quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Back in the saddle

E aí moçada, beleza?

Esses últimos dias têm sido de muitas emoções. Mas aos poucos vamos nos adaptando à nova realidade.

Estou aqui para um merchandise básico. Estou twittando novamente, quem quiser seguir os sonhos basta entrar em www.twitter.com/ramonjrfonseca.


Amanhã voltamos com mais novidades.

Inté.


A Estrada vai além do que se vê!

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Os 12 de "O Globo" e os "pelegos" da UNE

Uma dúzia de alunos de escolas particulares da Zona Sul do Rio, "apartidários" e "apolíticos", lançam um "novíssimo movimento estudantil" pela reforma do ensino. Os leitores, eu e a torcida do Flamengo temos visto muitas fraudes no passado recente. Sabemos que às vezes elas nascem assim. Por que uma dúzia de moças e rapazes bonitos e bem vestidos, do Leblon, Ipanema, Gávea e adjacências, tornam-se notícia dessa forma em “O Globo” - quase sempre amplificada depois por outros veículos audiovisuais do mesmo império Globo de mídia? O artigo é de Argemiro Ferreira.


Ao deparar na internet - aqui na Argentina, onde estou hoje - com a primeira página de “O Globo” de quarta-feira, 7, enfeitada pela foto a cores de uma dúzia de graciosos alunos de escolas particulares da Zona Sul do Rio, “apartidários” e “apolíticos”, a lançar “novíssimo movimento estudantil” pela reforma do ensino, não resisti à tentação de questionar outra vez esse jornalismo.

Os leitores, eu e a torcida do Flamengo temos visto muitas fraudes no passado recente. Sabemos que às vezes elas nascem assim. Por que uma dúzia de moças e rapazes bonitos e bem vestidos, do Leblon, Ipanema, Gávea e adjacências, tornam-se notícia dessa forma em “O Globo” - quase sempre amplificada depois por outros veículos audiovisuais do mesmo império Globo de mídia?

Pergunto, em primeiro lugar, se jornalisticamente aquela reuniãozinha de adolescentes bem nascidos merece tal espaço na mídia nacional. Que diabo, como filhos do privilégio representam muito menos do que, por exemplo, um grupo de adolescentes sofridos do Nordeste, tão afetados como eles pelo adiamento da prova do Enem - o pretexto invocado em “O Globo”.

A aristocracia da elite branca
A diferença entre alunos do Nordeste e os de escolas particulares da Zona do Sul do Rio começa nos sobrenomes. Se prevalecem lá os Silva, como a família do atual presidente, os reunidos em “O Globo” são De Lamare, Di Célio, Bevilacqua, Lontra, Bustamante, Bekken, Glatt e outros de igual linhagem - famílias talvez afinadas com a ideologia dos irmãos Marinho.

A foto posada (com grande angular) da primeira página, feita em condomínio da Gávea, permite a suposição de que o tal “novíssimo movimento estudantil” anunciado pela sigla Nove (de “Nova Organização Voluntária Estudantil”) pode ter nascido na própria redação de “O Globo” e tem entre suas causas até o repúdio à ação afirmativa. São todos brancos, se não de sangue azul.

Para o jornalista Ali Kamel, guardião zeloso da doutrina da fé empenhado em uniformizar o discurso ideológico nos veículos do império Globo, “não somos racistas” no Brasil. A partir dessa tese nossa elite rejeita em nome da igualdade racial quotas destinadas a favorecer o ingresso na universidade de não brancos - talvez para perpetuar os privilégios atuais até o final dos tempos.

Nas páginas internas da mesma edição impressa de “O Globo”, conforme tive o cuidado de conferir na versão digital que a reproduziu, a reportagem foi estrategicamente colocada ao lado da coluna de Merval Pereira - a que abraça com fidelidade canina as ordens da cúpula do império de mídia mais arrogante do país e ostensivamente dedicado desde 2005 à derrubada do presidente.

A tradição coerente do golpismo
Os 12 (ou Nove) de “O Globo” parecem representar exatamente a tradição desse jornal (e dos Marinho), que ao longo dos anos, em matéria de educação, foi sempre retrógrado e antidemocrático - em especial quando a UNE e as entidades estaduais filiadas a ela lutavam contra o golpismo militar e na subseqüente ditadura que torturou, matou, censurou a imprensa e perseguiu o movimento estudantil.

Não por acaso o império Globo floresceu à sombra da ditadura por aplaudir os generais. Orgulha-se hoje - ao lado do “El Mercúrio”, pinochetista do Chile, e do “Clarín” argentino - de estar entre as maiores corporações de mídia do continente, premiadas pelos algozes da democracia e pelos interesses externos porque sempre ficaram contra os dos respectivos países.

Em texto posterior, publicado na quinta-feira, 8, e motivado pela reação do presidente da União Nacional dos Estudantes, Augusto Chagas, o jornal condescendeu em expor a resposta deste aos 12 de “O Globo”. Mas além de ter tido o cuidado de minimizá-lo e situá-lo ao pé de outra página, ainda aduziu minieditorial no qual acusa a UNE de “peleguização”.

Contra os interesses nacionais
Fica claro que “pelegos”, na visão dos irmãos Marinho, são os líderes da UNE, criada corajosamente na década de 1940 para defender os interesses do país contra o avanço do Eixo nazifascista. De nada importa ao jornal a explicação de que os fóruns da entidade não são gatos pingados da elite; reúnem mais de 1.500 centros acadêmicos do país, nos quais atuam centenas ou milhares de estudantes.

Como Chagas, também o presidente da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (UBES), Ismael Cardoso, tentou informar ao império Globo de mídia que as entidades realmente representativas dos estudantes há muito debatem a questão do Enem e até fizeram críticas à pressa para implantar a nova prova - pressa que pode ter contribuído para o vazamento.

A motivação dos 12 de “O Globo” é outra. Se não foram escolhidos por ninguém, representam quem - ou o que? Têm só de se submeter à ideologia golpista do jornal, na contramão da história e do aperfeiçoamento democrático. É o que basta para sairem na primeira página. Resta agora guiarem-se pelos editoriais. Por exemplo, aplaudindo a Colômbia submissa, sob ocupação militar dos EUA, e a Honduras do golpe, repudiada no mundo inteiro.



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A vida tem mais valor que laranjas envenenadas

Os ícones da vitória, por Sebastião Salgado

Ato de solidariedade ao MST

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra-MG (MST), juntamente com o Sindicato dos servidores públicos e a Via Campesina MG, realiza no dia 15 de outubro de 2009, um ato de solidariedade ao MST e em defesa da reforma agrária.

Com concentração na praça 7, centro de BH, o ato traz como lema " A vida tem mais valor que laranjas envenenadas", onde tambem reafirmaremos a luta do MST pela democratização da propriedade da terra, cada vez mais concentrada em nosso país.

O resultado do Censo de 2006, divulgado recentemente, revelou que o Brasil é o país com a maior concentração da propriedade da terra do mundo. Menos de 15 mil latifundiários detêm fazendas maiores de 2,5 mil hectares, que somadas possuem 98 milhões de hectares. Cerca de 1% de todos os proprietários controlam 46% das terras brasileiras, sendo que no país, são mais de 90 mil famílias lutando por um pedaço de terra.

O Censo de 2006 também revelou outra verdade, a de que a agricultura familiar é a maior responsável pela produção de alimentos destinados ao consumo da população brasileira. Os dados do IBGE apontam que, em 2006, a agricultura familiar foi responsável por 87% da produção nacional de mandioca, 70% da produção de feijão, 46% do milho, 38% do café, 34% do arroz, 58% do leite, 59% do plantel de suínos, 50% das aves, 30% dos bovinos e, ainda, 21% do trigo. A cultura com menor participação da agricultura familiar foi à de soja com (16%). O valor médio da produção anual da agricultura familiar foi de R$ 13,99 mil e é responsável por 75% da mão-de-obra no campo.

Para mais informações:
Vanderlei (MST-MG)
31-9299-4764



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terça-feira, 13 de outubro de 2009

Há de valer a pena!



No sabugo do pensamento

(quando pensar chega a doer)

Achei uma idéia engraçada:

E se o mundo girasse ao contrário?


Seriam os poderosos mais humildes?

E os mais humildes?

Teriam direito a um naco de dignidade?


Ah! Melhor ainda...

Se o mundo girasse ao contrário

Talvez não precisasse mais haver ricos e pobres

Apenas homens e mulheres livres

Simples


Nessa reviravolta do planeta

Com tudo virado e mexido

O povo seria importante para os governos

Quem sabe não pudesse até mesmo participar efetivamente das decisões?

O povo ditando o rumo...!


Se o mundo fosse virado

Eu teria mais filhos

Pois cada criança seria como uma fonte da juventude

Renovando a energia transformadora própria de cada um de nós


Se o mundo fosse mesmo ao contrário

Até gostar seria mais gostoso

Sem cobranças, opressões

Sem todos os (pré)conceitos arcaicos que matam o amor

Gostar seria cuidar, e ponto


Um dia ainda viramos o mundo de cabeça-prá-baixo

Vai doer o sabugo das idéias conceber tudo isso...

Mas há de valer a pena!


Da minha querida amiga Luana Bonone, valeu pela homenagem!


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Pet manda!

Singela homenagem aos meus amigos Péricles, Jalyson e Junete, extensiva aos demais bambis atropelados pelo Mengão.

Imagens surrupiadas do Urublog.


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sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Entidades realizam Salão Nacional de Divulgação Científica

O 1° Salão Nacional de Divulgação Cientifica será realizado na PUC-SP, entre os dias 21 a 23 de outubro de 2009. O evento faz parte da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia e é organizado pela Associação Nacional dos Pós-Graduandos (ANPG) em conjunto com a União Nacional dos Estudantes (UNE), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e a Comissão Executiva Nacional do Programa Tutorial (Cenapet). O tema é "Popularização da Ciência no Brasil".

Com as ilustrações de Albert Einstein, Leonardo Da Vinci, Alexandra Kolontai, Milton Santos, Santos Dumont e Karl Marx pichadas sobre um muro, os materiais do Salão buscam atrair a juventude de escolas e universidades para suas atividades.

Com o tema "Popularização da Ciência no Brasil", o evento pretende reunir estudantes e cientistas, estejam eles ligados ou não a programas de iniciação e fomento à produção cientifica. A atividade faz parte da Semana de Ciência e Tecnologia, que coloca em pauta neste ano o papel e as atribuições da ciência e tecnologia para o crescimento e desenvolvimento com o tema "Ciência no Brasil".

Estão programadas palestras, exposições e atividades culturais, além da mostra científica do Salão, que reunirá trabalhos produzidos por estudantes dos três níveis de ensino. Assim, poderão participar e inscrever trabalhos para as mostras, estudantes do nível médio, de graduação e pós-graduação.

A organização prevê que circularão pelo evento aproximadamente mil pessoas, que terão a oportunidade de acompanhar e participar das discussões acerca de políticas de financiamento e incentivo à pesquisa científica no país e como ocorre o processo de produção e distribuição do conhecimento científico, entre outros temas.

Informações e inscrições pelo www.salaonacional.org.br.


Luana Bonone para o Portal Vermelho


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Orlando Silva diz que comunista e esporte tem tudo a ver

Ministro Orlando fala da conquista Rio-2016


Em entrevista exclusiva ao Vermelho, o ministro Orlando Silva (Esporte) disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi peça chave para que os membros do Comitê Olímpico Internacional (COI) escolhessem o Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2016. Elogiou o trabalho dos comunistas na área de esporte e rebateu as denúncias sobre superfaturamento em gastos dos Jogos Pan-Americanos. Em 2010, revelou que deve ser candidato a deputado federal por São Paulo.

Vermelho – Qual o papel desempenhado pelo Ministério do Esporte para mais essa conquista, ou seja, o Rio escolhido como sede dos Jogos Olímpicos 2016?
Orlando Silva - Foi uma conquista do Brasil, mostra a força do país, o protagonismo que o Brasil viu nascer internacionalmente. É uma demonstração também de que o mundo evolui cada vez mais para uma situação de multilateralismo. Essa conquista parte de uma presença mais relevante do Brasil no mundo. É uma conquista da América do Sul que pela primeira vez vai realizar esse evento, um dos maiores do planeta. É uma conquista do esporte brasileiro, porque a Olimpíada é uma plataforma maravilhosa para a promoção do esporte e a difusão da cultura esportiva. O esporte vai entrar com mais força ainda na vida nacional. Nesse sentido, o Ministério do Esporte sai fortalecido também dessa conquista.

Vermelho – E o trabalho feito pelo ministério?
Orlando Silva - O ministério teve um papel chave. Primeiro porque foi quem cuidou dos Jogos Pan-Americanos. Não haveria Olimpíada se não houvesse Pan. A repercussão mundial que ele teve criou um ambiente favorável à conquista da Olimpíada. Dois terços dos eleitores do COI estiveram no Brasil durante o Pan. Então o ministério participou desse momento muito importante e participou de toda a campanha. O ministério era o governo federal na campanha Rio-2016. Então para nós é um motivo de muita felicidade a confiança que o presidente teve em nos atribuir essa tarefa. E agora é começar a trabalhar.

Vermelho – Qual o trabalho de preparação que deve ser feito?
Orlando Silva - O projeto que foi entregue ao COI é muito forte e nosso desafio é começar a tirar do papel. Nós temos que definir um cronograma de execução de investimentos, cronograma de melhoria de infraestrutura, o cronograma de obras e instalações esportivas e o cronograma de contratação dos serviços que serão importantes para acontecer durante os jogos Olímpicos. Será criado o que chamamos de Autoridade Pública Olímpica, uma espécie de um consórcio que vai reunir os três governos: federal, estadual e municipal. Nesse instante estamos trabalhando no desenvolvimento do projeto de lei que deve ir ao Congresso para a criação da autoridade.

Vermelho – O ministério não poderia ter um destaque maior na imprensa após a conquista dos Jogos Rio-2016?
Orlando Silva - Olha o ministério teve um papel chave em toda a campanha. Na votação em Copenhage, no período imediatamente anterior, entrou um personagem novo que é o melhor representante do Ministério do Esporte. Que é o presidente da República (risos). Então o presidente Lula é o próprio governo federal. Se na campanha o governo federal era o ministério na reta final, felizmente, nos contamos com o presidente que foi uma peça chave para o convencimento dos membros do COI quanta a importância e a possibilidade de realizar a Olimpíada. Então aqui e acolá ouço: Você deveria ter aparecido mais. Mais do que apareci eu não podia.

Vermelho – Recentemente foram publicadas matérias na imprensa dando conta de superfaturamento nos gastos do Pan. Como o senhor avaliou essas publicações?
Orlando Silva - A conquista da Olimpíada é um dos vetores centrais para definição de investimentos no Brasil. É um tema que passa a ser chave central da agenda nacional. Portanto, vai ser uma das principais vitrines da ação de governo do próximo período. E também aqui existe a luta política. O Tribunal de Contas da União (TCU) é o órgão responsável por fiscalizar contas públicas e tem um tempo próprio de exame dessas contas. Neste momento está sendo feito exame. O processo foi pautado por lisura, legalidade e conduta adequada. O TCU está avaliando pedindo informações complementares e o interessante: tudo o que tem de processo destacado em análise no TCU, esse é um dado que não tem circulado por aí, gerou uma atitude nossa. Qual foi? Não pagar a nenhuma empresa, nenhum fornecedor aquilo que foi levantado por questionamento por parte do TCU. E como não foi feito pagamento daquilo que foi questionado não há qualquer ônus, qualquer prejuízo, digamos assim, ao erário.

Vermelho – Quais lições do Pan servirão para serem aplicadas na Olimpíada?
Orlando Silva - Primeiro é fundamental que nós façamos um bom planejamento. Detalhado no limite para que possamos ter um cronograma de preparação da Olimpíada adequado e que facilite a boa utilização dos recursos públicos e reduza custo. O planejamento é um tema chave nesse período. Segundo, eu vou trabalhar obsessivamente para a máxima transparência no processo como apresentar balanços regulares à sociedade através da imprensa. É preciso preparar desde já o legado dos jogos, ou seja, o que vai ser utilizados das instalações, que intervenções (serão feitas) na cidade para melhorar a vida das pessoas.

Vermelho – O ministério ganhou projeção no Governo Lula. Outras forças políticas não estão de olho no comando da pasta?
Orlando Silva - O presidente Lula tem consciência de que é muito importante o trabalho nos três níveis de governo e um trabalho no interior do governo. Deve ser constituído um comitê interministerial para ordenar e orientar a ação do governo. E o ministério felizmente tem um protagonismo importante no próximo período. Isso é fruto de trabalho de uma equipe muito dedicada. Quem imaginaria em 2003 que o ministério alcançaria o patamar que alcançou hoje? Então eu acredito que não temos que nos preocupar com a disputa política. Nós temos é que trabalhar e afirmar-se na cena política e administrativa a partir do trabalho.

Vermelho – O que senhor acha do trabalho dos comunistas na área do esporte?
Orlando Silva - Eu diria que os comunistas têm sido aprovados na gestão pública e, em particular, na gestão pública do esporte. Isso porque trouxemos primeiro nossa capacidade de diálogo. No abecedário do PCdoB aprendemos que é muito importante manter os canais abertos do diálogo com a sociedade. Segundo a capacidade de envolver parceiros. Fazer parcerias e alianças. Isso tem sido muito importante para o trabalho do ministério e eu tenho orientado os nossos companheiros que estão por aí afora a valorizar muito isso. Terceiro, a dedicação absoluta ao trabalho. Nós aprendemos no partido também a disciplina, a concentração e a dedicação ao trabalho que é muito importante para alcançar os objetivos. No século 20 uma marca importante dos comunistas era a valorização do esporte. Não por acaso a China é a maior potência esportiva do planeta e não por acaso Cuba tem o peso que tem em nossa região. Então eu diria que comunista e esporte tem tudo a ver.

Vermelho - O senhor será candidato em 2010?
Orlando Silva - Sou militante e faço parte da direção nacional do partido e da direção do PCdoB de São Paulo. Tenho domicílio pessoal e eleitoral em São Paulo. O PCdoB pautou a necessidade de colocar meu nome para disputar um mandato à Câmara Federal. Esse é um tema que está sendo debatido e construído coletivamente no estado.


Iram Alfaia para o Portal Vermelho


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Incentivo ao esporte reduz criminalidade em Montes Claros

O desenvolvimento de políticas públicas na área de esportes, com o incentivo à inserção da juventude na prática esportiva, contribuiu para a redução dos índices de criminalidade em Montes Claros. Esse foi um dos dados trazidos pelo prefeito de Montes Claros, Luiz Tadeu Leite, que participou nesta terça-feira (6/10/09) do terceiro encontro regional do Seminário Legislativo Esportes, Infância e Adolescência - Caminho para Cidadania, realizado na cidade. O evento é promovido pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais em parceira com entidades mineiras ligadas ao esporte e terá uma etapa final, no Plenário, entre os dias 25 e 27 de novembro.

Luiz Tadeu Leite explicou que a política de esporte municipal vem sendo revigorada. Segundo ele, atualmente Montes Claros é a 12ª cidade mais violenta de Minas Gerais. Para o prefeito, não é um número para ser comemorado, mas houve uma melhora, já que há pouco tempo era a 3ª mais violenta. "Essa melhora está ligada às políticas de incentivo à prática de esporte que estamos desenvolvendo na cidade", afirmou.

Entre as políticas desenvolvidas pela prefeitura, Luiz Tadeu Leite citou a criação de núcleos para a prática de vôlei entre crianças e adolescentes. Segundo ele, também estão sendo desenvolvidos programas para a prática da natação, com vistas às Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro. O prefeito ainda destacou a existência de cursos de ensino superior para a formação de profissionais de educação física, além da reforma de praças destinadas à prática de esportes.

O presidente da Câmara Municipal, Athos Mameluque, destacou que o esporte nacional vive um grande momento, com a escolha do Rio de Janeiro para a sede das Olimpíadas de 2016. "Espero que esse seminário sirva para a formulação de políticas públicas que aproveitem esse grande momento", considerou. Ele destacou ainda que o Montes Claros e o Norte de Minas estão dispostos a colocar em prática essas políticas e pediu apoio do Governo do Estado para a construção do estádio da cidade.

Talentos esportivos não são aproveitados
A falta de uma política específica para aproveitar os talentos que surgem nas escolas foi um dos problemas citados pelo professor de educação física Eduardo Nascimento. "Existe uma grande lacuna. Quando surgem atletas nas escolas, as crianças não são inseridas em nenhum clube ou projeto e os talentos acabam se perdendo", considerou.

Para o professor, o destaque nacional que Minas Gerais vem conquistando nos esportes deve deixar de ser obra do acaso, mas resultado de políticas públicas concretas. Para ele, falta um plano único no desenvolvimento das políticas públicas. "Cada novo governo muda o plano e aí começamos tudo de novo", considerou.

Já o presidente do Conselho das Instituições de Ensino Superior de Educação Física de Minas Gerais, Dalton Ribeiro de Carvalho, falou que as Olimpíadas de 2016 devem ser a fagulha para incentivar a prática de esportes no Brasil. Ele falou que é preciso um plano integrado entre os Ministérios da Educação, da Saúde e dos Esportes para criar as condições para a inserção das crianças e jovens na prática das atividades físicas.

Dalton Ribeiro de Carvalho defendeu também a implantação de um centro de educação física e esportes em Minas Gerais, além de oito centros regionais, sendo um deles em Montes Claros. Ele ainda falou sobre a importância de que todas as escolas garantam na educação básica o atendimento com profissionais habilitados, além da substituição de todos os profissionais irregulares que hoje dão aulas de educação física.

Esportes e saúde - O secretário municipal de Saúde de Montes Claros, José Geraldo Drumond, falou sobre a ligação entre o esporte e a saúde. Ele lembrou que a prática do esporte leva a uma melhoria da saúde das pessoas, mas destacou que é importante fazer exames para que as atividades físicas sejam praticadas de forma segura.

Para ele, a saúde pública depende do desenvolvimento de práticas esportivas. O secretário defendeu a construção de centros de convivência comunitários, incentivando crianças, jovens e adultos à prática de esportes. "Isso pode contribuir diretamente na diminuição do número de atendimentos pelo Sistema Único de Saúde", disse.

Deputados falam sobre a importância dos profissionais de educação física
A importância da valorização dos profissionais de educação física e do financiamento público do esporte foram destacadas pelos deputados presentes no encontro em Montes Claros. O deputado João Leite (PSDB), que representou o presidente da ALMG, deputado Alberto Pinto Coelho (PP) e é autor do requerimento para a realização do seminário, ressaltou que a qualificação e a valorização do profissional de educação física são fundamentais para o incentivo à prática do esporte. "O professor de educação física é uma figura chave para aumentar a inserção da prática esportiva entre crianças e adolescentes", considerou.

O deputado Carlos Pimenta (PDT) falou sobre o problema da disseminação do uso de drogas entre os adolescentes. "Nossa juventude está hoje sem perspectiva, sem rumo. O esporte é uma grande oportunidade que pode ser oferecida para os nossos jovens", disse. Ele também destacou a importância do financiamento público e privado para o incentivo à prática do esporte. "Não há como falar em esporte sem falar em financiamento e incentivo público", considerou. Para Carlos Pimenta, o Estado precisa priorizar as regiões mais carentes, como o Norte de Minas.

Já o deputado Carlin Moura (PCdoB) ressaltou o atual momento positivo para o esporte nacional. "O Brasil está em uma posição muito boa, com a realização da Copa do Mundo e das Olimpíadas. Isso vai colocar o esporte em pauta nos próximos dez anos", afirmou. Para ele, o grande legado que esse momento deve deixar é a valorização do profissional de educação física.

"O esporte é saúde. Para cada real investido no esporte, são economizados sete reais na saúde", afirmou Carlin Moura. Outra questão destacada pelo deputado foi a importância de aprofundar e colocar em prática as políticas de financiamento e incentivo à prática esportiva. "A bolsa atleta precisa ser regulamentada em Minas Gerais para que possamos tirar o jovem da marginalidade", disse.

Já o deputado Gil Pereira (PP) informou que atualmente 12 das 55 escolas estaduais de Montes Claros não possuem quadra coberta. "Esperamos que até o final do próximo ano todas as quadras estejam cobertas, por meio do apoio do Governo do Estado", afirmou.

Em discurso lido pelo deputado João Leite, o presidente Alberto Pinto Coelho destacou que nos últimos anos é possível perceber um aumento do incentivo à pratica de esporte devido aos seus benefícios à saúde. Entretanto, ele destacou que o esporte traz outras importantes contribuições. "O esporte também contribui para a inserção do jovem na sociedade e para a promoção da cidadania", afirmou.

Fundo para o esporte - Na plenária final, foram aprovadas onze propostas que serão debatidas na etapa final do seminário emBelo Horizonte. Também foram eleitos 12 delegados da etapa de Montes Claros.

Entre as propostas aprovadas, estão a criação de um fundo estadual e de fundos municipais de esporte; a concessão de incentivo fiscal para as empresas que desenvolverem programas para capacitar jovens empregados que apresentem potencial para o esporte; e a ampliação dos espaços de discussão permanente sobre esporte, desporto e lazer, por meio da criação de conselhos municipais de esportes.

Foram eleitos os seguintes delegados: Ana Claudia Lima Soares, Wesley Mendonça Alves, Waldney Magela da Silva, Rubem Ribeiro de Oliveira, Paulo Eduardo Gomes de Barros, Eduardo Mendonça Câmara, Waldiney Nascimento Almeida, Janilson de Assis Miranda, Juliano Carlos Lopes Mendes, Oliver Resende, Cláudio Manoel Pinheiro e Adalberto Silva Batista. Foram eleitos como suplentes Vanilson Alves Silva, Cristina Diniz Ferreira, Isabel Cristina Rodrigues Santos, Elaine Santos Faria e Fabriny Silva Veloso.

Presenças - Deputados João Leite (PSDB), Carlin Moura (PCdoB), Carlos Pimenta (PDT) e Gil Pereira (PP). Também fizeram parte da mesa a pró-reitora de Extensão da Unimontes, Marina Queiroz; o secretário municipal de Educação, Esportes e Lazer de Montes Claros, Sebastião Pimenta; e o deputado federal Carlos William (PTC-MG).


Da Assessoria de Comunicação da Assembleia Legislativa
Foto: Alair Vieira / ALMG


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quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Gracias, Mercedes, "que nos ha dado tanto"

Paulo Vinícius *

Duas das figuras que mais contribuíram para que eu me tornasse um internacionalista e pudesse me encontrar com a América Latina foram Mercedes Sosa e Pablo Neruda. Este pela prosa poética vertida em Confesso que Vivi, e aquela, "la negra", por tudo de arrebatador e pungente que há em seu repertório irretocável.

Como se hoje fora, recordo da saudade que senti de Neruda - estranha nostalgia de quem não se conheceu, lastreada em poesia. Tal sentimento se intensificou ao ouvir na voz de Mercedes Sosa os zambas, chacareras, os versos de justiça e amor, voando pelo espaço aninhados naquela voz vibrante, forte, inconfundível.

Foi assim, exposto a esta dupla influência que me vi repentinamente órfão da América Latina, lastimando-me por não a ter conhecido antes, inconformado e intrigado ante o paradoxo em que a proximidade geográfica não se faz amizade, conhecimento mútuo, identidade. E desde então isso mudou a maneira como me situava no mundo. Descobrira-me, malgrado tanto lixo que se nos empurra, enfim, latino-americano.

E o que Mercedes Sosa cantou me ensinou tanto! Meu portunhol bem ajambrado foi aprendido com ela, cantando e entendendo a rebeldia e o amor, a ânsia por justiça e a grandiosidade com que aquela tucumana afirmava nossa origem comum, nossa irmandade de história, povo e sonhos.

Ela dizia a simplesmente e dura realidade, que "a esta hora exatamente há uma criança na rua". Reinventou a geografia ao afirmar que "um verde Brasil beija meu Chile de cobre e mineral". Lembrou-nos em meio a tantas vicissitudes que "tudo muda e mudarmos não é estranho" ainda que "não mude meu amor por mais distante que eu esteja, nem a lembrança nem a dor do meu povo, da minha gente". Ademais, com os versos de Atahualpa Yupanqui, definiu para mim a amizade, ao mostrar-nos que temos "tantos irmãos que nem os podemos contar/, no bairro, na montanha/, no pampa e no mar/ cada qual com seu trabalho, com seus sonhos cada qual/ com a esperança adiante e as recordações lá de trás", "tenho tantos irmãos que nem os posso contar e uma irmã muito linda que se chama liberdade".

Versos assim se cravam no peito se os canta como ela cantava, ao clamar às massas empobrecidas, "irmão, dá-me a mão, venha comigo buscar esta coisa pequenina que se chama liberdade. Esta é a hora primeira e este é o justo lugar, em que com tua mão e a minha, irmão, havemos de começar. Olha adiante irmão, tua terra que te espera, sem distâncias nem fronteiras que a afastem de tua mão, sem distâncias nem fronteiras, nesta hora primeira em que o punho americano marque o rosto dos tiranos e a dor enfim vá embora".

Por tudo isto, quando ela veio a Brasília em 2008, senti que enfim chegava a oportunidade - que até desacreditava - de ouvi-la ao vivo, oportunidade que provavelmente fosse a última. E foi como um reencontro, essa sintonia tão estranha de fã, quando a ouvi erguer-se por cima da evidente fragilidade física pelas palavras de carinho e a voz inacreditável que venceu o tempo. E do meu lugar no Centro de Convenções Ulisses Guimarães, depois de ir ao Chile, Cuba, Paraguai, Bolívia, Nicarágua e Venezuela, depois de ver os ventos de mudanças tão ansiados em seus versos se fazerem realidade, pude ouvi-la frente a frente, a dizer tão bem do Brasil, de nosso povo, cantando nossa música, aquela irmã argentina a declarar um amor tão sincero ao nosso país. Não foi em vão.

E agora que ela partiu, em paz consigo e com seus sonhos de uma intimorata e bela América Latina, não posso pranteá-la, apenas. Tenho na verdade é de lhes sugerir o único tributo verdadeiro para uma pessoa que dizia que "se cala o cantor, cala-se a vida, porque a vida, a vida mesma é toda um canto". Não podemos é permitir-nos não ouvi-la, pois assim permanece viva, tão necessária que é a iluminar os caminhos singulares em que a arte nos faz entender com uma profundidade total esta irmandade latino-americana, este amor aos oprimidos e o ódio às injustiças.

Conheçam Mercedes Sosa e partilhem do legado caudaloso de sua obra, das lições e do prazer de ouvi-la cantar, da poesia tão bem escolhida por uma intérprete que sabia o que dizer à mente e ao coração, uma irmã tucumana, argentina, latino-americana que, como a vida, pôde nos dar tanto.


Mais canções citadas (pra você curtir):

1- Gracias a la Vida - Violeta Parra - http://www.youtube.com/watch?v=xm9sIAW39o0

2- Hay un Nino en la Calle - Armando Tejada Gómez - Ángel Ritro - http://www.youtube.com/watch?v=apzGIJNipdY

3- Canción con todos - A. Tejada Gomez e Cesar Isella - http://www.youtube.com/watch?v=icrCSlBGkl0

4- Todo Cambia - Julio Numhauser - http://www.youtube.com/watch?v=In5TjoaYMRs


6- Hermano Dame tu Mano - Jorge Sosa, J. Sánchez - http://www.youtube.com/watch?v=F9-pdpfHxrs

7- Si se calla el cantor - Horacio Guarany - http://www.youtube.com/watch?v=xm9sIAW39o0


* Cientista social e bancário.


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Projetos em disputa

Dulci pediu ajuda na elaboração do projeto político para eleições de 2010
Foto: Pedro de Oliveira

Eleições 2010: dois grandes projetos mostram ao povo a diferença

A construção do terceiro projeto político para o Brasil para concorrer as eleições de 2010 foi o assunto que levou o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Luiz Dulci, ao almoço-reunião com a bancada do PCdoB, nesta quarta-feira (7) na Câmara. O ministro também conversou sobre os itens da pauta do Legislativo para este final de ano.

Sobre os assuntos políticos e eleitorais, o líder do PCdoB na Câmara, deputado Daniel Almeida (BA), foi mais minucioso que o ministro. O parlamentar disse que a conversa levou à identificação da necessidade de discussão do conteúdo do projeto político que será apresentado nas eleições de 2010. E a necessidade de palanque único desse projeto.

Daniel explica que “é importante que tenhamos dois grandes blocos na disputa eleitoral – o que Lula encabeça – e o outro – da oposição, para que a população perceba a diferença entre um e outro. A pulverização de candidatos da base não ajuda o povo a entender a diferença e a ganharmos a eleição.”

Passada a fase da filiação partidária, cujo prazo terminou no último dia 2, o momento é de construir a candidatura desse projeto e percorrer Brasil para dialogar com os vários segmentos da sociedade, avalia Daniel Almeida.

Ele disse que o ministro pediu ao PCdoB ajuda para identificar e elaborar esse projeto de consolidação e aprofundamento de transformação do Brasil. Daniel Almeida disse que existe uma feliz coincidência nesse pedido com a realização do 12o Congresso Nacional da legenda, que acontece em novembro próximo, e que vai debater exatamente esse tema - os próximos passos do projeto político que estamos executando no País.

“Tremenda conquista”
Sobre a agenda legislativa, Dulci definiu como “uma tremenda conquista” a aprovação na Câmara dos Deputados da Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que regulamenta as negociações trabalhistas no serviço público. Ele também manifestou desejo de ver aprovada, ainda este ano, a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, consolidação do aumento do salário mínimo e a mudança do fator previdenciário.

O líder do PCdoB na Câmara disse que o Partido concorda com essa agenda do mundo do trabalho, mas foi mais comedido com relação ao fator previdenciário. “Concordamos com essa agenda de consolidação da legislação social no Brasil que o governo quer cumprir”. No caso do fator previdenciário, ele disse que “é preciso continuar discutindo a questão do aposentado e do fator previdenciário para garantir ambiente de negociação que permita avanços.”


Márcia Xavier para o Portal Vermelho


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quarta-feira, 7 de outubro de 2009

PCdoB mineiro tem nova direção

No último dia de trabalho na 13ª Conferência Estadual do PCdoB de Minas, no domingo (4) os mais de 300 delegados elegeram o novo do Comitê Estadual. Após momentos de intensos debates sobre as teses congressuais, as discussões se mantiveram em torno da eleição da direção e dos delegados que vão representar os comunistas mineiros no Congresso Nacional, que será realizado em novembro em São Paulo.

Crescer a influência dos comunistas entre os movimentos populares e aumentar a representação do PCdoB nas casas legislativas. Estes e outros desafios foram discutidos por centenas de militantes durante dois dias. Para a deputada federal Jô Moraes, presidente do partido em Minas, os comunistas passam por um momento de grande amadurecimento de sua estrutura e fortalecimento de suas lideranças. “ O PCdoB tem sido a escolha de milhares de homens e mulheres que querem somar forças a um instrumento de defesa do Brasil e dias melhores para todo o povo”, afirmou.

“Vereadores, professores, metalúrgicos, estudantes e mulheres. Essa é a cara do PCdoB de Minas. Aqui estão os representantes legítimos do povo mineiro. Cada um com sua característica e singularidade formam este partido” ressaltou o deputado Carlin Moura.

A nova direção do partido é composta por diversas lideranças dos mais distintos movimentos populares e lideranças políticas de varias regiões do estado. Após a leitura dos resultados finais de votação, o deputado estadual Carlin Moura propôs aos delegados a recondução de Jô Moraes para a presidência do Comitê estadual. Por unanimidade a proposta foi aprovada pelo plenário. Grandes desafios, fortes convicções e muito entusiasmo. Assim terminou mais uma Conferência PCdoB de Minas.

Destaque:
Destaque para o corpo organizativo infraestrutural. Durante três dias de conferência, tudo ocorreu muito bem organizado e com toda estrutura necessária para o sucesso do evento. Nos bastidores, o que se observou foi uma equipe de profissionais bem preparados (Washington, Adriana, Lilian, Valéria, Flávia e tantos outros), que proporcionou tranqüilidade aos membros do Partido, que assim, se dedicaram exclusivamente aos debates e deliberações do campo político.

Novo Comitê Estadual do PCdoB - MG Biênio 2009/2011

01.Ana Prestes

02.Andréia Diniz

03.Augusto Viana

04.Carlin Moura

05.Celina Arêas

06.Conceição Moraes

07.Dalva Stela

08.Diogo Santos

09.Edson de Paula

10.Eli Isabel (Bel)

11.Edigar Lopes

12.Érico Nogueira

13.Fagner Ribeiro (Tatu)

14.Flávio Sérgio (Bronca)

15.Flávio Magelo (Flavim)

16.Fernando Máximo

17.Fernando Taveira

18.Gilse Cosenza

19.Gilson Reis

20.Gelson Alves

21.Geraldo Alves (Gera)

22.Geraldo Pimenta

23.Ivo Mendes Filho

24.Jô Moraes

25.José Rodrigues

26.Jota Lacerda

27.Júlio César Pereira

28.Júlio Donizetti

29.Júlia Inês

30.João Batista Cassiano

31.José Carlos Arêas

32.José Nunes Neto

33.Kerison Lopes

34.Lipa Xavier

35.Luiza Lafetá

36.Marilene Mont alto

37.Marcelino Rocha

38.Maria Isabel Bebela

39.Manoel Cação (Quincas)

40.Murilo Ferreira da Silva

41.Natália Littig

42.Nilton da Silva (Fofo)

43.Paulo Augusto dos Santos (Paulão)

44.Pedro Mourão

45.Richard Romano

46.Rosemary Mafra

47.Reginaldo Henrique

48.Renata Rosa

49.Rodrigo Cupim

50.Sérgio Danilo Rocha Miranda (Serginho)

51.Toninho da Famobh

52.Tiago Cassiano (Tiaguinho do Sintel)

53.Wadson Ribeiro

54.Wagner Ribeiro

55.Wellington Félix Cornélio

56.Valéria Morato

57.Valdirene Souza

58.Viviene Adriana

59.Zito Vieira


Delegados e Delegadas eleitos ao 12º Congresso do PCdoB

01. Carlin Moura

02. Jô Moraes

03. Ana Prestes

04. Richard Romano

05. Celina Arêas

06. Paulão

07. Fagner Ribeiro (Tatu)

08. Gilson Reis

09. Júlia Inês

10. Sérgio Danilo (Serginho)

11. Dinei Carneiro

12. Lipa Xavier

13. Luiza Lafetá

14. Rodrigo Cupim

15. Conceição Morais

16. Edson de Paula

17. Mário Henrique (Caixa)

18. Ivo Mendes

19. Kerison Lopes

20. Luciano Rezende

21. Marcelino Rocha

22. Renata Rosa

23. Reginaldo Henrique

24. Rosemary Mafra

25. Toninho da Famobh

26. Augusto Rocha (Gugu)

27. Érico Nogueira

28. Ezequiel Ramos

29. Geraldo Pimenta

30. José Gonçalves Rodrigues

31. Marcos Trajano

32. Pedro Mourão

33. Délio Soares

34. Flávio Magelo (Flavim)

35. Jota Lacerda

36. Júlio César Pereira

37. Murilo Ferreira

38. Diogo Santos

39. José Rodrigues da Silva

40. Valéria Morato

41. Edigar Lopes

42. Fernando Máximo

43. Flávio Nascimento (Panetone)

44. Flávio Sérgio (Bronca)

45. Ramon Fonseca

46. Edilson Lopes

47. Nilton da Silva (Fofo)

48. Gelson Alves

49. Geraldo Alves (Gera)

50. Sumayra de Oliveira

51. Viviene Adriana

52. Júlio Donizeti

53. Valdirene Rocha

54. Wagner Ribeiro

55. Frederico Nunes (Fred)

56. Wellington Santos (Gargamel)

57. José Carlos Arêas

58. Wellington Félix Cornélio (Zuzu)

59. Wellington Teixeira Gomes


Suplentes:

01.Marilene Mont alto

02.Gildásio Cosenza

03.Gustavo Viana Carvalho (Gustavinho)

04.Tiago Cassiano (Tiaguinho do Sintel)

05.Denilson Rodrigues Silveira

06.Adelmo Rodrigues de Oliveira

07.Gaby Claus Fernandes

08.Aristeu Joaquim Soares Vieira da Costa

09.José Roberto Ribeiro

10.Maria Rita Fernandes de Figueiredo

11.Geraldo César Maciel

12.Leandro Gomes de Paula

13.Márcio Henrique Alvarenga


Pedro Leão e Fabricio Menezes para o Caderno Vermelho Minas

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O anticomunismo primitivo da Veja

Altamiro Borges*

Na mesma edição em que reafirmou a sua simpatia pelos golpistas hondurenhos e que criticou o “imperialismo megalonanico” da diplomacia brasileira por garantir refúgio ao presidente deposto Manuel Zelaya, a revista Veja desferiu um ataque primitivo contra vários partidos de esquerda do Brasil. A exemplo do fascista Roberto Micheletti, que disse em entrevista recente que o golpe em Honduras foi dado “porque Zelaya colocou comunistas no seu governo”, a famíglia Civita, dona deste panfleto rastaqüera, também parece que perde o sono com medo do “fantasma comunista”.

“O socialismo não morreu (para eles)”. Com este título jocoso, a revista retomou um dos bordões que inaugurou a onda neoliberal no final dos anos 1980. Na época, Francis Fukuyama, consultor do governo dos EUA, decretou o “fim da história”, argumentando que o socialismo estava morto e que não haveria mais alternativas à democracia burguesa e ao livre mercado. Mas esta bravata não durou muito tempo. O neoliberalismo aguçou as contradições do capitalismo, resultando na queda de Wall Street (o muro dos rentistas) e numa das piores crises deste sistema. Apesar disto, a Veja insiste na sua cegueira ideológica, talvez apavorada com o avanço das idéias marxistas.

Um patético tucaninho
O texto reflete este temor, inclusive nas suas ironias trogloditas. “Um fantasma ronda a América Latina: o fantasma do comunismo. Pelo menos é o que acreditam os militantes de um punhado de partidos nanicos de esquerda que ainda sobrevivem na política brasileira. Para esse pessoal, não há nada mais importante do que impedir que as idéias de Karl Marx sejam devoradas pelo fungo e pelo bolor. Os esquerdistas radicais formam um grupo tão curioso quanto inofensivo”, dispara. O próprio uso de duas páginas da revista, que renderiam uns R$ 420 mil em publicidade, evidencia que a famíglia Civita teme a crescente influência do marxismo na América Latina.

Para confundir seus leitores mais tacanhos, a matéria mistura partidos de diferentes concepções, como PCdoB, PSOL, PSTU, PCO e PCB. Para todos, ela abusa nos adjetivos hidrófobos e pinça frases fora do contexto. Afirma que o PSOL é “um balaio de gatos”, que o PCB é comandado por Ivan Pinheiro, “o terrível”; e que o PSTU prevê que “[a revolução] está chegando e nós estamos preparados”. Quanto ao PCdoB, ela tenta ridicularizar um sensato pensamento do seu presidente, Renato Rabelo. “Quando a União Soviética desabou, houve quem achasse que o socialismo tinha morrido. Que nada. Só alguém sem visão histórica pode pensar assim... O capitalismo levou 300 anos para superar o feudalismo. O marxismo tem pouco mais de 100 anos de existência”.

A “reporcagem” da Veja não apresenta qualquer informação jornalística. É pura ideologização direitista. O seu objetivo é desqualificar as esquerdas. “As idéias disparatadas desses partidecos dão certo colorido à democracia brasileira, nada mais. Ao sonharem com o pesadelo da restauração socialista, seus militantes conseguem apenas criar para si próprios uma imagem folclórica... O socialismo não voltará à vida. Está morto e enterrado”, decreta o repórter Fabio Portela, o mesmo que numa edição de agosto bajulou o governador tucano Aécio Neves. Este patético e folclórico “jornalista”, seguidor de Diogo Mainardi, deve realmente temer o avanço das idéias socialistas!




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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Orquestra Imperial

Impera deixa o florminense de quatro

Adriano incanta il Maracanà
Due gol pensando alla Seleçao

Uno-due dell’Imperatore nel giro di 12 minuti e il Flamengo si aggiudica il superclassico contro il Fluminense. L’ex nerazzurro apre e chiude l’incontro davanti a 83mila spettatori e (record stagionale) e con 15 centri si conferma leader della classifica marcatori

RIO DE JANEIRO (Brasile), 5 ottobre 2009 – I cori e gli applausi del mitico Maracanà sono stati ancora una volta tutti per l’Imperatore, che davanti a circa 83.000 spettatori (record stagionale per il campionato brasiliano) ha messo il proprio sigillo nel superclassico tra Flamengo e Fluminense con una doppietta a inizio ripresa. “Decisivo e impeccabile”. Questi gli aggettivi con cui il tecnico rossonero Andrade ha definito Adriano al termine dell’incontro. Al di là dei gol, che hanno consentito al Flamengo di battere per 2-0 gli storici rivali del Fluminense, la prova dell’ex attaccante nerazzurro è stata impreziosita da assist e giocate che avrebbero potuto rendere ancora più ampio il suo bottino personale.

SHOW IMPERIALE — Reduce da sei risultati utili consecutivi, il Flamengo impone il proprio gioco sin dalle battute iniziali, costringendo il Fluminense (sempre più ultimo in classifica e a forte rischio retrocessione) a una partita impostata sul contenimento e le rapide ripartenze in contropiede. Poco servito e ben marcato, i primi 45 minuti servono ad Adriano per prendere le misure ai difensori avversari, prima di scatenarsi in avvio di ripresa, quando l’Imperatore mette in scena il proprio show personale. Prima costringe il portiere avversario, Rafael, a una parata prodigiosa su un bolide di destro scagliato dal limite dell’area di rigore, e al 51° spezza l’equilibrio dell’incontro con un sinistro rasoterra a incrociare nonostante la pressione di due difensori rivali. Il raddoppio arriva al 63°, grazie a un destro dall’altezza del dischetto del rigore dopo essersi ritrovato solo a tu per tu col portiere avversario su un lancio lungo dalla trequarti. Con il risultato messo al sicuro, Adriano regala a Zé Roberto una ghiotta opportunità per aumentare il vantaggio con un assist in profondità, per poi andare vicino alla tripletta personale con un tiro da fuori area che si spegne sul fondo.

CHIODO FISSO — “Penso unicamente a mostrare un buon calcio per guadagnarmi il posto nella Seleçao, nient’altro”. Così Adriano ha ribadito una volta di più il suo obiettivo a breve termine e, prima di rispondere alla convocazione di Dunga per il doppio confronto contro Bolivia e Venezuela che chiuderà la fase eliminatoria per i prossimi Mondiali, ha ribadito il primato solitario in cima alla classifica marcatori del campionato con 15 reti all’attivo.

© RIPRODUZIONE RISERVATA



Tradução: Crééééééééééééééééééééééuuuuu
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Leiam também ou Leggi anche: Brasile, Adriano Imperatore del derby


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sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Convites para a noite de sexta

Clique nas imagens para ampliá-las


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Boom


SONIC BOOM - O novo CD do KISS

CLIQUE AQUI para escutar uma prévia da música MODERN DAY DELILAH do novo álbum do KISS. Esse sampler de 1min. está na propaganda do álbum no http://www.kissonline.com/.

O novo Cd do KISS - SONIC BOOM - será lançado com exclusividade pela Walmart.com e Sam's Club no dia 6 de Outubro de 2009.


Músicas do SONIC BOOM:

1. MODERN DAY DELILAH

2. RUSSIAN ROULETTE

3. NEVER ENOUGH

4. YES I KNOW (NOBODY'S PERFECT)

5. STAND

6. HOT AND COLD

7. ALL FOR THE GLORY

8. DANGER US

9. I'M AN ANIMAL

10. WHEN LIGHTNING STRIKES

11. SAY YEAH

Produzido por PAUL STANLEY
Co-produção de Greg Collins

O lançamento nos EUA & Canadá incluirá um CD de regravações e um DVD com imagens do show do KISS na Argentina em 5 de Abril de 2009. A embalagem em DigiPak também virá com um encarte de 20 páginas.


P.S Rodrigo, valew demais pela cópia antecipada, já estou ouvindo 29 horas por dia!


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Concurso de redação da UJS vai até dia 19 de outubro

O concurso de redação da União da Juventude Socialista (UJS), iniciativa comemorativa do aniversário de 25 anos da entidade, receberá textos até o dia 19 de outubro. A intenção é proporcionar mais tempo para que militantes interessados possam participar. "Fomos procurados por militantes que gostariam de participar, mas perderam os prazos. Como a ideia do concurso é estimular a escrita, fazer com que as pessoas coloquem no papel suas experiências como militantes, então resolvemos acatar o pedido e estendemos para possibilitar novas adesões", afirma Luana Bonone, diretora de Formação da UJS.

Pelo novo cronograma, as redações serão avaliadas e o resultado divulgado no dia 22 de outubro. Os textos devem ser remetidos para o endereço eletrônico ujsnacional@gmail.com




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PCdoB mineiro se reúne neste fim de semana

Uma grande Conferência Estadual do PCdoB. É esta a expectativa do Comitê Estadual de Minas Gerais para o encontro que acontece nos dias 2, 3 e 4 de outubro em Belo Horizonte.

Hoje será realizado um ato político a partir das 19 horas no plenário da Assembleia Legislativa, que contará com a participação dos delegados eleitos e também de militantes e amigos.

A Conferência coroará um rico processo de etapas municipais, que aconteceram em 154 cidades, além de centenas de assembleias de base, que reuniram mais de 3 mil militantes em todas as regiões de Minas. Centenas destes são novos filiados, entre eles reconhecidas lideranças políticas que se juntaram aos comunistas para contribuírem com o projeto eleitoral de 2010 em que será lançada uma chapa própria de deputados estaduais e mais de uma dezena de candidatos a federal em coligação.

Para a presidente do Comitê Estadual do PCdoB e deputada federal Jô Moraes, a Conferência mostrará o vigor do PCdoB no estado e preparará o Partido para os novos desafios que se avizinham, principalmente preparará os comunistas para os embates que o país viverá nas eleições do ano que vem. Já o secretário de organização, Richard Romano conta que o encontro mostrará uma renovação grande nos quadros e militantes mineiros. “Foi isso que eu vi nas Conferências que acompanhei Minas afora”, diz Richard.

Além dos debates sobre as teses apresentadas pelo Comitê Central e do balanço da última gestão que será apresentado pelo Comitê Estadual, no domingo será eleita a nova direção do PCdoB mineiro. Segundo Richard, um esforço está sendo feito para que a renovação expressa na atual realidade se traduza na nova direção. “Devemos contar com uma renovação dos dirigentes, além de tentar contemplar mais quadros do interior.

13ª Conferência Estadual do PCdoB de Minas Gerais

Ato Político na Assembleia Legislativa
2 de outubro de 2009 (sexta-feira), a partir das 19 horas
Rua Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho

Debates
Dias 3 e 4 de outubro (sábado e domingo)
Local: SESC Venda Nova
Rua Maria Borboleta s/nº
Bairro Novo Letícia

Belo Horizonte

Informações: 31 3214 0068




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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Quantas mortes Obama precisará em Honduras?


Por Atilio Borón *

Ontem o Comité pela Defesa dos Direitos Humanos de Honduras (CODEH) tornou público um relatório em que responsabiliza o presidente de facto desse país e líder dos golpistas, Roberto Micheletti, pelas mais de 101 mortes extra-legais e sumárias perpetradas desde 28 de Junho até à data.

A CODEH foi criada em 11 de Maio de 1981 por um grupo de cidadãos hondurenhos preocupados com as graves violações aos direitos humanos que se estavam a verificar no país quando o governo de Ronald Reagan decidiu que Honduras seria a plataforma de operações a partir da qual a Casa Branca lançaria a sua ofensiva contra a Revolução Sandinista, que acabava de triunfar na Nicarágua, e a Frente Farabundo Martí, que em El Salvador estava progressivamente a reverter em seu favor a luta contra o exército salvadorenho e seus “assessores” estado-unidenses.

Como se recorda, Reagan determinou que à frente desse operação ficasse John Negroponte, um homem carente de escrúpulos morais e que não vacilou em organizar esquadrões da morte e envolver-se no tráfico de armas e drogas da Operação Irão-Contras dirigida pelo coronel Oliver North. A árdua luta da CODEH e a sua intransigente defesa dos direitos humanos fez que em Novembro de 1994 o governo de Honduras lhe concedesse um estatuto jurídico legal.

Esta instituição, que conta com numerosos homens e mulheres que pagaram com a vida a sua devoção à causa dos direitos humanos, acusa os golpistas hondurenhos de produzir um novo holocausto. Este massacre silencioso, do que apenas uns pouco casos ficaram registados nos meios de comunicação devido à censura quase total à imprensa e ao sistemático bloqueio de toda informação relativa a esses factos, teve lugar, segundo a CODEH, no âmbito dos sucessivos “toques de recolher” decretados pelos usurpadores.

As suas vítimas incluem menores e mulheres. Estes assassinatos tiveram lugar principalmente durante as horas em que a polícia e as forças armadas exerciam um controle absoluto das ruas e praças de Honduras.

Para além de qualquer polémica sobre o número exacto de pessoas que morreram neste triste episódio, o certo é que pela mão de Micheletti e dos seus cúmplices e mentores a violência e a morte assenhoraram-se desse país. E é certo também esta brutal escalada prossegue seu curso com a cumplicidade total do presidente Barack Obama, cuja defesa dos direitos humanos, da legalidade, democracia, liberdade e outros valores consagrados pela luta dos povos demonstrou ser, como prevíamos, uma retórica destinada a enganar os incautos e nada mais.

Há poucos dias o presidente Hugo Chávez perguntava perante a Assembleia Geral da ONU qual era o verdadeiro Obama: se aquele que dizia frases bonitas ou o que aceitava o golpe de estado em Honduras (ao qual teimosamente recusa-se a chamá-lo pelo seu nome), mantinha o bloqueio a Cuba e a injusta e ilegal prisão “dos 5″, e semeava bases militares por toda a América Latina em nome da liberdade. Lamentavelmente, a resposta salta à vista e dispensa maiores argumentações.

A idêntica conclusão chegava há poucos dias Mark Weisbrot, distinto académico estado-unidense e presidente do Just Foreign Policy quando se perguntava quanta repressão Hillary Clinton apoiará em Honduras. Na sua nota, reproduzida em Rebelión (http://www.rebelion.org/noticia.php?id=92062) Weisbrot assegura que “a 11 de Agosto, 16 membros do Congresso dos EUA enviaram uma carta ao presidente Obama instando-o a ‘denunciar publicamente a utilização da violência e a repressão de manifestantes pacíficos, o assassinato de pacíficos organizadores políticos e todas as formas de censura e intimidação contra os meios de comunicação’. Ainda estão à espera de uma resposta”.

Os gorilas hondurenhos não deixaram direito algum por violar: assassinatos, torturas, sequestros, repressão a manifestantes pacíficos e indefesos, desprezo pelo quadro jurídico nacional e a legalidade internacional, ataque à embaixada do Brasil, censura da imprensa; enfim, a lista seria interminável.

Fica de pé a pergunta: Quantas mortes mais precisará a Casa Branca para abandonar a sua inqualificável cumplicidade com um regime que regride a nossa região ao pior do século passado? Quantas precisará Obama para perceber que cada uma delas é também um golpe mais na sua já minguada credibilidade? Os Estados Unidos são o único país com peso significativo na arena internacional que ainda mantém o seu embaixador em Tegucigalpa: O que espera para retirá-lo? Ou será que Honduras está a prefigurar o futuro terrível da América Latina e do Caribe, Obama não sendo outra coisa senão o sorridente e simpático relações públicas, mas que nem por isso deixa de ser uma peça mais na engrenagem infernal do “pentagonismo”, como o denominou Juan Bosch.

Para concluir: não é que agora os anti-imperialistas peçam a Washington que intervenha, como refinadamente argumentou nos últimos dias. Já está a intervir, e muito. E está a fazê-lo para perpetuar um regime violatório dos direitos humanos, não para promovê-los.

O silêncio de Obama perante tantos crimes nada tem a ver com a abstinência ou o não-intervencionismo. Calar é também uma forma – dissimulada, muitas vezes manhosa e covarde – de intervir. Aquilo que se lhe perde é que, de uma vez por todas, os Estados Unidos deixe de fazê-lo e abstenha-se de apoiar os golpistas. Do resto se encarregará o povo hondurenho, que tem dado mostras da sua capacidade e valentia para sacar Micheletti de cima sem necessidade de ajuda alguma da Casa Branca.


*Artigo publicado no Kaosenlared.net, tradução encontrada no resistir.info
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No Blog do Planalto: UNE defende 50% dos recursos do Pré-sal para a Educação

Para o presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) é um espaço importante para se promover o debate sobre o Pré-Sal. "Estamos diante de uma oportunidade de debater o futuro do Brasil!", disse Augusto Chagas, que defende que 50% dos recursos provenientes do fundo social do Pré-sal sejam investidos em Educação. "Essa riqueza deve servir ao país. E não há política pública mais efetiva do que a Educação", concluiu.

Veja abaixo o que está postado no
blog do Planalto e assista a declaração de Chagas após a reunião extraórdinária do CDES, realizada na terça-feira, 29.

Sociedade civil aprova mudanças na regulação do setor do petróleo

Durante a reunião extraordinária do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) hoje no Palácio do Itamaraty, em Brasília, o clima entre os conselheiros com relação às propostas do governo federal para o Pré-sal era de aprovação, apesar de muitos terem demandas específicas para os setores que representam. Os interessados tiveram a chance de se inscrever para expor seus pontos por três minutos. O Blog do Planalto traz aqui a posição de representantes de três importantes setores da sociedade civil - indústria, trabalhadores e estudantes - acerca dos investimentos que serão feitos com os recursos obtidos com a exploração do Pré-sal.


Representando o empresariado, o primeiro conselheiro a falar foi o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Base e Infraestrutura (ABDIB), Paulo Godoy, que elogiou a proposta do governo, especialmente a criação do Fundo Social. Ele está otimista com os avanços que as novas reservas devem trazer para a indústria naval e petrolífera brasileira, e acredita que é quase unânime na sociedade brasileira o entendimento de que o Estado precisa assumir o controle da riqueza do Pré-sal para dar a ela um destino ordenado.


Mas, segundo Godoy, é preciso muita preparação e investimentos até que os diferentes setores possam colher os frutos. Ele defendeu o estabelecimento de mecanismos claros de fiscalização para os contratos a serem firmados entre empresas e governo. Para Godoy, a exploração da camada Pré-sal trará grandes investidores para o País e é preciso definir regras claras para o que o setor não sofra com paralizações por parte dos órgãos de fiscalização.


Em seguida foi a vez do presidente nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique da Silva Santos, que disse achar excelente a ideia de criação do Fundo Social, mas defende que os recursos também sejam destinados aos temas reforma agrária e seguridade social.


O Blog do Planalto conversou também com o presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Augusto Chagas, que contou que os integrantes do movimento estudantil vem estudando muito o tema. Ele fez uma avaliação da reunião e falou das demandas para a área da Educação.



Do EstudanteNet com Blog do Planalto


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