sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

2º Congresso da CTB será em setembro

O 2º Congresso Nacional da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) vai ocorrer em setembro de 2009 e elegerá a nova direção para um mandato de quatro anos. Caberá à executiva da entidade definir os dias exatos e o local do encontro.

Todas essas decisões foram tomadas pela direção plena da CTB, que se reuniu na terça (16) e quarta-feira (17), em Salvador — poucos dias depois de a fundação da central completar um ano.

O primeiro dia da reunião foi marcado por um debate entre o presidente do PCdoB, Renato Rabelo, e o primeiro vice-presidente do PSB, Roberto Amaral. Os dois dirigentes abordaram a atual crise econômica, desde sua natureza até seus nefastos impactos para os povos e, especialmente, os trabalhadores.

A reunião fez também um balanço do primeiro ano de atuação da CTB. Na opinião da direção plena, o principal feito foi a legalização da central em tempo tão exíguo. “Completamos um ano agora, no dia 12 de dezembro, e estamos hoje com 523 sindicatos filiados à central. É um êxito muito grande”, disse ao Vermelho o secretário-geral da CTB, Pascoal Carneiro.

No segundo dia, os diretores fixaram as metas de filiação por estados e o calendário de ações da central para 2009. A reunião foi concluída com a aprovação de uma nota de apoio ao piso do salarial do magistério e a “Resolução da Diretoria Plena da CTB”.

Confira abaixo a íntegra dos documentos.

RESOLUÇÃO DA DIRETORIA PLENA DA CTB

Salvador, 17 de dezembro de 2008.

A direção nacional da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), reunida nos dias 16 e 17 de dezembro de 2008, em Salvador, Bahia, convoca o II Congresso da Central para o mês de setembro de 2009, em dias e local a serem definidos posteriormente pela sua executiva.

O II Congresso da CTB cumpre deliberação estatutária do Congresso de sua fundação e elegerá a direção da Central para os próximos quatro anos. Será um momento de particular importância de reafirmação dos princípios classistas, democráticos e de centralidade do trabalho como fonte de valor e origem de toda riqueza social.

A gravidade da atual crise estrutural do capitalismo e os novos desafios que ela coloca para a classe trabalhadora realçam a importância política do II Congresso da CTB, que deve se constituir como espaço e lugar privilegiados de debate e decisão sobre alternativas para a crise que contemplem os direitos dos trabalhadores e apontem para a construção de um modelo de desenvolvimento em que o crescimento econômico tenha por fonte a valorização do trabalho, a integração regional soberana e, por horizonte, o socialismo.

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) é uma organização sindical classista, democrática, plural e de luta, que mantém sua independência frente ao Estado, aos partidos e aos patrões. Surge em nosso país por uma necessidade objetiva da classe trabalhadora brasileira de ter uma representação capaz de conduzir a luta em defesa de seus interesses imediatos de classe e de seus objetivos libertários, estratégicos.

Nesse momento o neoliberalismo, formato do capitalismo travestido como moderno e absoluto, sofre duro revés político, econômico e, sobretudo, ideológico. Sucumbem suas premissas da auto-regulação pelo mercado e do Estado mínimo, sem ter sequer um papel regulador.

Esse novo ambiente se entrelaça com a crescente luta política de classes entre os projetos que disputarão em 2010 os rumos do Brasil.

Ao convocar seu II Congresso, a CTB conclama todos os filiados a unificar esforços na efetiva consolidação e fortalecimento de nossas instâncias estaduais, fincar fortes raízes nas organizações sindicais de base, aprofundar a articulação com os movimentos sociais e avançar na democratização e unidade do movimento sindical no Brasil, na América Latina e no mundo. Só assim poderemos cumprir papel relevante na defesa classista dos trabalhadores e de todo o povo brasileiro.

A Direção Plena da CTB


Nota da CTB: Todo apoio ao piso do magistério

Todo apoio à lei 11738/2008, que estabelece, pela primeira vez na história, um piso salarial para o magistério.

Bandeira histórica da categoria, o piso teve uma longa trajetória. Foram 14 meses de discussão até a sua aprovação por unanimidade no Congresso Nacional e sanção do presidente. Portanto, uma conquista dos educadores (as) brasileiros (as) que se constitui num instrumento da valorização dos(as) professores(as) nos estados e municípios.

Não podemos nos calar frente ao questionamento a respeito da constitucionalidade da lei que estabelece o piso nacional por parte de alguns governadores.

A CTB se posiciona com firmeza em defesa do piso do magistério, compreendendo que a sua implementação em 2009 se constituirá num importante elemento para a implementação de uma educação pública de qualidade para as crianças, jovens e adultos brasileiros(as).

De Salvador, André Cintra para o Portal Vermelho

Leia também:
Em plebiscito, metroviários de SP escolhem CTB a sua central


A Estrada vai além do que se vê!

Nenhum comentário: