sexta-feira, 21 de março de 2008

Outono

É isso aí moçada, feriadão!
As dicas deste fim de semana ficam por conta de alguns espaços virtuais legais. Daqui de Montes Claros, duas páginas que privilegiam a boa música underground de nossa região, o blog do Circuito Itinerante de Música do meu amigo Digão e o Conexão Underground do presidente da Associação do Rock de Montes Claros e Região (ARMCR), Fred Sapúlia. Também não poderia deixar de sugerir a página do meu companheiro Eric Maciel, membro do Coletivo Jovem de Meio Ambiente de Minas Gerais e diretor estadual de meio ambiente da União da Juventude Socialista (UJS). O Blog do Eric trata de questões relacionadas a sustentabilidade ambiental com linguagem jovem e didática, não deixem de conhecer.
Um pouco adoentado e aproveitando pra colocar algumas coisas em dia, desejo um fim de semana sem violência nas estradas e muita curtição pra moçada. Na próxima segunda, publicaremos entrevista que realizei com o dirigente nacional da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Gílson Reis, Presidente do Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (Sinpro Minas), que nos falou sobre a campanha salarial da categoria e da possibilidade de paralisação dos professores em Montes Claros. Vale a pena conferir.



A Estrada vai além do que se vê!

quarta-feira, 19 de março de 2008

Na vitrola

O vermelho é a cor que incita a fome

Dica de uma sonzêra pra quarta-feira. O novo disco da Nação Zumbi, Fome de Tudo é uma pedrada alucinógena na cabeça da moçada.
Vale a pena conferir a sinestesia desvairada da moçada de Pernambuco. Uma breve degustação você encontra no roc'king dudes, blog que divulga a boa música.
Pra fechar, a letra da canção que abre o disco: Bossa Nostra.


Bossa Nostra
Composição: Jorge du Peixe

Ninguém quer saber
O gosto do sangue
Mas o vermelho
Ainda é a cor que incita a fome
Depende da hora e da cor
Depende da hora,
Da hora, da cor e do cheiro
Cada cor tem o seu cheiro
Cada hora lança sua dor
E dessa insustentável leveza de ser
Eu gosto mesmo é de vida real

Elevei
Minha alma pra passear
Elevei
Minha alma pra passear

Não me distancio muito de mim
E quando saio não vou longe
fico sempre por perto
Depende da hora e da cor
Depende da hora,
Da hora, da cor e do cheiro
Cada cor tem o seu cheiro
Cada hora lança sua dor
E dessa insustentável leveza de ser
Eu gosto mesmo é de vida real

Elevei
Minha alma pra passear
Elevei
Minha alma pra passear

Mais tarde tem mais!

A Estrada vai além do que se vê!

terça-feira, 18 de março de 2008

Bienal da UNE pode rolar em Minas


Neste fim de semana, em conversa com o Presidente da União Estadual dos Estudantes de Minas Gerais (UEE-MG), meu amigo flamenguista Diogo Santos, vi que a moçada das entidades estudantis mineiras está bastante animada com a possibilidade da realização da 6ª Bienal de Cultura e Arte da União Nacional dos Estudantes (UNE), na bela cidade histórica de Ouro Preto. Em reunião com o Secretário Especial de Esportes e Juventude de Minas Gerais, Gustavo Corrêa, a UEE recebeu o apoio do governo do Estado pra realização do evento, "estamos nos empenhando muito para vencer a disputa da cidade-sede da próxima Bienal. Se depender de apoio, a Bienal já tem lugar", afirmou Diogo. O Secretário também se empenhará em agendar uma audiência com a Secretária Estadual de Cultura, Eleonora Santa Rosa, em nome dos estudantes. No próximo dia 27, a Presidente da UNE, Lúcia Stumpf estará em BH para audiência com o governador Aécio Neves para tratar do tema.

Impossível não recordar do 2º Circuito Universitário da UEE, ocorrido em agosto de 2002 na mesma localidade. Na oportunidade, estudantes de toda Minas Gerais participaram de debates, mostras de cinema, artes visuais, teatro e música (o Festival Coração de Estudante), além das festas que rolaram nas dezenas de repúblicas da cidade. Deixou saudade o show de encerramento, na Praça Tiradentes lotada, com Milton Nascimento e Lô Borges. Deu trabalho, mas foi gratificante demais!

Já a Bienal, marcada para o início do ano que vem, chega a sua sexta edição com os Centros Universitários de Cultura e Arte (CUCAs) cada vez mais estruturados e com uma rede nacional de promoção da arte universitária.

Com o tema "A Formação do Povo Brasileiro", a Bienal da UNE espera reunir cerca de oito mil universitários de todo o país. Além da cidade mineira, a também bela Salvador, capital baiana disputa a possibilidade de sediar este grande evento.

Maiores informações no Blog do CUCA e no Estudantenet


A Estrada vai além do que se vê!

De volta ao planeta dos suricatos

E aí moçada, beleza?
O Blog ficou desatualizado nos últimos dias em virtude de alguns percalços pessoais e da minha participação na 1ª Conferência Estadual de Políticas Públicas de Juventude, que rolou em Belo Horizonte no último fim de semana. Mas agora estamos de volta e vamos buscar compensar o tempo perdido.
Pra começar, um ótima notícia colhida no Blog do Petta. A Lei 11664, relacionada à exigência de experiência superior a seis meses para o contratante de uma empresa, ganhou um novo artigo. O 442-A afirma que para fins de contratação o empregador não exigirá do candidato a emprego a comprovação de experiência prévia por tempo superior a seis meses no mesmo tipo de atividade. Essa alteração tem como objetivo principal o favorecimento à juventude, pois lhes dá a chance de serem "inexperientes". Além disso, a alteração facilita a empregabilidade dos jovens iniciantes no mercado de trabalho que hoje são os que encontram maior dificuldade em obter contratação. Agora cabe a todos o trabalho de fiscalização, para que ninguém deixe de cumprir as regras.
Vejam a opinião do meu amigo, ex-Presidente da UNE, Gustavo Petta:

Artigo da CLT favorece juventude
A CLT tem novidades nessa semana: o artigo 442-A. Segundo essa nova regulamentação, fica proibida a exigência de experiência mínima de seis meses para candidatos a vagas do mesmo tipo de atividade prevista para o cargo.
Quem mais ganha com isso são os jovens, principalmente os que estão em busca do primeiro emprego. Sem precisar contar com um registro prévio, a idéia do Ministério do Trabalho é ampliar as oportunidades, de preferência no mercado formal. O artigo irá privilegiar também os candidatos a cargos de chefia e aqueles que prestam concursos regidos pela CLT.
Algumas opiniões contrárias afirmam que a medida é inócua, já que, na prática, as empresas irão continuar escolhendo quem tem mais experiência. De qualquer maneira - e por mais que continue valendo a lei do mais forte -, qualquer tentativa de inclusão do jovem no mercado de trabalho é válida. E quem sabe os critérios dos empregadores fiquem mais flexíveis e balanceados na hora de contratar.

É isso aí, mais tarde tem mais!


A Estrada vai além do que se vê!


quarta-feira, 12 de março de 2008

A UEE não pode parar

Volto a falar hoje da minha querida UEE (União Estadual dos Estudantes). Recebi matérias do meu amigo cruzeirense Pedro Leão, publicadas no Caderno Vermelho Minas, e as reproduzo abaixo, pra demonstrar que o movimento estudantil em Minas está a todo o vapor.

Posse da UEE e UCMG lota auditório da Assembléia

A União Estadual dos Estudantes (UEE-MG) e a União Colegial de Minas Gerais (UCMG) realizaram na ultima sexta-feira (7) a posse de suas novas diretorias. A cerimônia foi realizada no auditório do Palácio dos Inconfidentes, sede do legislativo mineiro. Mais de 150 pessoas prestigiaram, entre estudantes, autoridades políticas e militantes do movimento social. A deputada federal Jô Moraes, o deputado estadual Carlin Moura e a vereadora Maria Lúcia Scarpelli compareceram.
A presidente da UNE, Lucia Stumpf , foi quem dirigiu os trabalhos da mesa e fez uma intervenção saudando os estudantes mineiros. ''A UEE e a UCMG são importantes aliados da UNE em nossas bandeiras de lutas, espero vir muito em Minas e dividir cada vez mais vitórias com esse combativo movimento'', declarou.
Para o presidente do Sindicato dos Professores de Minas Gerais (Sinpro-MG), Gilson Reis, a ausência de um projeto educacional faz com que Minas fique para traz, em relação a outros estados. Ele frisou a importância do movimento estudantil para mudar este quadro.
''O primeiro passo é a mudança da visão e da composição do conselho estadual de educação que hoje só serve aos interesses de quem o dirige, os donos das instituições privadas'', criticou.
O Coordenador Especial da Juventude do Estado, Roberto Tross, lembrou o trabalho que vem sendo feito em parceria com as entidades estudantis no debate e implementação de políticas públicas para a Juventude em Minas.
Ele citou o processo de construção da Conferência Nacional e informou a todos da realização da Conferencia Estadual, que será realizada no próximo fim de semana de 14 a 16 de março. Tross ainda destacou a importância do movimento estudantil atuante e se colocou a disposição dos estudantes para futuros diálogos.

Desafios
A luta dos estudantes a favor das causas progressistas foi recordada pelas autoridades que compuseram o ato de posse das entidades. A vereadora Maria Lucia Scarpelli, lembrou a responsabilidade da UEE e da UCMG.
''O desafio de vocês é muito grande, é antes de tudo mostrar para os estudantes que há uma esperança e que é do nosso lado que a juventude tem que estar, ao lado dos progressistas'', disse.
A deputada Federal Jô Moraes, líder do PCdoB na Câmara, esteve rapidamente na cerimônia e cumprimentou os novos presidentes. Para a deputada, o movimento estudantil é um importante instrumento de lutas e deve continuar sua trajetória em defesa do Brasil.
''Se hoje vivemos um momento político onde, sindicalistas, socialistas e estudantes realizam um evento na Assembléia Legislativa, é por que muitos foram os que lutaram pela nossa liberdade e muitos que tombaram pertenciam ao movimento estudantil'' lembrou.
Representando a Comissão de Educação da Assembléia Legislativa Mineira, o deputado Estadual Carlin Moura saudou os jovens dizendo que desde a inconfidência os estudantes estiveram do lado dos interesses nacionais. Ex- Vice-presidente regional da UNE, Carlin fez questão de dizer que o seu mandato fica à disposição das entidades para encampar as lutas estudantis, como o passe livre e o direito a meia-entrada.

Novos presidentes
O novo presidente da UCMG, o estudante de Contagem, Flavio Nascimento, conhecido como ''Panetonne'', disse que levar o movimento para a base é uma das prioridades para o próximo período. ''Além de debater cada vez mais os grandes problemas da sociedade e principalmente da juventude mineira'', completou.
Lembrando das lutas em defesa do patrimônio nacional, que sempre tiveram os estudantes na linha de frente, Panetone defendeu a participação do movimento secundaristas mineiro nos debates sobre a política de extração de mineiro de ferro. ''Vamos lançar a campanha 'O minério é nosso', relembrando a campanha 'O Petróleo é nosso', que resultou na criação da Petrobrás'', disse.
Ele emendou destacando o papel da UCMG ao longo do processo que está acontecendo na sociedade de mobilização contra as altas taxas de energia da Cemig.
''Na posse estiveram presentes alguns presidentes de grêmios da Capital, todos estão muito animados com o movimento, a nossa participação na campanha de incentivo a confecção do titulo eleitoral é um verdadeiro sucesso e faremos destes parceiros, aliados de outras lutas'', afirmou.
O ultimo a falar foi o estudante de Economia da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Diogo Santos, novo presidente da UEE-MG. Ele dedicou sua fala a necessidade de haver uma agenda de lutas que traga mais vitórias ao movimento estudantil mineiro e que discuta mais a educação superior no estado. Segundo ele, a educação em Minas ''é uma das mais sucateadas do Brasil''.
Diogo reforçou em sua fala a campanha pela defesa do minério e pela realização da Bienal da UNE em Ouro Preto. Para o presidente da UEE, a posse foi bastante representativa. ''Faço uma avaliação positiva e espero que tenhamos todos ao nosso lado, ao longo da gestão'', disse.

Dia da Mulher
Uma rosa foi entregue a cada diretora da UCMG e da UEE que tomava posse, uma homenagem singela que, segundo Diogo, serve para não deixar passar em branco a data especial do dia da mulher. ''Não podemos esquecer jamais do papel das mulheres na nossa luta que só é completa se não houver desigualdade e preconceito'', salientou.

Festa
Muita animação e Samba Rock. Foi assim a comemoração organizada pelas entidades na região Sul de Belo Horizonte. Segundo o organizador da festa, o diretor de cultura da UEE, Ives Lima, o evento foi um grande sucesso e apenas uma demonstração do que será a Bienal de Cultura da UNE, caso seja realizada em Ouro Preto.
Os mineiros se candidataram na disputa pela realização da Bienal de Cultura da União Nacional dos Estudantes que acontecerá em janeiro de 2010. Ouro Preto e Salvador, capital da Bahia são as cidades que disputam para sediar a próxima Bienal da UNE.

UEE-MG planeja ações da entidade para o próximo período

Menos de 24 horas depois da posse de seus novos diretores, a União Estadual dos Estudantes (UEE-MG) já realizava sua primeira reunião. O encontro aconteceu no sábado (8), na sede do Sindicato dos Professores (Sinpro-MG) e teve como primeiro ponto de pauta um rico debate sobre conjuntura.
O Deputado Estadual Carlin Moura (PCdoB-MG) foi convidado para realizar uma intervenção especial. Carlin começou falando da falta de investimento nos setores sociais e a exacerbação do governo do estado em publicidade. Segundo o deputado, apenas com campanhas publicitárias, o governo estadual já gastou 500% a mais que o ultimo governo, do governador Itamar Franco.
O baixo tributo pago pela exploração das jazidas de mineiro no estado foi outro ponto abordado pelo parlamentar. O debate seguiu com a participação de vários diretores e com uma última fala do deputado, que deu o seguinte recado: ''Entender os problemas de Minas é nossa tarefa, temos que fazer o movimento estudantil ser protagonista de mais lutas populares, conquistando cada vez mais vitórias para o nosso povo''.
Criticas a política econômica empregada pelo governo federal e políticas educacionais do governo Aécio deram o tom do debate que seguiu ao longo de todo o sábado. Já no domingo foi apresentada uma proposta para o planejamento de gestão a ser apreciada por toda a diretoria.

Bienal da UNE: Minas na disputa!

A reunião contou no com a Presença da diretora na UNE, Luana Bonone, última presidente da UEE. Luana apresentou os principais eixos da jornada de lutas da UNE para 2008, entre eles, a melhoria dos investimentos em educação, melhor qualidade do ensino e mais democracia. Bonone também comentou sobre a caravana de saúde da UNE que prevê diversas ações em Minas Gerais.
Durante a reunião foram dados alguns informes, entre eles se destaca a audiência realizada pelo presidente da UEE, Diogo Santos, com o Prefeito de Ouro Preto, Ângelo Osvaldo (PMDB), para tratar da reaslização da 6ª Bienal de Cultura da UNE na ciadade mineira
Angelo, que é ex-secretário de Cultura do Estado, comemorou a possibilidade da Bienal da UNE ser sediada na terra dos inconfidentes. ''No que depender da prefeitura e de nossa cidade, a Bienal já tem endereço'', declarou.
O tesoureiro da UEE, Gabriel Lima, que também particou da reunião, comemorou a boa recepção do prefeito, dizendo que o acolhimento se deve a uma boa relação institucional da entidade, que deve ser ampliada caso a Bienal se realize na cidade histórica mineira. O informe foi dado aos diretores que receberam com entusiasmo o bom andamento das negociações para trazer a Bienal de Cultura para Minas Gerais. A próxima reunião da UEE acontece ainda essa semana, no próximo dia 13. Na pauta está a aprovação do projeto da próxima jornada de lutas.



A Estrada vai além do que se vê!

terça-feira, 11 de março de 2008

Demos são recordistas em cassações segundo o TSE



Deu no Blog do Zéder.

A Estrada vai além do que se vê!

Mulheres da Via Campesina fazem protestos em 17 estados contra agronegócio

As mulheres da Via Campesina realizaram manifestações, protestos e ocupações em 17 estados contra o agronegócio e em defesa da Reforma Agrária, na jornada nacional de lutas em torno do Dia das Mulheres, em 8 de Março, desde o começo da semana passada.

Até sexta-feira, as mulheres da Via Campesina já tinha realizado protestos em São Paulo (contra Monsanto), Distrito Federal, Paraná e Rio de Janeiro (contra Syngenta), Rio Grande do Sul (contra Stora Enso), Pernambuco (contra monocultura da cana), Rondônia, Mato Grosso, Alagoas, Rio Grande do Norte, Pará (com pautas estaduais).

Nesta segunda-feira, mais de 1.000 mulheres da Via Campesina ocuparam os trilhos de uma das principais ferrovias da mineradora Vale (antiga Companhia Vale do Rio Doce), que corta o município de Resplendor, na região do Vale do Rio Doce, em Minas Gerais.

O protesto, que conta com mulheres de Minas Gerais e Espírito Santo, denuncia que a construção da Barragem de Aimorés, pela Vale e Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais), inviabiliza o sistema de esgoto da cidade, inundando 2 mil hectares de terra (2 mil campos de futebol). A Vale é uma das principais responsáveis pela destruição do meio ambiente em Minas e pela concentração de terras, por meio do plantio de eucalipto em larga escala que alimenta as usina associadas.

Na Bahia, cerca de três mil trabalhadores rurais ocuparam a Secretaria de Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), para cobrar o cumprimento da pauta de reivindicações do movimento, que foi entregue ao governo no ano passado.

No sábado, cerca 900 trabalhadoras Sem Terra realizaram um protesto em frente às instalações da carvoaria industrial da Vale (ex-companhia Vale do Rio Doce) para denunciar que a queima de eucalipto plantado na área está causando problemas respiratórios nos trabalhadores do assentamento Califórnia, no município de Açailândia, no Maranhão.

Há três anos em atividade, a carvoaria foi instalada a cerca de 800 metros da agrovila do assentamento onde vivem mais de 1800 pessoas. Tem instalado 74 fornos industriais com capacidade cada um de produzir 160m³ de carvão, cada forno industrial tem capacidade de produzir 30 vezes mais que um forno de uma carvoaria comum.

No Mato Grosso do Sul, 300 Sem Terra, em sua maioria mulheres, realizaram um protesto em frente à transnacional Cargill, na cidade de Dourados, e pararam a fábrica por algumas horas para protestar contra o avanço do agronegócio, que penaliza o trabalho de camponeses da região e em todo o país.

No Ceará, mais de 600 mulheres da Via campesina realizaram ato no município de Madalena, pela manhã, e depois fecharam por duas horas a BR-020. Durante o ato, as mulheres entregaram manifesto contra as empresas transnacionais e contra a transposição do Rio São Francisco.

Na região oeste de Santa Catarina, em Xanxerê, cerca de 700 mulheres fecharam o acesso à empresa Agroeste, empresa de sementes de milho comprada pela transnacional americana Monsanto. Depois, fecharam por meia hora o trevo da BR 282, que dá acesso a Xanxerê e diversos municípios, fizeram uma caminhada pelo centro da cidade.

A Agroeste era uma empresa catarinense e, no final do ano passado, foi comprada pela Monsanto. Com isso, a maior produtora de sementes de milho do estado está na mão de uma empresa estrangeira.

"A população ficou à margem de todo o processo de desnacionalizaçã o de uma empresa que beneficiava os agricultores, além de não ser informada sobre os males que o milho transgênico poderá causar às pessoas e ao meio ambiente", explicou Irma Brunetto, da coordenação da Via Campesina.

Mais informações sobre a jornada no especial mulheres aqui.
A Estrada vai além do que se vê!

domingo, 9 de março de 2008

O desafio de uma geração

Danilo (1º da esq. pra dir.) em atividade com o Presidente Lula

Agora mais um artigo de um grande amigo meu, o Presidente do Conselho Nacional de Juventude e Secretário-Adjunto de Juventude do Governo Federal, Danilo Moreira. Danilo, além de tudo, assumiu a tarefa de coordenar a 1ª Conferência Nacional de Políticas Públicas de Juventude, que culmina entre os dias 27 e 30 de abril, com a etapa nacional em Brasília.

Mas vamos ao que interessa:

O desafio de uma geração


Estamos em pleno processo de realização dos debates da 1ª Conferência Nacional de Políticas Públicas de Juventude, um diálogo promovido pelo Governo Federal por meio da Secretaria Nacional de Juventude e do Conselho Nacional de Juventude. Até o momento já alcançamos o número de 150 mil participantes nas etapas municipais, regionais e nas conferências livres. Durante o mês de março ocorrerão as etapas estaduais e, finalmente, de 27 a 30 de abril, em Brasília, ocorrerá o encontro nacional com mais de 2 mil delegados e delegadas.
Promover um debate democrático, envolvendo os próprios jovens, sobre temas que dizem respeito a 50,5 milhões de brasileiros e brasileiras, entre 15 e 29 anos, visando sugerir, aprimorar e integrar políticas e programas desenvolvidos pelo poder público, seria, por si só, motivo de grande comemoração. Principalmente se lembrarmos que até 2005, quando foram criados a Secretaria e o Conselho Nacional de Juventude, a preocupação com políticas específicas para a juventude praticamente inexistia na agenda nacional, muito menos o diálogo com os movimentos juvenis. Para nós, no entanto, este processo participativo se reveste de um sentido muito mais amplo.
Em 2008 comemoraremos 20 anos da promulgação da Constituição Brasileira, resultante de uma trajetória de lutas da sociedade brasileira por um conjunto de direitos sociais e políticos, um deles, o Voto aos 16 anos, com DNA de juventude. A Constituição Cidadã de 1988 é símbolo da retomada de uma construção democrática interrompida pelo golpe militar de 1964. Esta foi uma conquista de uma geração política que resistiu ao período mais duro da ditadura militar, retomou a luta sindical e estudantil no final dos anos 70 e desbravou os anos 80 lutando pela redemocratização, ao lado de milhões, no movimento pelas Diretas Já.
À medida que fortalecemos a institucionalidade e a consciência democrática no que tange à escolha dos nossos representantes pela via eleitoral - ao ponto de elegermos e reelegermos um operário para Presidência da República – percebemos que, ao lado desta democracia representativa, deveríamos criar mecanismos que aprofundassem as possibilidades de participação popular nas decisões governamentais, contribuindo para que as políticas públicas estivessem mais próximas das demandas e a serviço da melhoria da qualidade de vida da população brasileira. Em outras palavras, dar um sentido mais pleno a democracia, extrapolando o plano representativo/eleitoral e buscando a dimensão de democracia social e participativa.
A Conferência Nacional de Juventude é uma experiência de democracia participativa e a realização de cada uma de suas etapas é a reafirmação da idéia de que, entre uma eleição e outra, devemos estabelecer canais institucionais de interlocução com a sociedade sobre os rumos das políticas públicas executadas pelos governos. Manter e ampliar as possibilidades de participação democrática pode ser uma marca desta geração.
A Conferência, além de catalisar as legítimas demandas juvenis ao poder público, é um espaço voltado para promoção do direito à participação, imprescindível para que outros direitos como a educação, trabalho, cultura, esporte e lazer sejam assegurados. O envolvimento neste processo, além de democratizar a ação dos poderes públicos visando melhorar a vida de milhões de jovens, pode contribuir para uma maior articulação e fortalecimento da organização autônoma da juventude e seus movimentos.
Uma segunda dimensão deste desafio geracional é perceber que esta Conferência ocorre como um ato e reflexo de um movimento de construção de uma Política Nacional de Juventude que surgiu, principalmente, em função do elevado grau de exclusão econômica e social de milhões de jovens para os quais o acesso a direitos básicos sequer faz parte dos sonhos (razão do Projovem). Uma turma que vive a contradição cotidiana de ser jovem ao mesmo tempo em que tem sua juventude negada. Não podemos nos dar ao luxo de celebrar esta possibilidade de participação sem levar em conta a enorme dívida que o Estado brasileiro acumulou com esta parcela da juventude.
Se é verdade que as chamadas políticas emergenciais voltadas para parcelas excluídas da juventude ainda são uma necessidade, também é verdade que não devemos nos conformar com tal realidade e restringir a nossa perspectiva das políticas de juventude. Temos que encontrar uma equação que faça deste tipo de política pública, com o passar do tempo, deixar de ser uma necessidade de milhões para milhares, até tornar-se desnecessária ou secundária.
Nesse sentido, as chamadas políticas emergenciais devem estar fortemente articuladas às políticas universais de saúde, educação, trabalho, cultura, esporte e lazer, dentre tantas outras relacionadas à juventude. Estas, por sua vez, assegurarão seu caráter universalista se levarem em conta a especificidades das partes. Ou alguém imagina, por exemplo, que a questão do trabalho tem o mesmo significado para uma criança, um jovem, um adulto e um idoso? Considerando aqui apenas os ciclos de vida, para não falar do óbvio que seria as desigualdades sociais e econômicas.
Constitui-se em outro grande desafio desta geração aproveitar o momento histórico e a possibilidade de diálogo para ir além da sistematização de demandas e refletir sobre que tipo de política pública queremos e em qual projeto de país ela se insere. Não é à toa que uma das diretrizes para desta Conferência atende por "Juventude: participação, democracia e desenvolvimento nacional".
Novos ventos tem soprado no Brasil e na América Latina. E o frescor desta brisa mudancista de alguma maneira parece estar chegando ao norte do nosso continente. Respirando estes ares de esperança, luta e realizações, visando dias melhores para a juventude e para o povo brasileiro é que seguimos nossa caminhada por um Brasil mais justo e soberano. Reafirmar, reencontrar, renovar e reencantar a política esta é nossa bandeira.

É isso aí moçada, bom domingo pra tod@s.

A Estrada vai além do que se vê!


sábado, 8 de março de 2008

Les Jours Tristes

Mais uma semana superada
acabando em pouco mais de uma hora,
entrando pra história com sabor de missão cumprida,
e com os dissabores e as venturas de estar vivo.



A Estrada vai além do que se vê!

Valeu demais!

O Expresso Cidadania já deixou saudades em Montes Claros. Foram dois dias de intensa mobilização dos estudantes das escolas estaduais Felício Pereira de Araújo e Levi Durães Peres.

A frieza dos números não simboliza o que foi essa passagem do Expresso pelo norte de Minas, mas vamos a eles:

- 1.333 estudantes mobilizados;

- 188 títulos de eleitor expedidos;

- 51 novas carteiras de identidade emitidas;

- 906 votos contabilizados nas urnas eletrônicas que apuram a opinião dos estudantes sobre a reserva de cotas para negros nas universidades e a redução da maioridade penal. Essas urnas ficaram sob responsabilidade das entidades estudantis.

Foi um grande passo. Esperamos que o Expresso continue promovendo a cidadania juvenil por Minas Gerais. A próxima estação é a cidade de Uberaba nos dias 10 e 11 de março.

Para conferir o que rolou no Expresso aqui em Montes Claros, confiram o Blog do Expresso Cidadania, clicando aqui.

A Estrada vai além do que se vê!

30 anos de rock'n'roll

Aumenta que isso é rock'n'roll!!!


Hoje, além de homenagearmos as mulheres, também é dia de saudar os 30 anos de rock'n'rol do meu amigo de longa data, Sérgio Tracy, ou melhor, Sérgio Seddi.

Exímio guitarrista, Sérgio comemora seus 30 anos, esta noite no Samauma em Goiânia, em mais uma apresentação da Liga Joe. Mas não esperem vê-lo empunhando uma guitarra, como na foto acima, hoje a noite será acústica (para desespero do aniversariante hehe).

Sérgio, meu irmão, felicidades neste dia e em todos os longos anos que ainda virão.

Saudações do seu irmão, abaixo uma singela homenagem:

A Estrada vai além do que se vê!

Parabéns Mulher!

Lunny foi uma das homenageadas na noite de quarta
Foto: Digão de Paula

Na última quarta-feira (5), na Câmara Municipal de Montes Claros, foi realizado através do Mandato Popular Lipa Xavier (PCdoB) a homenagem ao Dia Internacional da Mulher. Todos os anos o vereador realiza essa iniciativa que além de homenagear as mulheres em geral, chamou a atenção para a luta das mulheres por melhores salários, igualdade de gênero, direitos humanos e o fim do preconceito.
O 8 de março simboliza a luta de cerca de 129 mulheres que no século XIX foram brutalmente assassinadas por realizarem protesto por melhores oportunidades salariais e empregatícias em fabrica têxtil nos EUA.
Segundo Lipa “o dia das mulheres deve ser um momento de reflexão e atitude, pois, atrocidades ainda são rotineiras na vida das mulheres e devem ser combatidas sumariamente.” Lipa relembrou casos como o da adolescente que foi trancafiada em uma cela com diversos homens no estado do Pará e lá sofreu abusos sexuais, agressões e tortura por parte dos presos.
Enfocando a violência doméstica, foram apresentados dados alarmantes, pois em cada quatro meninas brasileiras, uma sofre violência doméstica pelo pai ou por familiares. O mais preocupante é que o número cresce a cada dia. Lipa Xavier ressaltou a busca de soluções mais abrangentes, lamentando que o assunto é deixado em segundo plano na hora de definir as prioridades orçamentárias.
Nálbar Alves, representante do Sindicato dos Professores chamou a atenção para a lei 11.340 de 8 de agosto de 2006, a Lei Maria da Penha, que estabelece punições mais rigorosas para os agressores e da urgente necessidade das mulheres fazerem denúncias.
Maíra Dayer, socióloga, representou a direção da União da Juventude Socialista (UJS) na mesa de abertura. Em conversa com o Blog, Maíra destacou a importância de, em todos os anos, a homenagem contemplar a juventude. Nesse ano, a homenageada foi minha prima Lunny, que representou todas as jovens mulheres de luta de nossa cidade.
A homenagem foi marcada por muita música. O grupo As Calhandras , formado somente por meninas, entre elas a dirigente municipal da UJS, Clara Montana, despertou olhares satisfeitos e aplausos de todo o público presente com as belas vozes e muito talento. Também esteve presente o Terno de Caboclinhos do Mestre Joaquim Poló. Maria do Socorro, violeira do grupo, foi homenageada e retribuiu com muita folia.
Prestigiando a abertura do evento, a Banda de Musica do 10º Batalhão da Polícia Militar caprichou no repertório com muitas músicas que focam o universo feminino.
Quatorze mulheres foram homenageadas sendo elas ligadas a várias vertentes de atuação na sociedade:
- a promotora de eventos de dança de rua Ellen Alkimin Pereira;
- a vice-presidente do Grappa Núbia Guimarães;
- a jornalista Fabíola Fernandes Cangussu;
- a dona de casa Maria Marlene Dias da Silva;
- a fiscal da Associação dos Pequenos Produtores Rurais Marina de Cássia Ferreira Silva;
- a educadora Martha Luciene Rocha Gomes;
- a violeira do grupo de Caboclinho do mestre Joaquim Poló Maria do Socorro;
- a coordenadora do Projeto de doação de medula óssea Elaine Veloso Rocha;
- a empresária Marinalva Marques Brito;
- a Voluntária da Fundação Anjos do Futuro, de atenção às crianças com câncer, Cibele Cruz Moreira Silva;
- a soldado do Corpo de Bombeiros Luceline Laura Rabelo Lafetá Martins;
- a voluntária da União Popular de Mulheres Dionilda Martins de Queiroz;
- a funcionária da Cotenor, Vanice Aparecida Veloso Vieira;
- a militante da União da Juventude Socialista Lunny Anelita Pereira de Souza.
Com informações da Assessoria de Comunicação do Mandato Popular Lipa Xavier

Deixamos também nossa homenagem às mulheres de luta, aquelas que nunca se furtam de estar à frente das grandes batalhas em defesa do Brasil, da Democracia e dos Direitos Humanos e, nem por isso, perdem a leveza, a graciosidade e a feminilidade, segue um trecho de uma bela poesia de Elisa Lucinda:

Aviso da lua que menstrua

”Moço, cuidado com ela!
Há que se ter cautela com esta gente que menstrua...
Imagine uma cachoeira às avessas:
cada ato que faz, o corpo confessa.
Cuidado, moço
às vezes parece erva, parece hera
cuidado com essa gente que gera
essa gente que se metamorfoseia
metade legível, metade sereia.
Barriga cresce, explode humanidades
e ainda volta pro lugar que é o mesmo lugar
mas é outro lugar, aí é que está:
cada palavra dita, antes de dizer, homem, reflita..
Sua boca maldita não sabe que cada palavra é ingrediente
que vai cair no mesmo planeta panela.
Cuidado com cada letra que manda pra ela!
Tá acostumada a viver por dentro,
transforma fato em elemento
a tudo refoga, ferve, frita
ainda sangra tudo no próximo mês.
Cuidado moço, quando cê pensa que escapou
é que chegou a sua vez!
Porque sou muito sua amiga
é que tô falando na "vera"
conheço cada uma, além de ser uma delas...”

Em especial pras três mulheres da minha vida: Dona Vera, Ariadne e Maria Luiza.



A Estrada vai além do que se vê!

quinta-feira, 6 de março de 2008

Movimento Estudantil Mineiro não pára!

As entidades estudantis de Minas Gerais empossarão suas novas diretorias nesta sexta-feira. Minha querida União Estadual dos Estudantes, que tive a honra de presidir entre 2002 e 2004, apresentará o novo time que comandará os rumos da entidade até abril do ano que vem.
Boa sorte à moçada que inicia mais essa jornada de mobilizações e lutas por toda Minas Gerais.
Abaixo matéria escrita por Gabriela Nascimento e publicada hoje no Caderno Vermelho Minas:

Diretorias da UCMG e UEE-MG tomam posse na Assembléia


Estão confirmadas as presenças de diversas autoridades, como o deputado estadual Carlin Moura, o deputado Federal José Fernando(PV) a deputada Federal Jô Moraes, além da presidente da UNE, Lúcia Stumpf.
No próximo dia 7 de março, as novas direções da União Colegial de Minas Gerais (UCMG) e da União Estadual dos Estudantes (UEE-MG) tomarão posse em solenidade no auditório da Assembléia Legislativa, às 19h. Estão confirmadas as presenças de diversas autoridades, como o deputado estadual Carlin Moura, o deputado Federal José Fernando(PV) a deputada Federal Jô Moraes, além da presidente da UNE, Lúcia Stumpf.

O presidente eleito da UCMG, Flávio Nascimento, diz que são muitas as metas para a próxima gestão, entre elas universalizar o ensino do Estado, lutar pela melhoria da Educação e pela qualificação do profissional da educação, além de organizar campanhas de grêmios, campanhas de incentivo à cidadania dos estudantes, como o se liga 16 e e defender a gestão democrática dentro das escola.

Já o novo presidente da UEE-MG completa, dizendo que o objetivo era travar lutas conjuntas entre a entidades pela ampliação como ampliar a participação mineira na conferência Nacional da Juventude e desempenhar um importante papel nas eleições municipais de 2008m apresentando uma plataforma política do estudantes.

Quem são os novos presidentes
Estudante de economia da Universidade Federal de Uberlândia,o novo presidente da UEE Diogo Santos, 21 anos, é natural da cidade de Ituitaba, no triângulo mineiro. Diogo teve seu primeiro contato com o movimento estudantil ainda na sua cidade natal, onde foi um destacado militante do movimento secundarista. Aluno dedicado, foi estudar na renomada federal e passou a militar no movimento universitário, quando foi eleito Coordenador- geral do DCE da UFU.

Flávio Nascimento, 20 anos, conhecido por todos como “Panetone”, iniciou sua militância como presidente do grêmio da Escola Estadual Imaculada Conceição em contagem, cidade onde nasceu. Foi diretor de movimento estudantil da entidade Municipal de Contagem (UMES) na gestão de 2003 a 2005. Foi também presidente da mesma de 2005 à 2007. Em 25 de novembro de 2007 foi eleito como novo presidente da UCMG.

Posse UBES
Na mesma semana vai acontecer na Asembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj ) a posse da diretoria da UBES . O evento será após o lançamento nacional da campanha ''Se liga 16'', e será seguida de um seminário de gestão e reunião de diretoria, que contará com lideranças estudantis de todo país. O objetivo é discutir a melhoria da educação brasileira e políticas públicas para a juventude.

A idéia é mobilizar estudantes de todos os estados para uma grande jornada de lutas que acontecerá entre os dias 24 a 28 de março, para vai reunir milhares de estudantes em passeata e cobrar mais investimentos na educação. Esse ano será celebrado 40 anos da morte de Edson Luiz, estudante morto durante a passeata da UBES na ditadura militar, e exemplo de luta da juventude brasileira.

A diretora da UBES, Thiara Milhomem, explica que mesmo depois de tanto tempo a juventude continua mobilizada nas ruas para exigir seus direitos. ''A UBES mostra mais uma vez que está pronta para lutar pelos direitos dos estudantes e da sociedade brasileira, reafirmando a importância do voto e, ao mesmo tempo, incentivando juventude a lutar para construir um país com a nossa cara'', Thiara Milhomem, diretora da UBES.
Em tempo: Vale a pena conferir o Blog do Expresso Cidadania, e acompanhar o que está rolando desde ontem nesse grande evento de promoção da cidadania juvenil.
A Estrada vai além do que se vê!

quarta-feira, 5 de março de 2008

Expresso Cidadania cai na estrada

Eu com dirigentes da UCMG e UEE no Expresso Cidadania
Foto: Luisim Caldeira www.bemnanet.com.br

Ontem foi lançado, no Hall das Bandeiras da Assembléia Legislativa, o Expresso Cidadania, uma iniciativa do parlamento mineiro e do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG) em conjunto com diversas entidades, entre elas, a União Nacional dos Estudantes (UNE), União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), União Estadual dos Estudantes (UEE-MG) e União Colegial de Minas Gerais (UCMG). A turnê visa estimular os jovens entre 16 e 17 anos a tirar seu título de eleitor, e exercer a sua cidadania já nas eleições municipais deste ano. A solenidade de lançamento foi bastante prestigiada e contou com a participação de cerca de 300 jovens, além de várias autoridades.
Em seu pronunciamento, representando os estudantes mineiros, o Presidente da UCMG, Flávio “Panetone” Nascimento, destacou a importância da conscientização juvenil e valorizou o fato da caravana se incorporar à campanha “Se Liga 16!” das entidades estudantis, "sempre esperamos um apoio como esse. É por esse caminho que vamos conquistar a ética, a inclusão social e a cultura", afirmou Panetone.
Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em janeiro deste ano estavam cadastrados em Minas Gerais 203.958 eleitores com 16 ou 17 anos, menos que a metade do número apresentado em 1989, primeira eleição em que os jovens dessa faixa etária puderam votar.

Montes Claros na rota da cidadania
Hoje de manhã, atendendo a convite da UCMG, fui conferir a primeira estação do Expresso Cidadania: minha querida Montes Claros.
Logo de cara, pude perceber a ótima organização e profissionalismo das entidades promotoras do evento, o Ginásio Poliesportivo Tancredo Neves estava tomado por diversas atividades voltadas para os alunos e alunas da Escola Estadual Felício Pereira de Araújo. Oficinas de fotografia, vídeo e de criação de blogs, confecção de títulos de eleitor e de carteiras de identidade movimentaram os estudantes presentes.
O ator e pedagogo Marcos Frota, “mestre de cerimônias” do Expresso, deu o recado inicial, valorizando o papel do jovem na política e instigando os jovens com o tema da campanha das entidades estudantis: Se Liga 16!
Após as saudações do Dr. Antônio Adilson Salgado Araújo, Juiz da 1ª Vara Cível de Montes Claros, e do Léo Noronha, da Escola do Legislativo, um esquete teatral animou a galera e esquentou ainda mais a temperatura do Poliesportivo, na quente manhã desta quarta-feira.
Fiquei responsável pelo painel sobre o polêmico projeto que propõe a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. Após serem confrontados com opiniões favoráveis e contrárias ao projeto, os jovens se dirigiam a uma urna eletrônica e registravam sua opinião. O mesmo ocorreu no painel relativo às cotas para negros em universidades públicas, coordenado pela minha amiga e companheira de luta, Maíra Dayer. Pudemos perceber que a maioria dos presentes só se informava sobre os temas através da grande imprensa, demonstrando que as escolas raramente debatem essas polêmicas em sala de aula, o que acaba gerando opiniões distorcidas e, muitas vezes, individualistas sobre os problemas apresentados.
De qualquer forma, está rolando demais. O Expresso permanece em Montes Claros até amanhã, colocando uma pulga atrás da orelha da moçada e estimulando a cidadania juvenil.

Em tempo: o calendário atualizado do Expresso Cidadania contempla também a cidade de Governador Valadares (ok Danniel?) no Vale do Rio Doce, confira aqui as datas atualizadas e saiba quando sua região será visitada.

Com informações do Caderno Vermelho Minas e Assembléia Legislativa.

A Estrada vai além do que se vê!

Somewhere back in time

Recebi esse comentário da minha amiga Patrícia "Mortícia" (atleticana como Alício) sobre o show do Iron Maiden e resolvi postar aqui também.
Esse show realmente mexeu com a moçada. Up the Irons!


Bom, vim aqui no blog do meu grande amigo Ramon concordar com tudo que o Alício disse. Eu também estava lá em São Paulo assistindo aquele show épico. Vi marmanjos quase chorando quando depois de 20 anos, ouviram o Iron tocando Rime Of The Ancient Mariner.
Não dá pra dizer o quanto foi bom o show, só quem estava lá mesmo pôde presenciar a garra dessa banda que surpreendeu o mundo com uma turnê recheada de sucessos e clássicos. Mas tenho que dizer, que mesmo que Fear of the Dark não faça parte dos clássicos que deram nome a turnê, ela foi bem vinda. A multidão cantando orquestrada pelo Bruce é algo de orgulho para a banda, é como o clássico "Scream for me Long Beach" que o Bruce sempre pede.
Esse show reacendeu a chama dos amantes dessa banda, e fez com que aquelas que ainda estavam acesas se inflamassem mais ainda. Eu estava lá, não resisti como Alício perto da grade e tive que me afastar do palco no meio de 2 Minutes to Midnight (antes de ser pisoteada por uma multidão eufórica e ensodapa... rsrsrs), mas valeu a pena cada minuto. Até mesmo tolerar a banda da filha do Steve Harris (a emoção era tanta que passou despercebida).
Mas pra terminar, para quem não foi, vale dizer que o Bruce repetiu mais de uma vez, que eles vão voltar, e que será em breve. Fica na mente uma frase do discurso do Churchill que abre o show "WE SHALL NEVER SURRENDER".
Não dá pra negar, foi um show inesquecível. Afinal de contas, estamos falando do Iron Maiden.
Beijos.
OBS: Vi um cara com a camisa do Galo no show também. ;) Galooooooo!!!!
A Estrada vai além do que se vê!

terça-feira, 4 de março de 2008

MMA anuncia medidas para punir desmatadores


O secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, durante entrevista coletiva sobre o embargo ao uso de áreas desmatadas e o monitoramento da cadeia de fornecedores

Foto: Marcello Casal Jr/ABr

O secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente, José Paulo Capobianco, detalhou hoje (4) as regras de uma instrução normativa formulada para garantir o embargo de áreas onde ocorreram desmatamentos ilegais.

Na prática, os proprietários dessas áreas não poderão fazer uso econômico do local enquanto não tiverem posse de um plano de recuperação aprovado por órgão ambiental.

Quem descumprir eventualmente o embargo, poderá ser alvo de representação no Ministério Público (MP) por crime ambiental e pode receber multa de R$ 10 mil por cada hectare embargado.

"Até aqui, os embargos eram muitas vezes desrespeitados. Agora queremos romper esse ciclo e inviablizar totalmente o uso econômico das áreas onde houve desmatamento ilegal. O objetivo é mostrar que o crime ambiental na Amazônia não compensa mais", disse Capobianco, em entrevista coletiva.

A instrução normativa do ministério também prevê a responsabilização de toda a cadeia produtiva pelos crimes ambientais.

Assim, os empreendimentos comerciais e agropecuários não poderão adquirir produtos das áreas embargadas. Caso isso ocorra, eles estão sujeitos às mesmas penas dos responsáveis pelo desmatamento ilegal e podem ter suspenso o acesso a crédito em instituições bancárias.



A Estrada vai além do que se vê!

A loucura calculada de Uribe e as digitais ianques na América Latina

Bush e sua marionete

Hoje o dia é dos convidados, acabo de receber belo texto do amigo Paulo Vinícius, mais conhecido como PV, cearense arretado e poeta. O artigo acabou de sair do forno e será publicado também no Portal Vermelho, mas aqui no blog você lê antes.

A loucura calculada de Uribe e as digitais ianques na América Latina.

“Não se pode confiar no imperialismo nem um tantinho assim, nada!”
Che Guevara[1]

É muito comum a nossa mídia hegemônica apelar à desinformação e à mentira descarada. A mídia peca, no entanto, por considerar-nos incapazes de pensar por nós mesmos. Engana-se. É cada vez mais possível identificar a manipulação e as mentiras, é possível enfrentá-las e cresce, graças à internet e aos meios alternativos – inclusive televisões como a TELESUR e a Al Jazeera – a possibilidade de desmascarar as manipulações. Com estas opiniões, busco coletivizar com os leitores informações fundamentais para entender o presente conflito na região Andina, envolvendo diretamente Colômbia e Estados Unidos de um lado, e Equador e Venezuela de outro.

O conflito na Colômbia tem tudo a ver com Venezuela e com Equador
E a primeira mentira da mídia hegemônica na cobertura dos episódios que envolvem a agressão colombiana ao Equador e a posição venezuelana é colocar Chávez como um “intrometido” e até mesmo – por mais ridículo que isto possa parecer – como pivô do conflito. Nada mais absurdo. Primeiro porque só existe um agressor, Uribe, sob as ordens de Bush. Segundo porque querem fazer-nos ignorar a História.

Venezuela, Equador, Colômbia e Panamá eram um só país, a Grande Colômbia[2], criada no Congresso de Cúcuta em 1819, presidida por Simón Bolívar, erigida sobre a vitória contra o colonialismo espanhol. Uma região interdependente, com grande identidade cultural, histórica e fluidas relações econômicas e culturais. Os três países são diretamente afetados pelo conflito colombiano, que levou a cerca de 200 mil colombianos a se refugiarem na Venezuela[3] e 500 mil no Equador[4].

A defesa da soberania da América Latina ante o intervencionismo ianque e seu marionete
Deste modo, a política irracional de Uribe, paga a peso de ouro por Washington impacta diretamente nos vizinhos, e a mídia não explica como ele que, garbosamente, assumiu toda a responsabilidade de mandar bombardear o Equador graças às “dicas” ianques enquanto o Chávez é que seria o "agressivo", quando simplesmente defende com firmeza o território venezuelano e denuncia que os EUA estão intervindo militarmente às portas da Venezuela.

Ademais, diga-se de passagem que Chávez cantou a pedra no dia 25 de janeiro quando denunciou os intentos do lacaio de Bush em criar um conflito militar na região[5], dizendo textualmente: “Acuso o governo colombiano de ser um instrumento contra a integração e a paz entre nossos povos, porque a elite que governa lá está subordinada ao que digam em Washington.”[6] À ocasião, tratou-se de divulgar no Brasil mais uma versão de que Chávez seria agressivo ou estaria estimulando conflitos gratuitos, minimizando deliberadamente a “visita” do Chefe do Comando Sul dos Estados Unidos, AlmiranteJames Stavridis para reunir-se com Uribe, o Ministro de Defesa, Juan Manuel Santos, e os comandantes das forças armadas[7] e de Polícia, tudo há menos de dez dias, incrível “coincidência”. Diga-se de passagem a desfaçatez do gringo ao declarar recentemente temer que “surjam conexões 'desastrosas' entre narcotraficantes e radicais islâmicos na América Latina, advertindo sobre a crescente influência do Irã'. Chávez acertou na mosca e aos que se dizem nacionalistas e apontam o dedo em riste para o suposto risco de Chávez, há que perguntar porque se calam o verdadeiro risco para a região, a intervenção militar estadunidense na Colômbia e seu propósito desestabilizador. Chávez está certíssimo em suas precauções e devemos denunciar as manobras gringas e seus títeres na América Latina quando a grande mídia age para ocultar o rastro ianque na presente crise.

O massacre midiático contra as FARC-EP e o que esconde
“Do rio que tudo arrasta se diz que é violento, mas ninguém diz violentas as margens que o oprimem”. Bertolt Brecht

A segunda sorte de manipulações são as mentiras sobre o conflito colombiano e a condenação apriorística das FARC-EP, retratadas com todo tipo de xingamentos, além de desqualificadas em sua opção de luta, sem uma análise mais realista da vida política colombiana, omitindo as causas desta opção de luta que já dura quase 50 anos.

Não podemos transpôr a realidade das formas de luta que vivenciamos, países que avançamos em conquistas democráticas. A Colômbia é o principal palco da intervenção militar estadunidense na América Latina há décadas, fruto da histórica e espúria coalizão entre a oligarquia e o imperialismo estadunidense que assume características fascistas sob o governo de Uribe. Estas são as razões da guerra e do sofrimento do povo colombiano, as razões do conflito armado naquele país, e não podemos cair nas manipulações midiáticas que compõem o consórcio Uribe, Departamento de Estado e que buscará unir toda a direita da região neste diapasão. Na prática, esta posição muito longe de ser nacionalista é a mais subalterna aos interesses alienígenas.

Deste modo, não podemos nos furtar a prestar nossa efetiva solidariedade ao povo colombiano, que não é feita de prédicas sobre como deve fazer a sua luta, nem de acordo absoluto com tudo que há, mas simplesmente na defesa do caminho para a paz feito por uma infinidade de forças políticas e sociais colombianas, entre estas as FARC, as quais não se pode negar seu caráter político.

Na Colômbia a História ensinou que render-se ou abrir a guarda unilateralmente é o equivalente ao suicídio. São inúmeros os exemplos:
- O assassinato de Jorge Eliécer Gaitán[8], candidato presidencial liberal em 1948, que desatou uma guerra em que morreram 300 mil colombianos, raiz de todo o conflito armado que perdura até hoje;
- As respostas dadas pela oligarquia colombiana às tentativas de paz. A mais brutal foi o covarde massacre de cerca de 6000 dirigentes políticos da União Patriótica, surgida como uma saída política para o conflito colombiano nos anos 80. A oligarquia colombiana não poupou sequer três candidatos a presidente da UP, friamente assassinados. Convido-os a assistir o documentário “El Baile Rojo[9], impressionante relato do compromisso “democrático” da oligarquia colombiana;
- A Colômbia é hoje campeã em “desaparecimentos” de sindicalistas e líderes estudantis, como o jovem Oscar Salas, de apenas 21 anos, assassinado na marcha pacífica do Dia Internacional da Mulher (08/03/2006)[10] [11]. Na Colômbia não existe democracia e ser de esquerda, democrata, progressista custa a vida muito facilmente. Esta é a realidade que alimenta o conflito.

O maior empecilho à paz é Uribe e o que representa, sua recusa total a uma saída negociada, o rechaço ao intercâmbio humanitário. Uribe mostrou na primeira tentativa mediada pelos países latino-americanos e liderada por Chávez que está disposto a colaborar com a libertação unilateral de reféns por parte das FARC-EP com o ataque que pode pôr suas vidas em risco.

Na Colômbia sob o mando de Uribe repousam importantes jogadas do imperialismo estadunidense para desestabilizar os avanços democráticos e de esquerda na América Latina. O inadmissível ataque ao território equatoriano para assassinar friamente a Raúl Reyes, principal porta-voz das FARC-EP e defensor destacado do processo de paz foi uma cartada de altíssimo risco “Made in USA”. O método similar aos assassinatos “seletivos” de Israel, o desrespeito ao direito internacional têm o DNA do Departamento de Estado. Expõem a submissão de sua oligarquia aos EUA, sem cuja colaboração tecnológica e financiamento não seria possível o atentado à soberania equatoriana.

Para além do ato, por si abjeto, violando o direito internacional, está a desfaçatez da comemoração uribista, expressão de sua própria vileza. Raúl Reyes, o músico das FARC-EP Julián Conrado e os quinze guerrilheiros foram assassinados sem combate nem possibilidade de defesa, bombardeados em pleno território equatoriano.

A vileza da oligarquia venezuelana e seu medo
Nada mais ilustrativo da falência da estratégia de derrotar militarmente a guerrilha cinqüentenária. O tratamento dado a Raúl Reyes foi o mesmo que todos os títeres coloniais deram aos que hoje são considerados heróis da independência de nosso país. O açodamento em celebrar a sua morte, a exposição de seu cadáver mutilado e seminu, o propósito de enterrá-lo como mendigo em uma fossa comum, as bravatas de superioridade militar só se comparam ao esquartejamento de Tiradentes, à profanação do corpo de Zumbi, à exposição das cabeças dos cangaceiros de Lampião, ao vôo de helicóptero com o cadáver de Osvaldão no Araguaia.

É a selvageria, a bestialidade do imperialismo, como bem o disse Che: “essa é a natureza do imperialismo que faz as pessoas se tornarem feras com sede de sangue, dispostas a decapitar, a massacrar, a destruir até mesmo a última imagem de um revolucionário, de um defensor de um governo subjugado ou de um batalhador pela liberdade do país.'[12]

Tanto ódio busca infundir o terror através do desrespeito aos que já não se podem defender, porque mortos. Ao mesmo tempo é uma vã tentativa de exorcizar o espectro dos mártires. Esta tática jamais funcionou e creio que não terá melhor êxito agora.

Um convite à guerra como resposta a gestos de paz
A verdade cristalina é que Uribe respondeu com a guerra aos contundentes gestos de paz feitos pelas FARC-EP, e até Nicolas Sarkozy o afirmou (e não se pode acusá-lo de esquerdista)[13]. Uribe e os EUA apelaram a uma manobra desesperada visando a atrair as FARC para uma confrontação direta. Deste modo, apostando altíssimo, buscam reverter os avanços recentes dos guerrilheiros em mostrar à opinião pública a sua posição histórica: a defesa de uma saída política para o conflito colombiano, sempre frustrada pela sanguinária oligarquia colombiana.

Uribe não foge do figurino e quer arrastá-los a uma escalada de violência que só prejudicaria o próprio povo colombiano, submetendo a sua segurança às ordens que submetem o Exército Colombiano, dirigido por assessores militares estadunidenses.

As FARC-EP sinalizam com a negociação e o diálogo e merecem que seja reconhecida esta corajosa posição. Mesmo após o assassinato de Raúl Reyes, anunciam: "Convidamos à firmeza revolucionária, a não claudicar no esforço em favor do intercâmbio humanitário, a continuar em nosso propósito de paz e de construção de uma democracia efetiva com justiça social". (...) "Essa é a melhor homenagem a todas e todos os camaradas caídos em combate"[14]. A verdade do desejo de paz se expressa em gestos concretos como estes, jamais feitos pela oligarquia colombiana e muito menos neste governo.

No centro: o reconhecimento político das FARC como força beligerante
O objetivo central de Uribe e do imperialismo estadunidense é negar às FARC-EP o seu caráter político e a sua condição de força beligerante[15] no conflito colombiano, fato revertido com os atentados de 11 de setembro e a ligação umbilical do projeto dos falcões da Casa Branca e a direita colombiana. Esta é a mais necessária solidariedade neste momento.

Urge denunciar a hipocrisia de Uribe, cuja política de “Justiça e Paz”[16] [17] anistia grupos paramilitares responsáveis por inúmeros massacres, promotores do tráfico de drogas, ao mesmo tempo em que defende a guerra e o extermínio das FARC – o que diga-se de passagem é impossível pela via militar.

O caminho da paz na Colômbia passa necessariamente pelo reconhecimento político das FARC-EP como força beligerante, por assegurar às forças políticas de esquerda, como o Pólo Democrático e o Partido Comunista Colombiano e aos movimentos sociais daquele país condições para atuar livremente, o que presentemente inexiste. Pelo contrário, o seqüestro de Simón Trinidad em território Venezuelano com apoio da CIA, o assassinato de Raúl Reyes – principal porta-voz das FARC-EP em defesa da saída negociada -, assim como a guerra contra as FARC-EP na internet, as acusações (leiam-se ameaças) de Uribe ao Seminário Voz[18] do Partido Comunista e a violenta repressão ao movimento social têm o mesmo objetivo, afundar o país na guerra, impedir a expressão política das forças de esquerda, levar às forças progressistas e democráticas a um beco sem saída. É preciso apoiar os colombianos na terrível guerra que travam contra a desinformação.


O Caminho da Paz é o diálogo que Uribe recusa
As FARC-EP, seus mais de 25 mil guerrilheiros e guerrilheiras, sua extensa rede de apoio por toda a Colômbia só existem porque são parte inseparável da luta do povo colombiano por democracia e justiça social, confrontada com uma oligarquia sanguinária e mantida pelo imperialismo estadunidense. Gestos valem muito mais que palavras e da parte de Uribe só há os delírios da política de Bush, em franca decadência, mas à espreita para afundar a América Latina em conflitos.

As forças democráticas e progressistas não podem conciliar com as provocações imperialistas e devem se postar a favor da troca humanitária de prisioneiros, o estabelecimento de uma zona desmilitarizada para dar início às negociações de paz e a uma efetiva democracia na Colômbia, que permita a todas as forças políticas respirarem os ares democráticos que prevalecem na América Latina.

*Paulo Vinícius. Cientista Social, diretor de Formação da União da Juventude Socialista.

Notas:
[1] Veja este impressionante discurso do Che: http://www.youtube.com/watch?v=w3Ja9zZa5Oc
[2] Wikipédia: Para saber um pouco mais sobre a Gran Colômbia: http://es.wikipedia.org/wiki/Gran_Colombia
[3] http://www.rnv.gov.ve/noticias/index.php?act=ST&f=3&t=60073
[4] http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI1469416-EI306,00.html
[5] http://www.aporrea.org/tiburon/n108108.html
[6] http://www.fab.mil.br/imprensa/enotimp/2008/01-JAN/enotimp018.htm
[7] http://www.soitu.es/soitu/2008/02/20/info/1203466114_582992.html
[8] http://es.wikipedia.org/wiki/Jorge_Eli%C3%A9cer_Gait%C3%A1n e no YouTube um documentário sobre o Bogotazo e Eliécer Gaitán http://www.youtube.com/watch?v=W8wVySpWmpE&feature=related
[9] http://video.google.com/videoplay?docid=8981304868098159223&q=baile+rojo&total=563&start=0&num=10&so=0&type=search&plindex=2
[10] http://www2.uol.com.br/estudantenet/home2/radar_jan_2006/m_2487.html
[11] http://www.ola.cse.ufsc.br/analise/20060313_salas.htm
[12] Veja o vídeo com o discurso de Che no You Tube: http://www.youtube.com/watch?v=w3Ja9zZa5Oc
[13] http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=33336
[14] Leia a notícia na íntegra em: http://www.telesurtv.net/secciones/noticias/nota/24977/farc-aseguran-que-asesinato-de-raul-reyes-no-afectara-acuerdo-humanitario/
[15] http://resistir.info/colombia/carta_aberta_set07.html
[16] http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/internacional/as-ligacoes-perigosas-de-uribe-e-os-paramilitares-na-colombia
[17] http://blog.controversia.com.br/2007/06/19/video-mostra-uribe-em-aperto-de-mao-com-lider-paramilitar/
[18] http://carloslozanoguillen.blogspot.com/2007/12/el-presidente-acus-al-director-del.html


A Estrada vai além do que se vê!

Rime of the Ancient Mariner

Alício, meu caro amigo, atleticano sofredor e atualmente exilado em Sampa, estréia a seção de convidados do blog. E não poderia ser melhor, cobertura exclusiva na ótica de um grande fã que foi à loucura com o show do Iron Maiden no Parque Antártica.
Up the Irons!

Amigos,

Estive ontem no Palestra Itália no show do Iron Maiden. Experiência única, ainda mais para mim que parece sempre viver nessa de lembrar coisas que não voltam mais. Quem me conhece já deve ter me visto em algum momento brincando ou fazendo referências a algo dos anos 80. Aí me vem o Bruce Dickinson e sua turma com essa turnê saudosista e me aparece aqui. Quiseram me provocar.
Bom, chegando ao estádio peguei uma fila que dava a volta no quarteirão. Mais de uma hora para entrar. Tudo bem, às 18:00 já estava lá dentro. Comprei entrada para pista e, ciente que era um show da Donzela, sabia que não seria fácil. Às 19:00 começou a apresentação da banda da filha do Steve Harris, Lauren Harris. Para mim não fez diferença, achei melhor o som mecânico. Estava lá para ver os caras, só isso. Nem sabia que a filha do Mr. Harris cantava.
Voltando ao show, após duas horas em pé, só na concentração, respirando uma salada de odores e merecidamente agraciado com uma chuva torrencial que deu uma refrescada no clima, pontualmente às 20:00, como marcado, as luzes se apagaram e como no Live After Death começa o discurso de Winston Churchill no máximo e logo depois para os que lembram desse álbum, Aces High!! Logo depois 2 Minutes to Midnight. Tudo bem, eu sabia que nessa turnê eram só clássicos, mas era um após o outro. Suportei a uns 10 metros da grade da área vip (Quem criou isso merece muitas chibatadas) somente até a quarta música The Trooper, que aliás era o desenho da minha camiseta. Depois disso, para ver o show mais à vontade e sem me preocupar em lutar para ficar em pé fui para o lado da mesa de som. Mas o melhor ainda estava por vir. Depois da primeira surpresa para mim Revelations na seqüência insana do ínicio do show, na metade eles começam com Rime of the Ancient Mariner depois de The Number Of The Beast. Loucura total! Perfeitamente executada me lembrei desde quando ouço esse álbum e não enjôo. Na seqüência Powerslave! Essa foi a música que eu mais animei. Estava com uma impulsão de jogador de vôlei hahaha! O Bruce colocou a máscara do Rei Osíris, muito louco! Em Run To The Hills como sempre tentei chegar àqueles tons impossíveis do refrão rs.. foi outra loucura também.
Na hora de Fear Of The Dark, é claro que eu gostei, mas tenho uma opinião. Fear Of The Dark é uma música muito bem aceita aqui no Brasil. Talvez a mais conhecida deles por aqui. Sabia que acabariam tocando mesmo não fazendo parte dos álbuns a que essa turnê se destina. Prefereria até Flight Of Icarus, mas tudo bem.
Finalizando como em todo show com Iron Maiden e a entrada do Eddie que foi aquele do Somewhere in Time. No bis duas pérolas que nem imaginei Moonchild e The Clairvoyant e a clássica Hallowed Be Thy name. Nesse momento do bis o mais legal foi o Dave Murray com o violão no suporte e a luz focando nele e no Bruce ao seu lado quando ele começa “Seven deadly sins...Seven ways to win...”
Confesso que não ouvia mais Iron como antes, mas hoje vindo para o trabalho não saía da minha cabeça aquele som que sempre me fez bem.

Valeu a pena, como em todo show, tiveram seus problemas como boçais paulistanos mais falando de Corinthians e Palmeiras do que de música, palco baixo (estava claro que o show era somente da área vip, dificuldade para sair, essas coisas...) mas ver a Donzela compensou tudo isso.
E amigo Ramon, vi 2 caras com a camisa do Galo lá e ninguém com a do Flamengo... até membros da Galo Metal também hahaha.

Set list Iron Maiden 02 de março São Paulo:
01 Aces High
02 2 Minutes To Midnight
03 Revelations
04 The Trooper
05 Wasted Years
06 Number Of The Beast
07 Can I Play With Madness
08 Rime Of The Ancient Mariner
09 Powerslave
10 Heaven Can Wait
11 Run To The Hills
12 Fear Of The Dark
13 Iron Maiden
14 Moonchild
15 The Clairvoyant
16 Hallowed Be Thy name


Leiam:

http://g1.globo.com/Noticias/Musica/0,,MUL334026-7085,00-FILA+DE+FAS+DO+IRON+MAIDEN+DA+A+VOLTA+NO+PARQUE+ANTARTICA.html

http://www.estadao.com.br/arteelazer/not_art133726,0.htm

http://www.estadao.com.br/arteelazer/not_art133993,0.htm

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u377958.shtml

http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2008/03/02/depois_da_pelada_iron_maiden_emociona_com_repertorio_de_classicos-426053345.asp


A Estrada vai além do que se vê!

domingo, 2 de março de 2008

Gloomy Sunday

Domingão é dia de descansar um cadin e dar uma atualizada no nosso espaço de interação. Ao som da trilha sonora do filme “Adeus Lênin!”, do músico francês Yann Tiersen, dica do blog roc'king dudes, vamos dar mais algumas sugestões de páginas legais, a serem conferidas na semana e mês que se inicia.
Começamos com o texto “Socorro, privatizaram a política!”, escrito pela ex-vice Presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Louise Caroline e publicado ontem no Blog do Petta, vale a pena conferir.
Quem estreou blog na semana que passou, foi o editor do Portal Envolverde, Dal Marcondes. Especializado em meio ambiente e sustentabilidade, o Envolverde, no ar há 10 anos, se tornou referência para tod@s que defendem a conservação e preservação de nosso planeta. O Blog do Dal é mais uma trincheira dessa luta.
Outro bom texto, circulando pela net desde hoje, é do camarada Tramontini do Blog Classista. Abordando o programa “Territórios da Cidadania” e sua repercussão na imprensa e no judiciário, Tramontini marca mais um gol com uma análise classista da realidade nacional.
O Portal Vermelho publica nota do Ministério do Esporte que rebate acusações da revista Veja (PIG) deste fim de semana, de corrupção no programa Segundo Tempo. Vale lembrar que o panfleto fascista tem se tornado especialista em espalhar mentiras, leviandades e ataques rasteiros, basta conferir o Caso Veja, divulgado pelo jornalista Luis Nassif.
Ainda no Vermelho, belo texto do Miguel Urbano Rodrigues sobre o assassinato do comandante Raúl Reyes das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). Tive a oportunidade de estar com Miguel Urbano em duas oportunidades e, a cada vez que leio seus textos, me convenço da necessidade de mais homens e mulheres de luta e solidári@s como ele.
Pra encerrar, uma dica de cinema: passem longe do filme “The Kovak Box”, thriler supostamente psicológico mas, na verdade, não passa de um besteirol danado...


Boa semana a tod@s


A Estrada vai além do que se vê!