quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Losing my religion

Alicinho ready to rock!

Nosso intrépido correspondente em São Paulo, o atleticano Alício Neto, conferiu o show do R.E.M no Via Funchal anteontem e nos presenteou com essa cobertura exclusiva para o Blog. Pra se deliciar e morrer de inveja.


Turning on the TV

And what do I see?

A pageantry

Of empty gestures

All lined up for me


Wow!


Imagina eu chegar para vocês e falar: Vamos pegar uma lotação para ver o R.E.M.? Pois é, vida de proleta em SP não é fácil, mas de vez em quando somos contemplados com isso rs.

Quando escutei o Accelerate e vi o quanto era bom no início desse ano, só havia rumores de que eles pudessem vir tocar aqui, mas depois que confirmaram o show não acreditei. Afinal, eles só estiveram no Brasil uma vez.

É claro que eu não ia perder essa oportunidade de ver os caras que fazem um som que eu ouço desde não sei quando. E dessa vez foi tudo perfeito. Som, pista, nada de muvuca, tudo no horário e o melhor. O show foi du c****! Vocês já sabem rs.

Michael Stipe com uma presença de palco invejável, aquelas danças malucas e o principal que é a voz, continua a mesma para uma banda com quase 30 anos de vida.

O bom de ter visto o R.E.M. foi ver mais uma vez que eles são realmente uma banda ativista e que com o trabalho bom que fazem nos passam mensagens de que temos que fazer algo, que temos que abrir os olhos, que não podemos simplesmente aceitar. Não é um show para vermos performances musicais, é um show que nos enche de questionamentos e que nos chama para lutar por dias melhores. E a turnê Accelerate está acontecendo num momento bom para vermos isso.

Tudo bem, isso foi um pensamento meu de 1 segundo lá na hora de Man-Sized Wreath em que o Stipe celebra a vitória do Obama nas eleições presidenciais norte-americanas. A gente queria os clássicos porra! rs. E isso nos foi dado como a gente queria. O show veio recheado com faixas que estão na nossa cabeça há anos e com momentos de vibração do público cada vez que eles nos soltavam uma surpresa. Começou com Drive, depois vieram Electrolite e Everybody Hurts (nem preciso falar nada rs). Aí num momento mais sossegado quando terminaram She Just Wants To Be o palco deu aquela apagada, uma pausa de 5 segundos, aí pensei:_ Agora vai! The One I Love... pqp rs. Depois ainda vieram Bad Day, Orange Crush e para finalizar It's the End of the World As We Know It (And I Feel Fine) onde ele gritava I Feel??.. e a galera gritava também Fine!! Muito bom!

O momento bis com a nova Supernatural Superserious que é boa, a clássica Losing My Religion, Animal, o baixista Mike Mills cantando (Don’t Go Back To) Rockville e o Stipe encerrando com Man On The Moon me mostrou que valeu a pena e que eu poderia pegar a lotação de volta para casa. Abraço a todos!

R.E.M. - 10/11/2008 - São Paulo, BRASIL

1. Living Well Is the Best Revenge

2. I Took Your Name

3. What's the Frequency, Kenneth?

4. Fall On Me

5. Drive

6. Man-Sized Wreath (momento Obama, essa faixa para mim é a melhor do disco novo)

7. Ignoreland

8. Hollow Man

9. Electrolite

10. The Great Beyond

11. Everybody Hurts

12. Imitation Of Life

13. She Just Wants To Be

14. The One I Love

15. Sweetness Follows

16. Let Me In (Essa ele fez para o Kurt Cobain)

17. Bad Day

18. Horse to Water

19. Orange Crush

20. It's the End of the World As We Know It (And I Feel Fine)


21. Supernatural Superserious

22. Losing My Religion

23. Animal

24. (Don’t Go Back To) Rockville

25. Man On The Moon



A Estrada vai além do que se vê!

3 comentários:

Fred disse...

Queria estar presente neste show, uma das maiores bandas da história. E como disse o Alicinho, com muita ética e responsabilidade social.

Eder Bruno Teodoro disse...

Nem me fala, só não fui porque não tinha mais dinheiro e a assessoria não liberal credencial, paciência, vida de proletariado brasileiro não é fácil.

Anônimo disse...

ISSO AÊ, ALICITO! O SHOW DO KISS É O MAIOR DO MUNDO!!! HAHAHA!!! SAUDADES, AMIGO! VEM AQUI NO NATAL? RODRIGO PASSOS "THE PUSSYFUCKER"