terça-feira, 5 de agosto de 2008

UNE cai na estrada


Há 9 dias do início das atividades, o EstudanteNet apresentou os temas desta iniciativa inédita em parceria com o Ministério da Saúde.

No dia 12 de agosto será dada a largada, no Rio de Janeiro, para a Caravana da UNE: Saúde, Educação e Cultura, com a presença do Presidente Lula. Serão mais de três meses de viagem, aproximadamente 32 mil quilômetros de estradas passando por 41 universidades públicas e privadas do Brasil dos 26 estados, mais o Distrito Federal. Na bagagem, a idéia de discutir temas ligados aos três eixos centrais, sob a ótica da juventude brasileira.

Falta pouco mais de uma semana para o início das atividades. Pensando nisso, o EstudanteNet lançou nesta segunda-feira (4) um especial sobre os temas que serão discutidos durante a Caravana, que tem por objetivo promover uma campanha em defesa da saúde pública, sempre com foco na realidade dos jovens e nas necessidades e problemas específicos de cada estado.

Baseado em dados do Ministério da Saúde, serão colocados os seguintes temas: Violência no Trânsito – Lei Seca, avanço ou retrocesso; Direitos Sexuais e Reprodutivos; Saúde e Sexualidade – Aids e DSTs; Saúde e Tolerância; e Drogas – Legalizar ou não?. O texto de estréia segue abaixo. Acompanhe.

Direitos Sexuais e Reprodutivos
Dentro deste tema serão abordadas questões sobre: aborto, planejamento familiar e políticas públicas para as mulheres. O início cada dia mais cedo e entendimento da sexualidade, a gravidez indesejada, doenças sexualmente transmissíveis e a desigualdade entre os sexos, levantam a discussão para questões sociais que a envolve e o quanto é importante desenvolvermos políticas públicas para as mulheres.

Aborto
Vários são os motivos que levam as mulheres a abortarem, todos custam muita reflexão, muita ansiedade, na maioria dos casos, muita dor. Nenhuma mulher considera simples e indolor a decisão pelo aborto. É uma decisão extrema. As mulheres prefeririam evitá-lo, não passar por essa situação. Pior, no entanto, seria levar a gravidez adiante não sendo sua opção.

Segundo dados do Ministério da Saúde, 250 mil mulheres são internadas em hospitais do SUS por complicações devido a abortos induzidos ou espontâneos por ano. De um milhão de jovens entre 10 e 19 anos que engravidam a cada ano, mais de 200 mil abortam, a maioria na clandestinidade, provocando sérios danos à saúde.

A luta pela legalização do aborto envolve várias nuances: laicização do Estado, saúde pública, questões econômicas, sociais, psicológicas, autonomia das mulheres. "Colocamos em debate a função social da maternidade, a responsabilidade do Estado pela reprodução garantindo serviços de saúde de pré-natal e parto, creche e educação. Ao mesmo tempo viemos dizer que as mulheres devem decidir se querem ter filhos e qual o melhor momento", afirma a diretora de Assuntos da Mulher da UNE, Ana Cristina Pimentel.

13 a 15% das mortes maternas se devem a abortos. O número reflete a precária situação em que esses procedimentos são feitos, conseqüência de uma legislação restritiva: no Brasil a interrupção da gravidez só é legal em caso de estupro ou quando há risco de vida para gestante.

Segundo a Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia, a taxa de aborto no Brasil (35 a 40 a cada mil mulheres) é maior do que em países onde o procedimento é permitido por lei, como a maior parte da Europa Ocidental (10 a cada mil mulheres).

Políticas públicas para as mulheres e planejamento familiar
A cidadania das mulheres e as condições para seu exercício são questões centrais da democracia, e não apenas um debate setorial. Construir uma nação verdadeiramente democrática significa construir uma nação com igualdade de direitos e oportunidades para todos e todas.

Planejar a família é ter os filhos desejados, em ocasião oportuna é um desses direitos. Levantamento realizado pela Universidade Federal de São Paulo refere que nascem cerca de um milhão de bebês por ano de mães solteiras entre 15 e 19 anos. De cada 100 gravidezes indesejadas, 25 das respectivas mulheres já têm ao menos um filho.

Outro dado preocupante diz respeito ao salário pago às trabalhadoras brasileiras que continua menor do que os recebidos pelos homens, mesmo quando há igualdade de escolaridade. Na média salarial, uma mulher recebe 71,3% do rendimento do homem trabalhador. Nas seis capitais brasileiras pesquisadas pelo IBGE, verificou-se que, para cada 780 mil homens desempregados, há 1 milhão de mulheres na mesma situação.

Para mudar essa realidade é fundamental a criação de conselhos, coordenadorias e secretarias de mulheres, nos diferentes níveis de governo, como instrumento para a implementação de políticas que promovam a eqüidade de gênero. Bem como difusão de políticas públicas anti-discriminatórias nas áreas de trabalho, saúde, enfrentamento à violência e educação.

É imprescindível também que o Estado chame para si a responsabilidade de elaborar uma política de planejamento familiar, numa ótica de direitos sexuais e reprodutivos com base nas duas conferências das Nações Unidas sobre o tema (Cairo, 1994 e Pequim, 1995).

É dever do Estado dar-lhes educação sexual (combatendo enfaticamente a noção de que a contracepção é dever único e exclusivo da mulher), acesso irrestrito à contracepção e contracepção de emergência e, uma vez que nenhum método de contracepção é 100% eficaz, legalizar o aborto. Da mesma forma, é também dever do Estado dar à mulher toda a infra-estrutura para ter o bebê, se esta for sua escolha.

Mais uma vez, trabalhando com a lógica da divisão das responsabilidades entre homens e mulheres: como ampliação das licenças paternidade e maternidade; creches etc.

O próximo tema da série especial Caravana da UNE: Saúde, Educação e Cultura será Violência no trânsito e a Lei Seca.

Da Redação do Estudantenet.

Mais informações sobre o lançamento da Caravana no Blog do CUCA.



A Estrada vai além do que se vê!

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Sepultura faz show em Havana

Imagens filmadas em Havana farão parte de um documentário que preparam para celebrar no próximo ano


Tamara Roselló Reina, de Havana (Cuba)*

Do grupo brasileiro Sepultura ainda se fala em Havana, depois de sua apresentação em 19 de julho na Tribuna Antiimperialista José Martí. A notícia chegou como quase tudo em Cuba, primeiro foram os rumores. Alguns acharam que a atuação do conhecido Sepultura seria em dezembro passado, mas a viagem não fora possível .

O diário oficial Granma confirmou as suspeitas em 15 de julho. Então, os mais incrédulos começaram a crer que esta vez, sim, seria um feito. O sábado, 19 de julho, marcaria uma data memorável para os seguidores do rock and roll na ilha.

Em declarações à imprensa nacional e estrangeira, Andreas Kisser, guitarrista e diretor da legendária banda, disse que esta apresentação era “um sonho convertido em realidade” e prometeu que as imagens filmadas em Havana farão parte de um documentário que preparam para celebrar no próximo ano, o primeiro quarto de século do grupo, fundado pelos irmãos Cavalera em 1984.

Pouco conheciam Andreas, Paulo Jr., Derrick e Jean da produção de rock and roll em Cuba e da aceitação ou não de sua proposta metaleira pelo público, mas vir era um desafio. Traziam referências da sociedade cubana, da Buena Vista Social Club e do mestre em guitarra Leo Brouwer. Em seu retorno levaram uma imagem mais ampla do que é esta ilha e de sua música alternativa.

O programa da visita inclui um intercâmbio com grupos da Agência Cubana de Rock, que organizou um conceito exclusivo para o Sepultura, de um dos cenários habituais do gênero na capital, o Salón Rosado de la Tropical. Hipnosis, Clover, Zeus e Escape foram os grupos locais convocados para a ocasião.

Em Cuba, há milhares de seguidores como no resto do mundo que conhecem de memória suas canções, as pedem a gritos. Apesar disso, os temas do Sepultura só se transmitirem pelos poucos espaços midiáticos dedicados ao rock, fundamentalmente em emissoras de rádio territoriais. Tampouco há um acesso estendido às produções discográficas. No entanto, por vias alternativas os mais interessados se mantêm a par das novidades e, pouco a pouco, contemplam seus arquivos pessoais.

A mobilização que gerou Sepultura não se limitou à Havana. De outras províncias vieram jovens com mochila ao ombro, dispostos a passar a noite seguinte em um parque entre conhecidos, até retornar a seus lugares de origem. A ocasião valia o sacrifício.

A apresentação
O concerto se anunciou para as 10 da noite, mas desde horas da tarde o muro do dique, a uma lateral da Tribuna onde atuariam, encheu-se de cubanos e latino-americanos, sobretudo os que realizam estudos universitários, que carregaram cartazes, bandeiras, camisetas negras...
Poucos minutos antes do início, ao fazer provas de som, um amplo aplauso parecia anunciar aos músicos. Os mais distantes olhavam por cima das cabeças - evitando as luzes – para confirmar que já quase começava o concerto.

Aos que conseguiram ficar em uma zona privilegiada, mais perto do palco, o olhar se perdia no distante horizonte. A multidão parecia infinita, transbordava a praça, ocupava as ruas laterais, o muro do dique... Algumas previsões calcularam cerca de 100 mil pessoas, muito acima do que habitualmente a freqüenta.

Saudações e abraços, mãos apertadas e sorrisos de um lado para outro, velhos conhecidos, novos amigos, fanáticos e curiosos, todos impacientes, na espera por ver e ouvir a banda brasileira. Bandeiras ondulando por uma brisa fresca que vinha do mar, puxando nuvens.

Ante o microfone, Juan Camacho, popular condutor do programa radial Disco Ciudad. Suas palavas prendem a chama final, deixam efervescente o público. Anuncia o que todos já sabem. Começam os sons. Soa “Dark wood of error”. Só meia música e se escuta um de seus clássicos “Refuse/Resist” e o segue “Convicted in life” e “False”, antes que o cantor Derrick Greene cumprimentasse em inglês a multidão.

Ao meu lado uma garota não pode conter-se em lágrimas. Um menino pede a seu pai que o suba sobre seus ombros para ver melhor. Um cordão policial freia a euforia da primeira linha. Um pouco mais além se abre um círculo que atravessam garotos a puro salto. A chuva se desata. Os cinegrafistas da televisão nacional que gravam a atuação, protegem as câmeras da água. Os demais agradecem as gotas frias em meio a tanto calor. Ninguém se move em busca de refúgio.

Agora os acordes são de “D.E.C”, que dão lugar a “Ostia”, “Desperate cry”, “Attitude”, “Boycott” e “Treatment”. O tempo parece parado, em meio a um sonho, ninguém quer despertar, porque se haverá acabado o encanto.

Andreas Kisser, com uma pulseira em sua mão direita da bandeira cubana, se dirigiu ao público em seu quase perfeito espanhol para agradecer nossa presença enquanto Derrick aguçava a vista tratando de ver até onde chegava o público.

"Troops of doom", e "Territory" foram dos temas mais solicitados e desfrutados pelo público. "Roots bloody roots" foi sua última interpretação. As pessoas ficaram imóveis. Esperando a próxima, repetindo Sepultura, uma e outra vez. Depois começaria a cida social, como o chamamos ao intercâmbio, ao encontro que segue.

A multidão se diluiu paulatinamente. Alguns ficaram sentados no piso, contando uns aos outros como haviam vivido o concerto, perguntando-se em que lugar se ouvia melhor, querendo saber cada detalhe.

Ainda se fala daquela noite de sábado, que deixou pelas ruas havaneras múltiplos grupos de adolescentes e jovens, sem querer dormir para não esquecer nada do que aconteceu. Os que não puderam estar, esperam ansiosos a transmissão televisiva do concerto, ainda que certamente, não só eles a verão.

Talvez agora se dê mais crédito aos rumores que já andam profetizando o retorno do Sepultura ou o interesse de alguma outra banda a sua altura pela cena do rock and roll cubano. O próprio Andreas disse: “Esperamos que possam vir outras bandas depois que vejam o que gravamos aqui com o público cubano”.


*Especial para o jornal Brasil de Fato.


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Apenas 7,8% dos empregos no Brasil são ocupados por jovens

Dos 14,7 milhões de empregos gerados entre 1986 e 2006 no País, os jovens entre 15 e 24 anos ocuparam apenas 7,8% do total. Foi o que apontou uma pesquisa inédita da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Com o apoio do projeto de Promoção do Emprego de Jovens na América Latina (Prejal), o estudo traça, com base em microdados da Pesquisa Nacional de Domicílio (PNAD) de 2006, o perfil do jovem de 15 a 24 anos. O relatório que será divulgado em outubro apontará, ainda, caminhos a serem seguido por governos e empresas na busca de soluções para o desemprego juvenil.

O estudo também usou dados do Ministério do Trabalho. Entre as conclusões do documento, está que a insuficiência do sistema educacional brasileiro e a pouca escolaridade leva, na maioria das vezes, os jovens a entrarem no mercado de trabalho de maneira precária.

Por isso, a desvantagem dos jovens no mercado de trabalho é maior, apesar de passarem mais tempo na escola que os adultos. Enquanto 41% dos adultos têm de zero a quatro anos de estudo, 11,9% dos jovens de 15 a 24 anos possuem essa mesma escolaridade. Já para a faixa de escolaridade de nove a 11 anos de estudo, o percentual de adultos é de 24% e 44% para jovens.
A juventude brasileira está concentrada, predominantemente, em áreas urbanas. Em 2006, do total de 34,7 milhões de jovens entre 15 e 24 anos, 28,9 milhões (83,3%) moravam em áreas urbanas e 5,8 milhões (16,7%) encontravam-se no campo.

A desigualdade educacional também persiste entre esses jovens: apenas 1,4% dos jovens rurais tinha 12 anos de estudo ou mais. Esse percentual atingia 9,8% dos jovens das cidades.
As desigualdades regionais também pesam, a taxa de analfabetismo entre os jovens era, em 2006, de 0,9% na região Sul e 5,3% no Nordeste.

Informalidade
Os jovens são, no Brasil, as principais vítimas da precariedade do mercado de trabalho informal. A taxa de informalidade entre eles afeta 60,5% dos jovens trabalhadores ocupados.
De acordo com o relatório, a probabilidade de um jovem com até quatro anos de estudo estar no setor informal é o dobro daquela prevalecente para uma pessoa de 15 a 24 anos com 12 anos ou mais de estudo.

Apesar dos números, a coordenadora nacional do Prejal, Karina Andrade, diz que o Brasil tem demonstrado esforço em promover empregos aos jovens, mas ainda há muito a ser feito.

Segundo ela, a criação de conselhos estaduais da juventude seria um passo positivo na busca de políticas públicas voltadas para os jovens e aponta que a profissionalização de qualidade é um dos caminhos. "Não dá para falar em trabalho sem falar em educação", afirma.

Para a presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Lúcia Stumpf "O Estado brasileiro sempre tratou a juventude com descaso. São muito recentes as iniciativas como a que criou o Conselho Nacional de Juventude, que valorizam o jovem nos espaços de decisão. Os dados apontados pela pesquisa demonstram que é necessário um maior investimento na educação dos jovens principalmente no que diz respeito à democratização do acesso à Universidade, além de incentivos à formalização do trabalho da juventude com políticas de primeiro emprego".

Da Redação do Estudantenet, com informações do Jornal do Brasil.


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Ex-Presidente da UBES assume Ministério da Cultura


Por Carla Santos*


O nome indicado por Gilberto Gil na última quarta-feira (30/7) para assumir o seu lugar no Ministério da Cultura (MinC), Juca Ferreira, esteve na última sexta-feira (25), no Rio de Janeiro, nas comemorações dos 60 anos da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes). ''Eu sempre tive e continuo tendo muito orgulho de fazer parte da história dessa entidade'', declarou ele que presidiu a Ubes há 40 anos atrás, no duro ano de 1968.

Juca foi homenageado pelos estudantes na solenidade realizada no Ceffet-Maracanã. Uma placa e uma bandeira comemorativa foram dadas à ele pela sua contribuição à entidade. Além dele, outros ex-presidentes compareceram. As falas emocionaram o público e recordaram a história iniciada no dia 25 de julho de 1948.

''Desde a minha época a Ubes era quem sempre mais mobilizava. Nas manifestações contra a ditadura eram os secundaristas que compunham o grosso das manifestações estudantis. No entanto, a mídia sempre preteriu a Ubes, mesmo no dia 28 de março de 68, quando o secundarista Edson Luís foi assassinado no restaurante Calabouço no Rio'', disse aos estudantes.
Juca é um amigo de longa data da Ubes e durante sua gestão no MinC, como secretário-executivo, sempre compareceu às atividades da entidade.

''O movimento secundarista abriga duas coisas fundamentais para a vida. A primeira é o entusiasmo, o movimento pelo desejo e pela utopia. Já a segunda, é a tolerância em relação aos que pensam diferente. São aprendizados que carrego até hoje, pois não há como construir um movimento democrático sem respeitar aqueles que pensam diferente e sem a referência dada pela utopia'', falou na ocasião das comemorações pelos 20 anos da aprovação da Lei do Grêmio Livre Estudantil, realizada pela Ubes em Brasília, em 2005.

Outras referências da área cultural, além de Juca, já passaram pela presidência da entidade. Em 1988 a Ubes foi presidida por Manoel Rangel, atual presidente da Ancine (Agência Nacional de Cinema). Já em 1953, Dynéas Aguiar, atual vice-prefeito de uma das mais importantes cidades culturais de SP, Campos do Jordão, esteve à frente da entidade.

No ato dos 60 anos, Dynéas contou que Dercy Gonçalves, que faleceu recentemente, esteve entre os grandes artistas que deram uma contribuição ativa para a luta secundarista. Ele lembrou ainda dos tempos em que Gianfrancesco Guarnieri presidiu a União Paulista dos Estudantes Secundaristas (Upes) quando ele presidia a Ubes e da rápida participação no movimento secundarista de Oduvaldo Viana Filho (Vianinha)

Perfil de Juca Ferreira
Com a saída de Gil da pasta, além de ex-militante estudantil, o sociólogo e ambientalista deixará para trás, pelo menos por ora, o papel de braço direito do ministro artista no MinC. Juca foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva como ministro interino, mas segundo Gil a intenção do presidente é manter o sociólogo à frente do ministério.

Desde que Gil assumiu a pasta, Juca atuava como ministro interino quando o músico tirava férias ou viajava para suas turnês. Natural de Salvador, Juca atuou no movimento estudantil na década de 60 e passou nove anos exilado no Chile, na Suécia e na França, onde se formou sociólogo, durante o regime militar.

Ao voltar ao Brasil após a anistia, desenvolveu diversos projetos na área de cultura, como o Projeto Axé, de arte-educação para adolescentes em situação de risco social.Filiado ao Partido Verde, foi Secretário de Meio Ambiente da prefeitura de Salvador e também assessor especial da Fundação Cultural do Estado da Bahia.

Eleito duas vezes vereador em Salvador, em 1992 e 2000, Juca foi convidado por Gil para integrar seu ministério em 2003. No momento, Juca trabalha em um grande pacote cultural que engloba mudanças na Lei Rouanet, de incentivos fiscais, e adoção de novos mecanismos de fomento à atividade cultural. O pacote vem sendo negociado com o governo e o Congresso.



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sexta-feira, 25 de julho de 2008

O centenário que deu certo

Layout do site vencedor

E meu amigo Zé Morais emplacou mais uma!


O várzea-palmense atleticano venceu o concurso para criação do site da Escola Estadual Gonçalves Chaves, comemorando 100 anos de Ensino Público em Montes Claros.


A Escola Estadual Gonçalves Chaves, a primeira escola pública a ser instalada em Montes Claros, completará seu centenário no dia 22 de fevereiro do ano que vem. Entre as diversas personalidades políticas, artísticas e acadêmicas que estudaram lá nesse período, destacam-se o antropólogo Darcy Ribeiro, o Doutor Hermes Augusto de Paula, o escritor e empresário Luiz de Paula, o escritor Cyro dos Anjos, a escritora Yvonne Silveira, entre outros.


Segundo José Morais, "ganhar o concurso foi sensacional, porque o mercado de web design é muito concorrido e tem ótimos profissionais. E isso para mim é motivo de orgulho".


Parabéns Morales, este é o único centenário que você vai comemorar com vitória neste ano.


Para quem quiser conhecer mais do trabalho deste competente webdesigner, basta acessar sua página ou seu Blog.



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UBES 60 anos de lutas!


No dia 25 de Julho comemora-se 60 anos de uma das entidades mais importantes do país, a UBES (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas). Desde muito cedo os secundaristas lutam em defesa do Brasil e da educação. Nesta sexta-feira (25), às 10 horas, o CEFET do Maracanã, no Rio de Janeiro, abrigará uma solenidade de comemoração. Ex-presidentes da entidade serão homenageados com uma placa comemorativa e a exibição de um vídeo sobre a história da entidade.


UBES comemora 60 anos em defesa do Brasil e da educação


Por Thiago Mayworm*

A UBES é da nação, mas nasceu carioca. Fundada em 1948, na Praia do Flamengo, número 132, ainda 'criança', na década de 50 e ao lado da UNE, foi uma das protagonistas da vitoriosa campanha "O Petróleo é nosso", que culminou em uma das maiores conquistas do nosso povo: a Petrobras. A entidade destacou-se nas lutas pelo fim da ditadura militar e pela redemocratização do país.


Nos anos 80, lá estava a UBES nas articulações pela aprovação do voto aos 16 anos. Essa conquista, somada a outras, possibilitou à juventude maior poder de protagonismo nas eleições, elegendo inúmeros candidatos - jovens ou não - à diversos espaços institucionais no país. Isso contribuiu para a elaboração, proposição e execução de projetos de seu interesse junto à sociedade e à governos. Graças a lei do voto aos 16, milhares de jovens com até 17 anos poderão dar o seu primeiro voto nestas eleições municipais de 2008.


Em 1992, a luta pela derrubada de Fernando Collor do governo central foi majoritariamente impulsionada por milhares de estudantes secundaristas que brotavam, como estrelas, das mais diferentes ruas do país. Fernando Henrique Cardoso também experimentou o espírito dessa onda de mobilizações nos difíceis anos do seu governo neoliberal. Uma nova escola para um novo Brasil


A UBES teve papel destacado na eleição e reeleição do presidente Lula e hoje, nos marcos desse momento de maior democracia, a entidade luta incessantemente por uma nova escola, bem diferente daquela que ainda temos hoje no país.


Defendemos uma escola que, além de valorizar a cultura e a história afro-brasileira, ensine sociologia e filosofia no ensino médio, que garanta materiais didáticos aos estudantes, bibliotecas, laboratórios de ciências e de informática com acesso à banda larga, que seja um espaço onde a comunidade escolar (funcionários, estudantes, pais e professores) tenham o direito de eleger seu diretor e participar da gestão através dos conselhos escolares, dos grêmios estudantis e demais instrumentos de participação.


Lutamos por uma escola que valorize o profissional de educação com salários dignos e boas condições de trabalho e que sirva ao desenvolvimento nacional e à soberania do Brasil.


Também queremos uma escola que apresente futuro, que esteja aberta à toda a comunidade por período integral, com atividades extra-curriculares ligadas à ciência, ao lazer, ao esporte, à educação, à cultura e ao incentivo da profissionalização. Um lugar onde se possa sonhar grande, seja com um diploma de Medicina em uma universidade pública, seja com uma medalha para o Brasil nas Olimpíadas, seja com um espaço no mercado de trabalho digno e valorizado.


É no caminho dessa luta que a UBES completa 60 anos. É se inspirando na história da entidade que nos sentimos preparados para superar os desafios do presente e construir os sonhos do futuro. Nos próximos 60 anos - que certamente serão de muitas conquistas na defesa de uma nova escola e de um país mais justo - como muitos antes de mim, acompanharei os passos dessa velha amiga e sei que nela sempre verei o sorriso da criança inquieta e traquinas, mas que também é séria e faz valer à pena uma vida de sonhos e de lutas.


Viva o Brasil, Viva a UBES e os estudantes!


*Thiago Mayworm é diretor de Políticas Institucionais da UBES.


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CTB lança nota: Fora Meirelles!


Fora Meirelles


Mais uma vez o Comitê de Política Econômica do Banco Central (Copom) voltou as costas aos interesses da nação e do povo brasileiro. Pela terceira vez em poucos dias, determinou, em sua reunião desta quarta-feira (23/7), uma nova e acentuada elevação da taxa básica de juros – a Selic, que subiu 0,75%, para 13% ao ano. O pretexto é o combate à inflação, mas a verdade é que o Brasil já convivia com a maior taxa de juros reais do mundo.


A decisão do Copom premia a usura, alimenta a ganância dos especuladores e contraria frontalmente os interesses da classe trabalhadora. Seus efeitos, sobejamente conhecidos, são perversos para o país, afetando principalmente os mais pobres: redução dos investimentos, estagnação da economia, mais desemprego e arrocho dos salários.


A maioria da nação tem se pronunciado contra a alta dos juros. A CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) não tem dúvidas de que representa os interesses nacionais e populares quando vem a público com o objetivo de manifestar seu firme repúdio a mais este desatino do Banco Central.


Lutamos por um novo projeto nacional de desenvolvimento, com soberania e valorização do trabalho. Exigimos, neste sentido, a mudança imediata da política monetária, a redução dos juros, a ampliação do Conselho Monetário Nacional (CMN), o fim da autonomia que de fato desfruta o Banco Central e a substituição do seu atual presidente, representante maior da oligarquia financeira, nacional e internacional.


MENOS JUROS E MAIS DESENVOLVIMENTO.


FORA MEIRELLES!


São Paulo, 23 de julho de 2008


Wagner Gomes

Presidente da CTB


Veja aqui o vídeo do ato "Fora Meirelles!" realizado no dia 23 de julho em São Paulo

Leia também: A unidade das centrais sindicais é fundamental

Mais informações
Depto de Imprensa - 55 (11) 3106-0700




CTB – Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil



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quarta-feira, 23 de julho de 2008

Lançado Pacto pela Juventude


O Conselho Nacional de Juventude (Conjuve) anunciou nesta terça-feira (22) o lançamento do Pacto pela Juventude, selando seu apoio às resoluções apresentadas pela 1ª Conferência Nacional de Juventude, que ocorreu em Brasília de 27 a 30 de abril deste ano. O texto contém 70 resoluções de Políticas Públicas para a juventude, sendo 22 prioritárias.

A iniciativa tem por objetivo envolver todos os atores governamentais e da sociedade civil para manter acesa a discussão sobre as políticas públicas de juventude, com foco nas prioridades apontadas no encontro. A reunião contou com a presença do secretário nacional de Juventude, Beto Cury.

Dentre as propostas principais estão a garantia e a visibilidade dos direitos dos negros, a ampliação dos investimentos na educação e a prática de esporte e da cultura como fundamentais para o desenvolvimento dos jovens.

De acordo com o presidente do Conjuve, Danilo Moreira, há mais de 50 milhões de jovens na faixa etária de 15 a 29 anos no Brasil, e a atenção aos negros é fundamental para resolver outros problemas, além do preconceito.

"A maioria dos jovens que sofrem violência nas grandes periferias são negros. Eles são vítimas por causa de questões sociais, econômicas e raciais", destacou o representante do Conjuve.

O presidente do Conselho Nacional de Juventude explicou que o acordo é um compromisso público para transformar em realidade as deliberações da 1ª Conferência Nacional pela Juventude, ocorrida em abril, em Brasília.

Segundo Moreira, a partir de 12 de agosto, Dia Nacional da Juventude, o conselho fará uma caravana nacional para defender os direitos da juventude e apresentar as resoluções do Pacto pela Juventude.

Saiba mais clicando aqui.

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terça-feira, 22 de julho de 2008

"E há que se cuidar do broto pra que a vida nos dê flor e fruto"

Terminei recentemente de ler o livro “As Meninas da Esquina – Diários dos sonhos, dores e aventuras de seis adolescentes do Brasil”, da repórter Eliane Trindade. O livro traz relatos de seis adolescentes em situação de risco, vítimas da exploração sexual e da violência doméstica.

As emocionantes histórias de Natasha, Britney, Milena, Yasmin, Vitória e Diana, demonstram a gritante necessidade de um olhar mais carinhoso e de políticas públicas efetivas para proteger a infância e adolescência de nosso país.

Jovens que tem de enfrentar a violência, a dependência e o tráfico de drogas, a fome, o desemprego, as péssimas condições de vida, a maternidade precoce, enfim, todas as mazelas de nossa sociedade, sem o amparo da família, da escola ou do Estado. Todas têm contato com alguma Organização Não-Governamental que trata de adolescentes em situação de risco, mas o trabalho se mostra ineficaz, na medida em que as demais esferas da sociedade não atuam para minimizar os problemas dessas jovens.

É certo que o arcabouço institucional existe, através dos Conselhos de Direitos da Criança e do Adolescente, dos Conselhos Tutelares, dos Conselhos de Políticas Públicas e, principalmente, do Estatuto da Criança e do Adolescente, mas a teoria não funciona na prática. A proteção a esse segmento social ainda é bastante débil e a desconfiança e desilusão são comuns entre aqueles que, em algum momento, recorreram a essas instâncias para pedir ajuda ou mesmo para denunciar maus-tratos.

Faz-se necessário uma ação efetiva do Estado e da sociedade civil organizada para combatermos mais essa chaga que se alastra de norte a sul do Brasil.

Para denunciar a violência e abuso sexual contra crianças e adolescentes, disque 100.


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sexta-feira, 18 de julho de 2008

Congresso de Pós-Graduandos elege nova diretoria da ANPG


Grande Sucesso no XXI CNPG

Com o tema “Pós-graduação, direitos sociais e desenvolvimento nacional – mais e melhores conquistas para os pós graduandos brasileiros” aconteceu nos dias 11, 12 e 13 de julho de 2008 na cidade de Campinas-SP o XXI Congresso Nacional de Pós-graduandos (CNPG).

Reunindo mais de 40 APGs de todo o Brasil, o XXI CNPG, contou com a presença de 123 delegados e foi marcado por muito debate e unidade política em torno das bandeiras centrais dos pós-graduandos brasileiros, mesmo considerando a diversidade de pontos de vista explicitados no congresso em relação a questões de âmbito educacional. Esse fato reflete ainda a maturidade, amplitude e aprofundamento das discussões da ANPG, que, na plenária final, construiu uma chapa única eleita por unanimidade. O novo presidente da entidade é o pós-graduando da Unicamp, Hugo Valadares, que ocupava o cargo de diretor de C&T da entidade na gestão anterior.

Na manhã do dia 11 de julho, foi realizado um caloroso debate com o tema “A pós-graduação e as novas políticas educacionais” que contou com a presença de Flávia Calé da UNE e do professor José Vitorino Zago representando o ANDES. À tarde, o debate “Expansão da pós-graduação e desenvolvimento nacional: o desafio do emprego decente para jovens mestre e doutores” considerou principalmente a necessidade do desenvolvimento do país para o crescimento da pesquisa e, consequentemente, a valorização de emprego para jovens mestres e doutores. Esse debate, além de contar com a presença do professor Zago, teve como debatedores o professor Roberto Nicolsky – PROTEC e Paulo Marcondes Carvalho Jr. – FNEPAS.

Ainda no sábado, aconteceu a mesa sobre Educação, C&T, Saúde, Pós-Graduação Lato-Sensu e Pós a Distância (regulamentação, dados, perspectivas) que contou com a presença de Francisco Mogadouro (Chicão) da AMERESP e, até então, diretor de residência médica da ANPG; Paulo Marcondes Carvalho Jr. – FNEPAS; Marcos Danhone – SBPC PR / CENAPET e Marcos de Toledo Benassi – ABEP.

No dia 12 o debate da manhã foi sobre ”Ciência, Tecnologia & Inovação para o desenvolvimento social e nacional” com a presença do professor Márcio Pochmann – presidente do IPEA, Marco Antônio Raupp – Presidente da SBPC, Carlos Henrique de Brito Cruz – FAPESP e Roberto Lotufo – Instituto INOVA. Esse debate contou com ampla participação dos pós-graduandos e considerou, entre outras questões, o estágio atual da pesquisa nacional e a relação do setor produtivo nesse desenvolvimento.

À tarde, na II Mostra Científica da ANPG, foi o momento da apresentação de mais de 40 pôsters de pós-graduandos oriundos de diversas universidades brasileiras. Essa atividade foi organizada por uma comissão presidida pelo diretor de Cultura e Eventos, Eric Calderoni da PUC-SP que também é responsável pela Revista da ANPG. “A II Mostra Científica foi um sucesso, espelhando o crescimento da entidade e sobretudo a ampliação de sua frente acadêmica. Na I Mostra Científica, realizada em Belo Horizonte em 2006, tivemos 35 trabalhos e agora a inscrição de 46 trabalhos. Faremos esforços para que a ANPG continue crescendo e que no próximo congresso tenhamos mais trabalhos ainda”, prospecta Eric.

Após a Mostra, foi realizado o debate com o tema “Pós-graduação e políticas públicas – Mais e melhores direitos para os pós-graduandos” com o Thiago Matsushita – Presidente da APG PUC / ANPG, Dr. Dave Prada – Ouvidoria do Estudante, Augusto Vasconcelos – Conselho Nacional de Juventude e Fábio Palácio – ex-diretor da ANPG e do Centro de Estudos e Memória da Juventude (CEMJ).

À noite, foram realizados grupos simultâneos sobre o movimento nacional de pós-graduandos que encaminharam diversas propostas à plenária final do congresso.

O último dia do congresso teve ainda a apresentação detalhada sobre a Revista da ANPG e, logo depois, a plenária final do CNPG, marcada por bastante debate, participação dos estudantes e unidade política em torno da maioria das propostas apresentadas. No final, os pós-graduandos representantes de diversas universidades, APGs e comissões pré-APGs, organizaram uma chapa única que, elegeu como presidente, Hugo Valadares, anfitrião do evento. Para Hugo “essa gestão tem o grande desafio de manter a estrutura política e organizativa da ANPG e avançar ainda mais na conquista de melhores direitos para os pós-graduandos brasileiros, podem nos cobrar por isso!”.


Clique Aqui para acessar as resoluções do XXI Congresso Nacional dos Pós-Graduandos.


Da página da ANPG.


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Pronta para a luta: UMES-BH reconstruída e fortalecida

Deu no Portal do Estudante Mineiro, sexta-feira passada:

A União Municipal dos Estudantes Secundaristas de Belo Horizonte (UMES-BH), histórica entidade do movimento estudantil secundarista mineiro, foi reconstruída no último final de semana, em Congresso realizado na Escola Municipal Domiciano Vieira, na região leste da capital, com delegados de todas as regiões da cidade presentes. O congresso debateu diversos problemas relacionados à educação no município e a construção de mais políticas para a juventude.

A falta de aceso a programas de qualificação, segundo os delegados, é um dos fatores que dificultam ainda mais o ingresso dos jovens de periferia no mercado de trabalho. A ampliação da rede de Centros Técnicos pelo governo federal foi louvada pelos estudantes que consideram os CEFET´s uma alternativa fundamental para ampliar a qualificação da mão de obra entre os jovens.

O debate sobre a Nova Escola foi um dos mais disputados do congresso. Para Flávio Nascimento, presidente da União Colegial de Minas Gerais (UCMG), a Nova Escola é uma necessidade exigida pelo conjunto das comunidades escolares. “A escola que queremos é aquela que valorize a participação de todos, que incentive as práticas de atividades culturais e esportivas. Ela deve defender o Brasil e sua soberania. Essa escola deve ser uma aliada da juventude para o seu crescimento em quanto cidadão”, afirmou.

Novo presidente, novos desafios

Depois dos acalorados debates, diversas intervenções culturais foram apresentadas pelos estudantes no pátio da escola. No fim do dia, mais de 200 propostas debatidas nos grupos foram colocadas em votação. Na ocasião, os estudantes elegeram a nova diretoria da entidade que terá como presidente o secundarista, Paulo Cezar, aluno do segundo ano da escola municipal Professor Lourenço de Oliveira.

O novo presidente da UMES–BH apontou os desafios da gestão de reconstrução e afirmou que o esforço coletivo será de fundamental importância para que a entidade volte a se consolidar entre os estudantes da capital. “Temos aqui representantes de mais de 80 escolas de BH. Cada um traz a sua realidade, a demanda de sua regional e de seu bairro. Isso é importante, pois temos um extrato da opinião de alunos de vários lugares e de diferentes sistemas de ensino. Porém, existe uma opinião que é geral entre todos: a cidade não tem uma entidade que represente os secundaristas, o nosso desafio é fazer uma gestão para todos os estudantes de Belo Horizonte”, disse.

Cerca de 180 delegados de 82 escolas participaram do processo do congresso de reconstrução da UMES-BH. Para o novo presidente, o primeiro desafio é construir uma plataforma de compromisso para os candidatos à Prefeitura de Belo Horizonte, em relação ao passe estudantil.

A UMES-BH realizará, ainda este mês, um seminário de gestão, aberto à participação de todos os estudantes.


De Belo Horizonte, Pedro Leão


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A Montes Claros teatral

Grupo Faceato (Foto: Dione Afonso)


Continuando nossos devaneios artístico-culturais, uma boa dica pra quem vai estar em Montes Claros neste frio mês de julho, é a 7ª Mostra de Teatro de Montes Claros. Promovida pela Associação dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversão (AARTED), a Mostra teve início no dia 7 e segue até o dia 27 desse mês. As sessões acontecem sempre no Centro Cultural de Montes Claros, com sessões às 19 e 21 horas de segunda a sábado, e às 10:30 e 18 horas nos domingos (dia de espetáculos voltados para o público infantil).
Segue abaixo o que ainda vai rolar na Mostra:

18/7 – Êxtase – Grupo Teatral ISEIB
19/7 – O ator-mentado – Grupo de Teatro Grande Palco
20/7 – A bela e a fera – Grupo de Teatro Os 10 mais
21/7 – Descanse em paz meu amor – Grupo Kataplamas
22/7 – Cidade das Mulheres – Grupo Teatral Ânimo
23/7 – O sonho de Francisco – Grupo Teatral Ânimo
24/7 – Sertaneja meu amor – Grupo de Teatro Face a Face – Bocaiúva
25/7 – As águas vão rolar – Grupo Próximo do Real - Rio Pardo de Minas
26/7 – Escuta aqui, seu ladrão! – Grupo de Teatro Grande Palco
27/7 – Ploc, a borboleta mais linda que eu já vi – Equipe Teatral Fica Vivo



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Vacation


Boa tarde moçada!
Estou em férias e por isso o Blog ficou desatualizado esses dias, mas prometo me disciplinar para que isso ocorra o mínimo possível nesse meu período de descanso ok?
E pra abrilhantar minhas férias, sábado passado (12/7) fui conferir a apresentação de dança do grupo Hibridus de Ipatinga. Em um intercâbio com o Grupo DiTarso Companhia de Dança, do coreógrafo e dançarino montesclarense, Paulo Di Tarso, a moçada do Vale do Aço veio apresentar sua pesquisa “Corpo-cidade: Território de relações”. Este espetáculo foi contemplado com o Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna com o patrocínio da Petrobrás 2007, conta com o patrocínio da USIMINAS através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais e da Prefeitura de Ipatinga através da Lei Municipal de Incentivo à Cultura.
Descrever a experiência (sim, experiência!) que tive acompanhando o trabalho dessa moçada, que faz parte do Grupo de Pesquisa Arquitetura e Artes, do CAU Unileste MG, é uma tarefa impossível. Como eles mesmos afirmam em seu “Diário a Bordo”, “O homem em sua caminhada sempre teve a preocupação de construir uma cidade em função do corpo. A cidade é reflexo claro do pensamento do homem e sua forma de organizar”.
Caso eles estejam passando por sua cidade, vale a pena conferir essa simbiose entre corpo e cidade explorando todos os sentidos do homem.


Questões

De quem é a cidade?

De quem é o espaço público? O que pode ser feito nele?

A gente consegue sonhar pela cidade?

O que eu quero?

Quais são os meus sonhos?

O que é dança?

Como atuar com alguma coisa neste mundo tão cheio de coisas?

Fazer arte com quem, para quem e por quê?

Como apresentar uma obra de arte?

Espaços estriados – O que provoca o estriamento?

Cidade como suporte para a arte?

Corpo como suporte para a arte?

A cidade como suporte do corpo?


Saibam mais em: http://www.hibridus.com.br/ Fone: 31 3821 3513


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quarta-feira, 9 de julho de 2008





Num ato inimaginável no passado, a Polícia Federal deteve nesta terça-feira o megaespeculador Daniel Dantas, dono do banco OPP (ex-Opportunity) e uma das figuras mais sinistras da onda de privatizações que varreu o país a partir dos anos 1990. Na mesma operação, batizada de Satiagraha, a PF ainda prendeu o ex-prefeito da capital paulista Celso Pitta, o banqueiro Naji Nahas e outros envolvidos “num universo dantesco pela prática dos seguintes crimes: formação de quadrilha, gestão fraudulenta, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal”, segundo relato do jornalista Bob Fernandes. Dantas também foi acusado de tentar subornar um delegado da PF.

A prisão ocorre apenas três meses após o mafioso fechar um dos maiores negócios do mercado de telecomunicações do mundo: a venda de suas ações na Brasil Telecom e na Telemar (OI) por quase 1 bilhão de dólares. Além disso, ele obteve estranho acordo com os fundos de pensão pelo qual se livrou de todas as suas demandas judiciais. Durante dois anos, o megaespeculador sofreu investigação da PF, numa ação conjunta com técnicos do Banco Central e da Receita Federal. A conclusão final é de que ele e Naji Nahas, rotulados pelo relatório de capos, são chefes de uma poderosa organização criminosa no Brasil, com ramificações em vários paraísos fiscais.

ACM, FHC e a meteórica ascensão

A Operação Satiagraha, nome que relembra o método da não-violência idealizado por Mahatma Gandhi na resistência indiana ao domínio britânico, consegue finalmente levar à prisão o chefão das privatizações. Antes dela, a Operação Chacal já havia indiciado o banqueiro pela contratação da multinacional de espionagem Kroll, que bisbilhotou ilegalmente integrantes do governo Lula. Já na apuração das denúncias do chamado “mensalão”, envolvendo ministros e dirigentes do PT, o nome de Daniel Dantas ressurgiu com desenvoltura em negociatas ilícitas, o que evidenciou a contínua e impressionante influência deste megaespeculador, que ultrapassa distintos governos.

O engenheiro e economista Daniel Dantas iniciou sua meteórica trajetória capitalista na Bahia, ligado ao grupo do ex-senador ACM. Ele foi conselheiro do PFL e chegou a ser cogitado para o Ministério da Fazenda por Collor de Mello. Também foi sócio de Nizan Guanaes na agência de publicidade preferida dos tucanos. Após fazer doutorado nos EUA, trabalhou no Bradesco. Seu banco, Opportunity, começou a operar em 1996, exatamente quando ganhou impulso a onda de privatizações desencadeada por FHC. Sua fortuna desabrocha com a criminosa privataria e com suas obscuras ligações com o poder. Pérsio Arida, ex-presidente do Banco Central, foi seu sócio.

Influente nos corredores de Brasília

Em 1988, Daniel Dantas foi acusado por favorecimento na privatização das empresas do Sistema Telebrás. As denúncias surgiram devido aos conflitos entre os fundos públicos de pensão e várias corporações estrangeiras, como a italiana Telecom e a canadense TIM, com quem o especulador mantinha íntimas relações. Em 2000, os fundos de pensão acionaram a Justiça contra o Opportunity por manobras societárias. Ele também foi acusado por um ex-sócio, Luis Demarco, por desvio de dinheiro do fundo que geria no Caribe com capital do Citibank destinado à privatização. Através deste fundo, Dantas arrematou o controle da Tele Centro Sul, da Telemig e da Amazônia Celular.

Apesar de toda sujeira na construção do seu império, Dantas continuou influente nos corredores de Brasília. Além do setor de telecomunicações, tem investimento em mineração e agropecuária. Ele é sócio da GME4, empresa especializada em pesquisar reservas minerais. Em sete meses de operação, ele adquiriu alvarás de pesquisa em 4 milhões de hectares de terra. Na agropecuária, participa através da poderosa empresa Santa Bárbara. Como afirma uma reportagem bajuladora da revista IstoÉ Dinheiro – Dantas tem ações na Editora 3 que administra o semanário –, “poucos empresários brasileiros conseguiram amealhar tanto dinheiro em tão pouco tempo. Seu banco de investimentos, criado há cerca de 20 anos, administra ativos de US$ 8 bilhões”.

Durante a CPI do Mensalão, a senadora petista Ideli Salvatti foi taxativa. “O senhor é diabólico. Se 10% do que dizem a seu respeito for verdade, o senhor já deveria estar preso”. Agora, ele está na cadeia. Mas até quando? O protagonista da privataria das telecomunicações é um homem com fortes vínculos nos bastidores do poder. Foi amigo de Luis Carlos Mendonça de Barros, ministro das Comunicações de FHC que acionou os fundos de pensão na venda da estatal do setor. Levou para o seu banco Pérsio Arida, Elena Landau, ex-diretora do BNDES responsável pela área de privatizações, Luis Octavio Motta Veiga, que presidiu a Petrobras no governo Collor de Mello, entre outros nomes já conhecidos. Quem mais fará parte deste conluio patrimonialista?



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8º Seminário Nacional do CUCA lança 6ª Bienal e define a equipe de coordenação



O encontro dos "cuqueiros" também elegeu nova diretoria para o Instituto CUCA


A oitava edição do Seminário Nacional do Circuito Universitário de Cultura e Arte, o CUCA da UNE, reuniu agentes de cultura dos 12 centros que compõem essa rede no País, entre os dias 4 e 6 de julho, no Instituto do Patrimônio Histórico e Cultural da Bahia, no Pelourinho, em Salvador (BA). O foco do encontro foi o lançamento da 6ª Bienal de Arte, Ciência e Cultura da UNE.


O primeiro dia foi destinado às visitações dos espaços que abrigarão a 6ª Bienal e as discussões sobre os Pontos de Cultura. O segundo dia foi marcado por debates sobre "A Formação do Povo Brasileiro", tema central da próxima edição do evento. "Discussões sobre a origem e a formação do povo brasileiro são importantes e atuais, pois contribuem para a construção de um projeto nacional e para a integração dos povos da América Latina", explicou o coordenador-geral da Bienal, Rafael Simões.


No período da tarde, o assunto dos debates envolveu a juventude e os Pontos de Cultura. Logo após, houve o lançamento da Bienal, que volta à cidade onde foi realizada, há 10 anos, a sua primeira edição, caracterizando-se como o maior festival de cultura universitária do País.


O evento acontece em janeiro de 2009 e tem outros motivos para ser realizada em Salvador, de acordo com outro coordenador da Bienal, Luis Parras. "Além de ter sido a primeira capital do Brasil, a cidade ganhou ainda mais força na nossa escolha, pelo fato de há três décadas ter sido o local de realização do Congresso de Reconstrução da UNE, que naquele período passou 15 anos na ilegalidade em função da ditadura militar", enumerou.


"O objetivo da Bienal é dialogar com os pontos de cultura e com as culturas regionais do Brasil, podendo contribuir para a nossa luta por um projeto de cultura para o nosso País e para levantar discussões sobre formas de financiamento, democratização da cultura e acesso a esses recursos.", declarou Simões.


O Seminário chegou ao fim no domingo, com a Assembléia Geral do Instituto CUCA, que elegeu a nova diretoria do projeto cultural da UNE. "Vamos dar continuidade ao trabalho que estava sendo desenvolvido, num ambiente de parceria. A mudança será no sentido de dar um viés mais político aos meios de cultura; pretendemos aprofundar esta reflexão dentro do CUCA, pois temos a ambição de pensar a cultura, de sermos protagonistas na formulação da politização cultural brasileira", afirmou o novo coordenador-geral do CUCA, Alexandre Santini.


Após a assembléia, um grupo de "cuqueiros" definiu a equipe de coordenação da próxima Bienal, que está aberta para receber sugestões e atender os interessados em participar do evento. Todos podem participar da mostra estudantil, desde secundaristas até pós-graduandos.


Confira abaixo a nova diretoria do CUCA e a equipe da 6ª Bienal:

Equipe da 6ª Bienal:
Coordenadores-gerais – Rafael Simões e Luis Parras
Coordenador (a) de área – a definir
Coordenadora de Artes Visuais – Juliana Moraes
Coordenador de Música – Eletro Cooperativa
Coordenadora de Literatura – Juliana Cunha
Coordenadora de Cinema – Cibele Moreti
Coordenador (a) Tecnologia – membro da ANPG a ser definido
Coordenadora do Espaço CUCA – Paula Damasceno

Nova diretoria CUCA:
Coordenador Geral - Alexandre Santini
Coordenador Financeiro - Edson Aguiar (Sansão)
Coordenadora de Comunicação - Alessandra Stropp
Coordenadora de Cultura - Vanessa Stropp
Coordenadora de Projetos - Aline Portilho

Mais informações: Luis Parras luis.parras@yahoo.com.br (71) 9924 8042/ Rafael Simões rafaune@gmail.com (21) 8684-5253


Da Redação do Estudantenet


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Dias de grandes conquistas


Os últimos dias têm sido marcados por boas notícias para a educação em nosso país: Piso nacional para os professores, fim da incidência da DRU nas verbas da educação, aumento de 133% da produção científica, além da implantação do Reuni que tem ajudado na expansão do ensino superior brasileiro.

Foi aprovada pelo senado a promessa da campanha presidencial de 2006 com relação ao piso salarial nacional de R$ 950,00 para professores do ensino básico. A proposta depende agora de sanção do Presidente Lula, a partir daí os professores que ganharem menos do que o piso receberão um terço da diferença neste ano, outro terço em 2009 e mais um em 2010. A expectativa é que 1,5 milhão de professores sejam beneficiados com a medida.

Essa é uma ação de grande importância para acelerarmos a construção de um projeto de país que dê à educação o tratamento que é devido. Não é possível conceber uma educação de qualidade com salários tão baixos como os que são praticados em várias partes do país. Sabemos também que apenas os aumentos salariais não resolverão por si só a situação calamitosa na qual a educação brasileira se encontra, contudo, afirmamos que estamos, nesse momento, dando um grande passo.

A construção de uma educação pública, gratuita, laica e de qualidade depende, sobretudo da capacidade da sociedade e dos governantes de perceberem que é mais do que necessária a construção de uma profunda reforma do nosso sistema educacional. Uma reforma que elabore métodos pedagógicos eficazes, que possa ampliar ainda mais os investimentos, incentivar e fortalecer a participação da comunidade, investir na formação e na qualificação dos professores e equipar nossas escolas com material capaz de colocar os milhares de jovens em contato com as novas tecnologias.

E para garantir tudo isso ter profissionais bem pagos é fundamental. Um piso salarial dará aos docentes o testemunho do valor que a sociedade confere a sua profissão e representa o início da construção de um processo de valorização do magistério. Nesse sentido nosso objetivo deve ser garantir as condições para construir uma carreira digna para atrair bons profissionais.

Ainda no sentido de garantir mais verbas para a área da educação podemos comemorar o resultado da votação no Senado da Proposta de Emenda a Constituição (PEC) que acaba com incidência da Desvinculação de Receitas da União (DRU) sobre os recursos da educação, o que poderá representar um aumento de sete bilhões no orçamento da educação.

Essa proposta foi aprovada por unanimidade em segundo turno e seguirá agora para a Câmara dos Deputados. A PEC prevê que a desvinculação será gradativa a partir de 2009 e sua suspensão em 2011. Vale lembrar que a DRU é um mecanismo que garante ao governo federal gastar 20% de qualquer arrecadação sem justificar a destinação dos recursos. Ou seja, com a aprovação dessa nova PEC o governo não poderá mais mexer nas verbas destinadas à educação.

Outra boa notícia a ser comemorada é a confirmação do aumento da produção científica aqui no Brasil. Medida em números de artigos publicados em periódicos internacionais, a produção científica brasileira cresceu 133% nos últimos 10 anos.

Dentre os países chamados "em desenvolvimento" o Brasil só não cresceu mais do que a China que por sua vez quadruplicou a publicação de artigos. Com esse resultado o Brasil segue ocupando o 16º lugar em um ranking que lista 233 países. Esse desempenho de 2007 representa mais da metade de toda a produção científica da América Latina.

Por fim podemos falar de vitórias também na luta pela expansão da educação superior. Depois de muitos debates começamos a colher os frutos por ter apoiado e aprovado em várias universidades o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais e a expansão da Rede Federal de Educação Tecnológica.

O Reuni é uma vitória dos que defendem a expo crescimento e a democratização das universidades. Por causa dele foram aprovados, também no Senado Federal, dois Projetos de Lei que criam cerca de 50 mil cargos em Instituições Federais de Educação Profissional Tecnológica e de Ensino Superior. Essas vagas serão abertas ao longo dos próximos três anos e segundo o Ministério da Educação, a criação dos novos cargos visa dar suporte a implementação do Reuni.

Ainda estamos longe de alcançar o modelo educacional que buscamos, contudo, nunca é demais afirmar que os dias de hoje em nada nos lembra a situação vivida por nós antes de 2002.

Não queremos parar por aí. Para que o Brasil possa continuar nesse rumo é preciso que o Governo Lula continue fazendo sua parte. É necessário que faça a sanção do piso nacional do professor, assim como apoiar na Câmara dos Deputados o fim da DRU na educação.

Marcelo Gavião - Presidente Nacional da UJS

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terça-feira, 8 de julho de 2008

E Daniel Dantas vai ver o sol nascer quadrado


Deu hoje no Conversa Afiada do jornalista Paulo Henrique Amorim:

DANTAS FOI EM CANA: COMO FICA A “BrOi” ?

. O jornalista Bob Fernandes informa que o herói da privatização do Governo Fernando Henrique está em cana (clique aqui para ler).

. Daniel Dantas, aquele que botava dinheiro no valerioduto, está em cana.

. Ele e a irmã dele, Verônica, aquela que botou milhões de dólares numa empresa da filha de José Serra em Miami (clique aqui para ler).

. Com Dantas em cana, fica a pergunta: e a “BrOi” ?

. A “BrOi” só saiu porque o Governo Lula mandou sair.

. E a “BrOi” só saiu porque deram um cala-a-boca de US$ 1 bilhão a Daniel Dantas.

. A “BrOi” só saiu porque o presidente da Previ, Sérgio Rosa, Wagner Pinheiro, da Petros, e Guilherme Lacerda, da Funcef, retiraram da Justiça as ações que moviam contra as falcatruas de Dantas na Brasil Telecom.

. Como ficam o BNDES, o caixa da “BrOi”, e seus diretores ?

. Como fica a diretoria da CVM que fez vista grossa para as patifarias de Dantas e seu insigne parceiro Naji Nahas ?

. Como ficam a Anatel e sua diretoria, que mudaram a lei para criar uma empresa que pressupõe fazer um acordo com um conjunto de larápios ?

. O que dirá a Ministra Dilma Rousseff ?

. É estratégico fazer um acordo com um larápio ?

Clique aqui para ler a representação com que entrei no Ministério Público Federal.

Clique aqui para ler a nota da Polícia Federal sobre a operação que resultou na prisão de Daniel Dantas.

Leia uma antologia do que o Conversa Afiada já falou sobre o mais novo hóspede da Polícia Federal:

O que dirá a Bancada Dantas ?
Dr. Queiroz, um exemplo
Presidente Mendes, o Medina está de olho
Boechat: Dantas fugiu
“BrOi” + Angra + Andrade + Fundos = isso cheira mal
“BrOi”: por que ninguém fala de Dantas
"BrOi": 52 perguntas que lula deve fazer
Alcatel + BrT: os Fundos e o Citi estão nessa?
Dantas embolsa US$ 1 bi e vai derrubar Lula – de novo
Carta: “BrOi” é o PAC do Dantas
Fundos fazem acordo com líder do tráfico na favela
“BrOi”: primeiro é preciso abater Demarco
Dantas põe as cartas na mesa. Lula, Citi e Fundos fazem o que Dantas mais quer

Leia também:
Dantas, magnata das privatizações, é preso pela PF

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segunda-feira, 7 de julho de 2008

Cebrapaz, CMP e CTB repudiam a Quarta Frota


O porta-aviões George Washington


Cebrapaz e CMP organizam campanha contra a Quarta Frota

A América do Sul vive hoje um inédito processo de transformação política, capitaneado por forças progressistas e democráticas, que colocam como eixo central de sua estratégia de integração a questão energética, dado que a região é rica em fontes de energia, como petróleo, gás, biomassa, urânio e energia hidroelétrica. Constituir um grande anel energético aproveitando do potencial que cada país possui é um dos objetivos impulsionados no âmbito da integração regional.

Com uma área de atuação que atinge 30 países e 15,6 milhões de milhas marítimas a Quarta Frota se unirá as outras divisões da Armada Estadunidense para, segundo autoridades estadunidenses, unir esforços no combate ao narcotráfico e ao terrorismo internacional.

Diante da ameaça representada pela nova investida imperialista, o Cebrapaz lança, em conjunto com o Conselho Mundial da Paz (CMP),uma campanha contra o relançamento da Quarta Frota estadunidense em águas do Atlântico.

A presidenta do Conselho Mundial da Paz, Socorro Gomes alerta: "O anúncio de recriação da Quarta Frota estadunidense, destinada a realizar missões navais agressivas nas regiões do Caribe, América Central e América do Sul, é uma grave ameaça à paz, à segurança e à soberania de todos os povos e nações da América Latina".

De acordo com a presidenta, o que está em jogo na decisão de autoridades estadunidenses de relançar a Quarta Frota são os interesses de frear o processo de transformação política da região e disputar os recursos naturais e estratégicos dos povos destas latitudes do mundo, ferindo a soberania e buscando intimidar militarmente a região.

"O objetivo é constituir um amplo movimento contra o relançamento da Quarta Frota e em defesa da paz e da soberania dos países da região", disse Socorro Gomes sobre a campanha a ser realizada pelo Cebrapaz em parceria com o CMP.

Presidentes do Mercosul repudiam relançamento da Quarta Frota
Ao final da Cúpula de Presidentes do Mercosul, realizada na cidade de Tucuman, Argentina, os presidentes Lula e Hugo Chavez exigiram explicações ao governo dos EUA sobre o relançamento da Quarta Frota.

Lula foi claro ao relacionar o relançamento da Quarta Frota à disputa em torno das fontes de energia."Nós agora descobrimos petróleo em toda a costa marítima brasileira, a 300 quilômetros da nossa costa, e nós, obviamente, queremos que os Estados Unidos nos expliquem qual é a lógica desta Quarta Frota", disse o presidente.

Durante a reunião o presidente venezuelano, Hugo Chavez, afirmou que é obrigação dos chefes de Estado da região exigir explicações dos EUA sobre a Quarta Frota. Chavez destaca que o militar nomeado é um oficial com longa experiência em área de conflitos, como o Vietnã.

Em 1943, quando foi criada, a Quarta Frota possuía a missão de combater os submarinos alemães nas águas da Atlântico Sul na Segunda Guerra Mundial. Teve suas atividades suspensas em 1950, quando se juntou à Segunda Frota, que se tornou responsável pela América Latina.Hoje a Quarta Frota é formada por esquadrões e divisões que podem operar nas chamadas zonas de "águas azuis" (oceanos), "águas verdes"(litoral), "águas marrões"( forças costeiras e litoral), e possue forças tarefas (task forces) para operações especiais.

Fonte: Agências de Notícias

Da Redação do Cebrapaz


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CTB repudia 4ª Frota dos EUA e apóia exigência de explicações feita pelo Brasil

A Central dos Trabalhadoras e Trabalhadoras do Brasil (CTB) repudia a reativação da 4ª Frota de Intervenção dos Estados Unidos, que deve começar a patrulhar as águas da América Latina a partir do próximo dia 12, ao mesmo tempo em que manifesta seu total apoio à cobrança de uma explicação convincente do governo norte-americano sobre tal iniciativa.

Trata-se de uma séria ameaça aos governos progressistas e à soberania nacional dos povos latino-americanos. Não há justificativa aceitável para o ato hostil e belicista do império. A América Latina é uma região pacífica, cuja única guerra é contra a fome, a pobreza e a miséria, como acentuou o presidente brasileiro. O alvo do imperialismo é a Amazônia, os recursos naturais em que a região é rica (como o petróleo, o gás e a água), assim como as forças progressistas e patrióticas.

A CTB entende que o movimento sindical não pode ficar alheio a este grave acontecimento nem subestimar seu significado histórico. É indispensável conscientizar nosso povo sobre as reais intenções do imperialismo. As centrais sindicais, a Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS) devem unificar forças, ao lado de outras organizações progressistas e patrióticas, para organizar manifestações diante da embaixada e dos consulados dos EUA no Brasil contra a reativação da 4ª Frota de Intervenção e em defesa da paz na América Latina e no mundo.

Wagner Gomes

Presidente da CTB

Leia também: Brasil exige explicação dos EUA sobre 4ª Frota


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sexta-feira, 4 de julho de 2008

UCMG comemora reconstrução da UMES - BH



No próximo sábado, 5 de julho, a partir das 9h, no Colégio Técnico da UFMG (Coltec), a juventude de Belo Horizonte vai realizar o Congresso de Reconstrução da União Municipal dos Estudantes Secundaristas (UMES-BH). O ato político do Congresso terá a presença de lideranças estudantis e autoridades políticas.


“Desde 2002 a entidade está desativada mas, a partir do dia primeiro de junho, data do Encontro Municipal de Grêmios, que chamou à reconstrução da entidade, a realidade mudou. Representantes de diversas correntes do movimento estudantil se mobilizaram e foram para as escolas da capital eleger os mais de 350 delegados e 700 suplentes para este que, sem sombra de dúvidas, será o congresso de maior representação da história da UMES”, conta o presidente da União Colegial de Minas Gerais (UCMG), Flávio Panetone.


“Foram 3 meses de grandes mobilizações e, após a maior jornada de lutas de Minas Gerais, os estudantes mineiros se mobilizam em torno de um só objetivo, a reconstrução da maior entidade municipal secundarista do Estado”, comemora.


Para o Diretor do Grêmio da EMPLO (Escola Municipal Professor Lourenço de Oliveira), Paulo César, o PC, “é importante garantir a participação de todos estudantes da capital, seja de escolas particulares, escolas públicas ou pré-vestibulares, para que possamos sair do Congresso com uma grande agenda para os estudantes belo-horizontinos, chamando para a participação no 1º Encontro Mineiro de Escolas Técnicas da UCMG, no segundo semestre”.


“Vamos garantir uma maior mobilização pelo meio-passe e pela maior reforma da educação que Belo Horizonte já viu, rumo aos 20 mil estudantes nas ruas, para conquistar um novo tempo, uma nova educação de qualidade”, diz.


“Ainda no mês de agosto é importante ressaltar que pretendemos colocar na estrada uma grande caravana da UMES em defesa da educação e da cidadania, realizando debates, festivais de bandas e promovendo a participação dos estudantes de BH organizadamente nas eleições municipais, aprovando uma plataforma eleitoral para apresentar aos candidatos a prefeito da capital”, completa Panetone.


Jornada de Lutas de Agosto

Na semana do Estudante, a UCMG irá realizar um grande arrastão por todo estado, realizando atividades em todas as regiões do Estado, mobilizando cerca de 50 mil estudantes em defesa da reforma da Educação.Para a diretora da UCMG, Mariana Alves, “é importante realizar uma atividade de peso em cada região do Estado, seja no Triângulo Mineiro, seja no Norte de Minas ou no Vale do Aço”. Ela garante que a UCMG “estará presente fazendo a união em torno da bandeira de uma educação pública, gratuita e de qualidade para todos”.


Além do arrastão, será realizado o 1° Encontro Mineiro de Escolas Técnicas da UCMG e a Caravana da UCMG por uma Nova Escola.


De Belo Horizonte, Péricles Francisco para o Portal da UCMG


A Estrada vai além do que se vê!

Apesar da derrota, tricoletes irão ao Mundial









Guerrón já sabia quem é que manda!







E agora Renato?


Contribuição do Kibe Loco pra uma vida mais feliz!


A Estrada vai além do que se vê!

Deixa as pedras rolarem


Acabo de receber dica do meu amigo atleticano Zé Morais: mais um show de rock pra animar as férias de inverno da moçada. Dessa vez, comemorando o dia mundial do rock, "Morales" irá fazer uma participação especial, soltando a voz com a banda Lastro. Interpretando "Hey, hey, my, my" e "Like a Hurricane" do canadense Neil Young. É de graça e vale a pena conferir.


A Estrada vai além do que se vê!

Loira


Sugar e ser sugado pelo amor


Sugar e ser sugado pelo amor

no mesmo instante boca milvalente

o corpo dois em um o gozo pleno

Que não pertence a mim nem te pertence

um gozo de fusão difusa transfusão

o lamber o chupar o ser chupado

no mesmo espasmo

é tudo boca boca boca boca

sessenta e nove vezes boquilíngua.


Carlos Drummond de Andrade



A Estrada vai além do que se vê!

terça-feira, 1 de julho de 2008

5 anos com Vivito

Meu afilhado índio

Parece que foi ontem que meu irmão Rodrigo trazia João Vítor nos braços para conhecer o mundo aqui fora. No dia 1º de julho de 2003, Vivito veio alegrar nossas vidas com seu sorriso fácil, sua cara marota e sua interminável energia. Hoje, dia em que comemoramos seus cinco aninhos de vida, deixo aqui uma música do Milton Nascimento, imortalizada na voz de um montesclarense menos ilustre que João Vítor, mas também talentoso, Beto Guedes.
"Põe o VDD do Beto, Momon!"



Bola de Meia , Bola de Gude



Há um menino
Há um moleque
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto balança
Ele vem pra me dar a mão

Há um passado no meu presente
Um sol bem quente lá no meu quintal
Toda vez que a bruxa me assombra
O menino me dá a mão

E me fala de coisas bonitas
Que eu acredito
Que não deixarão de existir
Amizade, palavra, respeito
Caráter, bondade alegria e amor

Pois não posso
Não devo
Não quero
Viver como toda essa gente
Insiste em viver
E não posso aceitar sossegado
Qualquer sacanagem ser coisa normal

Bola de meia, bola de gude
O solidário não quer solidão
Toda vez que a tristeza me alcança
O menino me dá a mão

Há um menino
Há um moleque
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto fraqueja
Ele vem pra me dar a mão


Parabéns Vivito!


A Estrada vai além do que se vê!

Juventude Negra se reúne amanhã na Unimontes


Acabei de receber do diretor do Diretório Central dos Estudantes da Unimontes, Juliano Gonçalves, convite para a Plenária Municipal de Lançamento do Fórum Nacional de Juventude Negra, que vai rolar amanhã na Unimontes. Segundo Juliano, “lançar o Fórum Nacional de Juventude Negra no Norte de Minas, é uma tarefa desafiadora. Embora a cor da pele escura estar bem definida nesta região de Minas, as marcas da repressão e dos traumas sofridos pelos antepassados escravos ainda atormentam a juventude negra que não se afro-afirma, sendo este um paradigma vigente que este Fórum objetiva quebrar”.
Segue abaixo a programação do evento, vale a pena conferir.


Programação


02/07/08 Quarta-Feira

08h – Credenciamento, Acolhida dos/as Participantes e Café da Manhã


09h – Abertura Solene e Recital de Poesia (Capoeirando)
Mesa de abertura
· Paulo César Gonçalves de Almeida/Reitor da Unimontes
· José Paulo Gomes/Coordenador do projeto Unimontes Afroatitude
· Athos Avelino/Prefeito de Montes Claros
· Alexandre Quaresma/Cotista
· Diego de Macedo/Presidente do DCE
· Fabio Neves/ICCAP


10h – Mesa Redonda: Novas Perspectivas na Militância Étnico/racial
Expositor:
Larissa Borges – Coordenação do ENJUNE/MG
Debatedores:
Cardeque Soares - Grucon
Hilário Bispo – Tambores dos Montes
Roberto Neves Rolino – Negratitude/Coordenador Municipal de Políticas para Igualdade Racial

11h – Mesa Redonda: Os Desafios na Organização da Juventude Negra
Expositor:
Juliano Gonçalves Pereira – Comissão Nacional Pró-Fórum da Juventude Negra
Debatedores:
José Paulo Ferreira Gomes – Coordenador do Projeto Unimontes Afroatitude
Leonardo Grilo – Coordenador Municipal de Juventude
Sidney Alves - Capoeirando

12h – Almoço Cultural
· Hip-Hop/ICCAP

13h30 – Grupos de Discussão
· Genocídio da Juventude Negra – Evely Gabriele
· Afroafirmação – Jader Santos Chaves
· Cotas / Ações Afirmativas – Mateus Vinícius
· Juventude Negra e suas estatísticas – Giliarde de Souza Brito

14h50 – Plenária Final
· Leitura das demandas


17h30 – Escolha dos Delegados para etapa estadual

18h - Encerramento


A Estrada vai além do que se vê!