O estudante da USP Augusto Chagas é o novo presidente da UNE
No Congresso mais representativo de sua história, a União Nacional dos Estudantes (UNE) elegeu o paulistano Augusto Chagas, de 27 anos, são paulino declarado e fã de Telê Santana, estudante de sistemas de informação da Universidade de São Paulo (USP-Campus Leste). Augusto estará à frente de uma das mais importantes e tradicionais organizações da sociedade civil brasileira no próximo biênio.
A partir desse domingo (19), ele passa a figurar entre o seleto grupo dos que chegaram à presidência da UNE, nomes peso-pesado como José Serra, Aldo Arantes, Aldo Rebelo, Lindberg Farias e Orlando Silva Jr.
O novo presidente foi eleito com 71,8% dos votos pela chapa "Avançar nas mudanças" formada pelas forças Juventude Popular Socialista (JPS), Kizomba, Mudança, Mutirão e União da Juventude Socialista (UJS) e terá o compromisso de aprovar o Projeto de Lei da Reforma Universitária elaborado por estudantes de todo o Brasil em tramitação na Câmara dos Deputados, ver reerguida a nova sede da UNE na Praia do Flamengo e encampar a luta por mais acesso a universidade, ampliação do Programa Universidade para Todos (ProUni), pelo combate ao neoliberalismo, pela diminuição das desigualdades e distribuição de renda. "O Brasil vive um período em que os avanços democráticos são concretos e possíveis", avalia Augusto.
Augusto atribui ao fato de ter tido contato com o movimento estudantil no primeiro ano de faculdade aos 19 anos a ampliação de sua visão sobre o mundo. "Fazer parte do movimento estudantil é como cursar uma segunda universidade. É um espaço que favorece a formação humanista, de cidadão crítico e comprometido com seu papel na sociedade e na transformação do Brasil".
Nascido na capital paulista, Augusto morou em Rio Claro, interior do estado, onde presidiu o Diretório Acadêmico da Unesp-Rio Claro e o DCE da UNESP/Fatec e, por duas vezes, foi presidente da União Estadual dos Estudantes de São Paulo (UEE-SP) nas gestões 2005-2007 e 2007-2009.
Com a experiência de quem esteve a frente da entidade que representa os universitários paulistas, ele sinaliza a radicalização nas pressões por mudanças no país, mobilizando um número cada vez maior de estudantes de diferentes linhas de pensamento para a lutas da UNE.
"Somos parte de uma nova era que discuti os avanços do Brasil, os avanços na educação e levantamos a bandeira do movimento estudantil, porque a UNE é parte de tudo isso e essa nova gestão, com Augusto presidente vai continuar a luta da entidade, que é uma luta história", disse Lúcia Stumpf, que passou o cargo neste domingo a Augusto.
À frente da UNE, Augusto é consciente da responsabilidade que tem em mãos e sonha com em fazer a União Nacional dos Estudantes do tamanho do país. O 51º Congresso da UNE aconteceu em Brasília, entre os dias 15 a 19 de julho, e reuniu cerca de 10 mil pessoas, sendo mais de 5 mil delegados com direito a voto, eleitos em 92% das instituições de ensino superior do Brasil.
Do EstudanteNet
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O Encontro começou por volta das 11h da manhã. A presidente da UNE, Lúcia Stumpf, abriu o evento com um discurso que reforçou a necessidade de mudanças na estrutura do ensino superior brasileiro e reivindicou que 10% do PIB seja revertido à educação. Ela afirmou que a democratização do ensino é um direito de todos e que estamos caminhando neste quesito. "Estamos aqui para garantir que a universidade não reproduza o cenário de exclusão social. Por isso, exigimos a radical democratização do acesso ao ensino superior".
Outro ponto importante levantado por Lúcia no Encontro foi a regulamentação das universidades privadas, proposta que está no Projeto de Reforma Universitária da UNE em tramitação na Câmara dos Deputados. O alto custo das universidades privadas faz com que muitos sejam excluídos da realidade acadêmica. "A educação não é mercadoria. Torna-se cada vez mais necessária a regulamentação para que os valores não sejam abusivos. Isso tem ligação direta com esse encontro", disse a presidente da UNE.







Com Rodrigo "Cupim"
Wadson, professor Luiz Cláudio, Daniel Dias, presidente do DCE Unimontes e deputado Carlin Moura
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