terça-feira, 4 de março de 2008

Rime of the Ancient Mariner

Alício, meu caro amigo, atleticano sofredor e atualmente exilado em Sampa, estréia a seção de convidados do blog. E não poderia ser melhor, cobertura exclusiva na ótica de um grande fã que foi à loucura com o show do Iron Maiden no Parque Antártica.
Up the Irons!

Amigos,

Estive ontem no Palestra Itália no show do Iron Maiden. Experiência única, ainda mais para mim que parece sempre viver nessa de lembrar coisas que não voltam mais. Quem me conhece já deve ter me visto em algum momento brincando ou fazendo referências a algo dos anos 80. Aí me vem o Bruce Dickinson e sua turma com essa turnê saudosista e me aparece aqui. Quiseram me provocar.
Bom, chegando ao estádio peguei uma fila que dava a volta no quarteirão. Mais de uma hora para entrar. Tudo bem, às 18:00 já estava lá dentro. Comprei entrada para pista e, ciente que era um show da Donzela, sabia que não seria fácil. Às 19:00 começou a apresentação da banda da filha do Steve Harris, Lauren Harris. Para mim não fez diferença, achei melhor o som mecânico. Estava lá para ver os caras, só isso. Nem sabia que a filha do Mr. Harris cantava.
Voltando ao show, após duas horas em pé, só na concentração, respirando uma salada de odores e merecidamente agraciado com uma chuva torrencial que deu uma refrescada no clima, pontualmente às 20:00, como marcado, as luzes se apagaram e como no Live After Death começa o discurso de Winston Churchill no máximo e logo depois para os que lembram desse álbum, Aces High!! Logo depois 2 Minutes to Midnight. Tudo bem, eu sabia que nessa turnê eram só clássicos, mas era um após o outro. Suportei a uns 10 metros da grade da área vip (Quem criou isso merece muitas chibatadas) somente até a quarta música The Trooper, que aliás era o desenho da minha camiseta. Depois disso, para ver o show mais à vontade e sem me preocupar em lutar para ficar em pé fui para o lado da mesa de som. Mas o melhor ainda estava por vir. Depois da primeira surpresa para mim Revelations na seqüência insana do ínicio do show, na metade eles começam com Rime of the Ancient Mariner depois de The Number Of The Beast. Loucura total! Perfeitamente executada me lembrei desde quando ouço esse álbum e não enjôo. Na seqüência Powerslave! Essa foi a música que eu mais animei. Estava com uma impulsão de jogador de vôlei hahaha! O Bruce colocou a máscara do Rei Osíris, muito louco! Em Run To The Hills como sempre tentei chegar àqueles tons impossíveis do refrão rs.. foi outra loucura também.
Na hora de Fear Of The Dark, é claro que eu gostei, mas tenho uma opinião. Fear Of The Dark é uma música muito bem aceita aqui no Brasil. Talvez a mais conhecida deles por aqui. Sabia que acabariam tocando mesmo não fazendo parte dos álbuns a que essa turnê se destina. Prefereria até Flight Of Icarus, mas tudo bem.
Finalizando como em todo show com Iron Maiden e a entrada do Eddie que foi aquele do Somewhere in Time. No bis duas pérolas que nem imaginei Moonchild e The Clairvoyant e a clássica Hallowed Be Thy name. Nesse momento do bis o mais legal foi o Dave Murray com o violão no suporte e a luz focando nele e no Bruce ao seu lado quando ele começa “Seven deadly sins...Seven ways to win...”
Confesso que não ouvia mais Iron como antes, mas hoje vindo para o trabalho não saía da minha cabeça aquele som que sempre me fez bem.

Valeu a pena, como em todo show, tiveram seus problemas como boçais paulistanos mais falando de Corinthians e Palmeiras do que de música, palco baixo (estava claro que o show era somente da área vip, dificuldade para sair, essas coisas...) mas ver a Donzela compensou tudo isso.
E amigo Ramon, vi 2 caras com a camisa do Galo lá e ninguém com a do Flamengo... até membros da Galo Metal também hahaha.

Set list Iron Maiden 02 de março São Paulo:
01 Aces High
02 2 Minutes To Midnight
03 Revelations
04 The Trooper
05 Wasted Years
06 Number Of The Beast
07 Can I Play With Madness
08 Rime Of The Ancient Mariner
09 Powerslave
10 Heaven Can Wait
11 Run To The Hills
12 Fear Of The Dark
13 Iron Maiden
14 Moonchild
15 The Clairvoyant
16 Hallowed Be Thy name


Leiam:

http://g1.globo.com/Noticias/Musica/0,,MUL334026-7085,00-FILA+DE+FAS+DO+IRON+MAIDEN+DA+A+VOLTA+NO+PARQUE+ANTARTICA.html

http://www.estadao.com.br/arteelazer/not_art133726,0.htm

http://www.estadao.com.br/arteelazer/not_art133993,0.htm

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u377958.shtml

http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2008/03/02/depois_da_pelada_iron_maiden_emociona_com_repertorio_de_classicos-426053345.asp


A Estrada vai além do que se vê!

4 comentários:

thiagoferreiracoelho disse...

UP THE IRONS!!!!

Cara, eu queria MUITO ter ido a esse show, mas o que me consola é que a Donzela de Ferro sempre vem por essas bandas....

Só espero que quando eu conseguir ir a um show do Iron, não seja nesse chiqueiro da porcada... hehehehhe

Zéder disse...

Valeu Alício!
GALOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!

Anônimo disse...

Bom, vim aqui no blog do meu grande amigo Ramon concordar com tudo que o Alício disse. Eu também estava lá em São Paulo assistindo aquele show épico. Vi marmanjos quase chorando quando depois de 20 anos, ouviram o Iron tocando Rime Of The Ancient Mariner. Não dá pra dizer o quanto foi bom o show, só quem estava lá mesmo pôde presenciar a garra dessa banda que surpreendeu o mundo com uma turnê recheada de sucessos e clássicos. Mas tenho que dizer, que mesmo que Fear of the Dark não faça parte dos clássicos que deram nome a turnê, ela foi bem vinda. A multidão cantando orquestrada pelo Bruce é algo de orgulho para a banda, é como o clássico "Scream for me Long Beach" que o Bruce sempre pede. Esse show reacendeu a chama dos amantes dessa banda, e fez com que aquelas que ainda estavam acesas se inflamassem mais ainda. Eu estava lá, não resisti como Alício perto da grade e tive que me afastar do palco no meio de 2 Minutes to Midnight (antes de ser pisoteada por uma multidão eufórica e ensodapa... rsrsrs), mas valeu a pena cada minuto. Até mesmo tolerar a banda da filha do Steve Harris (a emoção era tanta que passou despercebida). Mas pra terminar, para quem não foi, vale dizer que o Bruce repetiu mais de uma vez, que eles vão voltar, e que será em breve. Fica na mente uma frase do discurso do Churchill que abre o show "WE SHALL NEVER SURRENDER". Não dá pra negar, foi um show inesquecível. Afinal de contas, estamos falando do Iron Maiden.
Beijos
OBS: Vi um cara com a camisa do Galo no show também. ;) Galooooooo!!!!

Ramon Fonseca disse...

Patrícia, seu comentário foi tão legal que mereceu uma postagem a parte.
Beijos!