quarta-feira, 25 de junho de 2008

Palestina Livre

Moçada, hoje publicamos artigo que recebi de Jadallah Safa sobre o conflito no Oriente Médio. Em breve, entrevista com o presidente da União Estadual dos Estudantes, Diogo Santos.


O Estado Palestino Democrático e a Solução para o conflito

O primeiro Congresso Sionista Mundial, realizado em 1897, decidiu criar um Estado judaico sobre a Palestina. Esta resolução obteve apoio do imperialismo britânico através da Declaração de Balfour que consentiu ao movimento sionista o direito para a criação do Estado Sionista de Israel sob o território árabe palestino. Este apoio se concretizou na facilitação da emigração judaica para a Palestina. As flexibilidades concedidas aos judeus na Palestina por parte dos britânicos, geraram confrontos entre palestinos e colonos judeus sendo estes últimos apoiados e armados pelo Reino Unido. A viabilização do Estado de Israel foi legitimado pela da Organização das Nações Unidas – ONU através da Resolução 181 de 1947, que designou a partilha do território da Palestina para a criação de dois Estados, desconsiderando os legítimos direitos do povo palestino. Esta Resolução levou a expulsão dos palestinos de seus lares e de suas terras , liberando o território para a consolidação do Estado de Israel.

A Resolução da Partilha da Palestina é uma farsa, pois consolidou a criação apenas do Estado de Israel e não garantiu a permanência do Estado árabe Palestino. Israel é um Estado expansionista e sua formação foi uma declaração da guerra contra o povo árabe e palestino na região, causou massacres, expulsões, crimes de guerra, sofrimentos, tragédias, seis guerras: 1948, 1956, 1967, 1973, 1982, 2006 e muito sangue derramado. As resoluções da ONU e outras iniciativas mundiais e árabes para estabelecer a paz na região não tiveram sucesso porque o Estado Sionista de Israel é um Estado Militar e não vive sem guerras.

A postura do povo palestino sempre foi de lutar pelos seus direitos e denunciar barbáries e violências cometidas pelo Estado de Israel. Essa heróica luta de resistência ecoou na ONU e esta acabou reconhecendo os direitos inalienáveis do povo palestino, este reconhecimento é considerado um passo muito importante para a luta do povo palestino e para estabelecer a paz na região.

Durante mais de sessenta anos de conflito, o Estado Sionista de Israel fez muitos aliados, sendo o imperialismo americano o seu mais forte parceiro. As guerras que acontecem na região são alimentadas pela rede sionista e pelo imperialismo americano. Além das guerras eles desenvolvem fatos, mídias , argumentos, maquiando os reais motivos dos conflitos, enganando a opinião mundial. Distorcem o verdadeiro conflito de terras descrevendo-os como religiosos, fundamentalistas etc... São 60 anos de invasões, saques e desrespeito as resoluções das instituições mundiais, negando os direitos históricos dos palestinos que vivem naquela terra a mais de 5000 anos, desde os Cananeus.

Conforme as últimas estatísticas palestinas e israelenses, apontam de que 5.400.000 judeus e 5.200.000 palestinos vivem em uma área de 27000 Km2. Existem cerca de 6 milhões de palestinos refugiados, espalhados em diversos países, a maioria encontram-se em campos de refugiados nos paises árabes vizinhos. Em Israel, 20% dos residentes são palestinos.

A visão israelense sobre o conflito na região leva em consideração a superpopulação. Para os dirigentes de Israel, a densidade demográfica e o crescimento da população palestina são a pauta do dia. O 1,2 milhão de palestinos que vivem em Israel e a densidade demográfica da Cisjordânia e da Faixa de Gaza são considerado um perigo e uma ameaça ao Estado Sionista de Israel. A importância de eliminar este número tão elevado de palestinos obrigou o Estado a pensar seriamente em discutir a forma de se “livrar da população palestina”. A construção do muro do Apartheid é uma política para isolar a população palestina. É notório a adoção da política de isolamento quando Israel tomou medidas para isolar a Faixa de Gaza da Cisjordânia, quando impediu a comunicação entre as duas regiões palestinas.

A densidade populacional da Palestina histórica em 1948 era cerca de 73 pessoas / km 2 de árabes e judeus, e cerca de 389 pessoas / km 2 em 2007. No final de 2007 a superpopulação nos territórios palestinos chegou, aproximadamente, 625 pessoas / km 2, na Cisjordânia 415 pessoas / km 2, e 3,881 pessoas / km 2 na Faixa de Gaza. Isso significa que a Faixa de Gaza é o território mais povoado do mundo, tanto no território ocupado, como nos território árabe palestino, atingindo a superpopulação no ano de 2007 aproximadamente 317 pessoas / km 2 entre árabes e judeus.*

A solução no ponto de vista israelense sobre o conflito é praticar uma limpeza étnica através da expulsão do povo palestino para os países árabes vizinhos, esta solução que tem apoio de Estados Unidos. Os governos dos países árabes do entorno estão preocupados com a expulsão dos palestinos, pois pode gerar possíveis guerras étnicas e religiosas, bem como comprometer a qualidade de vida destes refugiados.

A emergência da situação nos leva a contribuir para encontrar uma solução justa que garanta os direitos do povo palestino. Para todas as partes viver em segurança e paz, nasce a importância de estabelecer um Estado palestino democrático laico, convivendo árabes e judeus, sendo eles cristãos, muçulmanos, judeus, drusus, ateus... com igualdade de direitos e deveres.
A humanidade, os povos, os governos e instituições internacionais devem defender o direito do povo palestino de viver em paz na sua Pátria. É preciso impedir as tentativas de limpeza étnica praticada por Israel contra o povo palestino. É necessário somar esforços para garantir o retorno do povo palestino para seus lares. É o momento de construir o Estado Palestino, onde os cristãos, muçulmanos, judeus, através da autodeterminação, possam construir um Estado democrático, laico, com justiça social e igualdade de direitos e deveres. Esta é a nossa resposta para a situação atual, pois as guerras só trazem desolação e destruição.

Jadallah Safa
24/06/2008


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* Palestinian Central Bureau of Statistics



A Estrada vai além do que se vê!

2 comentários:

alicio disse...

Difícil falar mal de judeus n acham?
Sempre vão te condenar pq o "holocausto" da 2ª gde guerra está sempre associado a eles. Aí te jogam pro lado mal, acham q vc tem simpatia pelo nazismo ou é um neo-nazista. Nda a ver.
E quem te condena n são os judeus, é a massa, é quem está ao seu lado pq o holocausto da 2ª guerra está na mente de tdos. O fato ocorrido é arma na forma de filmes, vídeos, documentários, matérias e mais matérias e para sempre será.
Agora, quem sabe o q ocorre na Palestina? rs
Certamente desde a criação do estado de Israel morreram mais palestinos do q judeus na 2ª guerra. Essa guerra é eterna.
Creio q os palestinos consigam sim viver num estado em comum, mas os judeus n.
O povo árabe tem princípios e n vão ceder mesmo com pedras.

quilombonnq disse...

REVOLUÇÃO QUILOMBOLIVARIANA !
A COMUNIDADE NEGRA AFRO-LATINA BRASILEIRA
APOIA E É SOLIDARIA AO POVO PALESTINO.VIVA A PALESTINA!
Viva! Chàvez! Viva Che!Viva! Simon Bolívar! Viva! Zumbi!
Movimento Chàvista Brasileiro

Manifesto em solidariedade, liberdade e desenvolvimento dos povos afro-ameríndio latinos, no dia 01 de maio dia do trabalhador foi lançado o manifesto da Revolução Quilombolivariana fruto de inúmeras discussões que questionavam a situação dos negros, índios da América Latina, que apesar de estarmos no 3º milênio em pleno avanço tecnológico, o nosso coletivo se encontra a margem e marginalizados de todos de todos os benefícios da sociedade capitalista euro-americano, que em pese que esse grupo de países a pirâmide do topo da sociedade mundial e que ditam o que e certo e o que é errado, determinando as linhas de comportamento dos povos comandando pelo imperialismo norte-americano, que decide quem é do bem e quem do mal, quem é aliado e quem é inimigo, sendo que essas diretrizes da colonização do 3º Mundo, Ásia, África e em nosso caso América Latina, tendo como exemplo o nosso Brasil, que alias é uma força de expressão, pois quem nos domina é a elite associada à elite mundial é de conhecimento que no Brasil que hoje nos temos mais de 30 bilionários, sendo que a alguns destes dessas fortunas foram formadas como um passe de mágica em menos de trinta anos, e até casos de em menos de 10 anos, sendo que algumas dessas fortunas vieram do tempo da escravidão, e outras pessoas que fugidas do nazismo que vieram para cá sem nada, e hoje são donos deste país, ocupando posições estratégicas na sociedade civil e pública, tomando para si todos os canais de comunicação uma das mais perversas mediáticas do Mundo. A exclusão dos negros e a usurpação das terras indígenas criaram-se mais e 100 milhões de brasileiros sendo estes afro-ameríndios descendentes vivendo num patamar de escravidão, vivendo no desemprego e no subemprego com um dos piores salários mínimos do Mundo, e milhões vivendo abaixo da linha de pobreza, sendo as maiores vitimas da violência social, o sucateamento da saúde publica e o péssimo sistema de ensino, onde milhões de alunos tem dificuldades de uma simples soma ou leitura, dando argumentos demagógicos de sustentação a vários políticos que o problema do Brasil e a educação, sendo que na realidade o problema do Brasil são as péssimas condições de vida das dezenas de milhões dos excluídos e alienados pelo sistema capitalista oligárquico que faz da elite do Brasil tão poderosa quantos as do 1º Mundo. É inadmissível o salário dos professores, dos assistentes de saúde, até mesmo da policia e os trabalhadores de uma forma geral, vemos o surrealismo de dezenas de salários pagos pelos sistemas de televisão Globo, SBT e outros aos seus artistas, jornalistas, apresentadores e diretores e etc.
Manifesto da Revolução Quilombolivariana vem ocupar os nossos direito e anseios com os movimentos negros afro-ameríndios e simpatizantes para a grande tomada da conscientização que este país e os países irmãos não podem mais viver no inferno, sustentando o paraíso da elite dominante este manifesto Quilombolivariano é a unificação e redenção dos ideais do grande líder zumbi do Quilombo dos Palmares a 1º Republica feita por negros e índios iguais, sentimento este do grande líder libertador e construí dor Simon Bolívar que em sua luta de liberdade e justiça das Américas se tornou um mártir vivo dentro desses ideais e princípios vamos lutar pelos nossos direitos e resgatar a história dos nossos heróis mártires como Che Guevara, o Gigante Osvaldão líder da Guerrilha do Araguaia. São dezenas de histórias que o Imperialismo e Ditadura esconderam. Há mais de 160 anos houve o Massacre de Porongos os lanceiros negros da Farroupilha o que aconteceu com as mulheres da praça de 1º de maio? O que aconteceu com diversos povos indígenas da nossa América Latina, o que aconteceu com tantos homens e mulheres que foram martirizados, por desejarem liberdade e justiça? Existem muitas barreiras uma ocultas e outras declaradamente que nos excluem dos conhecimentos gerais infelizmente o negro brasileiro não conhece a riqueza cultural social de um irmão Colombiano, Uruguaio, Venezuelano, Argentino, Porto-Riquenho ou Cubano. Há uma presença física e espiritual em nossa história os mesmos que nos cerceiam de nossos valores são os mesmos que atacam os estadistas Hugo Chávez e Evo Morales Ayma,Rafael Correa, Fernando Lugo não admitem que esses lideres de origem nativa e afro-descendente busquem e tomem a autonomia para seus iguais, são esses mesmos que no discriminam e que nos oprime de nossa liberdade de nossas expressões que não seculares, e sim milenares. Neste 1º de maio de diversas capitais e centenas de cidades e milhares de pessoas em sua maioria jovem afro-ameríndio descendente e simpatizante leram o manifesto Revolução Quilombolivariana e bradaram Viva a,Viva Simon Bolívar Viva Zumbi, Viva Che, Viva Martin Luther King, Viva Osvaldão, Viva Mandela, Viva Chávez, Viva Evo Ayma, Viva a União dos Povos Latinos afro-ameríndios, Viva 1º de maio, Viva os Trabalhadores e Trabalhadoras dos Brasil e de todos os povos irmanados.
O.N.N.QUILOMBO –FUNDAÇÃO 20/11/1970
quilombonnq@bol.com.br