", disse.

Já Danilo Moreira, secretário adjunto da Secretaria Nacional de Juventude, chamou a atenção das entidades para aproveitarem o momento favorável para aprovar boas iniciativas que estão no Congresso. "Devemos conquistar a institucionalidade das políticas de juventude. A PEC está parada no Senado mesmo sendo quase consenso. Deve-se olhar para as prioridades do movimento de juventude, coordenar as ações. Nossa pauta de hoje é a PEC e o Plano".

Políticas estruturais e específicas
"O governo tem trabalhado a criação de políticas estruturantes junto a específicas. Criam-se universidades públicas e, ao mesmo tempo, políticas como o Pro-Jovem", argumentou Beto Cury, o Secretário Nacional de Juventude, que também reconheceu a necessidade de melhorá-las: "é possível dar mais qualidade [às políticas], além de aumentar a quantidade de jovens atingidos".

Fazendo coro com o reconhecimento dos avanços e cobrando mais, a deputada federal Manuela D`Ávila (PCdoB), salientou que não se pode prescindir dos jovens no desenvolvimento do país. "Não há projeto sólido de desenvolvimento nacional se não levar em conta 50 milhões de jovens, 25% da população, que estão no auge da capacidade produtiva", avaliou. Relatora do Estatuto da Juventude na Câmara, Manu fez questão de ressaltar a mudança de concepções face ao que havia nos governos de FHC. "No governo Fernando Henrique não apenas não havia PPJ. É que não se considerava que o Estado deveria se preocupar com a juventude. Achava-se que o terceiro setor apenas daria conta. Mas política pública é principalmente dinheiro e quem tem recurso para destinar é o Estado".

A interface da sociedade com a formulação das políticas estava representada pelo atual presidente do Conselho Nacional de Juventude, Davi Barros. Ele traçou como uma das grandes metas atuais criar um canal de ligação entre o que é feito na esfera federal e nos estados e municípios. "Temos por objetivo criar uma rede de conselhos para ter intevenção consistente no acompanhamento e controle social das PPJs".


Fernando Borgonovi, do portal da UJS


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sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Senado aprova o fim da DRU na Educação

A DRU é um mecanismo que autoriza o governo a reter 20% de toda arrecadação. Na prática, com o fim da DRU, o Ministério da Educação terá uma verba extra de R$ 4 bilhões para investimentos ainda este ano. “É uma histórica reivindicação da UNE. Bilhões de reais eram subtraídos da Educação. O desafio agora é debater a aplicação dos recursos”, declara o presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Augusto Chagas.

Na noite desta quarta-feira (28), a Educação obteve mais uma vitória: foi aprovada por unanimidade pelo plenário do no Senado Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que determina o fim da Desvinculação das Receitas da União (DRU) sobre o orçamento da Educação. A DRU é um mecanismo que autoriza o governo a reter 20% de toda arrecadação sem justificar no projeto de orçamento a destinação dos recursos.

Na prática, com o fim da DRU, o Ministério da Educação (MEC) terá uma verba extra de R$ 4 bilhões para investimentos ainda este ano. Em 2010 serão R$ 7 bilhões a mais (as reduções da incidência são gradativas: de 12,5% e 5%, em 2009 e 2010, respectivamente). Em 2011, quando não haverá mais a incidência do mecanismo, especialistas estimam que os recursos disponíveis devem saltar para R$ 10,5 bilhões.

“Agora é pra valer. Está extinta a DRU, que vinha subtraindo bilhões da Educação. A UNE sempre foi contra esse mecanismo, desde sua criação. Os estudantes têm muito o que comemorar com essa aprovação", afirma Augusto Chagas, presidente da entidade. Para Chagas, um bom desafio que temos adiante é o debate sobre como aplicaremos esses mais de 10 bilhões de reais que, em alguns anos, serão somados à educação brasileira. "Mesmo com os avanços do último período, nossa educação passa por muitas dificuldades: há cerca de 14 milhões de analfabetos no Brasil, a média de escolarização ainda é bastante baixa - 7 anos -, nossas escolas estão precárias e a remuneração dos professores deixa a desejar", enumera. O presidente da UNE alerta que muitos jovens estão excluídos atualmente, o que se deve à falta de recursos. "O fim da DRU vai contribuir para que possamos superar essas debilidades", concluiu.

Histórico da PEC
A PEC 96/2003, de autoria da senadora Idelli Salvatti (PT-SC) já havia sido aprovada em dois turnos pelo Senado, mas voltou à Casa porque a Câmara dos Deputados, em setembro deste ano, incluiu a obrigatoriedade da educação básica e gratuita para crianças e jovens de 4 a 17 anos. De acordo com o projeto, esta medida será colocada em prática gradativamente até 2016. Hoje, a lei exige a oferta de educação básica para crianças de 6 a 14 anos.

O que é a DRU?
A DRU ou Fundo Social de Emergência, como foi denominada na época de sua criação (em 1994, pelo governo Fernando Henrique Cardoso), destinava-se à desvincular 20% do produto da arrecadação de todos os impostos e contribuições da União, incluindo as receitas vinculadas ao ensino. Apesar de ter sido aprovada como algo transitório, ela vinha sendo prorrogada desde então a partir de Emendas Constitucionais (EC).

Do EstudanteNet


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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Vai avançar a unidade popular!

Cerca de 150 dirigentes e lideranças da Juventude do PT, UJS, JPL, JSB, JS-PDT e JPMDB participaram nesta terça e quarta-feira (27 e 28 de outubro) em Brasília do seminário “Juventude e Projeto Nacional”.

O encontro que teve como objetivo discutir o balanço das políticas de juventude no Brasil, projetar as ações necessárias para que estas se consolidem como políticas de Estado e iniciar o debate sobre as linhas gerais de um programa de governo para a juventude nas eleições de 2010.

Além de cumprir o objetivo planejado, o grande destaque do encontro foi o clima de unidade das juventudes partidárias do campo nacional, popular e democrático que hoje impulsionam o governo do presidente Lula.

Segundo a declaração divulgada no final do evento “há pouco tempo atrás era improvável que um governo olhasse para a juventude como sujeito de direitos e agentes da transformação” e que “hoje é possível falar não apenas nas melhorias concretas na vida dos jovens brasileiros, mas seu papel e envolvimento na construção de um projeto soberano e sustentável de desenvolvimento do país”.

Para as juventudes partidárias é necessário que o “próximo mandato do campo nacional, popular e democrático aprofunde os avanços conquistados pela juventude”, para isso aponta um conjunto de ações, entre elas a aprovação pelo Congresso Nacional dos marcos legais da juventude brasileira (PEC da Juventude, Plano Nacional de Juventude e Estatuto da Juventude), a ampliação da escala dos programas voltados aos jovens e a necessidade de “conectar as conquistas da juventude com as possibilidades estratégicas que o país vem construindo”.

O documento conclui que “está dado o desafio de garantir unidade e o aprofundamento dessa política, durante e após o processo eleitoral de 2010. Agregar de forma definitiva o tema juventude na agenda do projeto de país que queremos deve ser o legado a ser deixado às próximas gerações” e que para tanto será necessário “dar continuidade a esta iniciativa, desencadeando ações nos estados e municípios e constituindo uma agenda política para o próximo período”.


Leia a íntegra da declaração final do Seminário “Juventude e o Projeto Nacional”:

A política de juventude no projeto nacional
Uma contribuição das juventudes partidárias!

Há pouco tempo atrás, qualquer turbulência lá fora quebrava a economia aqui dentro e a resposta era pedir mais um empréstimo nos fundos internacionais de “pires nas mãos”. Há pouco tempo atrás, o país se ajoelhava diante dos grandes e seguia fielmente suas orientações. Exercer nossa soberania parecia coisa pra inglês ver. Pensar no Estado como indutor do desenvolvimento econômico e social era considerado coisa do passado. Agora está mais que comprovado que tudo isto é a chave para a construção de um futuro melhor. Há pouco tempo atrás era improvável que um governo olhasse para a juventude como sujeito de direitos e agentes da transformação, ao invés de problema a ser resolvido, e criasse um Conselho e uma Secretaria Nacional de Juventude. Hoje é possível falar não apenas nas melhorias concretas na vida dos jovens brasileiros, mas seu papel e envolvimento na construção de um projeto soberano e sustentável de desenvolvimento do país.

Sendo assim, o projeto nacional deve considerar os jovens como os brasileiros mais afetados pelos problemas sociais do país. O desemprego, a precariedade da ocupação profissional, a dificuldade de acesso à renda, os baixos níveis de escolaridade, a violência, acabam sendo um grande obstáculo ao desenvolvimento integral da juventude. O número de jovens aumentou significativamente e, hoje, os brasileiros de 15 a 29 anos somam 50,5 milhões – o que representa cerca de 26% da população. Como conseqüência disso, e aliado ao crescimento da organização da juventude, o tema adquiriu visibilidade crescente nos últimos anos no Brasil.

As ações desenvolvidas pelo Governo Lula como a criação das novas universidades federais e a expansão das já existentes pelo Reuni, o Prouni, que já incluiu mais de 500 mil jovens no ensino superior, a ampliação das escolas técnicas, a geração de muitos postos de trabalho, Pontos de Cultura, ProJovem, entre outros, são iniciativas fundamentais de inclusão da juventude brasileira que já vem dando resultados.

Entretanto, ainda temos desafios. Um próximo mandato do campo nacional, popular e democrático precisa aprofundar os avanços conquistados pela juventude levando em consideração a articulação do poder público e da sociedade civil, incorporando definitivamente as políticas de juventude na agenda nacional e repercutindo essa ação para as esferas estaduais e municipais. Para isso, será necessário um conjunto de ações.

Em primeiro lugar, consolidar as políticas de juventude como política de Estado, através da aprovação dos marcos legais da juventude brasileira: o projeto de emenda que inclui o termo juventude na Constituição Federal, o Plano Nacional de Juventude que prioriza um conjunto de metas e objetivos a serem seguidos pelo país, e o Estatuto da Juventude, que garantirá os direitos da juventude brasileira.

Além disso, será preciso dar um salto na escala de atendimento dos programas federais, implementando programas mais abrangentes e mais capilarizados pelo território nacional e intensificando as ações de integração com as políticas universais e estruturais. Considerando, também, a centralidade de algumas questões prioritárias para os jovens, como o direito ao trabalho, educação, cultura e segurança.

É necessário conectar as conquistas da juventude com as possibilidades estratégicas que o país vem construindo. Além do marco legal, precisamos consolidar um novo período de desenvolvimento nacional apontando para o investimento e envolvimento participativo da juventude. Os temas da agenda estratégica do Brasil devem considerar a questão geracional e a sustentabilidade. Sendo assim, não podemos pensar o PAC sem considerar a oportunidade de garantir os direitos da juventude. E também, não podemos abrir mão que o petróleo do Pré-Sal, patrimônio do povo brasileiro, seja de fato propriedade pública investida nos jovens e nas crianças. Para isso, a garantia da Petrobrás como sua operadora e exploradora exclusiva, e a definição de um fundo soberano que destine 50% dos seus recursos no investimento a educação é fundamental.

A realização deste seminário pelas juventudes do PT, PCdoB, PDT, PSB, PPL e PMDB demonstra o esforço de elaboração coletiva de uma contribuição programática sobre o tema da juventude. Trabalhamos por um programa de políticas públicas que consolide o que já conquistamos e aprofunde a inclusão da juventude brasileira. Será fundamental dar continuidade a esta iniciativa, desencadeando ações nos estados e municípios e constituindo uma agenda política para o próximo período.

Não queremos retroceder nas nossas conquistas! O que está em jogo agora é o futuro do Brasil. Foi justamente o projeto entreguista, privatista, latifundiário e excludente que aprofundou as mazelas da juventude, entregou 132 empresas estatais, criou o maior desemprego da história de nosso país. Portanto, precisamos avançar com o projeto nacional, democrático, soberano e sustentável.

Muita gente que ver o Brasil dar certo. Hoje, nosso povo tem mais esperança e acredita na possibilidade de mudar sua realidade e a das gerações futuras. Em 2010 ele será chamado para dizer qual rumo quer para o país. Quem teve a ousadia de criar e gerir uma política nacional para a juventude é quem tem condições de inserir este segmento no desenvolvimento do país.

Agora, está dado o desafio de garantir unidade e o aprofundamento dessa política, durante e após o processo eleitoral de 2010. Agregar de forma definitiva o tema juventude na agenda do projeto de país que queremos deve ser o legado a ser deixado às próximas gerações.

As juventudes partidárias deste campo reafirmam a necessidade de fortalecer a sua unidade, uma agenda e plataforma comum nas políticas de juventude, assumindo a luta para consolidar o modelo de desenvolvimento com inclusão, distribuição de renda e soberania.

Brasília, 28 de outubro de 2009

Juventude Pátria Livre, Juventude do Partido dos Trabalhadores, União da Juventude Socialista, Juventude Socialista – PDT, Juventude Socialista Brasileira e Juventude do Partido do Movimento Democrático Brasileiro.
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quarta-feira, 28 de outubro de 2009

II Conferência Municipal de Cultura será amanhã

A Secretaria Municipal de Cultura, em parceria com a Unimontes, realizará, amanhã, 29 de outubro, a II Conferência Municipal de Cultura de Montes Claros. O evento ocorrerá dentro da programação da II Conferência Nacional de Cultura, convocada através de Portaria pelo Ministério da Cultura, e que será realizada em março do ano que vem.

A II Conferência Municipal de Cultura ocorrerá no Centro Popular de Cultura Arte & Ofício, situado na Avenida Deputado Esteves Rodrigues, 20, ao lado da Prefeitura Municipal.

A programação prevê a abertura dos trabalhos pelo prefeito municipal, Luiz Tadeu Leite e pela Pró-Reitora de Extensão da Unimontes, Marina Queiroz às 9h30, com execução do Hino Nacional. Em seguida será realizado um debate sobre o tema central da Conferência, “Cultura, Diversidade, Cidadania e Desenvolvimento”. Esse debate será coordenado pelo professor e escritor Anelito de Oliveira, do Departamento de Letras da Unimontes.

Na seqüência haverá a discussão em cinco grupos temáticos, com os seguintes temas:

1) “Produção simbólica e diversidade cultural”, coordenado pelo jornalista e produtor cultural Rodrigo de Paula;

2) “Cultura, cidade e cidadania”, coordenado pelo professor Sebastião Abiceu;

3) “Cultura e desenvolvimento sustentável”, coordenado pelo músico e pesquisador Durval Santos;

4) “Cultura e economia criativa”, coordenado pelo servidor público Cláudio Leão; e

5) “Gestão e institucionalidade da cultura”, coordenado pelo professor José Lousada Neto.

À tarde, após as discussões nos grupos temáticos, todos os presentes voltarão a se reunir em plenária para as definições finais, aprovação das propostas apresentadas pelos grupos e eleição dos delegados que irão representar o município na Conferência Estadual.

A II Conferência Municipal de Cultura de Montes Claros deverá servir, segundo o secretário adjunto Lipa Xavier, que coordena os trabalhos, para definir propostas que nortearão a elaboração de um Plano Municipal de Cultura, além de apresentar sugestões para os âmbitos estadual e nacional.

Do total de delegados a ser eleitos, um terço será escolhido pelo poder público, e dois terços serão eleitos pela representação da sociedade civil, à proporção de 5% dos presentes, até o limite de 25.


Leiam também: Propostas da II Conferência de cultura visam criação de plano nacional

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Encontros e desencontros

A Editora Anita Garibaldi e a Fundação Maurício Grabois lançam Marxismo, História e Revolução Brasileira: Encontros e desencontros

No início da década de 1990 parecia que a revolução estava ameaçada de se transformar em peça de acervo de algum museu das “ideologias perdidas”. A própria história esteve por um fio. Chegaram mesmo a anunciar que ela havia chegado ao fim.

No entanto, felizmente, parece que ambas - história e revolução - venceram seus inimigos. Hoje já se ouve o toque de finados da pós-modernidade, subproduto de um tempo de desesperança. É certo que, neste caso, a morta recusa-se baixar tranqüilamente à sepultura. Precisa ainda que seja empurrada – a pontapés - para dentro. Como as classes proprietárias não abandonam pacificamente as suas posições dominantes, assim fazem também as ideologias por elas engendradas.

Esse livro é uma coletânea de diversos artigos que abordam o processo de formação da nossa sociedade, sob a ótica do marxismo. Em outras palavras, é a retomada do velho debate sobre as peculiaridades da Revolução Brasileira.

Título: Marxismo, História e Revolução Brasileira: Encontros e desencontros
Autor: Augusto Buonicore
320 Páginas
Preço: R$ 35,00

Para comprar clique aqui.

www.anitagaribaldi.com.br
Editora e Livraria Anita Ltda.
Rua Amaral Gurgel, 447 3º andar cj. 31 - Vila Buarque
CEP 01221-001 - São Paulo - SP - Brasil
Fone: (11) 3129-3438
livraria@anitagaribaldi.com.br


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terça-feira, 27 de outubro de 2009

UCMG comemora 65 anos de lutas em seu 40º Congresso

A União Colegial de Minas Gerais (UCMG) irá realizar, entre os dias 20 e 22 de novembro, o seu 40º Congresso, na cidade de Santa Luzia, região metropolitana de Belo Horizonte. No ano de comemoração dos seus 65 anos, a entidade espera reunir cerca de dois mil estudantes no Congresso.

O movimento estudantil mineiro também será anfitrião do 38º Congresso da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), que acontecerá de 10 a 13 de dezembro em Belo Horizonte e deve reunir delegados de todos os estados do país.

“Esperamos para a abertura do Congresso, na Assembleia Legislativa, realizar um grande ato político, com a presença de diversos parlamentares, secretários das cidades da região metropolitana e do estado. Convidamos também o prefeito de Santa Luzia (Doutor Gilberto) , o de Belo Horizonte (Márcio Lacerda) e o governador. Será um grande ato”, avaliou Flávio Nascimento, o “Panetone”, presidente da UCMG. O evento também marcará a comemoração do aniversário da entidade.

Acontecerá ainda o lançamento do Centro Esportivo do Estudante Mineiro (CEEM) da UCMG. O CEEM será uma entidade que vai organizar diversas atividades esportivas, visando o ano de 2010, quando a UCMG irá participar da organização do JEMG (Jogos Escolares de Minas Gerais). “O objetivo de criar o Centro é estar mais perto do estudante, porque todos praticam esporte e falta mais incentivo, a UCMG pode ajudar nesse sentido” afirma “Panetone”.

Congresso da UBES
O movimento estudantil mineiro será anfitrião da etapa nacional do 38º Congresso da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), que ocorrerá de 10 a 13 de dezembro, em Belo Horizonte.

Para o diretor de comunicação da UCMG, Péricles Francisco, “receber o Congresso da UBES em Minas Gerais é coroar as nossas lutas, as diversas passeatas pelo meio-passe, a reconstrução da UMES/BH, os incansáveis debates acerca da educação no nosso estado. Queremos no Congresso da UBES, com a pressão de todos os estudantes de todo o país, a aprovação do meio-passe em BH. O prefeito terá que dizer como vai ser”, diz.

No norte de Minas, a mobilização também é grande. Segundo o vice-Norte da UCMG, Lucas Alves, o "Pombo", "esse é um momento de grande importancia, já que estamos mobilizando para os congressos das principais entidades de Minas e do Brasil. Os estudantes devem aproveitá-los para debater sobre a educação e deliberar sobre os principais projetos que nos interresam diretamente". As cidades de Montes Claros e Janaúba já estão elegendo seus delegados e, segundo Lucas, estudantes de outras cidades da região também representarão seus municípios.


Com informações da página da UJS


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Nem falo mais com a freguesia


Deixou chegar...

Homenagem aos meus amigos bostafoguenses Christian e Latino.


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sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Estudantes de escola pública paulista têm que pagar pra estudar

Charge do Bessinha para A Charge Online

"Estava na secretaria, conversando com a vice-diretora, quando uma outra funcionária disse: "ela está com uniforme pirata" e acabei levando uma advertência". Quem faz o relato é Camila Carolina Bonfim, presidente do grêmio da escola. A EE São Paulo é uma escola pública tida como referência na rede paulista. Detalhe: a escola cobra R$ 20 pela camiseta e R$ 50 pela calça e a utilização desse uniforme é obrigatória para o aluno freqüentar as aulas.

Além de cobrar pelo uniforme obrigatório a escola ainda cobra R$ 2,00 por prova aplicada aos alunos. O aluno que não paga tem seu numero de matricula escrito na lousa e é obrigado a copiar a prova que tem em média 20 páginas, com papel e caneta trazidos de casa.Por óbvio, as práticas são contra a lei, já que trata-se de colégio da rede pública e gratuita, custeada pelos impostos pagos pela população.

Além de ilegal, as cobranças trazem constrangimentos aos alunos. "Se quer uniforme barato, que vá estudar perto da sua casa", foi a resposta ouvida por Camila ao justificar que confeccionou a peça por conta própria por ser mais barata que as "oficiais".

Para Arthur Herculano, presidente da União Paulista dos Estudantes Secundaristas (UPES), "a medida é um absurdo contra os estudantes e que mostra o total descontrole da secretaria de educação com as escolas da rede pública estadual".

"Mais uma vez o estado de São Paulo protagoniza um vexame nacional. A dupla José Serra/Paulo Renato estão arruinando o ensino público estadual", completa Arthur. É o jeito tucano de governar que não para de surpreender - ou melhor, de escandalizar -, principalmente na área educacional.



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UJS contra a criminalização dos movimentos sociais

Nota de solidariedade ao MST e contra a criminalização dos movimentos sociais

A União da Juventude Socialista vem por meio desta manifestar solidariedade ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), alvo de persistente campanha de criminalização através dos veículos da grande mídia e de políticos conservadores, agora inclusive com a instalação de Comissão Parlamentar de Inquérito contra a entidade.

Não é a primeira ofensiva de tais setores, que desprezam a democracia e dão as costas às justas demandas do povo, contra os movimentos sociais. Entidades estudantis, sindicatos e centrais sindicais também têm sido alvejados pelas constantes tentativas de desmoralizar as lutas populares e impedir o aprofundamento de mudanças progressistas em nosso país.

Nesse embate, a UJS reitera sua posição de apoio às lutas do povo e às suas entidades, bem como empenha-se contra a criminalização dos movimentos sociais e para desmascarar os objetivos reacionários que conduzem tal campanha.

Executiva Nacional da UJS


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quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Sangue pela vida

Recebi ontem mensagem do grande amigo Rodrigo de Paula (Digão). Publico o seu pedido e peço a ajuda dos leitores e amigos para a luta da Dona Rita pela vida.

Pra quem mora em Belo Horizonte reforçamos o pedido para a camarada Gilse Cosenza, publicado ontem. Pra quem é daqui de Montes Claros, a solidariedade pode ser demonstrada ajudando a mãe de nosso amigo Digão.


MINHA MÃE QUER VIVER! AJUDEM!

Me chamo Rodrigo de Paula, sou jornalista e produtor cultural da cidade de Montes Claros. Geralmente você recebe os meus e-mails com divulgação de eventos culturais, divulgação de artistas ou ações sociais. Desta vez venho não por manifestações artísticas! Mais sim para pedir ajuda!

Hoje, quarta-feira (21) completa 40 dias que minha mãe, conhecida como Dona Rita, está lutando pela vida no Hospital Aroldo Tourinho. Após uma amputação de parte do pé esquerdo devido a problemas agravados pela diabetes, ela vem enfrentando diversas complicações, pois, já fez cirurgias nas artérias das pernas e em mais uma na artéria do rim esquerdo. A nossa família está muito grata por tudo que a equipe médica do Hospital Aroldo Tourinho tem feito para salvá-la.

Há oito dias ela se encontra no CTI, e tenda reagir dia após dia, pois estava em um quadro de coma induzido. Apesar de não apresentar quadros de reação consideráveis, ela se encontra com os sinais vitais muito fracos e os rins não estão funcionando muito bem. Apesar do desespero de nossa família, acreditamos nos médicos do Hospital Aroldo Tourinho, no fator da recuperação dela, e acreditamos que enquanto o coração dela continuar batendo ainda teremos fé na recuperação e cura.

Devido ao mau funcionamento dos rins, é necessário que ela faça diálise (filtração do sangue) muito frequentemente, e por esse motivo venho a público implorar a ajuda de todos vocês. O sangue que ela está utilizando na diálise precisa ser compensado com mais doações de sangue para o banco de sangue do Hemominas daqui de Montes Claros.

Pode ser doado qualquer tipo sanguíneo! Somente é necessário apresentar o nome dela no ato da doação. O nome dessa guerreira é ALEXANDRINA RITA FERNANDES DE PAULA, ela se encontra no CTI do Hospital Aroldo Tourinho. Lembro a vocês que, mesmo que todo o sangue não seja direcionado para ela, a sua doação ajudará centenas de pessoas que diariamente necessitam do banco de sangue do HEMOMINAS de Montes Claros.

Eu e minha família agradecemos todos aqueles que ajudarem na luta pela vida de Dona Rita. São 40 dias de sofrimento e angústia, mas esperamos que Deus toque os seus corações e ajude minha mãe a continuar a viver.

Peço aos colegas e amigos jornalistas que divulguem esta carta! Aos amigos, que motivem doadores de sangue! A quem receber este e-mail que encaminhe para os seus contatos! Enfim que multipliquem este pedido de socorro!

Com sinceros agradecimentos!
Rodrigo de Paula



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quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Solidariedade a Gilse Cosenza

Gilse Cosenza é uma das pessoas que mais se entregou para a luta e para a construção de um novo Brasil.

Na ditadura foi perseguida e pagou com muito sangue as opções que fez .

Hoje Gilse está precisando de doadores de sangue. Ela se submeteu a uma cirurgia – na sua renhida luta contra o câncer - e necessita urgente de transfusão.

Gilse está internada no hospital Felício Rocho. As doações podem ser feitas em seu nome no Hospital situado na rua Juiz de Fora, 861, no Barro Preto, em Belo Horizonte.

Para tanto, o doador deve especificar que a doação é para Gilse Maria Westin Cosenza, que está internada naquela unidade hospitalar. Aceita-se qualquer tipo de sangue.

Ajude, passando essa informação para amigos e companheiros.

Maiores informações: (31) 3337-4543


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terça-feira, 20 de outubro de 2009

Nico Lopes vem aí!

Dica pra quem estiver em Viçosa no final deste mês.
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Mais informações na página do DCE UFV: http://www.dce.ufv.br/ , no blog da Nico Lopes 80 anos: http://www.nicolopes.blogspot.com/ e no blog do Palco Livre da Marcha: http://www.palcolivremarcha.blogspot.com/


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Juventude e o Projeto Nacional

Seminário "Juventude e o Projeto Nacional" será nos dias 27 e 28 de outubro, em Brasília

Acontecerá em Brasília, nos dias 27 e 28 de outubro, o seminário "Juventude e o Projeto Nacional", realizado através da parceria UJS, JPT, JS/PDT, JSB, JPL e JPMDB. O evento tem como objetivo debater o papel dos jovens no desenvolvimento do país, políticas públicas para a área e colocar a temática no centro das discussões nas eleições de 2010.

Marcelo Gavião, presidente da UJS e um dos organizadores do evento, acredita que essa articulação das juventudes partidárias fortalece o campo popular e ajuda a amadurecer as relações políticas. "A iniciativa é muito positiva, pois reúne numa mesma discussão as principais organizações juvenis do campo democrático e popular. De nossa parte, acreditamos que o Brasil tem uma oportunidade histórica para se firmar como nação soberana, desenvolvida e socialmente justa. Temos que aproveitar essa oportunidade e isso apenas será possível com o aprofundamento das mudanças".

Gavião salienta a importância da atividade para aumentar o protagonismo dos jovens no debate político de 2010. "As próximas eleições devem apontar para o fortalecimento de um programa avançado para o país e que coloque a juventude como uma das questões centrais. Daí a importância de as entidades juvenis, partidárias e não partidárias, terem protagonismo no debate", diz.

Acesse o endereço http://juventudespartidarias.blogspot.com/ para saber como participar. Confira a programação do evento, que será no auditório do Hotel GrandBittar, na SHS, Quadra 05, Bloco A, Brasília/DF:

27/10 (terça-feira)

09:00 h – Abertura

09:30 h – Mesa 1: Desenvolvimento Sustentável no Brasil para Um Novo Tempo.
- Luiz Dulci – Ministro da Secretaria Geral da Presidência da República
- Haroldo Lima – Diretor Geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP)
- Brizola Neto - Deputado Federal PDT/RJ; Presidente da Comissão Especial de criação da Petro-Sal na Câmara dos Deputados

12:30 Almoço

14:00 h – Mesa 2: As Políticas Públicas de Juventude no Brasil: O Legado de Uma Geração.
- Helena Abramo – Socióloga/Pesquisadora na área de juventude
- João Abrahão – IPEA
- Danilo Moreira – Secretário-Adjunto da Secretaria Nacional de Juventude da Presidência da República

15:00 h – Debate

17:00 h – Mesa 3: As Políticas Públicas de Juventude no Brasil enquanto Política de Estado
- Beto Cury – Secretário Nacional de Juventude da Presidência da República
- Reginaldo Lopes – Deputado Federal PT/MG; Relator do Plano Nacional de Juventude
- Manuela D'Ávila – Deputada Federal PCdoB/RS; Relatora do Estatuto da Juventude
- Davi Barros – Presidente do Conselho Nacional de Juventude (Conjuve)

18:30 h – Debate

28/10 (quarta-feira)

09:00 h – Mesa 3: Juventude e Participação Política
- Severine Macedo (JPT); Luizinho Martins (JS/PDT); Alex Nazaré (JSB); Marcelo Gavião (UJS); Pedro Campos (JPL); João Lages (JPMDB)

10:30 h – Debate

14:00 h – Ato Político “O Papel da Juventude Brasileira na Construção do Projeto Nacional”
- Ricardo Berzoini – Presidente Nacional do PT
- Dilma Rousseff – Ministra Chefe da Casa Civil
- Renato Rabelo – Presidente Nacional do PCdoB
- Orlando Silva – Ministro de Estado do Esporte
- Eduardo Campos – Governador de Estado de Pernambuco
- Ciro Gomes – Deputado Federal PSB/CE
- Carlos Lupi – Ministro de Estado do Trabalho
- Michel Temer – Presidente Nacional do PMDB
- Sérgio Rubens – Presidente Nacional do PPL


Fernando Borgonovi, para o Portal da UJS


A Estrada vai além do que se vê!

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Uma Moça com a cara do Novo Brasil

Por Igor Corrêa*

Que força estranha é essa que te leva a cantar, com essa voz tamanha, há 25 anos?
Voz que cruza o país-continente nos diferentes sotaques, cores, humores e timbres da juventude?
UJS é menina pouco mais velha que a nova democracia brasileira. Quando nasceu, chorou, berrou, e não deixou ninguém dormir enquanto não saíram as diretas. Menina arteira, tava no meio daquele povo que acendeu a esperança e apagou a escuridão dos tempos de torturas, matanças. Derreteu chumbo mal sabia caminhar.

Cismou que ia votar já aos dezesseis. Moleca atrevida, brincava de tinta, pintava a cara e dizia “Fora Collor!” Inventava brinquedos que os adultos só olhavam e riam,” imagina brincar de jovem curupira, que doidinha...” Mas ela não fazia caso, se encarapitava no alto de um juazeiro para dizer que a Amazônia é do Brasil, sem nem ouvir muito adulto que dizia: desce daí menina e vai pra dentro.

Ela não ouvia. Teimava. Diziam pra ela: deixa de história menina, que invenção é essa de socialismo?
Não vê que acabou garota? Vai estudar e ser alguém! Ela foi estudar. Mas nunca deixou de história.
Entrou em tanta escola, mas tanta escola, que escola só ela já não queria mais. Já tava na universidade. Fez da classe palanque, botou pilha, não deixou mais nada como era antes. Quando era moda deixar de história, história ela fazia e o tempo não parava. E ela rodava junto com a roda do mundo.

E o mundo que fez de si tanta mesmice, foi enjoando de sempre a mesma coisa, dessa coisa monótona que é o pensamento único neoliberal. E o mundo foi se colorindo quase tanto quanto a alma daquela menina brasileira, que já era multicores. Outro mundo é possível, foi o sussurro que virou berro. A menina ficou fora dessa? Tava lá na linha de frente. Tardou mas não falhou. Na Latino-América foi tanta cor que ninguém conhecia antes, como a cor dos índios tão rebeldes que teimaram em existir, e tanto fizeram que viraram presidente. E voltaram falar em Bolívar para os lados da Venezuela, e já não tinha parte que o povo não saísse pra rua para cantar a esperança.

E a esperança venceu o medo. O operário virou presidente. A menina virou ministro e deputada. E um novo Brasil começou a florescer, como jamais se tinha visto. Um Brasil forte, rumo socialista, começou a se desenhar. E a menina, que antes só sonhava ser feliz, começou a traçar primeiros traços de felicidade real

A menina se fez moça. Moça linda, alegre, corajosa, energética. O rosto dela é o rosto do novo Brasil. Brasil que já se anuncia na cara pintada do estudante, no suor consciente do trabalhador, na calça larga do grafiteiro, na coragem da mulher que não se cala, do negro que não baixa os olhos, do gay que exige respeito, e em tantos outros símbolos e gestos ainda não evidentes, mas que vão se evidenciando, emergindo à tona.

Tanto ainda por fazer. Moça que só tem a vida toda para viver. Cresce, ganha a estrada, arrasta toda a massa. Não vamos deixar ninguém atrapalhar a tua passagem. A hora é essa vamos ganhar. A estrada vai além do que se vê, mas se o presente é de luta o futuro nos pertence. Os meninos e o povo no poder nós queremos ver, só há tempo a ganhar. Somos tão jovens. Não somos mais só futuro. Nós dizemos presente. Prepara uma avenida que a gente vai passar.

Quem duvida do que ela pode, não conhece o que ela fez. Brasil mostra tua cara socialista. Cara de moça bonita que desaprendeu a calar.


*Militante da União da Juventude Socialista (UJS)


A Estrada vai além do que se vê!

Pet manda! - parte 2

Ainda empanzinado com a feijoada que comemos ontem no Palestra Itália.



Homenagem aos três porquinhos sofredores: Rodrigo Costa, Daniel Dias e Gustavo Petta.

Update: e um caloroso abraço ao meu amigo Richard Romano.

A Estrada vai além do que se vê!

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Líder do Nove desmente Isto É e diz que não é contra UNE e UBES

À direita, Carolina Delamare, liderança do Nove
Foto: Michel Filho - O Globo

Grandes veículos de comunicação brasileiros têm dado bastante atenção a mobilizações da Nova Organização Voluntária Estudantil (Nove). Não satisfeitos em divulgar as divergências deste movimento com a União Nacional dos Estudantes (UNE) e União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), veículos distorcem e até inventam informações para forçar uma “divisão” no movimento estudantil. Liderança estudantil desmente grande mídia e afirma que nova orgnização criada não é contra a UNE e a UBES.

O Nove é um movimento que surgiu no dia 1° de outubro, diante da notícia do vazamento e conseqüente adiamento da data da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Na ocasião, estimulados por seus professores, 12 estudantes de escolas particulares da zona sul do Rio de Janeiro se articularam por ligações e mensagens de telefone celular e se reuniram para organizar uma manifestação de protesto por conta do vazamento e adiamento da prova do Enem, que neste ano terá mais impacto no resultado dos exames de seleção para as universidades. O Nove conta hoje com cerca de trinta escolas e um comitê de organização com pouco mais de trinta membros, que se reúnem semanalmente.

Jovens de classe média de escolas particulares de uma grande capital brasileira protestando (no caso, justamente) contra o governo federal e ainda criticando a UNE e a UBES. Este conjunto de fatores forneceu um prato cheio para os grandes barões da mídia brasileira distorcerem o movimento, inventando fatos e rotulando suas ações.

O "Nove" veio depois do "8"?
A Isto É foi a campeã. Publicou uma nota do jornalista Octávio Costa dizendo que o movimento “parece” ter se inspirado no MR-8 (Movimento Revolucionário 8 de outubro) e, na mesma edição, uma reportagem em que a jornalista Larissa Domingos defende que “a divisão do movimento estudantil é apenas uma parte do prejuízo político do governo com a fraude [no Enem]”. Na reportagem, o tempo inteiro o Nove aparece como uma contraposição e um questionamento à UNE e à UBES.

Entretanto, a liderança do Nove Carolina Delamare, figura presente em todas as reportagens a respeito do movimento, desmente grande parte dessas informações. A estudante, que inclusive já foi membro do grêmio de sua escola, Santo Inácio, garante que não existe qualquer referência ao Movimento Revolucionário Oito de Outubro (MR-8), embora faça questão de ressaltar que conhece e respeita a corrente política. Segundo Carolina, o nome do movimento tem a intenção de apresentar uma novidade: “queríamos um nome que demonstrasse que a nossa organização não vem substituir nenhuma existente, e é diferente todas que existem... é uma alusão à palavra ‘nova’.”

Na mesma linha, Carolina desmente a versão de “divisão do movimento estudantil”. Ela conta que teve o cuidado, inclusive, de ligar para o presidente da UNE, Augusto Chagas, para explicar a concepção do movimento: “não temos conflito com UNE e nem com a UBES. Discordamos de algumas linhas que seguem, mas não viemos para criticar ninguém, viemos para defender a Educação, que é elemento fundamental para construir um país, uma nação com cidadãos conscientes”. E completa: “somos apartidários, mas algumas mídias divulgaram que seríamos apolíticos, é absurdo, porque nossa atitude não deixa de ser política.”

UNE apóia iniciativas como a do Nove
O presidente da UNE, Augusto Chagas, também não encara o surgimento do Nove como uma ameaça ao papel da UNE e da UBES: “A UNE apóia o surgimento de movimentos. Isso acontece a todo momento, no país todo, e é positivo. É a tradição dos estudantes brasileiro, que se mobilizam, lutam, ainda mais quando a razão é justa, como é o caso. Incentivamos e procuramos ajudar no que foi possível. Não compreendemos como algo concorrente com o papel da UNE. A UNE e a UBES são entidades de representação, elegem suas respectivas diretorias em congressos. A UNE e a UBES não concorrem com outros movimentos e organizações, pelo contrário, nós apoiamos e achamos salutar ao movimento estudantil que seja assim”. Augusto completa dizendo que a UNE e a UBES não querem ser “proprietárias” de todos os atos e manifestações dos estudantes e da juventude e saúda o fato de ter ocorrido uma mobilização por uma causa justa, em que há convergência de opiniões.

Carolina afirma que o Nove surgiu a partir de uma questão pontual, que foi o adiamento da prova do Enem, segundo ela, “reflexo de um longo processo anterior errôneo”, mas que o movimento quer fazer mais que criticar o descuido do governo, do MEC: “apenas falar deste descuido não seria suficiente, queremos reformas estruturais da educação”. Ela diz qe moviento surgiu porque as entidades de representação estudantil não puxaram passeata na ocasião. Augusto esclarece ainda que a UNE e a UBES se posicionaram e mobilizaram desde que foi divulgado o adiamento da prova do Enem. “Além de publicar notas de opinião, participamos de atos por todo o país, em diversas cidades, inclusive no Rio de Janeiro, e chegamos a organizar alguns nas universidades de São Paulo que decidiram não adotar o Enem como parte do processo seletivo por conta do adiamento”.

UBES já havia criticado pressa em implementar o novo Enem
O presidente da UBES, Ismael Cardoso ressaltou que a entidade já havia criticado a pressa do MEC em implementar o novo modelo do Enem que unifica os vestibulares. Ismael defende ainda que o debate sobre a nova forma de ingresso na universidade não pode ser enterrada devido às falhas na implementação do processo. “A maioria das universidades que aderem ao Enem como parte do processo seletivo, no final das contas ajudam estudantes da escola pública a ter acesso às vagas”.

O presidente da UNE rebateu ainda às críticas do Nove de que a UNE e a UBES estariam distantes da sala de aula: “O movimento estudantil, naturalmente, tem uma volatilidade razoável. Por serem organizações compostas por estudantes, em que as direções se renovam todos os anos, em geral, onde a UNE e a UBES chegam, onde as entidades são mais fortes ou mais fracas, depende muito das lideranças locais. O fato de, na escola Santo Inácio, por exemplo, a UBES estar chegando pouco, não pode ser referência para definir se a entidade está forte ou não. A UBES representa 50 milhões de estudantes. Trata-se de uma questão conjuntural daquelas escolas. É natural que as entidades se fortaleçam e se enfraqueçam constantemente. Mas é claro que temos muito o que caminhar para aglutinar o conjunto dos estudantes brasileiros. É o desafio da UNE e da UBES, e não é fácil. Quando a Carol me ligou, por exemplo, eu a convidei para nossa próxima mobilização em Brasília, em defesa de 50% da verba do fundo social do pré-sal para a Educação, pois isto é o que temos que fazer enquanto entidades”.

A presença de organizções polítcas no movimeto estudantil
Carolina respondeu que o Nove não poderia ajudar a mobilizar o ato em Brasília porque neste fim-de-semana tem vestibular da PUC-RJ. Outra crítica à UNE que a estudante apresenta é a suposta vinculação com partidos políticos. Para Augusto, entretanto, a paticipação de organizações políticas dentro do movimento estudantil sempre ocorreu, nos 72 anos de vida da UNE, sem prejuízo da participação de quem não se organiza em grupos políticos.

O presidente da UNE acredita que essa presença de organizações políticas é que fez a UNE ter o papel que teve na história do país. “É porque existiam organizações que pautaram o que pautavam, foi isso que fez a UNE contribuir com grandes agendas nacionais e ser esta entidade histórica, forte”. Ao mesmo tempo, Augusto diz que não é contraditório e enfatiza a defesa da independência das entidades estudantis em relação a estas mesmas organizações. “Fundamental é que a entidade se mantenha independente em relação a estas organizações e tenha seus próprios fóruns, que devem ser democráticos e respeitar a variedade de pensamentos. Neste sentido, acho que a UNE tem cumprido seu papel e tentado cada vez mais ampliar o seu debate e a sua democracia”. Augusto esclarece ainda que, mesmo na UNE, há grupos políticos organizados que, como o Nove, não são partidários, tratam-se de organizações juvenis com caráter político e inclusive agrupamentos específicos de uma única universidade ou de uma região.


Luana Bonone para o Portal Vermelho
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A Estrada vai além do que se vê!

DCE fará lançamento da pedra fundamental do Restaurante Universitário com grande festa

Diretoria do DCE com o vice-governador Antônio Anastasia e autoridades durante anúncio do RU

O Diretório Central dos Estudantes (DCE Unimontes) fará lançamento da pedra fudamental do prédio do Restaurante Universitário (RU), como parte da bem sucedida campanha pela construção do mesmo na Unimontes. A informação é do presidente do DCE, acadêmico Daniel Dias da Silva, que após manter contato com o Reitor da Unimontes, Prof. Paulo César Gonçalves de Almeida ficou acertado o evento. "Este ato é importante para finalizar uma etapa onde conseguimos mobilizar toda a comunidade acadêmica na luta por um sonho que parecia distante. O lançamento da pedra fundamental faz parte de uma agenda de lutas e para que a promessa do RU não caia no esquecimento. Não podemos descansar até que o primeiro estudante faça a sua refeição no RU, pagando um preço baixo", afirma o presidente.

A articulação do evento está por conta do representante do DCE na comissão do RU, acadêmico Danniel Ferreira Coelho, que pretende realizar uma grande festa, com a tradicional vinhada do DCE: "Não podemos esquecer que o anúncio feito pelo vice-governador Anastasia é uma vitória dos estudantes e da comunidade acadêmica. Devemos comemorar a vitória parcial e continuar na luta pela assistência estudantil na Unimontes."

O evento, que tem data prevista para o dia 29 de outubro, às 19:00, contará com a presença do Reitor da Unimontes, e de autoridades locais e estaduais que contribuíram na luta pela construção do RU.


A Estrada vai além do que se vê!

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Back in the saddle

E aí moçada, beleza?

Esses últimos dias têm sido de muitas emoções. Mas aos poucos vamos nos adaptando à nova realidade.

Estou aqui para um merchandise básico. Estou twittando novamente, quem quiser seguir os sonhos basta entrar em www.twitter.com/ramonjrfonseca.


Amanhã voltamos com mais novidades.

Inté.


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quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Os 12 de "O Globo" e os "pelegos" da UNE

Uma dúzia de alunos de escolas particulares da Zona Sul do Rio, "apartidários" e "apolíticos", lançam um "novíssimo movimento estudantil" pela reforma do ensino. Os leitores, eu e a torcida do Flamengo temos visto muitas fraudes no passado recente. Sabemos que às vezes elas nascem assim. Por que uma dúzia de moças e rapazes bonitos e bem vestidos, do Leblon, Ipanema, Gávea e adjacências, tornam-se notícia dessa forma em “O Globo” - quase sempre amplificada depois por outros veículos audiovisuais do mesmo império Globo de mídia? O artigo é de Argemiro Ferreira.


Ao deparar na internet - aqui na Argentina, onde estou hoje - com a primeira página de “O Globo” de quarta-feira, 7, enfeitada pela foto a cores de uma dúzia de graciosos alunos de escolas particulares da Zona Sul do Rio, “apartidários” e “apolíticos”, a lançar “novíssimo movimento estudantil” pela reforma do ensino, não resisti à tentação de questionar outra vez esse jornalismo.

Os leitores, eu e a torcida do Flamengo temos visto muitas fraudes no passado recente. Sabemos que às vezes elas nascem assim. Por que uma dúzia de moças e rapazes bonitos e bem vestidos, do Leblon, Ipanema, Gávea e adjacências, tornam-se notícia dessa forma em “O Globo” - quase sempre amplificada depois por outros veículos audiovisuais do mesmo império Globo de mídia?

Pergunto, em primeiro lugar, se jornalisticamente aquela reuniãozinha de adolescentes bem nascidos merece tal espaço na mídia nacional. Que diabo, como filhos do privilégio representam muito menos do que, por exemplo, um grupo de adolescentes sofridos do Nordeste, tão afetados como eles pelo adiamento da prova do Enem - o pretexto invocado em “O Globo”.

A aristocracia da elite branca
A diferença entre alunos do Nordeste e os de escolas particulares da Zona do Sul do Rio começa nos sobrenomes. Se prevalecem lá os Silva, como a família do atual presidente, os reunidos em “O Globo” são De Lamare, Di Célio, Bevilacqua, Lontra, Bustamante, Bekken, Glatt e outros de igual linhagem - famílias talvez afinadas com a ideologia dos irmãos Marinho.

A foto posada (com grande angular) da primeira página, feita em condomínio da Gávea, permite a suposição de que o tal “novíssimo movimento estudantil” anunciado pela sigla Nove (de “Nova Organização Voluntária Estudantil”) pode ter nascido na própria redação de “O Globo” e tem entre suas causas até o repúdio à ação afirmativa. São todos brancos, se não de sangue azul.

Para o jornalista Ali Kamel, guardião zeloso da doutrina da fé empenhado em uniformizar o discurso ideológico nos veículos do império Globo, “não somos racistas” no Brasil. A partir dessa tese nossa elite rejeita em nome da igualdade racial quotas destinadas a favorecer o ingresso na universidade de não brancos - talvez para perpetuar os privilégios atuais até o final dos tempos.

Nas páginas internas da mesma edição impressa de “O Globo”, conforme tive o cuidado de conferir na versão digital que a reproduziu, a reportagem foi estrategicamente colocada ao lado da coluna de Merval Pereira - a que abraça com fidelidade canina as ordens da cúpula do império de mídia mais arrogante do país e ostensivamente dedicado desde 2005 à derrubada do presidente.

A tradição coerente do golpismo
Os 12 (ou Nove) de “O Globo” parecem representar exatamente a tradição desse jornal (e dos Marinho), que ao longo dos anos, em matéria de educação, foi sempre retrógrado e antidemocrático - em especial quando a UNE e as entidades estaduais filiadas a ela lutavam contra o golpismo militar e na subseqüente ditadura que torturou, matou, censurou a imprensa e perseguiu o movimento estudantil.

Não por acaso o império Globo floresceu à sombra da ditadura por aplaudir os generais. Orgulha-se hoje - ao lado do “El Mercúrio”, pinochetista do Chile, e do “Clarín” argentino - de estar entre as maiores corporações de mídia do continente, premiadas pelos algozes da democracia e pelos interesses externos porque sempre ficaram contra os dos respectivos países.

Em texto posterior, publicado na quinta-feira, 8, e motivado pela reação do presidente da União Nacional dos Estudantes, Augusto Chagas, o jornal condescendeu em expor a resposta deste aos 12 de “O Globo”. Mas além de ter tido o cuidado de minimizá-lo e situá-lo ao pé de outra página, ainda aduziu minieditorial no qual acusa a UNE de “peleguização”.

Contra os interesses nacionais
Fica claro que “pelegos”, na visão dos irmãos Marinho, são os líderes da UNE, criada corajosamente na década de 1940 para defender os interesses do país contra o avanço do Eixo nazifascista. De nada importa ao jornal a explicação de que os fóruns da entidade não são gatos pingados da elite; reúnem mais de 1.500 centros acadêmicos do país, nos quais atuam centenas ou milhares de estudantes.

Como Chagas, também o presidente da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (UBES), Ismael Cardoso, tentou informar ao império Globo de mídia que as entidades realmente representativas dos estudantes há muito debatem a questão do Enem e até fizeram críticas à pressa para implantar a nova prova - pressa que pode ter contribuído para o vazamento.

A motivação dos 12 de “O Globo” é outra. Se não foram escolhidos por ninguém, representam quem - ou o que? Têm só de se submeter à ideologia golpista do jornal, na contramão da história e do aperfeiçoamento democrático. É o que basta para sairem na primeira página. Resta agora guiarem-se pelos editoriais. Por exemplo, aplaudindo a Colômbia submissa, sob ocupação militar dos EUA, e a Honduras do golpe, repudiada no mundo inteiro.



A Estrada vai além do que se vê!

A vida tem mais valor que laranjas envenenadas

Os ícones da vitória, por Sebastião Salgado

Ato de solidariedade ao MST

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra-MG (MST), juntamente com o Sindicato dos servidores públicos e a Via Campesina MG, realiza no dia 15 de outubro de 2009, um ato de solidariedade ao MST e em defesa da reforma agrária.

Com concentração na praça 7, centro de BH, o ato traz como lema " A vida tem mais valor que laranjas envenenadas", onde tambem reafirmaremos a luta do MST pela democratização da propriedade da terra, cada vez mais concentrada em nosso país.

O resultado do Censo de 2006, divulgado recentemente, revelou que o Brasil é o país com a maior concentração da propriedade da terra do mundo. Menos de 15 mil latifundiários detêm fazendas maiores de 2,5 mil hectares, que somadas possuem 98 milhões de hectares. Cerca de 1% de todos os proprietários controlam 46% das terras brasileiras, sendo que no país, são mais de 90 mil famílias lutando por um pedaço de terra.

O Censo de 2006 também revelou outra verdade, a de que a agricultura familiar é a maior responsável pela produção de alimentos destinados ao consumo da população brasileira. Os dados do IBGE apontam que, em 2006, a agricultura familiar foi responsável por 87% da produção nacional de mandioca, 70% da produção de feijão, 46% do milho, 38% do café, 34% do arroz, 58% do leite, 59% do plantel de suínos, 50% das aves, 30% dos bovinos e, ainda, 21% do trigo. A cultura com menor participação da agricultura familiar foi à de soja com (16%). O valor médio da produção anual da agricultura familiar foi de R$ 13,99 mil e é responsável por 75% da mão-de-obra no campo.

Para mais informações:
Vanderlei (MST-MG)
31-9299-4764



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terça-feira, 13 de outubro de 2009

Há de valer a pena!



No sabugo do pensamento

(quando pensar chega a doer)

Achei uma idéia engraçada:

E se o mundo girasse ao contrário?


Seriam os poderosos mais humildes?

E os mais humildes?

Teriam direito a um naco de dignidade?


Ah! Melhor ainda...

Se o mundo girasse ao contrário

Talvez não precisasse mais haver ricos e pobres

Apenas homens e mulheres livres

Simples


Nessa reviravolta do planeta

Com tudo virado e mexido

O povo seria importante para os governos

Quem sabe não pudesse até mesmo participar efetivamente das decisões?

O povo ditando o rumo...!


Se o mundo fosse virado

Eu teria mais filhos

Pois cada criança seria como uma fonte da juventude

Renovando a energia transformadora própria de cada um de nós


Se o mundo fosse mesmo ao contrário

Até gostar seria mais gostoso

Sem cobranças, opressões

Sem todos os (pré)conceitos arcaicos que matam o amor

Gostar seria cuidar, e ponto


Um dia ainda viramos o mundo de cabeça-prá-baixo

Vai doer o sabugo das idéias conceber tudo isso...

Mas há de valer a pena!


Da minha querida amiga Luana Bonone, valeu pela homenagem!


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Pet manda!

Singela homenagem aos meus amigos Péricles, Jalyson e Junete, extensiva aos demais bambis atropelados pelo Mengão.

Imagens surrupiadas do Urublog.


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sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Entidades realizam Salão Nacional de Divulgação Científica

O 1° Salão Nacional de Divulgação Cientifica será realizado na PUC-SP, entre os dias 21 a 23 de outubro de 2009. O evento faz parte da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia e é organizado pela Associação Nacional dos Pós-Graduandos (ANPG) em conjunto com a União Nacional dos Estudantes (UNE), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e a Comissão Executiva Nacional do Programa Tutorial (Cenapet). O tema é "Popularização da Ciência no Brasil".

Com as ilustrações de Albert Einstein, Leonardo Da Vinci, Alexandra Kolontai, Milton Santos, Santos Dumont e Karl Marx pichadas sobre um muro, os materiais do Salão buscam atrair a juventude de escolas e universidades para suas atividades.

Com o tema "Popularização da Ciência no Brasil", o evento pretende reunir estudantes e cientistas, estejam eles ligados ou não a programas de iniciação e fomento à produção cientifica. A atividade faz parte da Semana de Ciência e Tecnologia, que coloca em pauta neste ano o papel e as atribuições da ciência e tecnologia para o crescimento e desenvolvimento com o tema "Ciência no Brasil".

Estão programadas palestras, exposições e atividades culturais, além da mostra científica do Salão, que reunirá trabalhos produzidos por estudantes dos três níveis de ensino. Assim, poderão participar e inscrever trabalhos para as mostras, estudantes do nível médio, de graduação e pós-graduação.

A organização prevê que circularão pelo evento aproximadamente mil pessoas, que terão a oportunidade de acompanhar e participar das discussões acerca de políticas de financiamento e incentivo à pesquisa científica no país e como ocorre o processo de produção e distribuição do conhecimento científico, entre outros temas.

Informações e inscrições pelo www.salaonacional.org.br.


Luana Bonone para o Portal Vermelho


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Orlando Silva diz que comunista e esporte tem tudo a ver

Ministro Orlando fala da conquista Rio-2016


Em entrevista exclusiva ao Vermelho, o ministro Orlando Silva (Esporte) disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi peça chave para que os membros do Comitê Olímpico Internacional (COI) escolhessem o Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2016. Elogiou o trabalho dos comunistas na área de esporte e rebateu as denúncias sobre superfaturamento em gastos dos Jogos Pan-Americanos. Em 2010, revelou que deve ser candidato a deputado federal por São Paulo.

Vermelho – Qual o papel desempenhado pelo Ministério do Esporte para mais essa conquista, ou seja, o Rio escolhido como sede dos Jogos Olímpicos 2016?
Orlando Silva - Foi uma conquista do Brasil, mostra a força do país, o protagonismo que o Brasil viu nascer internacionalmente. É uma demonstração também de que o mundo evolui cada vez mais para uma situação de multilateralismo. Essa conquista parte de uma presença mais relevante do Brasil no mundo. É uma conquista da América do Sul que pela primeira vez vai realizar esse evento, um dos maiores do planeta. É uma conquista do esporte brasileiro, porque a Olimpíada é uma plataforma maravilhosa para a promoção do esporte e a difusão da cultura esportiva. O esporte vai entrar com mais força ainda na vida nacional. Nesse sentido, o Ministério do Esporte sai fortalecido também dessa conquista.

Vermelho – E o trabalho feito pelo ministério?
Orlando Silva - O ministério teve um papel chave. Primeiro porque foi quem cuidou dos Jogos Pan-Americanos. Não haveria Olimpíada se não houvesse Pan. A repercussão mundial que ele teve criou um ambiente favorável à conquista da Olimpíada. Dois terços dos eleitores do COI estiveram no Brasil durante o Pan. Então o ministério participou desse momento muito importante e participou de toda a campanha. O ministério era o governo federal na campanha Rio-2016. Então para nós é um motivo de muita felicidade a confiança que o presidente teve em nos atribuir essa tarefa. E agora é começar a trabalhar.

Vermelho – Qual o trabalho de preparação que deve ser feito?
Orlando Silva - O projeto que foi entregue ao COI é muito forte e nosso desafio é começar a tirar do papel. Nós temos que definir um cronograma de execução de investimentos, cronograma de melhoria de infraestrutura, o cronograma de obras e instalações esportivas e o cronograma de contratação dos serviços que serão importantes para acontecer durante os jogos Olímpicos. Será criado o que chamamos de Autoridade Pública Olímpica, uma espécie de um consórcio que vai reunir os três governos: federal, estadual e municipal. Nesse instante estamos trabalhando no desenvolvimento do projeto de lei que deve ir ao Congresso para a criação da autoridade.

Vermelho – O ministério não poderia ter um destaque maior na imprensa após a conquista dos Jogos Rio-2016?
Orlando Silva - Olha o ministério teve um papel chave em toda a campanha. Na votação em Copenhage, no período imediatamente anterior, entrou um personagem novo que é o melhor representante do Ministério do Esporte. Que é o presidente da República (risos). Então o presidente Lula é o próprio governo federal. Se na campanha o governo federal era o ministério na reta final, felizmente, nos contamos com o presidente que foi uma peça chave para o convencimento dos membros do COI quanta a importância e a possibilidade de realizar a Olimpíada. Então aqui e acolá ouço: Você deveria ter aparecido mais. Mais do que apareci eu não podia.

Vermelho – Recentemente foram publicadas matérias na imprensa dando conta de superfaturamento nos gastos do Pan. Como o senhor avaliou essas publicações?
Orlando Silva - A conquista da Olimpíada é um dos vetores centrais para definição de investimentos no Brasil. É um tema que passa a ser chave central da agenda nacional. Portanto, vai ser uma das principais vitrines da ação de governo do próximo período. E também aqui existe a luta política. O Tribunal de Contas da União (TCU) é o órgão responsável por fiscalizar contas públicas e tem um tempo próprio de exame dessas contas. Neste momento está sendo feito exame. O processo foi pautado por lisura, legalidade e conduta adequada. O TCU está avaliando pedindo informações complementares e o interessante: tudo o que tem de processo destacado em análise no TCU, esse é um dado que não tem circulado por aí, gerou uma atitude nossa. Qual foi? Não pagar a nenhuma empresa, nenhum fornecedor aquilo que foi levantado por questionamento por parte do TCU. E como não foi feito pagamento daquilo que foi questionado não há qualquer ônus, qualquer prejuízo, digamos assim, ao erário.

Vermelho – Quais lições do Pan servirão para serem aplicadas na Olimpíada?
Orlando Silva - Primeiro é fundamental que nós façamos um bom planejamento. Detalhado no limite para que possamos ter um cronograma de preparação da Olimpíada adequado e que facilite a boa utilização dos recursos públicos e reduza custo. O planejamento é um tema chave nesse período. Segundo, eu vou trabalhar obsessivamente para a máxima transparência no processo como apresentar balanços regulares à sociedade através da imprensa. É preciso preparar desde já o legado dos jogos, ou seja, o que vai ser utilizados das instalações, que intervenções (serão feitas) na cidade para melhorar a vida das pessoas.

Vermelho – O ministério ganhou projeção no Governo Lula. Outras forças políticas não estão de olho no comando da pasta?
Orlando Silva - O presidente Lula tem consciência de que é muito importante o trabalho nos três níveis de governo e um trabalho no interior do governo. Deve ser constituído um comitê interministerial para ordenar e orientar a ação do governo. E o ministério felizmente tem um protagonismo importante no próximo período. Isso é fruto de trabalho de uma equipe muito dedicada. Quem imaginaria em 2003 que o ministério alcançaria o patamar que alcançou hoje? Então eu acredito que não temos que nos preocupar com a disputa política. Nós temos é que trabalhar e afirmar-se na cena política e administrativa a partir do trabalho.

Vermelho – O que senhor acha do trabalho dos comunistas na área do esporte?
Orlando Silva - Eu diria que os comunistas têm sido aprovados na gestão pública e, em particular, na gestão pública do esporte. Isso porque trouxemos primeiro nossa capacidade de diálogo. No abecedário do PCdoB aprendemos que é muito importante manter os canais abertos do diálogo com a sociedade. Segundo a capacidade de envolver parceiros. Fazer parcerias e alianças. Isso tem sido muito importante para o trabalho do ministério e eu tenho orientado os nossos companheiros que estão por aí afora a valorizar muito isso. Terceiro, a dedicação absoluta ao trabalho. Nós aprendemos no partido também a disciplina, a concentração e a dedicação ao trabalho que é muito importante para alcançar os objetivos. No século 20 uma marca importante dos comunistas era a valorização do esporte. Não por acaso a China é a maior potência esportiva do planeta e não por acaso Cuba tem o peso que tem em nossa região. Então eu diria que comunista e esporte tem tudo a ver.

Vermelho - O senhor será candidato em 2010?
Orlando Silva - Sou militante e faço parte da direção nacional do partido e da direção do PCdoB de São Paulo. Tenho domicílio pessoal e eleitoral em São Paulo. O PCdoB pautou a necessidade de colocar meu nome para disputar um mandato à Câmara Federal. Esse é um tema que está sendo debatido e construído coletivamente no estado.


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