quarta-feira, 23 de abril de 2008

Conferência de Juventude vai reunir duas mil pessoas

Com Fagner Sena (Tatu), Wadson Ribeiro e Plínio Oliveira na Conferência Estadual de PPJ


Mais de duas mil pessoas estarão em Brasília reunidas de 27 a 30 de abril no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade na 1a Conferência Nacional de Juventude. Os participantes discutirão os principais desafios e ações governamentais para o tema.

A solenidade de abertura será no dia 27 às 15h e terá a presença do ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Luiz Dulci, e do secretário nacional de juventude, Beto Cury. A presença do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, está prevista no dia 29 às 18h, quando fará um discurso aos participantes.

A Conferência Nacional é um espaço de diálogo entre o poder público e a sociedade civil. Os representantes de governos e os movimentos e organizações juvenis vão debater propostas para garantir os direitos dos jovens. Entre os temas estarão questões relacionadas à educação, trabalho, cultura, sexualidade, participação, saúde, meio ambiente, segurança, diversidade e uso do tempo livre.

Como resultado do evento, as propostas debatidas serão transformadas em uma agenda de prioridades para as políticas públicas a ser entregue aos governos federal, estaduais e municipais e aos parlamentos das três esferas da Federação. O evento contará também com uma intensa programação cultural com música e exibição de filmes.

Para mais informações:

Assessoria de comunicação
Secretaria-Geral da Presidência da República
Fone: (61) 3411 1863 / (61) 81129868

Segue, abaixo, a programação da Conferência:


Domingo (27/03)

Manhã
Chegada dos delegados

Tarde
15:00 - Abertura da Etapa Nacional: Solenidade de Abertura
16:00 - Abertura dos Trabalhos
16:30 - Painel de abertura sobre a Política Nacional de Juventude
Noite
20:00 - Atividades culturais
22:00 - Encerramento do credenciamento de delegados e convidados



Segunda-feira (28/4)

Manhã
8:00 - Café da Manhã
9:00 - Grupos de Trabalho
10:00 as 14:00 - Credenciamento de suplentes

Tarde
14:30 - Grupos de Trabalho Temáticos
17:45 - Entrega do relatório com as propostas aprovadas no grupo.
18:00 - Oficinas autogestionárias e troca de experiências

Noite
20:00 - Atividade cultural

Terça-feira (29/04)

Manhã
8:00 - Café da Manhã
9:00 - Plenária Final - Relato das propostas aprovados nos grupos
11:00 - Momento Interativo de priorização das propostas

Tarde
14:30 -Plenária Final: Apresentação e aprovação das propostas definidas pelo momento interativo.

Noite
20:00 - Atividade cultural

Quarta-feira (30/04)

Manhã
8:00 - Café da Manhã
9:00 - Plenária Final

Tarde
14:00 - Encerramento



Mais informações:
Assessoria de Comunicação da Secretaria-Geral da Presidência da República
Telefone: (061)3411-1407 ou www.planalto.gov.br/secgeral


Estaremos lá pra contribuir.



A Estrada vai além do que se vê!

Comissão laranja pra discutir o meio-passe

Abaixo matéria d'O Norte.net que desmascara mais uma pataquada da prefeitura em relação ao meio-passe. Amanhã estudantes tomarão as ruas de Montes Claros novamente. Quero ver a desculpa que o senhor prefeito vai arrumar agora...


Mais uma polêmica envolve o meio-passe

Fabíola Cangussu
Repórter

A administração municipal não está respeitando a comissão formada por estudantes de Montes Claros para discutir o meio-passe. A afirmação foi feita nesta terça-feira, 22, pelo estudante Danniel Coelho.


Estudantes que saíram às ruas no dia 27 de março formaram uma comissão para discutir o meio-passe com administração, mas a prefeitura quer formar outra

Segundo ele, a comissão foi implantada no último dia 27 num encontro entre o vereador Lipa Xavier, autor do projeto do meio-passe, o vice- prefeito Sued Botelho e o então presidente da Transmontes, José da Conceição.
- Nesse dia, 4 mil estudantes foram às ruas lutar pelo meio-passe, e a comissão foi formada por estudantes que participaram da manifestação. Mas no dia 17, membros da prefeitura convocaram outras estudantes para conversarem sobre o meio-passe numa reunião no dia 18. Isso caracteriza um desrespeito com os estudantes. A comissão formada no dia 27 é composta por sete representantes sendo eles Daniel Dias - UEE, Lucas Alves - UBES, Clara Montana - UJS, Diego Macedo e Lorena Figueira - DCE Unimontes, Juliano Gonçalves e eu – informa Danniel Coelho, representante da UNE em Montes Claros.
O vereador Lipa Xavier afirma que não tem a confirmação se houve mesmo a reunião no dia 18.
- Faço parte dessa discussão há mais de 16 anos. Se houve mesmo essa reunião, a prefeitura está desrespeitando a todos. Ela não tem o poder de formar comissão dos estudantes. Ela é responsável por indicar quem irá representá-la na comissão, as outras partes devem ser respeitadas em sua autonomia. E no dia 27, onde acordamos em nos reunir para juntos elaborarmos um projeto de comum acordo a ser enviado à Câmara Municipal, às entidades representantes dos estudantes formaram sua comissão. Portanto são essas pessoas que devem participar de todo o processo de discussão sobre o meio-passe – afirma o vereador.
A redação tentou contato com a secretaria de Comunicação da prefeitura de Montes Claros, mas até o fechamento dessa matéria não teve retorno.



PASSEATA
No próximo dia 24, quinta-feira, entidades estudantis sairão em passeata a partir das 8h da Praça Dr. Carlos até a prefeitura municipal de Montes Claros, para cobrar promessas antigas feita pelo prefeito da cidade.
- Queremos convidar toda a sociedade a participar, pois é uma causa que beneficia todos direta ou indiretamente. Pais, estudantes, professores e diretores estão convocados. Enfim, todos que reconhecem na educação o caminho de desenvolvimento social precisam fazer parte desse movimento – convoca Danniel Coelho.




A Estrada vai além do que se vê!

Todos ao 1º Fórum de Mídia Livre


Estão abertas as inscrições para o 1º Fórum de Mídia Livre, que ocorrerá no Rio de Janeiro, nos dias 17 e 18 de maio. O evento é parte de uma ampla mobilização de jornalistas, professores, estudantes e ativistas pela democratização da comunicação em defesa da diversidade informativa e da garantia de amplo direito à comunicação.
A mobilização para o fórum começou no dia 8 de março, em uma reunião em São Paulo envolvendo 42 jornalistas, estudantes, professores ou pessoas atuantes na área das comunicações, de diferentes regiões do Brasil. Entre outras questões, discutiu-se o avanço do movimento de comunicação da mídia livre em todo o país, de modo a fazer frente aos grupos conservadores que concentram as atividades da comunicação social no Brasil.
O setor de comunicação, segundo o manifesto em construção disponível no site do Fórum de Mídia Livre, ''não reflete os avanços que ao longo dos últimos trinta anos a sociedade brasileira garantiu em outras áreas. Isso impede que o país cresça democraticamente e se torne socialmente mais justo''. E continua: ''A democracia brasileira precisa de maior diversidade informativa e de amplo direito à comunicação. Para que isso se torne realidade, é necessário modificar a lógica que impera no setor e que privilegia os interesses dos grandes grupos econômicos (...)''.
Um dos objetivos, ainda segundo o texto, é a democratização das verbas públicas, apoiando que ''as verbas de publicidade e propaganda sejam distribuídas levando em consideração toda a ampla gama de veículos de informação e a diversidade de sua natureza; que os critérios de distribuição sejam mais amplos, públicos e justos, para além da lógica do mercado; e que ao mesmo tempo o poder público garanta espaços para os veículos da mídia livre nas TVs e nas rádios públicas, nas suas sinopses e meios semelhantes''. O documento já foi publicado no Blog e está disponível aqui.
Antes mesmo do evento no Rio de Janeiro, o movimento social de comunicação já está se mobilizando em oito cidades: Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Belém, Fortaleza, Recife, Aracaju e Salvador. Os primeiros relatos já estão disponíveis no site. O próprio evento é um importante passo na discussão e deliberação sobre os rumos do movimento social de comunicação.


Programação

O 1º Fórum de Mídia Livre acontecerá dias 17 e 18 de maio de 2008 (sábado e domingo), das 9h às 17h (com pausas entre os debates e grupos de trabalho). Será realizado no campus da UFRJ da Praia Vermelha, no Auditório Pedro Calmon do Fórum de Ciência e Cultura (FCC) e salas anexas. Endereço: Avenida Pasteur, 250 – Praia Vermelha. O Auditório Pedro Calmon fica no segundo andar do FCC. Confira em breve no site do evento a programação completa do evento.


Inscrições

A participação no 1º Fórum de Mídia Livre é aberta e a inscrição é obrigatória. Os participantes podem também se informar sobre os pré-encontros em suas respectivas cidades. O custo individual da inscrição é de R$15 (quinze reais) para o público em geral e R$5 (cinco reais) para estudantes, pagos no dia do evento, junto à secretaria executiva do evento. A secretaria executiva do evento emitirá um certificado de participação para os que compareceram nos dois dias de evento.
A inscrição no 1º Fórum de Mídia Livre não garante, por ora, o transporte, estadia e alimentação dos inscritos, que no entanto estão sendo negociados. Inscreva-se já e participe dos debates.


Fonte: http://forumdemidialivre.blogspot.com/



A Estrada vai além do que se vê!

domingo, 20 de abril de 2008

Querem vender até a Orquestra

Roman Simovic esteve em Montes Claros
Foto: Damil Kalogjera

No noite de 11 de abril tive a oportunidade ímpar de assistir a um concerto da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais (OSMG) aqui em Montes Claros. Com talento e sutileza emocionantes, a OSMG apresentou a um público de centenas de pessoas, repertório escolhido a dedo, contemplando, entre outras, obras de Mendelssohn e Dvorák.
O spalla Roman Simovic deu show de virtuosidade encantando o público montesclarense.
Mas infelizmente a OSMG vem sofrendo com a ameaça de privatização, similar ao que ocorreu com a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP). Devemos demonstrar a indignação do povo mineiro com mais uma tentativa de dilapidar nosso patrimônio, nesse caso o patrimônio cultural.
Reproduzimos abaixo matéria do meu amigo cruzeirense Kerison Lopes e do Pedro Venceslau, publicada na Revista Fórum e no Portal Vermelho.



'Revista Fórum': a guerra das orquestras em Minas Gerais

A revista Fórum de abril, além de trazer ótima entrevista com o jornalista Paulo Henrique Amorim, publicou também matéria sobre a polêmica em Minas Gerais envolvendo a Orquestra Sinfônica e a mania do governo estadual de seguir modelo privatista na área cultural. Músicos “rebeldes” revelam nuances que transformou a orquestra em Oscip e ocasionou a divisão. A matéria, cuja íntegra segue abaixo, é assinada por Kerisson Lopes e Pedro Venceslau.



Músicos da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais em ''protesto-concerto'' na Assembléia Legislativa


Os fraques e vestidos longos da elite cultural mineira saíram do armário no dia do lançamento da badalada Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, em fevereiro. O evento era cultural, mas tinha forte conotação política, Segundo a lógica do alardeado “choque de gestão”, praticado pelo governador Aécio Neves, a intenção era apresentar a transformação da orquestra pública em Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), nos moldes do que foi feito em São Paulo.

Mas, apesar de todo o esforço de propaganda, nem tudo saiu conforme o script. Um grupo de músicos da Orquestra Sinfônica (Amos-MG) resistiu à mudança. Eles não concordaram com a proposta de abandonarem a carreira no estado, conquistada por meio de concurso público, para serem “celetistas” (regidos pela CLT). Depois dois anos de negociações, os “rebeldes” recorreram às vias judiciais. Poucos dias antes do tão esperado espetáculo, o Tribunal de Justiça concedeu liminar favorável à ação popular movida pelos músicos, não só mantendo-os como funcionários públicos, mas também assegurando a manutenção do nome da orquestra Sinfônica de Minas Gerais vinculado ao estado. Assim, proibiu-se a realização do anunciado espetáculo, que já mobilizara um grande montante de recursos públicos.

A artimanha encontrada pelos organizadores foi incluir às pressas um “E”, a inicial de “Estado”, criando assim a nova Orquestra Sinfônica do Estado de Minas Gerais, nome que vem sendo usado até hoje. Mas a Justiça não aceitou o jeitinho e aplicou uma multa R$50mil para os responsáveis, entendendo que houve um descumprimento da liminar.

“Fomos esfacelados”, protesta José Maria Lages Duarte, presidente da Amos-MG. O músico está na orquestra praticamente desde a sua fundação, em 1979, e classifica a ação do governo como privatização selvagem contra um patrimônio público. “É uma grande incoerência. Há anos reivindicamos investimentos na orquestra pública. De repente, prometem R$12 milhões para serem investidos em uma Oscip. Nunca gastaram com a gente o que estão gastando com a tal nova orquestra”, reclama o violoncelista.

A decisão da Justiça determinou a continuidade da orquestra pública, mas como eles são subordinados e dependentes da Fundação Clóvis Salgado (instituição ligada ao governo estadual) para geri-la, os artistas reclamam que foram abandonados. Foi assim a primeira apresentação do ano, que marcou a reestréia da OSMG, agora reduzida a 41 músicos que resistiram às investidas para se transferirem. “ Não tinha nem cadeira para o público sentar, vimos isso como uma forma de minar, de menosprezar, de boicotar”, disse o contra-baixista Rodsman Ferreira, há vinte na Orquestra.

A situação apresentada pelo músico pode ser confirmada pela crítica do respeitado jornalista cultural Marcello Castilho Avelar, publicada no jornal Estado de Minas do dia seguinte ao espetáculo. “O material enviado à imprensa sobre o concerto informava o horário das dez horas. Na hora marcada, a estrutura necessária nem sequer estava totalmente montada. Funcionários da Casa diziam que teria havido um erro na divulgação, o correto seria 11 horas. Só se for pra inglês ver porque depois das 11 horas ainda havia músicos chegando para a apresentação que, em tese, já deveria ter começado duas vezes”.O contra-baixista Fernando Santos há 13 anos na instituição, desabafa: “Só deus sabe o que passamos e estamos passando, mas estamos contentes porque a resistência tem valido a pena, na prática, a histórica OSMG permanece altiva, para desgosto dos que a queriam ver morta.”

As investidas contra a OSMG são alvo de críticas de setores culturais do estado. “Esta ação é um crime de lesa-música”, resume o maestro Carlos Eduardo Prates, que foi por muitos anos o regente da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais. Principal músico erudito de Minas, Prates já comandou orquestras em países como a Alemanha, Áustria, Holanda, Bélgica. “Que haja duas, três, mas não às custas da morte de uma que sustentou com galhardia e com amor a vida musical da Capital e de todo e estado a pelo menos 30 anos.”

Termo de Parceria

A decisão tomada pela Justiça em manter em funcionamento a OSMG resultou em outro problema. O termo de parceria firmado entre a Fundação Clóvis Salgado, a Secretaria de Cultura e o Instituto Cultural Orquestra Sinfônica deixa bem claro em sua cláusula primeira que o objetivo é o “desenvolvimento das atividades culturais para a sociedade, voltados para a difusão da música erudita, por meio e fomento à atuação da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais.

Como o nome OSMG foi mantido ligado ao estado por meio de decisão da Justiça, a Amos questiona o destino da verba de R$12 milhões que deveria ser repassada para a orquestra pública. A advogada contratada pelos músicos para defender os interesses da OSMG na Justiça, Cyntia Carneiro, atesta que “a OSMG continua existindo, vinculada ao estado, e ela tem a prerrogativa de receber o fomento que consta no termo de parceria”.

Outra acusação apresentada pelos músicos diz respeito a um possível conflito de interesse. Segundo o violoncelista Afonso Gonçalves,a atual presidente da Fundação Clóvis Salgado, Lúcia Camargo, quando chegou em Belo Horizonte vinda de Curitiba, foi apresentada como futura presidente do Instituto Cultural Orquestra Sinfônica (Icos), mas acabou indo para a presidência da Fundação. O comando da Oscip foi credenciada sem licitação e a entidade parceria, no caso, a fundação Clóvis Salgado. “Dos nomes que estão na ata de constituição do Icos só três não são da Fundação”, acusa.

Segundo a assessoria de imprensa da Fundação Clóvis Salgado, o surgimento de uma segunda orquestra sinfônica teria aumentado o acesso do público mineiro à música erudita. Além disso, explica que a criação de Icos se deu para formar uam nova orquestra e valorizar os músicos com melhores salários e crescimento profissional, sem competição. O presidente do Icos, Diomar Silveira, explicou que o antigo termo de parceira celebrado entre a sua instituição, a Fundação Clóvis Salgado e Secretaria de Estado da Cultura previa o fomento da OSMG e, por não ter adesão total dos músicos, perdeu seu objetivo. Outro termo teria sido assinado para a formação de uma nova orquestra. A direção do Icos informa que os R$12 milhões são para custeios operacionais e administrativos, como o pagamento de salários e direitos trabalhistas de 85 músicos. Silveira argumenta que os recursos para o OSMG prosseguem normalmente.

O debate gerado pela tentativa de transformar uma orquestra pública de 30 anos em Oscip reflete dilemas atuais sobre a forma moderna de gestão administrativa, e transferem a responsabilidade da produção cultural para a iniciativa como as Oscips.

Depois de garantir a existência da OSMG da Justiça, os músicos tentam agora conquistar o apoio das organizações sociais mineiras. Várias reuniões estão sendo realizadas com sindicatos, associações, lideranças políticas e principalmente com personalidades e entidades do mundo cultural.

O caso paulista

O estratagema da Oscips nasceu com a “Lei do Terceiro Setor”, promulgada em março de 1999, durante a gestão de FCH. Seus defensores dizem que ela é o reconhecimento legal e oficial da ONGs, principalmente pela transferência administrativa que a legislação exige. Em suma, entidades privadas passaram a atuar em áreas típicas do setor púbico, sendo financiadas tanto pelo Estado quanto pela iniciativa privada. Quando prefeito, José Serra transpôs para o âmbito municipal a idéia, mimetizando ou melhor – radicalizando e lei federal.

Na megalópole, a redação da lei abriu espaço para que as tais Oss se transformassem em verdadeiras ações entre amigos. Para ser considerada “Organização Social”, a entidade tem que ser “reconhecida como tal pelo secretário ou titular do órgão supervisor ou regulador da área de atividade correspondente ao seu objetivo social, bem como do secretário do governo municipal”. Ou seja, só com a benção do Executivo. Hoje, dezenas de hospitais municipais e estaduais são administrados nesse sistema, por meio de contratos de gestão com organizções sociais. No âmbito cultural, a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp) foi transformada em Oscip há dez anos.


Publicada na edição nº 61 da revista Fórum (abril/2008)



A Estrada vai além do que se vê!

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Se o presente é de luta, o futuro nos pertence!



E vem aí o 14º Congresso da União da Juventude Socialista (UJS)!

A entidade realiza seu principal fórum de deliberações de dois em dois anos, para uma análise conjuntural, atualização das bandeiras políticas, planejar os desafios para o biênio seguinte, além de eleger sua nova direção em todos os níveis.

A etapa nacional do Congresso da UJS vai ocorrer entre os dias 29 de maio e 1º de junho na cidade de São Paulo. Antes porém, ocorrerão os congressos estaduais (o de Minas Gerais será na histórica e bela cidade de Ouro Preto entre os dias 16 e 18 de maio), e os congressos municipais.

O 5º Congresso da UJS em Montes Claros será no dia 10 de maio, em local a ser definido pela Direção Municipal. Maiores informações em breve.

Pra já ir entrando no clima, reproduzimos entrevista com o Presidente Nacional da UJS, Marcelo Brito, o "Gavião", concedida a Carla Santos e publicada no Portal Vermelho e na página da UJS.



14º Congresso da UJS iniciará novo ciclo na vida da entidade



"É importante afirmar o sucesso que foi o projeto do Relançamento da UJS [realizado em 96]. Só nos tornamos o que somos por conta da vitória desse projeto. Agora é preciso avançar, precisamos de um novo impulso, encarar novos desafios. A nova fase busca uma UJS de milhões", disse Marcelo Brito da Silva, o Gavião, presidente nacional da União da Juventude Socialista (UJS) em entrevista ao Vermelho.

Por Carla Santos

Além de esclarecer as características da nova fase que o 14º Congresso inaugura para UJS, a liderança também comentou suas reivindicações para as eleições municipais de 2008.
"Durante essa campanha devemos combater a apatia. Devemos visitar milhares de salas de aula, construir várias manifestações e ganhar muitos jovens pra atuar de maneira mais firme e consciente na vida política do país", disse Gavião.
Uma das novidades que devem permear o debate do próximo congresso - a se realizar de 29 de maio a 1º de junho na capital paulista – será a proposta de maior autonomia para as frentes de atuação da entidade e a divisão do acompanhamento do movimento estudantil (ME) em universitário e secundarista.
A recém fundada Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) foi um dos temas da entrevista. Segundo Gavião, a UJS optou por atuar na CTB porque a central "se propõe, junto com a juventude, a renovar o sindicalismo no Brasil". A UJS também está comprometida com a campanha pela redução da jornada de trabalho.
Para Gavião, o maior desafio do 14º Congresso, será superar a mobilização do 13º, que filiou 80 mil jovens.
"Uma UJS robusta tem que entender a importância de diversificar, de explorar mais o ME, de cuidar mais da nossa ação na ponta. Estamos na reta final do congresso e já dá para falar que esse será o maior congresso da história da UJS", afirma.


Leia abaixo a íntegra da entrevista.


Como você avalia a contribuição da UJS para o Brasil e para a juventude nos últimos dois anos?
Gavião - A UJS tem dado uma grande contribuição à luta política pela construção de um Brasil mais justo e soberano. No último período isso só se fortaleceu, vide as passeatas estudantis, as lutas e campanhas desenvolvidas por várias frentes. A UJS também jogou grande papel protagonizando o 16 de agosto que entrou pra história como um ato decisivo pra garantir a continuidade do mandato do presidente Lula e depois na grande campanha pela reeleição em 2006.


O 14º Congresso tem como lema "Se o presente é de luta, o futuro nos pertence". Qual é o seu significado?
Gavião - Esse lema tem dois objetivos. O primeiro esta relacionado à necessidade de ganhar cada vez mais a juventude para a idéia de que as mudanças que queremos, sejam elas profundas ou não, só ocorrem se nosso comportamento no presente for outro. Queremos com esse congresso ampliar a participação política da juventude, intensificar as lutas por educação de qualidade, por emprego pra juventude, contra a violência... e, assim, sermos donos da construção de nosso futuro. O segundo objetivo tem ha ver com uma homenagem a Che Guevara, que esse ano completa 80 anos do seu nascimento e 40 anos de sua morte em combate. O Che é um símbolo importante da luta juvenil pela transformação. A UJS tem orgulho de manter erguida bem alta as idéias desse grande líder revolucionário.


A tese do 14º Congresso defende que a fase do Relançamento da UJS (inaugurada em 1996) terminou e que a organização vive um novo momento. Quais são as características mais evidentes desse "novo ciclo"?
Gavião – Primeiro é importante afirmar o sucesso que foi o projeto do Relançamento da UJS, só nos tornamos essa força viva na sociedade hoje por conta da vitória desse projeto. A construção de uma nova fase se dá justamente por uma percepção de que nossa organização precisa de um novo impulso, precisa encarar novos desafios. Precisamos nessa nova fase consolidar a UJS enquanto uma organização massiva e cada vez mais influente na sociedade. Para um novo tempo é preciso uma UJS renovada.

Além da campanha pelo voto aos 16, uma conquista da UJS, a tese também defende que o centro da plataforma eleitoral da juventude socialista nas eleições municipais de 2008 deve ser a conquista por mais espaços institucionais para o desenvolvimento de políticas públicas para a juventude (PPJs). Para além destes espaços, qual será a principal reivindicação da UJS em PPJs?
Gavião – Mesmo com aumento na oferta de empregos no Brasil durante o governo Lula, esse ainda continua como um dos principais problemas juvenis. Esse ano as eleições são municipais e tratam de questões mais locais. Contudo, queremos debater com vários candidatos a prefeito e vereador a construção de espaços que tratem de maneira cuidadosa das especificidades da juventude, como a constituição de conselhos, secretarias e ou coordenadorias de juventude. Dessa maneira pretendemos envolver e responsabilizar os poderes públicos em todos os seus níveis pra que enfrentem o desemprego juvenil ouvindo mais a juventude. Uma das bandeiras que levantaremos será a da redução da jornada de trabalho sem redução de salários.


Dentre as iniciativas promovidas pelo governo Lula para a juventude qual você considera mais bem e menos bem sucedida?
Gavião – Falar qual foi a melhor não é fácil, todas elas tem seu sentido e seu grau de importância. Poderia citar a Conferência Nacional de Juventude que é um grande espaço de participação que tem possibilitado uma grande mobilização por todo o país, ou ainda o ProUni, que significou um grande avanço na luta pelo acesso ao ensino superior. São todas muito positivas e dignas do apoio de nossa militância. A parte negativa fica pelo resultado final do Projeto do Primeiro Emprego pra Juventude, esse se revelou um fiasco. Vale à pena lembrar que nós da UJS já no seu lançamento ponderávamos sobre a eficácia deste projeto. Esse é um problema ainda sem resposta adequada do governo.


A tese orienta que o primeiro passo da juventude socialista nessas eleições "será combater a apatia e a despolitização impostas pelas idéias reacionárias". Como a UJS pretende enfrentar essa apatia?
Gavião – A UJS é uma organização que nasceu pra travar essa batalha de idéias e durante a campanha eleitoral isso aparece com muita força. Tem sempre uma tentativa das idéias dominantes de desqualificar ou diminuir o potencial transformador que tem a juventude. Falam que política é sinônimo de corrupção, que não temos que nos meter com ela. Mas, enquanto isso, tratam de apoderar-se dela e manipular pra se perpetuar no poder. Durante essa campanha devemos combater essas idéias. As formas são as mais diversas: devemos visitar milhares de salas de aula, construir várias manifestações e assim ganhar muitos jovens pra atuar de maneira mais firme e consciente na vida política do país.


Na virada do século percebemos que a juventude prefere se organizar em coletivos, comunidades, grupos ambientais, culturais, esportivos e do Terceiro Setor a se organizar em entidades estudantis, comunitárias, sindicais e nos partidos. Como a UJS tem se relacionado com estas e outras formas de organização?
Gavião – Valorizamos as mais variadas formas de participação. Nossas frentes e áreas de atuação têm se relacionado bastante com todas elas. Mais do que isso e a partir dessa relação, temos filiado muitos jovens ligados a ONG's. Dessa forma buscamos elevar o poder de intervenção desses jovens.


Entre os movimentos em que a UJS tem maior tradição está o movimento estudantil. Quais são as novidades que estão em debate para esta frente no 14º Congresso?
Gavião – Nesse congresso estamos fazendo um grande debate sobre a necessidade de fortalecer a ação da UJS nas suas mais diversas frentes e, para isso, apresentamos a proposta da autonomia. Com autonomia, queremos fazer com que as frentes tenham a funcionabilidade que hoje vemos no movimento estudantil. As direções da UJS devem definir a política e ajudar na execução, mas a forma deve ser de responsabilidade dos atores de cada frente. No ME o desafio é superar nosso atual estágio e para isso estamos propondo medidas que reforcem essa frente. Uma delas é a divisão no acompanhamento do ME secundarista e universitário. Com isso buscamos elevar a qualidade de nosso trabalho e fortalecer nosso principal veio de ligação com a juventude.


Ano passado os jovens trabalhadores que atuam na UJS decidiram sair da CUT e atuar na Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB). O que motivou essa decisão e qual é a perspectiva da UJS na CTB?
Gavião – O que levou os jovens que militam na UJS e na CSC a apoiar a fundação de uma nova central foi á necessidade de construir uma forma renovada de fazer sidicalismo. Temos hoje em nosso país uma estrutura pouco participativa e até burocratizada nesse movimento. A CTB se propõe, junto com a juventude, a mudar essa realidade.

Hoje a UJS atua em 15 diferentes movimentos juvenis, está presente em 700 cidades e nos 27 estados com cerca de 100 mil filiados. Qual é a perspectiva organizativa da entidade nesse 14º Congresso?
Gavião – A atual geração de jovens dirigentes da UJS tem nesse congresso uma grande responsabilidade que é a de manter o ritmo de crescimento. No último congresso chegamos a filiar cerca de 80 mil jovens, e todo esse esforço fez com que as direções estaduais fossem bem ousadas nesse 14º congresso, entendendo o desafio que temos a nossa frente. Queremos consolidar uma UJS massiva e pra isso temos que fortalecer as direções, multiplicar e estruturar melhor os núcleos, consolidar a diversificação. Uma UJS robusta tem que ser uma UJS que entenda a importância de diversificar, de explorar mais o ME, de cuidar mais da nossa ação na ponta. Estamos na reta final do congresso e já dá para falar que esse será o maior congresso da história da UJS.



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quinta-feira, 17 de abril de 2008

Presidenta da UNE estará em Montes Claros defendendo o meio-passe


Os Estudantes estão decididos a conquistar o meio-passe no transporte coletivo em Montes Claros. Depois de vários anos de luta, os estudantes decidiram dar um basta à inércia do poder público e exigir da Prefeitura Municipal o cumprimento de acordo estabelecido em 2006.

No próximo dia 24 de abril, a estudantada vai dar mais uma prova de sua capacidade de mobilização e luta nas ruas de Montes Claros. A Presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), a gaúcha Lúcia Stumpf já confirmou presença em mais essa jornada de lutas pelo direito dos estudantes.

Leiam a íntegra da nota lançada hoje pelas entidades estudantis:


Nós, as entidades estudantis abaixo assinadas, vimos por meio desta tornar pública nossa insatisfação com a administração municipal chefiada pelo Doutor Athos Avelino no tratamento dado à questão do meio passe estudantil.
No dia 27 de março passado, após a maior manifestação popular da história recente de Montes Claros, que reuniu cerca de 4 mil pessoas(segundo estimativa da Policia Militar e amplamente divulgada nos meios de comunicação), uma comissão, composta por 40 estudantes liderados pelas entidades estudantis e acompanhada do Vereador Lipa Xavier(autor do projeto que institui o meio passe), reuniu-se com os senhores Sued Botelho, vice-prefeito, e José da Conceição, então presidente da Transmontes, onde estes reafirmaram a intenção da Prefeitura de implementar esta política pública educacional.
Encaminhou-se que seria constituída uma comissão composta por sete representantes das entidades, pela Prefeitura e pelo vereador Lipa Xavier, que teria a tarefa de construir em 45 dias um projeto consensual entre as partes para ser enviado a câmara municipal.
As entidades já definiram os seus sete representantes, entretanto até o presente momento, passado mais de um terço do prazo estabelecido, não há resposta alguma do poder municipal.
Infelizmente a história se repete, pois não é primeira vez que o prefeito Athos Avelino se esquece do compromisso firmado com os estudantes.
Há pouco mais de dois anos atrás, mais especificamente no dia 22 de março de 2006, após outra grande manifestação estudantil, outra comissão de estudantes foi convidada ao 3º andar do palácio municipal, e desta vez recebida pelo próprio Athos Avelino, quando o chefe do executivo se comprometeu a implementar o meio passe, garantindo ainda que este seria incluído na licitação do transporte público que ocorreria na cidade, o que a história demonstrou que não aconteceu.
Aqui cabe um mea culpa das entidades. O movimento estudantil errou! Errou em ter simplesmente acreditado na boa fé do prefeito, e não ter, naquele momento, continuado pressionando, continuado mobilizando. Enfim, erramos, mas não erraremos mais!
Por isso, apesar do prazo firmado não ter se expirado, convocamos todos a rua para mais uma grande manifestação no dia 24 de abril (Quinta Feira) com concentração na praça Dr. Carlos a partir de 8 horas, para juntos, em uma só voz, lembrarmos aos donos do poder que os estudantes não serão enganados mais uma vez!


UJS - DCE Unimontes - UEE-MG - UCMG - UBES - UNE


O bicho vai pegar...


A Estrada vai além do que se vê!

O povo não pára de lutar

Danniel em atividade de formação da UJS - Montes Claros em 2006
Foto: Ariadne Carvalho

Hoje vamos publicar um artigo de um grande e combativo amigo, Danniel Coelho, estudante de Ciências Sociais da Unimontes, membro da Direção Estadual da União da Juventude Socialista (UJS), e uma das principais lideranças estudantis de Minas Gerais.

Apreciem sem moderação.





Considerações acerca da posição secundária do povo na visão historiográfica oficial.


*Danniel Ferreira Coelho



A historiografia oficial brasileira, desde seus primórdios, analisa e atribui características ao povo deste país, que em um primeiro momento aparentam-se elogiosas e até mesmo de exaltação, características implícitas em afirmativas do tipo “o povo brasileiro, é um povo pacifico...”, entretanto faz-se necessário um estudo mais profundo acerca desse tipo de frase, a fim de se compreender realmente os interesses contidos subliminarmente em tais afirmações.
“O povo brasileiro é um povo pacifico...”, realmente essa é uma idéia muito boa de se aceitar, ao analisar-se apenas de relance. O povo brasileiro não quer fazer guerras contra ninguém, participou, oficialmente, de poucas expedições militares em solo estrangeiro.(*salvo engano, se não se contar as expedições ocorridas na época do Brasil colônia e império, onde as fronteiras sul-americanas não estavam bem definidas, só me recordo de duas campanhas militares contra outros paises, que foram a Guerra do Paraguai, e a participação na 2ª guerra mundial). Contudo ao ir a fundo do significado da palavra “pacifico”, chegar-se-á o conceito de passividade, e esta é esta característica real que a historiografia da classe dominante quer atribuir ao povo brasileiro. Estes afirmam que as mudanças ocorridas no país ocorreram pela simples intervenção dos governantes, que a partir de reuniões em seus gabinetes, ou até mesmo às margens do rio Ipiranga, realizaram as mudanças nas estruturas da sociedade brasileira. Portanto o sofrido povo brasileiro deve esperar até que outro “iluminado” chegue ao poder e melhores as condições de sobrevivência da população.
A militância da União da Juventude Socialista não pode de modo algum acreditar em tais “balelas”, muito pelo contrário, deve sempre combatê-las. Deve combatê-las pois, além de serem essas idéias um artefato claro presente no arcabouço ideológico burguês, simplesmente não são verdadeiras. Toda a história da humanidade, portanto obviamente a do Brasil também, é marcada por mudanças no conjunto da sociedade, seja ela qual for, e estas têm como condição sine qua non a participação de amplas massas populares. Fundamental salientar que essas mudanças não foram “presentes” dados a essas massas, mas sim conquistados por ela. Portanto, é fato, e deve-se sempre enfatizar este, que o povo brasileiro quer paz, mas esta deve ser compreendida como um todo, e não em um contexto de submissão, o povo quer paz mas não aceita passividade, e isto é demonstrado em toda história do Brasil.
Um bom exemplo que merece ser citado, que expressa muito bem esse fato até mesmo no contexto Brasil colônia, é o da tentativa de invasão francesa em 1710. Nesse momento não havia nenhum tipo de sentimento de unidade nacional, que ligasse de norte a sul do país – talvez não existisse sentimento algum de que essa porção de terra toda que hoje se chama Brasil, fosse em si uma nação. Entretanto o sentimento de defesa da terra natal fez com que o povo agisse.
Os mais de mil soldados franceses desembarcaram no Rio de Janeiro em setembro de 1710, portando o que havia de última tecnologia em armamento de fogo de porte pessoal. Se a visão da historiografia oficial estivesse correta, o que teria acontecido seria que um governante “iluminado” e dotado de brilhante visão estrategista iria utilizar o exército para expulsar os invasores. Se o povo estivesse, naquele momento, esperando essa solução possivelmente este texto estaria sendo escrito em francês, pois o então governador estava recluso em seu palácio, vacilante em agir, e utilizando todos os soldados na sua própria defesa. O que ocorreu foi que logo após da chegada francesa, e sua penetração na cidade, aparentemente deserta e desguarnecida, na altura da rua direita, encontraram então a resistência local. Cerca de quinhentos jovens, que portavam majoritariamente paus e pedras, partiram com toda sua cólera para cima dos franceses, resultando no inicio da situação agonizante da invasão, que não resistira a força do povo brasileiro, sendo então sacramentado o fim da tentativa francesa em meados de março de 1711.
Ainda na analise do Brasil colônia, vários outros exemplos podem e devem ser dados para demonstrar a atuação determinada do povo brasileiro, pois essa história que a independência política junto a Portugal, aconteceu por que um belo dia, às margens de um exuberante rio Ipiranga, montado em um belo alazão branco, um príncipe português, imbuído de amor por essa terra que há tempos habitava, esbravejou destemidamente “independência ou morte” é uma enorme bobagem.
A autonomia política brasileira ocorreu devido a um longo processo de lutas que culminou com o acontecido de 7 de setembro de 1822. Talvez a luta mais simbólica desse longo processo, seja a ocorrida na então Vila Rica (hoje Ouro Preto-MG) centro fundamental da extração mineral, a chamada Inconfidência Mineira. O povo organizou e planejou uma grande revolta, substanciada ideologicamente pelos ideais de liberdade, igualdade e fraternidade da revolução liberal francesa. Entretanto seduzido pela idéia do ganho pessoal, um certo homem de sobrenome “dos Reis” (sobrenome sugestivo), que hoje é o símbolo nacional da delação, denunciou a revolta a um certo visconde, preparando assim as forças de coerção portuguesas a dissipar o evento.
Revoltas como essa aconteciam em todo o país; no Pará, na Bahia, no Maranhão, enfim em diversos locais, portanto o estado de colônia se tornava insustentável, por isso o príncipe, imbuído de oportunismo e não de amor, em conjunto com a classe dirigente política local, participou do que seria o fim do julgo português no Brasil.
Aos descendentes desse príncipe a historiografia oficial também atribui grandes feitos humanitários, como a assinatura da lei Áurea por uma tal princesa abolindo assim a escravidão negra no Brasil. É evidente que o fim do trabalho escravo no país (se é que se pode dizer que ele de fato acabou...) não foi um presente de uma princesa aos seus amados súditos, mas sim, foi fruto de muita pressão do povo, expresso no sentimento abolicionista que de sentimento se tornou um grande movimento e que tem sua expressão máxima na obra do grande poeta baiano Castro Alves.(que por seus feitos se tornou patrono da UJS).
Acerca do Brasil império existe outra besteira gigantesca que a historiografia oficial gosta de propagar, que é sobre seu fim. Quem nunca ouviu histórias que afirmam que enquanto os marechais se dirigiam para depor o filho do príncipe, então imperador, o povo simplesmente olhava e continuava a cuidar de suas próprias vidas, sem ter a menor idéia do que se passava. Histórias desse tipo dão a entender que em outro belo dia, esse em novembro de 1889, um grupo de “iluminados” chegou a brilhante conclusão que a republica era melhor que o império e então foram até a residência oficial, resolveram o problema tirando o monarca do poder, e o mandaram para Paris recebendo uma gordissima indenização mensal vitalícia como um pedido de desculpas pelo incomodo de ter sido deposto. Esse fato acima citado é somente o arranjo feito pela classe dominante para ceder às pressões populares. Durante todo o império houve intensa resistência e manifestação popular contra ele, em todos os cantos do país. Em quase todas as faculdades existentes havia clubes republicanos por exemplo. Por isso que o império caiu, se não fosse o povo ainda seria a Casa de Bragança a classe política dirigente do país.
É preciso compreender dialeticamente esses eventos, para não cair em contemplações paradoxais, que não entendem como um movimento popular gerou um governo burguês. Fundamental analisar-se a sociedade pelo modo que se produz suas riquezas, a partir daí compreender que quem possui esses meios de produção detêm o poder, portanto a política é somente um epifenômeno advindo do desenvolvimento desses meios de produção, entretanto avanços na estrutura de governo vigente, são fundamentais para o desenvolvimento de uma consciência revolucionária nas camadas populares, todavia até então essas camadas não possuíam essa consciência, o povo sabia que tinha que mudar a sociedade, só não sabia o que mudar, por isso que do império se implementou a republica velha, de um modo geral sendo uma troca de seis por meia dúzia.
Por falar em republica velha, a historiografia oficial alude a uma frase de um ex-governador mineiro a sua queda “... façamos a revolução antes que o povo a faça...”. Até mesmo o autor de tal frase reconhece a força do movimento das massas, mas a historiografia burguesa não. Antes de 1930, ano da queda da republica velha, várias manifestações claras da insatisfação popular eram expostas. Só pra citar alguns exemplos; a revolta dos dezoito do forte de Copacabana, a greve geral em São Paulo, a organização de um incipiente movimento sindical, a fundação do Partido Comunista do Brasil, a lendária coluna Prestes, a semana de arte moderna que representava a indignação perante o status quo, dentre outras. Depois de todos esses exemplos, ainda assim querem falar que quem derrubou o regime foi um caudilho gaúcho, com tendências ditatoriais, que ficou chateado por ter perdido as eleições, e resolveu depor o governo... Mais fácil acreditar em papai Noel!
A ascensão e queda desse caudilho, e depois a sua nova ascensão e sua nova queda foram apenas expressões da vontade popular. Diferentemente do outro regime ditatorial que ocorreu no Brasil.
Este outro ocorreu devido à aquisição real do povo da consciência revolucionária anteriormente citada. O povo compreendeu que somente iria transformar a sociedade a partir da mudança da produção de riquezas desta. A partir disso a classe dominante, para não perder seu controle da sociedade instaurou regime fascista em 1964, para controlar violentamente a população. A classe dominante compreendeu que dessa vez o povo queria realmente mudar as estruturas da sociedade, e por isso financiou o regime ditatorial.
Portanto, como se é notório, os militares ficaram aproximadamente 20 anos no poder. Para a historiografia burguesa aparentemente eles saíram simplesmente porque cansaram do poder. A partir de meados de 1970, com a troca de um general sanguinário, por um mais “light”, os próprios militares fizeram uma “auto-critica” de seus excessos e resolveram aos poucos, em um processo unilateral, fazer a redemocratização, até que em 1985 o último general saiu e em um gesto simbólico pediu para o povo se esquecer dele. Afirmam também que foi um governador de Minas que iria completar a redemocratização, mas este morreu, sendo então essa tarefa executada por um ex-apoiador maranhense dos militares. Fica o questionamento, quando a burguesia afirma que essa é a história da redemocratização do Brasil, ela o faz por ignorância ou por má fé? Provavelmente má-fé, pois é impossível ignorar o grande movimento de resistência a ditadura que houve no seio da sociedade. Quem pode se esquecer da efervescência do movimento estudantil, principalmente representado pela atuação de sua entidade máxima a União Nacional dos Estudantes, das epopéias homéricas das guerrilhas urbanas, da lendária e heróica guerrilha do Araguaia, onde foram destacados mais de 10.000 militares (segunda maior mobilização das forças armadas brasileiras, perdendo apenas para a campanha na segunda guerra mundial) para conter menos de uma centena de guerrilheiros, dentre diversos outros eventos que tanto orgulham a história do povo brasileiro. O fim da ditadura foi uma conquista do povo brasileiro, muitos colocaram a própria vida à disposição da causa, e isso é um fato impossível de ignorar.
Para finalizar, ausento-me do recurso da impessoalidade utilizado na escrita em 3º pessoa, para somente clarear um fato e reforçar a idéia. Quando nessa minha explanação recusei-me a citar os nomes dos personagens históricos, foi intencional para enfatizar a convicção de que a história não se faz pela atuação fantástica de determinados “iluminados”, e sim pela constante atuação do povo na luta pelos seus interesses. A única exceção foi a citação nominal de Castro Alves, mas esta fiz questão pois como já disse, esse é o patrono da UJS.

*estudante de Ciências Sociais da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), membro da Direção Estadual da União da Juventude Socialista em Minas Gerais (UJS).



A Estrada vai além do que se vê!

terça-feira, 15 de abril de 2008

Se Liga 16!


A Estrada vai além do que se vê!

Romário é 11!


E o baixinho parou!

O futebol perde uma de suas estrelas e a torcida brasileira fica órfã de um dos maiores artilheiros da história.

Fiquem com a postagem de hoje do Blog do Petta.



Valeu, Romário!

Romário de Souza Faria, 42 anos e 1002 gols, oficializou nesta segunda-feira sua aposentadoria. No lançamento de um DVD sobre sua carreira, o Baixinho afirmou que abandona os campos porque o futebol deixou de ser técnico e passou a ser físico. Dono de grandes façanhas - como os 1000 gols e a eleição de melhor jogador pela Fifa -, Romário encheu os olhos dos brasileiros com belos gols e foi um dos maiores responsáveis pela conquista da Copa de 94, depois de um jejum de 24 anos da Seleção Brasileira.A falta de pudor para falar o que dava na telha também marcou a carreira do artilheiro. Deixamos aqui algumas de suas frases mais célebres, fazendo referência a um dos maiores atacantes que o Brasil já teve. Valeu, Romário!

"Quando eu nasci, Deus apontou o dedo e disse: esse é o cara."

"Pelé calado é um poeta"

"Tenho uma relação íntima com a noite. Ela sempre foi minha amiga. Quando saio, estou contente e marco gols."

"Técnico bom é aquele que não atrapalha."

"Treinar pra quê se eu entro em campo e já sei o que fazer"


A Estrada vai além do que se vê!

sexta-feira, 11 de abril de 2008

A juventude pede passagem

Essa cena vai se repetir!

Reproduzimos abaixo texto publicado ontem n' O Norte.net. Nele o articulista político Eduardo Brasil denuncia a possibilidade de engavetamento da proposta de criação do meio-passe estudantil no transporte coletivo urbano. Nunca é demais lembrar que, em recente pesquisa do Instituto DataTempo/CP2, Athos Avelino (PPS), o atual prefeito de Montes Claros teve sua administração reprovada por 59,61% dos entrevistados. Além disso, a mesma pesquisa mostra que, nas intenções de voto pras eleições deste ano, Athos está num vexatório quarto lugar, com apenas 11,82%.

É melhor abrir o olho, a estudantada está pronta pra ocupar as ruas da cidade novamente!


A luta continua


Percebendo que estão sendo vítimas de mais uma mentira dos efêmeros poderosos da Cula Mangabeira, os estudantes de Montes Claros ameaçam tomar novamente as ruas da cidade em protesto pelas promessas não-cumpridas de Athos Avelino. E garantem que dobrarão o número de manifestantes que lutam pelo meio-passe nos lotações – que na última passeata passaram dos três mil.
Apesar de estar pagando seus pecados pelos métodos execráveis com que procura, na marra, se firmar como o governo de todos os tempos, a administração do prefeito Athos Avelino nada mais faz do que continuar insistindo em recursos que a aproximam cada vez mais do cadafalso eleitoral.
Quer dizer, a administração de Athos Avelino não toma jeito: em ano eleitoral, ainda que tomada de pretensões políticas pra lá de incertas, ou inúteis, convenhamos, continua incorrendo em pelo menos dois erros que lhe serão fatais, ainda mais, nas urnas de outubro: na arte de prometer e não cumprir e de anunciar o que não existe – ou que não lhe pertence.
Haja rejeição. Comecemos, pois, pela propaganda maciça que o executivo continua impondo ao cidadão através de mídias caras (pagas por ele) e em horários nobres da televisão, assumindo, na maior cara de pau, obras do governo estadual como se fossem suas. Nem mesmo a ação da justiça, que recentemente proibiu a veiculação de uma dessas peças promocionais (bancada, dizem, pela ACI) freou o ímpeto do pessoal da Cula Mangabeira e a publicidade enganosa, ainda que sem o seu garoto-propaganda predileto continua nas telinhas demasiadamente onerosas ao povo, sem a menor economia, ou o mínimo de pudor.
Passemos agora para outro embuste – o das promessas, outra marca registrada (ou a principal) do governo atual, segundo aponta pesquisa divulgada nesta semana.
Exímio nessa arte, a gestão municipal continua promovendo o engodo que causa ojeriza ao povo, e que aumenta perigosamente, a cada dívida, a cada dúvida, a rejeição do eleitor em relação a uma administração que ele já vê como a do faz-de-conta.
Os estudantes que o contem.
Depois de serem enganados pelo executivo, em 2006 e 2007, eles novamente se sentem ludibriados, agora, em 2008, na questão do meio-passe nos lotações da cidade. É que a administração prometeu, ainda que sob pressão do protesto estudantil, na semana retrasada, indicar seus representantes para integrarem comissão especial visando à elaboração consensual, junto aos estudantes e a membros da câmara municipal, de projeto de lei instituindo o benefício.
Não cumpriu.
Nem mesmo a manifestação de dias atrás, quando mais de três mil estudantes tomaram as ruas da cidade, até cercarem o prédio da prefeitura, exigindo que o executivo enviasse ao legislativo a matéria prevendo o benefício, parece ter surtido efeito, dado um jeito na incompetência e indiferença do paço.
Por isso, anotem, os estudantes não ficarão imóveis. De acordo com o vereador Lipa Xavier, que busca a implantação do meio-passe no transcurso de quase duas décadas, quando a categoria perceber que está, de novo, sendo enganada pelo prefeito, repetirá a manifestação, tomando novamente as ruas da cidade.
Desta vez, informam, com mais de três mil manifestantes, uma vez que está sendo buscada a adesão de outros vários segmentos da sociedade ao movimento popular. Segmentos que, a exemplo dos estudantes, se sentem logrados pela administração municipal.



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quinta-feira, 10 de abril de 2008

Flamengo dança a chicha* em Cuzco

Quanto é a passagem pro Japão?


E a lógica prevaleceu!
Apesar de toda a ladainha sobre jogos de futebol em altitudes elevadas, o Mengão não tomou conhecimento dos peruanos do Cienciano e sapecou 3X0 em pleno Garcilaso de la Veja. O belo estádio estava tomado por cerca de 40.000 ensandecidos torcedores do time local e alguns abnegados torcedores rubro-negros, demonstrando mais uma vez porque a Nação é a maior do mundo.
O Flamengo começou imprimindo um bom ritmo de jogo mas, aos poucos foi perdendo o comando da meia cancha para o esforçado time peruano, terminando o primeiro tempo num justo 0X0.
No segundo tempo a história foi outra. O Flamengo voltou com maior ímpeto e não perdoou o time local. Em bela jogada de Souza, Renato Augusto abriu o placar aos oito minutos. Logo aos 18 minutos, Balazar foi expulso, ampliando ainda mais o domínio do escrete rubro-negro. Aí foi só garantir o passeio da moçada. Aos 32 minutos, Toró (um dos destaques da partida), recebeu belo passe de Ibson, que voltou a jogar bem, e mandou a segunda pro fundo das redes do atônito goleiro Flores.
Como toda grande apresentação tem um lance final, o de ontem saiu pelos pés de Juan. Após Marcinho, que havia entrado minutos antes no lugar de Renato Augusto, sofrer falta na entrada da área, o lateral esquerdo do Mengão coroou ótima atuação com um golaço de falta, fechando assim o caixão dos peruanos e colocando uma pedra de vez na polêmica da altitude.
O Flamengo é líder do grupo 4 e enfrenta o já eliminado Coronel Bolognesi na última rodada da fase de classificação no Maracanã, no próximo dia 23. Basta vencer pra garantir o primeiro lugar do grupo. Antes porém enfrentaremos o bostafogo no próximo domingo, valendo vaga na final da Taça Rio. Podem preparar os lenços alvinegros, a choradeira vai ser geral!
Paixão sem fronteiras


O Dragão acabou com o semestre gremista
Gremista sorrindo a toa por levar cabeçada nas costas

Outro rubro-negro que se deu bem ontem foi o Atlético Goianiense, o Dragão da Campininha. Em pleno Estádio Olímpico em Porto Alegre, o Atlético eliminou o Grêmio da Copa do Brasil nos pênaltis, após derrota por 2X1 no tempo normal (mesmo placar do primeiro jogo no Serra Dourada). Agora o Dragão, do meu amigo Tarcione, enfrentará o São Caetano pelas oitavas-de-final da competição, enquanto o Grêmio encara a decepção da segunda eliminação na mesma semana e vai chorar na cama que é lugar quente, ao lado de outro gaúcho é claro.


*dança peruana típica

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Manu reforça necessidade de reforma política no Programa do Jô


Na última terça-feira (8/4), a Deputada Federal Manuela D’Ávila (PCdoB-RS) foi entrevistada pelo gordo mais chato da televisão mundial (empatado tecnicamente com o Faustão), no Programa do Jô.
A entrevistada abordou a necessidade de maior inserção da juventude e da sociedade brasileira na política, ressaltando a baixa representatividade juvenil no Congresso Nacional. Manuela, pré-candidata a Prefeitura de Porto Alegre, apontou também a necessidade de uma urgente reforma política, com destaque para o financiamento público de campanhas o que, segundo ela, diminuiria a possibilidade de “caixa dois” e de prevalecimento do poderio econômico nas eleições.

Pra quem não assistiu, veja a entrevista completa aqui.
Vale a pena também dar uma conferida no
E aí Beleza? Portal da Deputada

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Bienal é na Bahia!


Ainda não foi desta vez que os mineiros terão o privilégio de sediar a Bienal de Arte, Ciência e Cultura da União Nacional dos Estudantes (UNE). Apesar dos inúmeros esforços feitos pela diretoria da União Estadual dos Estudantes (UEE-MG) e da Prefeitura de Ouro Preto, a cidade escolhida para sediar a 6ª Bienal da UNE é Salvador, a capital da Bahia de Todos os Santos.
Apesar da torcida pela histórica cidade mineira, tenho certeza que a Bienal na Bahia, sede da primeira edição do evento em 1999, será um grande sucesso.


Confiram matéria publicada hoje no Portal Estudantenet e no Blog do CUCA:




O tema da sexta edição do evento será "O povo brasileiro e a formação da cultura brasileira"


A cidade de Salvador (BA) se transformará na capital da cultura universitária em fevereiro de 2009. Trata-se da 6ª Bienal de Arte, Ciência e Cultura da UNE. A iniciativa da entidade recebeu apoio do governo do Estado durante reunião com Jaques Wagner realizada em março deste ano.
Com início previsto para a primeira quinzena de fevereiro, o evento terá duração de seis dias e trará a Mostra Estudantil de Artes Cênicas, além de música, literatura, ciência, tecnologia e artes visuais. A 6ª Bienal terá a participação não apenas de estudantes universitários, mas também de secundaristas e pós-graduandos.
A sexta edição da Bienal comemora também o aniversário de 10 anos do evento, que também ocorreu em Salvador, e de 30 anos da realização do Congresso para a Reconstrução da UNE.
De acordo com o diretor de cultura da UNE, Rafael Simões, o evento conta com o apoio do governo do estado da Bahia, "que foi muito receptivo e se propôs a criar um grupo de trabalho das Secretarias da Cultura e Educação da Bahia, para atuar em conjunto com a UNE nos preparativos para o Bienal".
O local que abrigará o evento em Salvador ainda não foi definido pela Diretoria de Cultura da UNE, mas o objetivo é a escolha de um espaço que seja integrado com o cotidiano da cidade. Entre os possíveis locais estão: Teatro Castro Alves, Museu de Arte Moderna (MAM), Passeio Público, Teatro Vila Velha ,Faculdade de Belas Artes da UFBA e Farol da Barra.
Esse é um dos principais eventos de cultura do País e contribui para a consolidação do desenvolvimento da arte no meio estudantil, além de fortalecer o Circuito Universitário de Cultura e Artes (CUCA) da UNE e os pontos de cultura ligados à entidade.
Segundo Rafael, "a realização desta bienal é importante porque, entre seus objetivos, está o papel de disseminar o conhecimento entre jovens a respeito da formação do Brasil e das diversas culturas que a compõe".
A definição do local acontecerá durante o lançamento da Bienal, que ocorrerá entre os dias 13 a 15 de junho, em Salvador.


Da Redação do Estudantenet


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quarta-feira, 9 de abril de 2008

Quarta

Me perdoem os frequentadores deste espaço, mas hoje é um dia muito triste pra mim, deixo só a letra de uma música que relata bem o que vivo.


Bicho de Sete Cabeças

Composição: Zé Ramalho, Geraldo Azevedo e Renato Rocha



Não dá pé


Não tem pé, nem cabeça


Não tem ninguém que mereça


Não tem coração que esqueça


Não tem jeito mesmo


Não tem dó no peito


Não tem nem talvez ter feito


O que você me fez desapareça


Cresça e desapareça...




Não tem dó no peito


Não tem jeito


Não tem ninguém que mereça

Não tem coração que esqueça


Não tem pé, não tem cabeça


Não dá pé, não é direito


Não foi nada


Eu não fiz nada disso


E você fez


Um Bicho de Sete Cabeças...




Não dá pé


Não tem pé, nem cabeça


Não tem ninguém que mereça (Não tem ninguém que mereça)


Não tem coração que esqueça (Não tem pé, não tem cabeça)


Não tem jeito mesmo


Não tem dó no peito (Não dá pé, não é direito)


Não tem nem talvez ter feito (Não foi nada, eu não fiz nada disso)


O que você me fez desapareça (E você fez um)


Cresça e desapareça... (Bicho de Sete Cabeças)




Bicho de Sete Cabeças!


Bicho de Sete Cabeças!


Bicho de Sete Cabeças!




A Estrada vai além do que se vê!

terça-feira, 8 de abril de 2008

Manifesto da Mídia Livre

Navegando pelo Blog do Rovai, editor da Revista Fórum, me deparei com o Manifesto da Mídia Livre, que coletivizo com vocês, defensores da democratização da mídia brasileira.




(07/04/2008 17:09)
Publico a seguir o Manifesto da Mídia Livre. Ele foi elaborado a partir de inúmeras conversas entre alguns dos 42 presentes no encontro realizado no Hotel Maksoud Plaza em 8 de março último. A novidade é que ele convoca um grande Fórum da Mídia Livre para os dias 16 e 17 de maio, a ser realizado na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Daqui a alguns dias este site estará divulgando o evento com mais detalhes. Mas é muito importante que este manifesto circule para que comece suas idéias, propostas, preocupações etc. passem a ser debatidas. E em breve também divulgaremos um site para que o manifesto receba assinaturas dos que o apóiam.


Manifesto da Mídia Livre

O setor da comunicação no Brasil não reflete os avanços que ao longo dos últimos trinta anos a sociedade brasileira garantiu em outras áreas. Isso impede que o país cresça democraticamente e se torne socialmente mais justo.

A democracia brasileira precisa de maior diversidade informativa e de amplo direito à comunicação. Para que isso se torne realidade, é necessário modificar a lógica que impera no setor e que privilegia os interesses dos grandes grupos econômicos.

Não se pode mais aceitar que os movimentos sociais que conquistaram muitos dos nossos avanços democráticos sejam sistematicamente criminalizados, sem condições de defesa, pela quase totalidade dos grupos midiáticos comerciais. E que não tenham condições de informar suas posições com as mesmas possibilidades e com o mesmo alcance à disposição dos que os condenam.

Um Estado democrático precisa assegurar que os mais distintos pontos de vista tenham expressão pública. E isso não ocorre no Brasil.

Também precisa criar um amplo e diversificado sistema público de comunicação, no sentido de produzido pelo público, para o público, com o público. Tal sistema deve oferecer à sociedade notícias e programação cultural para além da lógica do mercado.

Por fim, um Estado democrático precisa defender a verdadeira liberdade de imprensa e de acesso à informação, em toda sua dimensão política e publica. E ela só se dá quando cidadãos e grupos sociais podem ter condições de expressar idéias e pensamentos de forma livre, e de alcançar de modo equânime toda a variedade de pontos de vista que compõe o universo ideológico de uma sociedade.

Para que essa luta democrática se fortaleça, os que assinam este manifesto convidam a todos que defendem a liberdade no acesso e na construção da informação a participarem do 1º Fórum da Mídia Livre, que se realizará na Universidade Federal do Rio de Janeiro, nos dias 16 e 17 de maio de 2008.

Os que assinam esse manifesto apresentam a seguir algumas propostas, preocupações e idéias, que, entre outras, serão debatidas no Fórum de Mídia Livre.

Nos declaramos a favor de que:

- O Estado atue no sentido de garantir a mais ampla diversidade de veículos informativos, da total liberdade de acesso à informação e do respeito aos princípios da ética no jornalismo e na mídia em geral;

- Realize-se com a maior urgência a Conferência Nacional de Comunicação que discutirá, entre outras coisas, um novo marco regulatório para o setor, com o objetivo de limitar a concentração do mercado e a formação de oligopólios;

- A inclusão digital seja tratada com a prioridade que merece e que o investimento nela possibilite o acesso a canais em banda larga a toda a população, para que isso favoreça redes comunitárias (WiFi) e faixas em espectro livre;

- As verbas de publicidade e propaganda sejam distribuídas levando em consideração toda a ampla gama de veículos de informação e a diversidade de sua natureza; que os critérios de distribuição sejam mais amplos, públicos e justos, para além da lógica do mercado; e que ao mesmo tempo o poder público garanta espaços para os veículos da mídia livre nas TVs e nas rádios públicas, nas suas sinopses e meios semelhantes;

- O Estado brasileiro atue no sentido de apoiar as iniciativas das rádios comunitárias e não o contrário, como vem acontecendo nos últimos anos;

- O Estado brasileiro considere a possibilidade de a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos atue na área de distribuição de periódicos, criando uma nova alternativa nesse setor;

- O Cade intervenha no atual processo de concentração de distribuição de periódicos impressos, evitando a formação de um oligopólio que possa atingir a liberdade de informação;

- A Universidade dê sua contribuição para a democracia nas comunicações, em seus cursos de graduação e pós-graduação em Comunicação Social, formando profissionais críticos que possam contribuir para a produção e distribuição de informação cidadã;

- A revisão do processo de renovação de concessões públicas de rádio e TVs, já que nos moldes atuais ele não passa por nenhum controle democrático, o que possibilita pressões e negociações distantes dos idéias republicanos, levando à formação de verdadeiras capitanias hereditárias na área;

- A sistematização e divulgação de demonstrativos dos gastos com publicidade realizados pelo Judiciário, pelo Legislativo e pelo Executivo, nas diferentes esferas de governo;

- A definição de linhas de financiamento para o aporte tecnológico e também para a constituição de empreendimentos da mídia livre e sem fins lucrativos com critérios diferentes do que as concedidas à mídia corporativa e comercial; e que isso seja realizado com ampla transparência do montante de recursos, juros e critérios para a obtenção de recursos;

- Que há condições para que o movimento social democrático brasileiro e também os veículos da mídia livre mobilizem recursos e esforços para constituir um portal na internet, um portal capaz de abrigar a diversidade das expressões da cidadania e de garantir a máxima visibilidade às iniciativas já existentes no ciberespaço.



A Estrada vai além do que se vê!

Manu no Jô


Depois de mais um período de hibernação, o Blog volta a ser atualizado hoje. Nos próximos dias informaremos sobre as atividades que participei recentemente: A III Conferência Estadual de Meio Ambiente e o Encontro da Comissão Auxiliar de Meio Ambiente do Comitê Estadual do PCdoB, ambas realizadas em Belo Horizonte.

Mas iniciamos o dia com uma dica. Apesar de não ser telespectador, e de antipatizar com o entrevistador egocêntrico, hoje vai rolar no Programa do Jô uma entrevista com minha amiga, a deputada federal Manuela D'Ávila (PCdoB-RS). O programa começa a ser exibido na TV Globo às 23:55. Vale a pena ficar acordado até mais tarde pra conferir.


Leia também: Ibope: Fogaça perde para Manuela ou Rosário num 2º turno, reportagem publicada no Portal Vermelho no último domingo.



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terça-feira, 1 de abril de 2008

Dias de luta

Neste primeiro de abril, conhecido nacionalmente como o dia da mentira, vamos deixar como dica, artigos sobre um momento histórico que bem poderia ter sido uma mentira mesmo: o golpe militar de 1964.

1º de abril: 44 anos do incêndio da sede da UNE e da UBES, no Rio

A sede da UNE na Praia do Flamengo foi invadida, saqueada e queimada pelo regime militar

No dia 1º de abril de 1964, a ditadura militar invadiu, saqueou, incendiou e destruiu a sede da UNE e da UBES, na Praia do Flamengo, 132, no Rio de Janeiro.

A UNE e a UBES, entidades que representam estudantes de todo o País, junto com outras instituições brasileiras, formavam a Frente de Mobilização Popular, movimento que defendia mudanças sociais profundas, como a reforma universitária no contexto das reformas de base propostas no governo Jango.

Logo após o incêndio, o regime militar retirou a representatividade das entidades, por meio da Lei Suplicy de Lacerda e colocou o movimento estudantil na ilegalidade. As universidades eram vigiadas, intelectuais e artistas reprimidos e o Brasil escurecia.

Apesar de toda a repressão, as entidades continuaram a existir clandestinamente e a lutar firmemente contra a ditadura instalada no País. Vários estudantes foram torturados e assassinados nesse período de sombras pelo qual passava o Brasil.

Recentemente, a UNE e a UBES recuperaram o terreno da sede, ocupando o lugar após uma grande passeata realizada em 1º de fevereiro de 2007. Os estudantes se mantiveram acampados ali e, posteriormente, as entidades venceram na Justiça a disputa contra um estacionamento ilegal que havia se apoderado do local.

Depois da volta pra casa, os estudantes agora querem a reconstrução da nova sede e de um Centro Cultural. O projeto foi doado às entidades pelo arquiteto Oscar Niemeyer e, para que vire realidade, o movimento estudantil criou a campanha Meu Apoio é Concreto. Esta campanha busca apoio de diversos segmentos da sociedade, por meio de eventos e atos públicos.

Após 44 anos da destruição, estudantes se mobilizam em prol da reconstrução da sede, que voltará a ser referência das reivindicações dos estudantes e também pólo cultural como foi em 1968 com o Centro Popular de Cultura (CPC). Atualmente o espaço já é palco de diversas atividades culturais, comandadas pelo Centro Universitário de Cultura e Arte do Rio de Janeiro (CUCA-RJ).


Da Redação do Estudantenet


Leiam também:

O 1º de abril de 1964 visto com os olhos de 2008, artigo de Bernardo Joffily, publicado no Portal Vermelho.

Congresso da UNE 68: quando a defesa de teses acontece na cadeia, artigo de Augusto César Petta, publicado também no Portal Vermelho.


Especial: Regimes militar na Argentina e no Brasil, também publicado na página da Revista Fórum.

Opinião: Assassinaram um estudante. Poderia ser seu filho, artigo do Augusto Buonicore, publicado no Portal Vermelho e na página da Revista Fórum.


A Estrada vai além do que se vê!

Eder na homenagem ao Galo em Brasília

Eder feliz da vida com o Presidente do Galo, Ziza Valadares

Meu grande amigo Eder Borborema, atleticano de quatro costados, caiu de para-quedas na comemoração do centenário do Galo em Brasília, e contou tudo no Blog do Zeder, confiram:


Clube Atlético Mineiro homenageado na Câmara dos Deputados

Estive lá, assinei a lista de presença, cantamos abraçados o Hino do Galo na rampa do congresso nacional, conversei e tirei foto com o Ziza Valadares (em breve a foto aqui no blog).

Opa, a história não foi tão simples assim..

Bem, ás vezes volto do trabalho de ônibus ou mesmo à pé. Moro na Vila Planalto e trabalho na Esplanada, vendo no mapa é perto mas são cerca de 3km de ponta a ponta da Esplanada passando pelo Palácio da Alvorada e arquitetura moderna por todos os lados.

Hoje, segunda-feira, foi como quase todos os dias. Ou seria como quase todos os dias se ao passar pelo Palácio da Justiça ao Senado eu não tivesse olhado para o lado e visto a rampa do Congresso Nacional tomado por bandeiras da Candangalo e uma torcida apaixonada entoando o hino de justamente o meu Clube Atlético Mineiro, o meu Galo. Corrí para ver subvertendo o trânsito contornando os carros ví que era isso mesmo, pois eu não estava acreditando. Pisei na grama como aquele jogador que entra aos 40 minutos do segundo tempo para virar o jogo, esquecí o protocolo de lado e me apressei cantando o hino junto com os que estavam lá. Ainda distante dava pra ouvir de longe os versos que por tantas vezes me emocionei. Descendo o gramado de acesso à rampa do Congresso eu não pensava em mais nada, mas revezava euforia e a razão; euforia de estar alí justo naquele momento e razão para não me exaltar de mais, para chegar mais próximo e não ser contido pelos seguranças. Cheguei perto dos fotógrafos e ainda no meio do Hino, uma voz que me viu descendo o gramado disse: pode vir. Fui. E terminei de cantar abraçado e entre aqueles que alí estavam honemageando o centenário do maior Galo do mundo.

Após as fotos vieram a mim perguntar de onde vim, expliquei e disse que estava emocionado. Perguntaram o meu nome e eu disse sonoramente "Éder, em homenagem ao jogador do Galo". Foi a medida para que chamassem o Ziza pra vir me ver. Eu disse a ele o quanto eu estava feliz e alguém me disse que eu era um exemplo de torcedor do Galo, sinônimo de apaixonado, logo me lembrei do quanto eu fico com cara de bôbo quando estou muito emotivo mas não me importei muito com aparências afinal também somos sinônimo de raça quando esta significa determinação e coragem.

Ganhei bandeira, bandana e revista. Adorei os presentes mas o maior presente mesmo foi cantar o Hino e olhar nos olhos daquelas pessoas e ver a mesma emoção que eu via nos estádios.

GAAAALLOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!

É isso aí, sofrendo mas alegres (hehehe).

Em homenagem aos bravos atleticanos, vai aí uma enquete:

Atleticano,o seu voto é muito importante nesse momento histórico do seu time.

Em sua opinião, qual deve ser a frase do centenário?

A. Atlético e Dercy, 100 anos me fazendo rir.

B. 100 anos, 1 título.

C. 100 anos sem Libertadores.

D. 99 anos na primeira divisão.

E. Na primeira divisão desde 2007.

F. Galo 100 anos - O importante é competir.

G. Atlético e Niemeyer, 100 anos vivendo de projeto.

H. Galo 100 anos, quase 100 nada !!



A Estrada vai além do que se vê!