terça-feira, 22 de julho de 2008

"E há que se cuidar do broto pra que a vida nos dê flor e fruto"

Terminei recentemente de ler o livro “As Meninas da Esquina – Diários dos sonhos, dores e aventuras de seis adolescentes do Brasil”, da repórter Eliane Trindade. O livro traz relatos de seis adolescentes em situação de risco, vítimas da exploração sexual e da violência doméstica.

As emocionantes histórias de Natasha, Britney, Milena, Yasmin, Vitória e Diana, demonstram a gritante necessidade de um olhar mais carinhoso e de políticas públicas efetivas para proteger a infância e adolescência de nosso país.

Jovens que tem de enfrentar a violência, a dependência e o tráfico de drogas, a fome, o desemprego, as péssimas condições de vida, a maternidade precoce, enfim, todas as mazelas de nossa sociedade, sem o amparo da família, da escola ou do Estado. Todas têm contato com alguma Organização Não-Governamental que trata de adolescentes em situação de risco, mas o trabalho se mostra ineficaz, na medida em que as demais esferas da sociedade não atuam para minimizar os problemas dessas jovens.

É certo que o arcabouço institucional existe, através dos Conselhos de Direitos da Criança e do Adolescente, dos Conselhos Tutelares, dos Conselhos de Políticas Públicas e, principalmente, do Estatuto da Criança e do Adolescente, mas a teoria não funciona na prática. A proteção a esse segmento social ainda é bastante débil e a desconfiança e desilusão são comuns entre aqueles que, em algum momento, recorreram a essas instâncias para pedir ajuda ou mesmo para denunciar maus-tratos.

Faz-se necessário uma ação efetiva do Estado e da sociedade civil organizada para combatermos mais essa chaga que se alastra de norte a sul do Brasil.

Para denunciar a violência e abuso sexual contra crianças e adolescentes, disque 100.


A Estrada vai além do que se vê!

Um comentário:

Luciasna Lopes disse...

Nossa Ramon,que bacana que você leu o livro., Fico muito feliz em vê essa sua postagem sobre um tema tão polêmico em que as pessoas fecham os olhos e simplesmente não reconhecem essa dura realidade.
Adorei a matéria.
Saudações e boas férias.