terça-feira, 17 de março de 2009

segunda-feira, 16 de março de 2009

É pra rir mesmo!


Texto que surrupiei do blog Há uma menina, da minha amiga Manuela d'Ávila. Vale a leitura.


Assim eu morro...


De rir!!! A Revista Veja dessa semana me tentou na banca. Um dos meus símbolos preferidos, o mais identificado com minha vida e ideais, aparece estampado na capa: a foice e o martelo, símbolo do comunismo, da luta dos trabalhadores do campo e da cidade. Calmem! Não foi isso que me fez rir. Junto ao símbolo aparece Barack Obama. O título faz menção a uma saudação que uso cotidianamente. Diz: Camarada Obama. Também não foi isso que me fez rir. Abaixo há um pequeno texto explicando porque, mesmo injetando bilhões de dólares na economia, Obama não está conduzindo os EUA ao socialismo. Morri de rir.

Depois, percebi. A crise econômica mundial deve estar deixando a turma da Veja muito pirada. Como tudo o que eles defenderam a vida inteira deu errado, a crise da economia é também a crise ideológica deles. Eles estiveram errados nas últimas duas décadas. Quantas vezes ecreveram que o meu partido era um "dinossauro" por defender a existência do Estado, promotor de políticas sociais e regulador da economia? E se o Brasil não tivesse sendo governado por Lula?

Eles chamaram toda a política de infra-estrutura, essa que eu apóio nas votações do Congresso, de atrasadas, que deveriam ser conduzidas pela iniciativa privada. E se esse recurso não estivesse sendo injetado na economia brasileira?

Bem, queria dar um recado a essa turma: deixem que a esquerda, esses dinoussauros, velhos superados, "bibelôs" (como fui chamada muitas vezes...) cuide da crise que vocês criaram no mundo, aqui no Brasil. Fiquem tranquilos que nós defendemos a união do povo para enfrentá-la. Além disso, podem ficar sossegados: Obama não é camarada. Mas na América Latina, onde a crise está sendo melhor tratada, nós, comunistas, estamos por todos os lados.


Não é de rir essa Veja?


A Estrada vai além do que se vê!

Unicalourada: um bom exemplo de como receber novos alunos

Daniel Dias, presidente do DCE Unimontes, Maria Cristina Freire, coordenadora de apoio ao estudante e professora Renata Cordeiro
Fotos: Arquivo DCE Unimontes

Por Samuel Fagundes, Repórter d' "O Norte de Minas"*

A Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) promove a cada semestre sua recepção oficial aos novos alunos com a realização da Unicalourada, que de acordo com Maria Cristina Freire Barbosa, coordenadora de Apoio ao Estudante, tem como objetivo promover uma recepção calorosa, cordial e solidaria aos novos acadêmicos.
Segundo ela, esse tipo de recepção combate o trote. Então por isso promovem a cerimônia oficial de recepção aos calouros, que inclui a apresentação da estrutura da universidade e também de como funciona sua organização política, pedagógica e administrativa. Além dessa apresentação, há também o momento cultural, onde bandas e artistas se apresentam durante três noites (11 a 13 de março) para os calouros, veteranos, professores e amigos.

MOMENTOS
- São dois momentos bastante distintos, um de conhecimento da estrutura da universidade, de como ela funciona, sua organização política, pedagógica e administrativa. O outro momento é essa festa, que tem a função de integrar os calouros com os veteranos. Então estes shows, além de receber os novos alunos, também têm o objetivo de promover um apoio aos alunos que estão se formando, que se responsabilizam por barracas que vendem comidas e bebidas, e o dinheiro arrecadado ajuda na formatura deles – explica Maria Cristina.

A Unicalourada é realizada há seis anos. Como a Unimontes recebe mais de 1000 alunos por ano e como a festa reúne calouros, veteranos e amigos, segundo a coordenadora, provavelmente mais de 10 mil pessoas passaram pela festa desde sua primeira realização.
SELEÇÃO DOS ARTISTAS
Maria Cristina conta que para a seleção das bandas, inicialmente a Coordenadoria de Apoio ao Estudante abre um cadastramento. Após esse processo, os artistas e as bandas são selecionados através de um teste de audição. Normalmente se apresentam duas bandas por dia, sendo uma hora para cada banda.
A coordenadora lembra que os calouros também realizam outra atividade dentro da Unicalourada que é intitulada Cidadão Solidário. Dentro desse tema cada curso planta uma árvore dentro do campus e ficará responsável pela planta. Segundo Maria Cristina, os alunos têm tido uma grande curiosidade em relação a essa planta, eles acompanham o crescimento e todo o desenvolvimento dela.
- Dentro desse tema Cidadão Solidário muita coisa pode ser feita, qualquer ação ou atividade que esteja voltada para contribuir na formação de pessoas melhores e mais preocupadas com o bem coletivo. Um dos objetivos da Unicalourada é desenvolver nos alunos uma cultura no processo de recebimento respeitoso. Cada aluno que chega aqui e é bem recebido e ele vai aprendendo a receber bem ao próximo, porque agora ele é um calouro, mas no semestre que vem passará a ser um veterano que sabe receber bem os novos alunos – afirma a coordenadora.
CONSCIENTIZAÇÃO
Para Ramon Fonseca, assessor de comunicação do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Unimontes, é importante ressaltar que atualmente o país vive um momento em que voltaram a ocorrer trotes violentos e para ele, a entrada de um calouro na universidade deve ser um momento de muita festa e confraternização.
- A Unicalourada cumpre esse papel de receber bem os novos acadêmicos que chegam a Unimontes, nesse rito de passagem e tem também um papel cultural muito importante pelo fato que algumas bandas e artistas têm a oportunidade de se apresentar aqui. Esperamos que para as próximas calouradas pudéssemos aumentar o leque de bandas e artistas que se apresentam. O mais legal é que aqui na Unimontes também está se consolidando o chamado trote solidário, que é a doação de sangue, coleta de alimentos e agasalhos que depois são distribuídos a pessoas que necessitam. Ajudar famílias carentes é muito mais interessante e tem um retorno social muito maior do que os calouros ficarem no sol de quase 40º pedindo esmola no sinal de transito. A universidade tem essa necessidade de dar um retorno social, ela não pode ficar presa nos seus muros – afirma Ramon.
Também publicado no Jornalismo Possilga.


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sexta-feira, 13 de março de 2009

Representante do IJC é o novo presidente do Conjuve

por Catherine Fátima Alves *

Com 38 votos, o representante do Instituto de Juventude Contemporânea (IJC), Davi Barros Araújo, foi eleito presidente do Conselho Nacional de Juventude. O segundo candidato, Valério Bemfica, do Centro Popular de Cultura, obteve 12 votos. A eleição, realizada na última terça-feira (10/3), em Brasília, durante a 16ª reunião do colegiado, contou com a participação de 50 conselheiros e registrou uma abstenção. Para a vice-presidência foi eleito Danilo Moreira, secretário-adjunto da Secretaria Nacional de Juventude, que exerceu o cargo de presidente em 2008.

O Conselho é composto por 2/3 de representantes da sociedade civil e 1/3 de representantes governamentais, que são eleitos para um mandato de dois anos. A presidência e vice-presidência são alternadas, anualmente, entre os representantes dos dois segmentos.

Criado em 2005, o Conjuve desempenha um importante papel na consolidação da política nacional de juventude e teve participação fundamental na realização da 1ª Conferência Nacional de Juventude, em abril de 2008. No ano passado, a presidência e vice-presidência foram exercidas, respectivamente, por Danilo Moreira, que é secretário-adjunto da Secretaria Nacional de Juventude, e Maria Virgínia de Freitas, representante da ONG Ação Educativa.

O IJC – O Instituto de Juventude Contemporânea comemora dez anos de atuação direta junto à juventude cearense e, segundo seus representantes, a eleição para o Conselho significa mais um marco na trajetória de vitórias alcançadas pelo Instituto, que começou nas pastorais sociais, a partir da necessidade de construir um instrumento de ação direta junto ao público juvenil. Para a coordenadora de programas sociais do IJC, Camila Brandão, "David leva os princípios e os valores da Instituição e pode oportunizar ao Conjuve uma relação mais próxima com organizações e movimentos juvenis, com o objetivo de consolidar a política nacional de juventude como uma política de Estado”.






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Vem aí o CONEG da UNE


Fórum deliberativo da UNE reunirá UEE’s, Executivas e Federações de Curso para definir as últimas ações desta gestão

O 57º Conselho Nacional de Entidades Gerais (Coneg) acontece nos dias 21 e 22 de março, em São Paulo. Será o momento em que terão voz e voto as entidades representativas de Instituições de Ensino Superior (IES) de todos os Estados e do Distrito Federal (DCE’s, UEE’s e entidades municipais) e também, das Executivas e Federações Nacionais de Curso, devidamente credenciadas na definição das diretrizes da entidade para o próximo período.

Para participar as entidades precisam estar credenciadas. Para tanto o/a delegado/a, o/a representante da Entidade Geral deverá apresentar no dia e local de recolhimento do Credenciamento: Ata oficial, fornecida pela UNE, para indicação do/a delegado/a e seu/sua suplente, com o quorum mínimo de 50% (cinqüenta por cento) mais 1 (um) dos/as diretores da Entidade que constarem registrados/as na Ata de Posse. Caso tenha havido substituição de membros da diretoria da entidade, será necessário apresentar a Ata de Alteração da Diretoria e o Estatuto da Entidade.

Além de uma cópia da ata de eleição e da ata de posse da diretoria da Entidade Geral, com prazo de mandato em dia. Para entidades que não comprovarem o tempo de duração do mandato, será considerado o prazo máximo de um ano a contar da data da posse da atual gestão e uma cópia do comprovante de matrícula 2009/1 do/a delegado/a e suplente.

Para as UEE’s e entidades municipais o valor é de R$ 350,00. Executivas, Federações e Coordenações de Curso e entidades que representem mais de 20 mil estudantes pagam R$ 200,00. Já entidade que representem de 10 mil a 19.999 alunos o preço é de R$ 150,00. Entidades que respondam por 1 a 9.999 estudantes terão que desembolsar R$ 100,00. Observadores pagam R$ 80,00. Quem tiver a carterinha da UNE 2008 paga metade (R$ 40,00).

A inscrição garante credencial que dá acesso às atividades e ao alojamento que ficará no hotel Fórmula 1, na Avenida Nove de Julho. A alimentação não está inclusa.

Confira a programação do 57º Coneg

Sábado, dia 21

9h – Debate sobre a crise econômica
Prof. Marcio Pochmann
Altamiro Borges
MST
CUT
CTB
CGTB
Marcha Mundial de Mulheres
CMP
Intersindical
UBES

Lançamento de manifesto contra a criminalização dos movimentos sociais

14h – Mesas sobre Educação:
Avaliação e Perspectivas do PNE
Nereide Saviani
ANDES
FASUBRA
ANPG
Dep. Federal (PSOL) Ivan Valente

Conferência Nacional de Educação e o Sistema Nacional Articulado de Educação
Arlindo Cavalcanti (MEC)
Dep. Federal Carlos Abicalil (PT/MT)
CNTE
ANDIFES
CONTEE
PROIFES

Conferência Mundial do Ensino Superior
Ana Lúcia Gazzola
OCLAE – Rennan
Paulo Speler

18h - Grupos de Discussão

20 h – 4ª reunião de diretoria da UNE

Domingo, dia 22

9h - Início da Plenária Final

9h30 - Ato de lançamento de um fórum de entidades em defesa da educação para atuar na Conferência Nacional e Educação.




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Educação que temos - Educação que queremos

Movimento faz avaliação crítica do Plano Decenal

Representantes de movimentos sociais e entidades sindicais, entre elas o Sinpro Minas, o Sindute, a Fetaemg e a CTB Minas, lançaram, nesta quarta-feira (11/3), na Casa do Jornalista, em Belo Horizonte, o movimento Educação que temos - Educação que queremos, com o objetivo de promover a participação de toda a comunidade educacional nas discussões sobre o Plano Decenal de Educação de Minas Gerais.

De acordo com a consultora educacional do Sinpro Minas Clarice Barreto o movimento surgiu com a idéia inicial de formar um grupo de discussão para analisar criticamente a proposta do Plano Decenal de Educação para o Estado de Minas Gerais. “Com o desenvolvimento dos debates, as ações do movimento se expandiram para uma dimensão mais ampla, enfatizando a construção de um projeto de educação no Estado”, relata Clarice.

Para o presidente do Sinpro Minas, Gilson Reis, é preciso compreender e reconhecer a importância histórica desse momento quando muitas entidades se reúnem para consolidar uma posição unificada para discutir o Plano, com o lançamento do Movimento Educação que Queremos. “O papel do Sinpro foi essencial para que os movimentos sociais e sindicais se articulassem de maneira concisa para a consolidação do movimento”, conclui Gilson.

A assessora de educação do campo da Fetaemg Renata Lacerda ressalta que o Plano Decenal que foi apresentado não foi debatido com a sociedade civil e nem mesmo com a comunidade acadêmica. “Em relação à educação no campo, percebe-se que as medidas contidas no projeto não contemplam as necessidades específicas de cada região e segmento social”, completa.

Durante o lançamento, foi distribuído um documento crítico de avaliação do Plano, preparado pelo movimento para subsidiar os debates que vão ocorrer até maio. “Há lacunas significativas no documento oficial [o Plano, que foi elaborado pelo governo estadual], como as ações voltadas para a merenda e o transporte escolar. Esses itens deveriam estar presentes, inclusive com discussão para sua inclusão no Ensino Médio. Trata-se de um documento irregular (desarticulação entre diagnóstico e proposição), desarticulado (não se fia por uma estratégia clara de desenvolvimento da educação mineira) e incompleto (ausência de temas significativos para a educação do estado, além de metas claras, apropriadas e mensuráveis)”, avalia o documento crítico entregue pelo movimento.

O Plano também será debatido na Assembléia Legislativa, hoje, a partir das 9 horas. O debate será uma etapa preparatória para o Fórum Técnico Plano Decenal de Educação em Minas Gerais: Desafios da Política Educacional, também promovido pela ALMG e cuja etapa final será realizada em Belo Horizonte, no Plenário da Casa, entre os dias 13 a 15 de maio.


Da página do Sinpro Minas


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quarta-feira, 11 de março de 2009

Lúcia Stumpf é homenageada em Brasília

Lúcia recebendo sua homenagem
Foto: José Cruz/ABr


Presidente da UNE ganha prêmio do seminário Mais Mulheres no Poder

A premiação homenageou mulheres que ocupam posição de destaque

Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres promove o seminário Mais Mulheres no Poder: uma Questão da Democracia. O evento que foi aberto oficialmente nesta segunda-feira (9) e se estendeu até o fim da tarde de ontem (10), debateu a representação das mulheres nos espaços de poder e decisão, democracia e reforma política.

Na ocasião, a secretária especial de Políticas para as Mulheres (SPM), ministra Nilcéia Freire, lançou o Prêmio Mais Mulheres e o Observatório Brasil da Igualdade. A presidente da UNE Lúcia Stumpf foi uma das homenageadas pela premiação. Para ela, sua posição encoraja jovens mulheres que também querem fazer parte de ações sociais.

"Esse é o maior desafio, com certeza: servir de exemplo para que milhares de meninas que também querem fazer movimento estudantil se sintam encorajadas. Muitas desistem de disputar espaços de liderança por que se sentem expostas. Sem contar na reação das famílias que as desestimulam, seja por preconceito ou por proteção. Não é tarefa fácil tirar as mulheres dos espaços domésticos e colocá-las em pé de igualdade com os homens nos espaços de disputa de poder", diz.

"No ato de minha eleição, fazia 16 anos que a UNE não elegia uma mulher para a presidência. Mais grave do que o intervalo de tempo que existiu entre duas mulheres é notar que fomos apenas quatro as presidentes em 72 anos de história", relata.

A iniciativa reúne grupos de trabalho que farão monitoramento, análises e conteúdos sobre indicadores, políticas públicas, comunicação e mídia, e legislação e legislativo. Na primeira etapa, o foco dos grupos de trabalho será o tema Mulheres, Poder e Decisão.

Além da Secretaria, instituições não-governamentais, universidades, agências internacionais e representantes da sociedade civil vão compor o grupo. O observatório é inspirado em uma iniciativa da Comissão Econômica para a América Latina e Caribe, cujo objetivo é disseminar informações sobre as desigualdades de gênero e dos direitos das mulheres.



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terça-feira, 10 de março de 2009

Marina Silva: Crescer e amadurecer


Participação de membros da bancada ruralista nas comissões de meio ambiente do Congresso é legítima, mas a estratégia, ao que tudo indica, é a de "ocupar o espaço do inimigo"


Marina Silva (marinasilva@uol.com.br) é senadora e ex-ministra do Meio Ambiente. Artigo publicado na “Folha de SP”:


Crescer e amadurecer


Na Constituinte de 1988, uma grande inovação foi o status político e institucional assegurado ao tema do meio ambiente, tornando-o objeto de capítulo inédito na Constituição e criando instrumentos para consolidá-lo no cotidiano das políticas públicas.


No Congresso, o primeiro sinal desses novos tempos foi a criação na Câmara dos Deputados, logo após a Constituinte, da Comissão de Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias.


Em 2004, com o crescimento da agenda ambiental, foi desmembrada, dando origem à Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.


No Senado, durante muito tempo os temas ambientais foram tratados na Comissão de Assuntos Sociais, até a criação da atual Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle.


As comissões das duas casas ficaram conhecidas pela liderança de parlamentares ambientalistas e forte participação de entidades dos movimentos sociais.


À medida em que a política ambiental do país foi se ampliando, tomando forma e mostrando seu real endereço – o processo produtivo e as grandes dinâmicas econômicas e sociais –, outros setores do Congresso, tais como membros da bancada ruralista, passaram a valorizar a participação naquelas comissões, em geral para contestar a legislação ambiental.


Essa participação é legítima e desejável. Dá a medida dos conflitos reais existentes na sociedade e os coloca em discussão aberta. É um passo necessário para buscar sínteses e confluências, como convém a uma democracia.


Ademais, nem para os próprios ambientalistas seria desejável que os espaços temáticos do Congresso se transformassem em guetos isolados e na defensiva.


Mas não é por aí que a coisa vai.


Parece ir na direção contrária desse cenário de espaço público virtuoso e também das lições da crise global, que recomendam esforços integrados, cada vez mais voltados para mudança de padrões de produção e de padrões políticos, pois os velhos costumes não dão conta das exigências do presente.


Da política, espera-se que cresça, amadureça e entenda que nada mais pode ser como antes. Ou melhor, até pode, mas a custo altíssimo para a sociedade.


O que acontece nas comissões de meio ambiente é como andar para trás. A estratégia, ao que tudo indica, é a de "ocupar o espaço do inimigo". No discurso de muitos de seus novos membros, o meio ambiente "trava o desenvolvimento".


O objetivo imediato está claro: mudanças no Código Florestal para ampliar a área passível de desmatamento na Amazônia e reduzir matas ciliares em todos os biomas. Assim fica difícil avançar.


Publicado na Folha de S. Paulo em 9/3/2009



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segunda-feira, 9 de março de 2009

Mais direitos para as mulheres: "Nós não vamos pagar por essa crise! Mulheres livres, povos soberanos!"


O 8 de março é uma data ligada à história da mulher trabalhadora, um símbolo da luta por uma vida sem discriminação e sem desigualdade. Neste dia em 1857, as operárias da fábrica Cotton, de Nova York, nos Estados Unidos, entraram em greve contra a jornada de 16 horas e dos salários extremamente baixos. Diante da negativa da empresa em atender suas reivindicações, as operárias ocupam a fábrica. Em represália, o proprietário chamou a polícia, que fechou as portas da fábrica e ateou fogo ao edifício. As 129 operárias morreram queimadas.

Em 1910, durante o Congresso Internacional de Mulheres Socialistas realizado em Copenhague, na Dinamarca, a comunista Clara Zetkin propôs, em homenagem às 129 operárias assassinadas, que o 8 de março passasse a ser comemorado como Dia Internacional da Mulher.


Este 8 de março além de reivindicações históricas como igualdade de direitos, liberdade, autonomia e o fim da violência contra as mulheres, o 8 de Março deste ano dará destaque às conseqüências da crise financeira mundial sobre a vida das mulheres.


Em São Paulo, 40 entidades se unem para realizar, no dia 8, um ato unificado com o eixo "Nós não vamos pagar por essa crise! Mulheres livres, povos soberanos!". Além do desemprego e da redução de direitos trabalhistas, a crise provoca uma sobrecarga de trabalho para as mulheres.


8 de Março do Mercosul

Um dos destaques das mobilizações deste ano será a realização do primeiro 8 de Março do Mercosul, organizado por sindicatos de trabalhadores e organizações feministas do Cone Sul. As atividades conjuntas acontecerão neste final de semana em Santana do Livramento (RS), que faz fronteira com a cidade de Rivera, no Uruguai.


Além da questão da violência, o ato binacional discutirá a defesa de igualdade salarial, a luta por soberania alimentar, os conflitos agrários e os danos do plantio de eucalipto na região e os efeitos da crise financeira na vida das mulheres.

Estão previstas atividades a realização de oficinas, feiras de economia solidária, além do lançamento da Frente Nacional contra a criminalização das mulheres e pela legalização do aborto e um grande ato político no dia 8. A expectativa é de que cinco mil mulheres participem do 8 de Março do Mercosul.

Sumayra Oliveira
Conselheira da União Brasileira de Mulheres – UBM/Uberaba
Diretora de Documentação e Pesquisa da Câmara Municipal de Uberaba.

Do Blog Curta + cultura e cidadania


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sexta-feira, 6 de março de 2009

Programação especial na Unimontes em comemoração ao Dia Internacional da Mulher

Nesta segunda-feira (9), a partir das 9h30min, haverá uma programação especial no campus-sede da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) em comemoração ao Dia Internacional da Mulher (8 de março). No mesmo dia, vão acontecer diversas atividades alusivas à data no Hospital Universitário Clemente de Faria, com destaque para palestras e debates a violência doméstica e câncer de mama.

A comemoração no Campus Universitário Professor Darcy Ribeiro é organizada pela Diretoria de Desenvolvimento de Recursos Humanos (DDRH), sendo voltada, prioritariamente, para professoras e servidoras técnico-administrativas. As atividades serão realizadas no auditório do prédio 3 do Campus Universitário. Ás 9h30min, haverá a “sessão de dicas de maquiagem e de cuidados com pele”, com sorteio de maquiagens, de limpeza de pele e de brindes.

À tarde, a partir das 15 horas, está prevista exibição de filme educativo, com abordagem da psicóloga organizacional Danielle Noronha Brito. A programação será encerrada nesta terça-feira, às 9 horas, com a palestra “Mulheres e seus desafios”, a ser proferida pela professora Márcia Beatriz Inácio Xavier, que é também integrante da União Popular das Mulheres (UPM).

HOSPITAL UNIVERSITÁRIO - A comemoração do Dia Internacional da Mulher no Hospital Universitário Clemente de Faria, também nesta segunda-feira, será marcada pela realização de mesas redondas, palestras e apresentações de música, dança e teatro. As atividades serão abertas às 9 horas, em solenidade que será presidida pelo reitor, professor Paulo César Gonçalves de Almeida, juntamente com o vice-reitor e superintendente do Hospital da Unimontes, professor João dos Reis Canela.

Logo após a solenidade, haverá a mesa redonda “Combate à Violência contra a Mulher”, com abordagem pela professora Márcia Beatriz Inácio Xavier, contando, ainda, com as participações da advogada Anabela Sales Oliveira, da psicóloga da Maternidade “Maria Barbosa” (HU), professora Aldenice de Freitas Athayde; e do professor Amaro Sérgio Marques.

Às 15h30, será ministrada a palestra “Fatores de Risco e Prevenção de Câncer de Mama”, com a oncologista Priscila Miranda Soares e com a professora Claudiana Donato Bauman, da Unimontes.
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Da Assessoria de Comunicação da Unimontes

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Tod@s ao 8 de março!

O Dia Internacional da Mulher, comemorado anualmente no 8 de março, é uma data para ser celebrada como referência de luta contra o machismo e todas as formas de opressão, bem como momento propício para levantar ainda mais alto a bandeira da construção de uma nova sociedade. Este ano, com a grave crise econômica que assola o mundo e traz terríveis conseqüências para os povos, o movimento emancipacionista também vai às ruas dizer que as mulheres não vão pagar pela crise!

Acompanhe o documento escrito pela Frente de Jovens Mulheres da União da Juventude Socialista (UJS) orientando a participação das jovens socialistas no 8 de Março.

Todos ao 8 de Março!

No dia 8 de março comemoramos o Dia Internacional da Mulher. Dia de muita festa; dia de muita luta!

A opressão das mulheres conhece diversas formas que nos são apresentadas todos os dias. É uma prática com forte base cultural que tem seu início com divisão da sociedade em classes; por ser tão antiga, é vista com naturalidade e é amplamente aceita na sociedade. Somente com a superação das classes sociais poremos fim à exploração de gênero e jamais poderemos falar em socialismo pleno sem a derrota das concepções machistas reacionárias.

E apesar da superação total do machismo só ser possível com a extinção da propriedade privada, é possível conquistarmos avanços pontuais significativos mesmo nos marcos do capitalismo. Assim como na luta geral dos trabalhadores, as mulheres se engajaram e alteraram o curso da história: como o direito ao trabalho remunerado e não-doméstico, ao voto, ao divórcio, a freqüentar universidades, à contracepção entre outros. Nenhum deles veio de graça, ao contrário, foram todos fruto de muita mobilização ao longo dos anos, custou a vida de inúmeras mulheres. E hoje, apesar da mentira dos discursos burgueses, as mulheres estão muito longe ainda de encontrarem igualdade. Mesmo depois de tanta luta, ocupam ainda espaços de menor prestígio na sociedade, seja no trabalho, na política, na academia etc. São ainda vítimas de violências e preconceitos.

Isto exige de nós (mulheres e homens de consciência avançada) alto patamar de politização e combatividade no Dia Internacional da Mulher, para conscientizar mais e mais o povo brasileiro da necessidade de combater o machismo e de derrubar este regime cruel de exploração dos trabalhadores.

Por isso, neste 8 de março, não deixaremos de denunciar as mazelas da gravíssima crise econômica internacional ocasionada pela irracionalidade do capital, e vamos às ruas dizer que nós, mulheres, não vamos pagar por essa crise!

Além de denunciar veementemente a crise, não devemos em hipótese nenhuma deixar de pautar a questão da legalização do aborto, última barreira (do ponto de vista da legislação) à emancipação da mulher no Brasil e cuja criminalização só gera mortes, infecções e traumas em nossas jovens mulheres.

Por isso, nós, jovens socialistas em todo o Brasil, devemos nos engajar decididamente nas atividades comemorativas do 8 de Março em cada estado / região, fortalecendo o campo progressista, não-sexista, emancipacionista, ao lado de nossa entidade amiga, a União Brasileira de Mulheres – UBM, mas com a cara própria e a irreverência que são marcas da nossa juventude e da UJS.

Vamos todos ao 8 de Março!

Mariana R. Venturini – Direção Nacional da UJS – Frente de Jovens Mulheres

Paula Falbo - Direção Nacional da UJS – Frente de Jovens Mulheres

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quinta-feira, 5 de março de 2009

ALMG realiza debate público sobre o Plano Decenal de Educação


UEE e Unimontes participarão do debate

No próximo dia 13, a Assembléia Legislativa de Minas Gerais vai promover o debate público “Plano Decenal: metas e ações estratégicas para a educação em Minas Gerais”. A iniciativa é da Comissão de Educação, Ciência, Tecnologia e Informática e o evento reunirá autoridades e especialistas na área educacional. Um dos convidados para a discussão é o reitor da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), professor Paulo César Gonçalves de Almeida.

Serão discutidas as metas e ações estratégicas para a política educacional do Estado de Minas Gerais para os próximos 10 anos. As metas estão estabelecidas no Projeto de Lei 2.215/2008, do Plano Estadual de Educação de Minas Gerais. O encontro servirá ainda como preparação para Fórum Técnico do Plano Decenal de Educação do Estado.

O professor Paulo César de Almeida será um dos expositores do primeiro ciclo de debates do encontro, com início previsto para às 9h30m. Serão discutidos os temas: níveis, etapas e modalidades da educação, envolvendo educação infantil, ensino fundamental, médio e superior; educação de jovens e adultos, especial, tecnológica e de formação profissional. Também serão discutidas outras modalidades de educação, como indígena, do campo e quilombola.

Entre outras autoridades e convidados, também participarão da discussão como expositores: o secretário adjunto de Educação de Minas Gerais, professor João Filocre Saraiva; a diretora da Superintendência de Educação Infantil e Fundamental da SEE, professora Maria das Graças Pedrosa Bittencourt; o professor José Cosme Drumond, da Faculdade de Educação da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG); e a professora Antônia Vitória Soares Aranha, diretora da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Também serão debatedores o presidente da União Colegial de Minas Gerais (UCMG) e vice-presidente regional do Estado de Minas Gerais e Espírito Santo da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), Flávio Nascimento e o presidente da União Estadual dos Estudantes de Minas Gerais (UEE/MG), Diogo Oliveira Santos.

O encontro terá continuidade na parte da tarde (a partir das 14 horas), com abordagens dos temas: “formação e valorização dos profissionais da educação”; “financiamento e gestão” e “diálogo entre as redes de ensino e sua interação”. As discussões serão encerradas às 17 horas.

Para conferir a programação completa clique aqui.


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UBES vai ocupar Senado em defesa da reserva de vagas

Estudantes farão vigília no plenário do Senado para pressionar pela aprovação do Projeto de Lei.
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A UBES está convocando estudantes de todo o País para uma ocupação no Senado Federal em defesa da reserva de vagas no dia 11 de março. O objetivo é pressionar os parlamentares pela aprovação do PL 3.913/08, que reserva 50% das vagas em universidades públicas para alunos de escolas públicas.
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Dentro desta cota, haverá vagas específicas para candidatos que se declararem negros ou índios, proporcionais de acordo com a região do país em que está a instituição de ensino. Os deficientes também teriam vagas reservadas, independente de terem estudado em escolas públicas.
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"Sempre defendemos a reserva de vagas, pois compreendemos que só dando oportunidade ao povo é que poderemos transformar nosso País. Nessa ocupação vamos reforçar nosso posicionamento e pressionar para que o projeto seja aprovado o quanto antes", afirma o presidente da UBES, Ismael Cardoso.
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O projeto
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As vagas reservadas pelo sistema devem ser preenchidas por candidatos "autodeclarados negros, pardos e indígenas", em número no mínimo igual à proporção destas populações no Estado onde fica a instituição de ensino. Para tanto, serão considerados os dados do último censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
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Um acordo entre os parlamentares também incluiu um critério social no sistema de cotas. Assim, 25% das vagas reservadas serão destinadas para aqueles que, além de terem estudado em escolas públicas, sejam de famílias com renda de até um salário mínimo e meio por pessoa (cerca de R$ 622,50), independente de raça ou etnia.
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De acordo com o texto, as universidades públicas deverão selecionar os alunos do ensino médio em escolas públicas tendo como base o coeficiente de rendimento, obtido através de média aritmética das notas ou menções obtidas no período, considerando-se o currículo comum a ser estabelecido pelo Ministério da Educação. As cotas deverão ser respeitadas em cada curso e turno das universidades.
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O texto faculta às instituições privadas de ensino superior o mesmo regime de cotas em seus exames de ingresso.
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Da Redação do EstudanteNet
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terça-feira, 3 de março de 2009

Ontem e hoje: UNE em defesa da educação e contra a criminalização dos movimentos sociais

Nesta semana os movimentos sociais estão sofrendo um verdadeiro ataque midiático, com pouca fundamentação, muita especulação e, especialmente, uma forte carga de intenção em desacreditar os lutadores e lutadoras do povo brasileiro. As centrais sindicais são questionadas ao dar opinião sobre a crise financeira mundial, quando representam a opinião de milhões de trabalhadores, que sofrem impacto direto desta mesma crise. O MST vem sendo achincalhado por veículos impressos e eletrônicos, acusado de crimes das mais diversas tipificações, sem o cuidado, por parte da mídia, de garantir ao menos fatos que sustentem a versão exposta pelos jornais, exigência mínima do jornalismo em tempos de democracia. E a UNE, entidade historicamente reconhecida pelo seu papel na construção da democracia do País, também é alvo desta campanha antimovimentos sociais.

Ontem, segunda-feira (2), foi publicada no Correio Braziliense matéria intitulada "10 milhões para amansar a UNE" e hoje o mesmo tema repercutiu em alguns veículos de comunicação. Em primeiro lugar, a matéria apenas constata a realização de convênios e o recebimento de patrocínios pela entidade nesta gestão e em gestões anteriores, o que não fere qualquer lei e se caracteriza como ação comum a qualquer organização da sociedade civil. Movimentos Sociais e outras organizações possuem plena legitimidade para realizar convênios e solicitar patrocínios tanto no âmbito público (governo) quanto no privado (empresas). Em segundo lugar, o título da referida matéria não é justificado em nenhum fato concreto. A matéria não esclarece nenhum caso em que a UNE tenha se calado e nem poderia, visto que tal comportamento não ocorreu em momento algum. A UNE, entidade que tem por marca a mobilização e a luta pela democracia e pela educação, preserva sua autonomia e independência frente a este ou a qualquer outro governo. A matéria se confunde, portanto, com um artigo de opinião, sustentada apenas no juízo de valor do autor.

Todo o recurso público recebido pela UNE tem sido utilizado para a realização de atividades de interesse dos estudantes e de toda a sociedade. Atividades como a Caravana UNE Saúde, que percorreu os 27 Estados brasileiros, debatendo com mais de 1 milhão de estudantes assuntos como drogas, sexualidade, SUS e saúde pública. A Caravana realizou testes rápidos de HIV, vacinou milhares de jovens contra a Rubéola, promoveu doação de sangue e medula em mais de 40 universidades. Outra atividade recém realizada foi a 6ª Bienal de Arte e Cultura da UNE, que reuniu cerca de 15 mil estudantes e artistas Universitários no maior festival de arte e juventude da América Latina. Mais de 2 mil trabalhos artísticos foram inscritos por jovens que não teriam outros palcos para fazer circular sua produção artística.

A UNE preza pela transparência, prestando contas em todos os fóruns da entidade e junto à sociedade e cumprindo legalmente todas as cláusulas de cada convênio que celebra com o poder público e de cada patrocínio que recebe.

A matéria é irresponsável. Insinua que há irregularidades ou favorecimento à UNE sem apontar fatos concretos. A UNE, assim como qualquer organização civil, tem toda a legitimidade de pleitear verbas públicas e o faz com toda a responsabilidade e dentro dos parâmetros legais.

Lúcia Stumpf, presidente da UNE

Leiam também: Em nota, UNE repudia criminalização dos movimentos sociais e apóia MST


A Estrada vai além do que se vê!

Parabéns Galinho, Feliz Natal Nação!


Homenagem aos 56 anos do nosso eterno ídolo.


A Estrada vai além do que se vê!

Guerrilha do Araguaia: Memória afogada não!

Por Aldo Arantes*

O governo Lula tem duas importantes dívidas com a democracia, em particular com os familiares dos mortos, desaparecidos e vítimas de torturas durante a ditadura militar: abrir os arquivos do regime militar; e devolver aos familiares os restos mortais dos democratas que tombaram em combate e dos assassinados na tortura. Este último objetivo, em relação aos mortos na Guerrilha do Araguaia, se tornará inviável com a construção da Usina Hidroelétrica de Santa Isabel no Rio Araguaia.

A revista Carta Capital deste fim de semana, em artigo publicado sob o título Memória Afogada, informa que, com a construção da Usina Hidroelétrica Santa Isabel, "desaparecidos há mais de três décadas, os corpos de 58 brasileiros mortos durante a Guerrilha do Araguaia, possivelmente assassinados a sangue-frio ou sob tortura pelo Exército, precisam ser encontrados em quatro anos. Ou cairão, para sempre, no esquecimento".

A matéria informa que a usina irá inundar uma área de 24 mil hectares de terras às margens do Rio Araguaia, entre Palestina, no Pará, e Ananás, no Tocantins, exatamente a região onde atuou a Guerrilha.

O presidente da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, Paulo Abrão, afirmou que "se houver a inundação, será uma irreversível perda histórica". Ele sugere que o governo exija que os construtores da hidroelétrica realizem um levantamento arqueológico forense para encontrar as ossadas dos guerrilheiros. Já o presidente da Comissão de Mortos e Desaparecidos do mesmo Ministério, Marco Antônio Barbosa, afirmou que "Isso é um absurdo, é inadmissível que isso ocorra antes da localização dos corpos".

O PCdoB, que encabeçou a guerrilha, tem uma posição francamente favorável à utilização do nosso potencial hidroelétrico para produzir energia. Ressalta a necessidade de rigoroso estudo de impacto ambiental de tal forma que sejam adotadas medidas de mitigação visando reduzir os malefícios causados ao meio ambiente, particularmente em se tratando da construção de obras na Amazônia.

No caso da Usina Santa Isabel, em nome da democracia, dos que tombaram na guerrilha do Araguaia e de seus familiares, é inaceitável a realização desta obra sem que haja a devolução dos corpos dos guerrilheiros mortos na região.

O Brasil, sob o governo Lula, tem obtido importantes conquistas democráticas. Todavia, alagar a região da Guerrilha do Araguaia antes da devolução dos restos mortais é uma decisão inaceitável e o PCdoB deve atuar junto ao governo, de que faz parte, para que isto não ocorra.

Nosso país tem que passar a limpo o período da ditadura militar. Para isto é indispensável abrir seus arquivos, devolver os restos mortais dos combatentes pela democracia e julgar aqueles que cometeram crimes a serviço do regime militar.

Estas medidas são absolutamente necessárias para que o país, particularmente sua juventude, conheça o que ocorreu naquele período e o povo fique preparado para impedir que tais fatos não voltem a ocorrer.

* Ex-presidente da UNE e deputado constituinte, secretário de Meio Ambiente do PCdoB

Surrupiado do blog Pras cabeças do amigo Péricles Xikin

A Estrada vai além do que se vê!

segunda-feira, 2 de março de 2009

A arte faz justiça


5ª Semana Cultural Igor Xavier

Arte Contra a Impunidade


De 9 a 15 de março acontece em Montes Claros, com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura, a 5ª Semana Cultural Igor Xavier. Uma iniciativa da Associação Sociocultural Igor Vive [ACIV] que vai proporcionar aos montesclarenses assistirem a uma vasta programação com artistas da região, Belo Horizonte, Pernambuco, São Paulo e Brasília-DF. Dança, música, poesia, teatro, performance e cinema serão algumas das atividades realizadas. Além de mesa redonda na Unimontes tendo como tema "Gênero, Homofobia e Tolerância" com os convidados Amaro Marques, Márcia Beatriz, Inácio Xavier, Antônio Carlos Ferreira, Ronilson Gervásio de Brito e a mediadora Mirna Mendes.


Um dos destaques da Semana Cultural são as 11 oficinas que irão acontecer no Auditório do Centro Cultural, na Unimontes, no Senai, na Fundação Marina Lorenzo, no GRAPPA e na Praça Igor Xavier.


As inscrições podem ser feitas no Centro Cultural Hermes de Paula de segunda a sexta-feira de 8 às 18h, os valores podem variar de R$ 10 a R$ 20.


É a oportunidade de fazer oficinas de criação com papel reciclado com Raquel Monteiro, Dança Espontânea e Movimentos Criativos com Celinha Macedo, Transformação com Alípio Gomes, Dança Ciclo Carnavalesco com Rejânia Brito, Biscuit com Helena Barbosa, Dança Contemporânea com Davidson Xavier, Danças Ciclo Junino e natalino com Fabian Queiroz e História da Dança, gestos e movimentos com Manuela Luz e Taty Teles.


A Semana Cultural Igor Xavier tem como objetivo movimentar e possibilitar o contato de todos com a produção cultural contemporânea em nossa cidade, mas o principal pano de fundo que move a Associação Sociocultural Igor Vive [ACIV], que tem como presidente Marlene Xavier e vice-presidente Aroldo Pereira, é lutar para não deixar que o crime cometido por Ricardo Athayde Vasconcelos e seu filho Diego Athayde Vasconcelos contra o saudoso bailarino Igor Leonardo Lacerda Xavier permaneça impune e caia no esquecimento.


Segue o cronograma das Oficinas que serão ministradas durante a Semana Igor Xavier


Criação com papel reciclado – Raquel Monteiro

Local: GRAPPA - Rua D. Eva nº 04, Centro

Vaga para 10 pessoas - Valor: 10,00

De 9 a 13 de março [14h as 17h]


Dança Espontânea e Movimentos Criativos - Celinha Macedo

Local: Auditório do Centro Cultural

Vaga para 10 pessoas - Valor: 20,00

Dias 9,11 e 13 de março [10h 11:30h]


Transformação – Alípio Gomes

Local: Rua Lafetá, 95 Sl. 202 Centro

Vaga para 08 pessoas - Valor: 10,00

De 9 a 13 de março [14h a 17h]


Dança Ciclo carnavalesco - Rejânia Brito/PE

Local: quadra 03/Unimontes

Vaga para 20 pessoas - Valor: 20,00

De 9 a 12 de março [16h a 18h]


Biscuit - Helena Barbosa

Local: CCH -sala 43/Unimontes

Vaga para 10 pessoas - Valor: 10,00

De 12 e 13 de março [14h]


Dança Contemporânea – Davidson Xavier

Local: Fundação Lorenzo Fernandes Rua Dr. Veloso. Sala 16 – Ballet.

Vaga para 15 alunos - Valor: 10,00

De 11 e 12 de março [9h as 11h]


Danças Ciclo junino e natalino – Fabian Queiroz/PE

Local: Quadra 03/Unimontes

Vaga para 20 pessoas - Valor: 20,00

De 9 a 12 de março [14h as 16h]


História da Dança, gestos e movimentos – Manuela Luz e Taty Teles

Local: Auditório Marina Lorenzo Fernândez, Conservatório -Avenida João Chaves, 432 - Jardim São Luiz.

Vaga para 10 pessoas - Valor. 10,00

De 9 a 11 [9h a 12h]



Para maiores informações sobre a semana:

3229-3456 / 3458 / 9112-7011 com Aroldo Pereira

3083-0437 / 3214-9271 com Marlene Xavier

9114-8446 com Patrícia Giseli


Com informações do Sertões net-zine


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