terça-feira, 17 de junho de 2008

Congresso da UJS reafirma a necessidade da luta socialista

Foram quatro dias de intensos debates para a juventude brasileira. O 14º Congresso da União da Juventude Socialista (UJS), realizado em São Paulo entre os dias 12 e 15 de junho foram um marco na história da entidade. Com delegados e delegadas das 27 unidades da federação, representando os mais de 130 mil filiados em todo o Brasil, o Congresso homenageou o revolucionário argentino-cubano Ernesto “Che” Guevara, por ocasião dos 80 anos de seu nascimento. Utilizando como tema a frase de Che, “se o presente é de luta, o futuro nos pertence”, a UJS demonstrou estar renovada e à altura dos desafios das lutas da juventude do nosso tempo.

Socialismo com a nossa cara
Após um representativo ato político de abertura, que contou com a participação de representantes das juventudes do PT, PSB, JR8, UNEGRO, e outras entidades do movimento social, o primeiro dia foi marcado por debates sobre as frentes de atuação da UJS. O Parque da Juventude foi tomado por jovens que discutiram temas como o movimento estudantil, ciência e tecnologia, gênero, cultura, meio ambiente, hip-hop, esportes, trabalho, violência, entre outros.
No debate sobre a frente de jovens ambientalistas, foram apresentadas diversas propostas, com destaque para a realização da Caravana em Defesa do Rio São Francisco e o Festival da Amazônia, além da necessidade de consolidação dessa frente em todos os estados do país.
À noite, a moçada se reuniu no Clube de Regatas Tietê para uma descontraída noite de confraternização capitaneada pelo Aliado G, presidente da Nação Hip-Hop Brasil.

“Queremos uma UJS de milhões” – Marcelo Gavião, Presidente Nacional da UJS
O destaque da sexta-feira foi a Aula Magna proferida pelo presidente nacional do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), Renato Rabelo. Com o tema “Construindo a Luta pelo socialismo: ‘Se o presente é de luta o futuro nos pertence’", Renato valorizou o papel da juventude na história de lutas do povo brasileiro e a necessidade de intensificar essa luta no dia de hoje.
Além da aula, o segundo dia de Congresso contou também com os grupos temáticos e fechou com grande show da banda Voluntários da Pátria, capitaneada pelo também vocalista da banda Detonautas, Tico Santa Cruz. Tico declarou seu respeito e admiração pela UJS e recebeu de presente uma camiseta e bandeira da entidade, que garantiu, irá utilizar em suas próximas apresentações.

“Nos últimos anos construiu-se uma história de lutadores” – Jorge Panzera, Ex-presidente da UJS e Secretário Geral da Casa Civil do Pará

O sábado começou com o ato político do Congresso. Com a participação dos ex-Presidentes da entidade, Aldo Rebelo, Ricardo Abreu “Alemão”, Rovilson Brito e Jorge Panzera, além do Cônsul de Cuba, Carlos Trevo, do presidente do Conselho Nacional de Juventude, Danilo Moreira, do presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), Ismael Cardoso, da presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), Lúcia Stumpf, do ex-presidente da UNE, Gustavo Petta, do presidente do PCdoB, Renato Rabelo e do ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Luiz Dulci, o ato prestou homenagem aos 80 anos do nascimento de Ernesto “Che” Guevara.
O ministro Luiz Dulci, ao afirmar que “a UJS é a maior organização política juvenil do país. A mais apaixonada e a mais disciplinada, quem dera meu partido tivesse uma juventude assim”, foi bastante aplaudido pelos presentes que, logo após, se emocionaram com a exibição de um vídeo sobre os 24 anos de história da entidade.
Representantes de organizações revolucionárias de Cuba, Estados Unidos, Colômbia, Grécia, Portugal, Angola, Sudão, Venezuela e Síria, prestigiaram o Congresso e acompanharam atentamente as intervenções dos convidados ao ato.
No final da tarde, iniciou-se a Plenária Final, com a votação das propostas encaminhadas pelas etapas estaduais do Congresso e pelos participantes do Congresso. Pra encerrar a noite, um animado forró agitou mais um “arraia” da entidade.

“A juventude é rebelde por natureza” – Renato Rabelo, Presidente do PCdoB
O domingo começou com a ilustre visita do vice-presidente da República, José Alencar, que, de forma bastante descontraída fez uma saudação à moçada. “Mais do que a União da Juventude Socialista, o que vejo aqui é a união da juventude verdadeiramente brasileira” afirmou Alencar arrancando aplausos dos milhares de delegados que lotaram o ginásio do Clube de Regatas Tietê. Alencar afirmou também que se soubesse antes da candidatura de Gustavo Petta a vereador em São Paulo teria transferido seu título de eleitor pra votar nele. O vice-presidente foi homenageado pela Presidente da UJS de Minas Gerais, Patrícia Nogueira, que lhe ofertou a Placa Carlos Drummond de Andrade, em referência ao grande e combativo poeta mineiro.Também presente no ato, o ex-presidente da UJS e ministro do Esporte, Orlando Silva, relembrou o quão importante a UJS foi para a sua formação política e se disse emocionado com o grande número de “caras novas” deste Congresso. Encerrando o Congresso, foi prestada homenagem aos militantes que deixam a Direção Nacional neste Congresso: João Braga de Santa Catarina, Ramon Fonseca de Minas Gerais, Francisco Gonçalves “Chicão” de São Paulo, Geraldo Vilar de Pernambuco, Carla Santos do Rio Grande do Sul, Rovilson Portela do Mato Grosso, Júlio Santana da Bahia, Oliver Oliveira do Distrito Federal e Paulo Vinícius do Ceará. Todos ficaram bastante emocionados e foram saudados pelos militantes presentes.
Após a eleição da nova Direção Nacional, que reconduziu o jovem estudante Marcelo Gavião à presidência da entidade, foi aprovada a Carta Che Guevara, fechando com chave de ouro mais um grande Congresso da combativa União da Juventude Socialista.

Leia mais em:

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A Estrada vai além do que se vê!

quarta-feira, 11 de junho de 2008

UJS Minas prás cabeças!

O 7º Congresso Estadual da União da Juventude Socialista foi aberto na noite da última sexta-feira durante reunião especial da Comissão de Participação Popular da Assembléia Legislativa, requerida pelos deputados Carlin Moura (PCdoB) e André Quintão (PT).

Estiveram presentes e foram homenageados pela atual direção da UJS a deputada federal Jô Moraes, a vereadora Maria Lúcia Scarpelli, os vereadores Paulão e Geraldo Pimenta, além do presidente do Diretório Municipal do PCdoB, Zito Vieira. Todos receberam placas comemorativas, contendo verso do poeta Carlos Drummond de Andrade.

Além deles, compuseram a mesa o coordenador estadual de Juventude da Secretaria de Esportes e Juventude, Roberto Tross, e o presidente da União Colegial de Minas Gerais (UCMG), Flávio Panetone.

Ouro Preto
No sábado e domingo, as atividades do Congresso ocorreram na cidade histórica de Ouro Preto, a 100 km da capital. Foi na recém-restaurada Casa da Ópera, primeiro teatro da América Latina, que a militância da UJS Minas deu início aos trabalhos do seu 7 º Congresso.

O presidente da Fundação Mauricio Grabois, Sergio Danilo Miranda, foi o primeiro a falar. A crise econômica estadunidense, o crescimento da esquerda no continente latino, a superação do modelo neoliberal e a sucessão presidencial de 2010 foram alguns dos temas abordados pelo professor.

O deputado estadual do PCdoB, Carlin Moura, afirmou a necessidade de se pensar o Brasil na era pós-Lula. Para o parlamentar, o Brasil avançou significativamente na questão econômica e no campo social, ''porém ainda é preciso avançar mais nas mudanças''.
Carlin destacou a importância da UJS para a construção de uma campanha em defesa do patrimônio mineral do estado. Segundo o deputado, quase 40 % do minério comercializado no mundo é oriundo de Minas Gerais. Os baixos tributos e os graves problemas ambientais foram alguns dos problemas abordados pelo parlamentar. ''É papel da juventude defender as águas como grande riqueza mineral e lutar contra a exportação das riquezas do subsolo sem pagar imposto'', convocou.

O debate seguiu com a participação do plenário. Várias intervenções foram feitas por militantes de diversas cidades do estado. O crescimento da organização e a ampliação da ação política da UJS foram algumas das questões levantadas.

No período da tarde do sábado, a Escola Municipal Marília de Dirceu recebeu uma cara diferente da habitual. Os cartazes de trabalhos escolares deram lugar a bandeiras e faixas com o rosto do guerrilheiro argentino-cubano, Ernesto Che Guevara.

Educação, políticas públicas para a juventude, Meio Ambiente, Cultura, Drogas, GLBT, Gênero. Foram esses os temas debatidos durante o dia no tradicional bairro de Antônio Dias. A região é conhecida por abrigar os restos mortais do grande artista do barroco mineiro, Aleijadinho. Oficinas de artesanato, dança e artes cênicas fecharam a programação da tarde. No debate sobre meio ambiente a moçada propôs a realização da Caravana em defesa do São Francisco e o lançamento da campanha “O Minério é Nosso!”. Segundo Ramon Fonseca, coordenador do debate, “a moçada demonstrou estar antenada com a necessidade de desenvolvermos nosso país com sustentabilidade e combatendo o capitalismo predatório”. Rodrigo Costa, diretor da UJS Montes Claros, que participou do debate de PPJ, afirmou “o debate foi pautado inicialmente por questões relativas aos municípios, com troca de experiências sobre as realidades locais para, logo em seguida, traçar metas de políticas a serem implementadas nos mesmos”.

Para a presidente da UJS, Patrícia Nogueira, o Congresso de Ouro Preto já está na história da organização. Em sua opinião, a entidade conseguiu construir maneiras inovadoras na realização de seus congressos municipais. A cultura é sem duvida um dos diferenciais que marcaram o encontro. ''O debate de cultura foi um dos mais disputados do congresso, isso mostra o interesse crescente da nossa galera por outras questões relevantes. Núcleos estão sendo formados em algumas cidades e, sem duvida saímos desse congresso com maior maturidade em debates que antes não colocávamos na nossa pauta como prioridade'', afirmou.

Domingo
No domingo, o congresso recebeu a vista do prefeito municipal de Ouro Preto, Ângelo Oswaldo (PMDB). O prefeito falou da tradição progressista da cidade, que, acolheu ao longo dos anos, vários movimentos populares feitos pela juventude. Para ele, é tarefa da União da Juventude Socialista se empenhar na construção de propostas populares para os municípios.

Luciano Rezende, ex dirigente nacional da UJS; Patrícia Cunha, ex-vice-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) em Minas; Pedro Mourão, ex-presidente estadual da UJS; e Ramon Fonseca, ex-presidente da União Estadual dos Estudantes e atual diretor nacional de Meio Ambiente da UJS; foram homenageados com a placa que leva o nome do poeta e militante comunista, Carlos Drummond de Andrade. Ângelo Oswaldo também foi homenageado.

A votação das propostas feitas pelos delegados nos grupos de trabalho foram colocadas em votação pela mesa diretora. Após a consulta individual, a nova diretoria foi eleita por todo o plenário.

Entre os novos diretores, cinco montesclarenses: Daniel Dias, presidente municipal da UJS; Lucas Alves (Pombo), vice-norte da UCMG; Danniel Coelho, ex-tesoureiro da UEE; José Lousada Neto, ex-presidente municipal da UJS; e Luiza Lafetá, vice-Minas Gerais/Espírito Santo da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES). Todos se comprometeram em envidar os esforços necessários para fazer a UJS crescer ainda mais nos próximos dois anos. “Saímos de Ouro Preto com a certeza de que a UJS em Minas Gerais deu um salto de qualidade no último período, mas precisamos crescer ainda mais, para fazer de nossa influência política, o crescimento organizativo necessário”, afirmou Daniel Dias.

O Secretário-geral da UJS Nacional, Ossi Ferreira, falou da importância da entidade no estado e afirmou a necessidade de fortalecer o trabalho dos jovens socialistas nos municípios. Terminada sua fala, Ossi convidou a presidente reeleita da UJS mineira, Patrícia Nogueira, para fazer uso da palavra.

Ela falou do desafio coletivo da construção da UJS no estado e defendeu a presença da organização em todas as lutas da juventude. ''Temos um grande desafio de construir uma gestão que estreite nossa ligação com a juventude que fortaleça nossa presença nos espaços políticos e que ajude a construir alternativas progressistas para a juventude e para o nosso povo''.

Patrícia tem 24 anos e é natural de Cuiabá (MT). Foi diretora na UNE, presidente da UEE (União Estadual de Estudantes) do estado do Mato Grosso e também da UJS do mesmo estado.

Terminada a votação, os delegados participaram de varias atividades esportivas, realizadas nas quadras do Ouro Preto Tênis Clube. O Torneio de Futsal foi vencido pelo combinado Montes Claros/Juiz de Fora.

Cerca de 350 jovens foram credenciados segundo a Secretária-geral da UJS, Viviene Adriana. Para ela, o congresso foi muito representativo pelo fato de ter contado com a participação de todas as regiões do estado. ''Jovens de diversas regiões vieram participar. Isso é muito positivo, traz para o congresso realidades diferentes, muitos pontos de vista, mas que convergem num ideal comum da UJS'', diz.

A UJS realiza, a partir de amanhã, o seu 14º Congresso na cidade de São Paulo. O evento contará com a participação de diversas personalidades, entre elas, o Ministro do Esporte, Orlando Silva Jr.; os atores Wagner Moura e Lázaro Ramos; os músicos Tico Santa Cruz e Marcelo Yuka; o apresentador Serginho Groissman; a auxiliar de arbitragem Ana Paula; o mesa-tenista Hugo Hoyama, entre outros. Também é aguardada a presença do Presidente Lula, além do vice José Alencar e de vários ministros. Confira a programação completa aqui.



De Ouro Preto, Ramon Fonseca com informações de Pedro Leão.
Fotos: Salatiel Cardoso, Samuel Cardoso e Ana Paula Paixão.


A Estrada vai além do que se vê!

Homem bate recorde de velocidade em Santa Catarina





Homem é multado por dirigir a 4.800 km/h


Gol "bola" estaria trafegando a quatro vezes a velocidade do som em Blumenau

Que os carros são cada vez melhores e mais rápidos, não resta dúvida. O que ninguém sabia é que já há modelos capazes de ultrapassar a barreira do som.
Em 2001, o advogado Jucelei Tavares Menezes, morador de Blumenau, em Santa Catarina, foi multado em R$ 102,15 por dirigir a 4.800 km por hora em frente ao um hospital de sua cidade. O carro, um simples Gol "bola" 1.6.

A velocidade citada pela multa corresponde a quatro vezes a velocidade do som ou duas vezes a velocidade de um jato supersônico Concorde, que voava até 2.600 km por hora.
O erro foi logo identificado e no dia seguinte ao recebimento da multa, ligaram para cancelá-la.
O advogado catarinense desbancou o engenheiro de alimentos Rafael Andrade, do Distrito Federal, que detinha o recorde nas pistas até então. Ele foi pego "voando" no Rio de Janeiro a 880 km por hora.


Surreal. Tsc, tsc!


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segunda-feira, 9 de junho de 2008

UJS do Distrito Federal realiza Congresso e elege nova Direção


No dia 7 de junho de 2008 a União da Juventude Socialista (UJS) do Distrito Federal realizou o seu 10º Congresso. Cerca de 100 jovens estavam presentes no encontro que contou com presenças ilustres como a do fundador da UJS e presidente do PCdoB/DF, Apolinário Rebelo.
Pela manhã ocorreram dois debates: um sobre a história de luta brasileira ministrado pelo próprio Apolinário e o outro sobre conjuntura, pelo Messias, vice-presidente do PCdoB/DF. O debate foi riquíssimo e produtivo, com a galera participando, dando a sua opinião sobre os temas debatidos ou tirando dúvidas com os debatedores.
Na hora do almoço rolou a exibição do filme “A ilha das flores” e, logo depois, houve um momento cultural, regado à música, piada, poesia e brincadeiras, proporcionando aos presentes um momento de descontração e confraternização.
Na parte da tarde começaram os grupos de discussão. A galera pode escolher entre os grupos de cultura e movimento estudantil, universitário e secundarista.
A cultura debateu questões como a imposição do Brasil como um país cultural, mas ao mesmo tempo tendo muita desigualdade e acesso dificultado a shows, cinema, teatro e biblioteca, pelo alto preço e em alguns casos, pela distância.
Big Nel, militante da UJS na década de 80/90 e orientador do debate, deu sua contribuição colocando um pouco da sua história no movimento cultural e estudantil, além de explanar questões como a dificuldade que era antigamente fazer qualquer produção cultural pras massas e que atualmente essa dificuldade diminuiu e um belo exemplo é a Bienal de Cultura e Arte da UNE.
Big Nel também se propôs a ajudar e não deixar o debate sobre cultura morrer. Ficou definido que após o Congresso Nacional, iremos realizar uma reunião para continuarmos a debater essas questões e quem sabe tirar idéias do papel e colocá-las em prática.
O grupo de Movimento Estudantil teve um debate amplo acerca das questões que rondam os jovens. Foi proposto pelo grupo:

- Responsabilidade da UJS em conscientizar, organizar e mobilizar os estudantes contra a política educacional do DF;
- Pela imediata implementação da lei do estágio;
- Frente universitária e secundarista juntas: REUNI sim.
- Caravana de grêmios
- Jornada de lutas pautando a política educacional do DF;
- Criação e organização da rede de Movimento Estudantil.

As propostas foram apresentadas ao plenário e todas foram aprovadas por aclamação.
Após a apresentação das propostas, a estudante Luciana Lopes juntamente com alguns participantes do Congresso, homenageou com uma bela poesia o ex-presidente da UJS/DF Oliver Oliveira, pela sua dedicação e luta e por ter ajudado a construir a UJS de Brasília e ter feito com que ela se destacasse em âmbito nacional. Ao fim foi apresentada a nominata com a nova direção que terá os seguintes membros:
- Leandro Cerqueira / Presidente
- Jean / CEUB
- Thiago / secundarista
- Emanuel / Cidade Ocidental
- Eder / Ministério do Esporte
- Claudia Maia / Coletivo Universitário
- Felipe Lima / Coletivo Secundarista
- Raquel / Planaltina
- André / Vila Planalto
- Jose Paulo / Planaltina
- Everton / secundarista
- Pedro / secundarista
- Tatiane / UNB
- Lourenço / CEUB
- Juliana / secundarista
- Lorrany / Taguatinga
- Alexandre / Plano Piloto


A todos os participantes, obrigada pela dedicação, esforço e empenho para fazer um congresso vitorioso, politizado e ativo. E a nova direção que se prepare, pois o momento é de lutas e como já dizia a musica: “A historia não acabará, o tempo não pára. Socialismo, eu acredito sim, e ele vai ter a nossa cara.”


Texto e fotos: Luciana Lopes, em colaboração especial e exclusiva para este Blog.

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sexta-feira, 6 de junho de 2008

Congresso da UJS Minas começa hoje com homenagens na Assembléia


A União da Juventude Socialista (UJS) de Minas Gerais dará início ao seu 7º Congresso nesta sexta-feira (6), às19h, no Auditório da Assembléia Legislativa, durante audiência pública da Comissão de Participação Popular. O requerimento foi feito pelos deputados Carlin Moura (PCdoB) e André Quintão (PT) e tem o objetivo de discutir a participação dos jovens na elaboração das políticas públicas.


Na solenidade de abertura, a UJS vai homenagear autoridades políticas que têm contribuído para a construção em toda Minas Gerais de um debate amplo focado nas carências e reivindicações da juventude.

Entre os agraciados da noite estão os deputados Carlin e André Quintão; a deputada federal Jô Moraes; o deputado federal José Fernando, os prefeitos de Ipatinga, Sebastião Quintão; de Ouro Preto, Ângelo Oswaldo; de Ribeirão das Neves, Walace Ventura; e de Uberaba, Anderson Adauto. O Secretário-executivo do Ministério do Esporte, Wadson Ribeiro, que já foi presidente da UJS Nacional, também será homenageado.

A abertura terá a presença das juventudes dos partidos políticos, representantes das centrais sindicais, diretores de sindicatos da capital, deputados, vereadores e lideranças estudantis da União Estadual dos Estudantes (UEE-MG) e União Colegial de Minas Gerais (UCMG).

Ouro Preto
No fim de semana, as atividades do 7º Congresso da UJS Minas serão realizadas na cidade histórica de Ouro Preto. Cerca de 500 jovens de todo o estado devem participar, durante dois dias, de debates sobre a conjuntura nacional e estadual, grupos de trabalhos temáticos, oficinas de capoeira, percussão, grafite e programação cultural que inclui caminhada histórica pelas ruas da cidade e shows.

A presidente da UJS, Patrícia Nogueira, destaca também a discussão sobre a plataforma eleitoral da entidade para 2008. “Vamos aproveitar este momento de reunião das principais lideranças jovens do estado para deliberarmos uma série de reivindicações que atendam os anseios da juventude e pensem o desenvolvimento do país, sem retrocesso. Nosso objetivo é apresentar essa plataforma aos pré-candidatos e cobrar compromisso de cada no cumprimento dos pontos contidos no documento”, afirma.

O Congresso elegerá a nova diretoria e servirá como etapa preparatória para o Congresso Nacional da UJS, quando jovens de todo o Brasil vão se reunir em São Paulo, de 12 a 15 de junho.


Abaixo, programação do 7º Congresso da UJS Minas

BELO HORIZONTE

6 de junho - sexta

Ato Político na Assembléia Legislativa

Deputados Federais
Deputados Estaduais
Presidentes de Partidos
Presidentes de Juventudes Partidárias
Prefeitos
Senadores



OURO PRETO

7 de junho - sábado

9hs – Abertura do Congresso - Auditório do anexo do Museu da Inconfidência – Praça Tiradentes
- Prefeito de Ouro Preto, Angelo Oswaldo
- Presidentes de Partidos e de Juventudes de Ouro Preto

10hs – Aula Magna: Conjuntura Nacional e Estadual
Dep. Carlin Moura - PCdoB/MG
Serginho Miranda – Instituto Maurício Grabois
Prof. Juarez Guimarães

11hs30min – Apresentação Cultural

12hs - Almoço – Escola Anglo – Bairro Pilar

14hs - Grupos de Trabalhos:

Juventude e Educação – Reforma Educacional em Minas Gerais e no Brasil
Juventude e Trabalho – Geração de Emprego e Renda para Juventude
Juventude e Cultura – Cultura por toda a parte
Juventude e Bairro - Cidade para a Juventude
Juventude, Gênero e Etnia – Jovens Mulheres e Juventude Negra
Juventude e GLBT – Juventude e luta de combate a homofobia
Juventude e Políticas Públicas – A Juventude e a construção das Políticas Públicas
Juventude e Meio Ambiente – O Desenvolvimento

Frentes:
Organização e Finanças
Formação e Comunicação

16hs – Oficinas

Oficina do NUC
Oficina de Meio Ambiente - Jamaica
Oficina de Capoeira -
Oficina de Violão -
Oficina de Forró - Fran
Oficina de Skate -
Oficina de Grafite -
Oficina de circo
Oficina de B-boys -
Oficina de Percussão - Tambolele

18hs – Jantar

20hs – Caminhada Histórica pelas ruas e estabelecimento da cidade

22hs – Festa - CAEM


8 de junho - Domingo

9hs – Plenária Final - Salão Amarelo do Ouro Preto Tênis Clube

12hs – Almoço

14hs - Torneio de Esporte / Cineclube




Rafael Minoro, para o Caderno Vermelho Minas


Estaremos lá pra participar e mandar as informações pros leitores do Blog. Até Ouro Preto.



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Estarrecedor


Deu no Blog do Petta e é inacreditável:


Periferia barrada em shopping curitibano

Reportagem do UOL desta quinta traz uma informação estarrecedora. Jovens da periferia de Curitiba estão sendo proibidos de entrar no shopping Palladium, acusados de fazer arruaça. O critério para barrar a entrada? As roupas que seguem o estilo da galera do hip hop.
Mesmo estando em uma região menos abastada, a administração do shopping segue a mesma tendência de outros centros de compras da capital paranaense: quem tem cara de periferia – seja lá o que isso signifique – não pode circular.
Os responsáveis pelo Palladium justificam sua discriminação:
"Por mais que seja um local público, o shopping é também uma propriedade particular. Está no direito do empresário decidir quem freqüenta o estabelecimento”.


Tsc, tsc...



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Coteminas ameaça demitir. Trabalhadores ocupam sindicato


Além de bloquear os cartões de acesso à empresa, diretores da Coteminas tentam fazer operários assinar documento de demissão voluntária. Revoltados com atitude inerte do sindicato da categoria, grevistas “ocupam” sede da entidade.

Os trabalhadores do Grupo Coteminas de Montes Claros – que protestam contra os cortes dos benefícios e sobre as demissões provenientes das manifestações e paralisação das atividades do setor de tecelagem – foram surpreendidos com uma série de represálias por parte da direção da empresa.


Mesmo após insistentes tentativas de se reunirem com a direção para negociar, muitos operários tiveram os cartões de acesso ao interior das fábricas bloqueados. Outra denúncia é sobre a ação de funcionários da direção do Grupo Coteminas.


Desde segunda-feira (2), aproveitando do pouco conhecimento jurídico dos trabalhadores, eles forçam os empregados a assinar documento de demissão voluntária. Eles coagem os funcionários dizendo que a demissão será efetivada, de uma forma ou de outra. Se assinarem o documento “pelo menos receberiam o valor de dois salários mínimos”. Caso não assinem “seriam demitidos por justa causa e não receberiam nada por isso”.


Segundo o líder de oposição sindical, Lourival Soares Ribeiro, na sexta-feira (30), após a paralisação do setor de tecelagem em razão dos cortes de benefícios, tentaram dialogar com os diretores, entretanto, quando resolveram voltar às atividades, foram impedidos de entrar na empresa.


Lourival diz que essa manobra do Grupo Coteminas tem como finalidade forçar demissão de justa causa, impedindo que os trabalhadores comprovem o “ponto”. Isso reforçaria a argumentação da empresa de que os trabalhadores não compareceram ao trabalho e assim facilitaria a alegação de demissões por justa causa.

Ocupação
Revoltados com a atitude injusta da empresa e a inércia do sindicato da categoria, cerca de 50 trabalhadores ocuparam na manhã desta quinta-feira (5) a sede da entidade exigindo uma postura mais firme e que atenda às reivindicações da categoria, e não dos diretores da empresa. A ocupação foi feita sem agressões ou qualquer danificação do patrimônio, e ocorreu às 10 da manhã.


Lourival leu um documento (veja abaixo) no qual cobra do sindicato postura mais combativa contra as injustiças que estão sendo feitas com os trabalhadores do Grupo Coteminas. O documento foi protocolado após insistentes tentativas com as lideranças do atual sindicato.
Até o fechamento desta matéria os trabalhadores ainda não tinham um posicionamento definitivo e formalizado sobre as suas reivindicações e mantinham a decisão de ocupar o prédio.


Em pronunciamento na reunião ordinária da Câmara Municipal de Montes Claros na última terça-feira (3), o vereador Lipa Xavier (PCdoB) ressaltou os problemas e injustiças que vinham sofrendo os trabalhadores. Lipa esteve presente na porta da fábrica desde sexta-feira (30) prestando todo apoio à causa e sensibilizado com as lamentáveis injustiças que os operários estão sofrendo.

Manifesto
A “CHAPA 2” vem informar que o Grupo Coteminas vem infringindo os direitos trabalhistas, cortando os benefícios e impedindo os trabalhadores de entrarem na empresa e principalmente de não permitir que os grevistas se manifestem a favor do que é de direito dos trabalhadores.
É muito importante que saibam que a empresa não aceitou nenhuma das dez reivindicações apresentadas pela comissão dos grevistas. Noventa e três trabalhadores estão sendo “alvo” da empresa em uma ação judicial que está sendo movida pelo Grupo Coteminas.
A empresa está forçando os trabalhadores a assinarem documentos de demissão voluntária. Isto é uma afronta à liberdade de expressão e à luta pelos seus direitos.
A greve é um direito de todos os trabalhadores do Brasil, é assegurado pela justiça, e nenhum trabalhador pode ser demitido dessa forma.
A “CHAPA 2” solicita que os trabalhadores não assinem a demissão voluntária, pois já entrou com a denúncia contra o Grupo Coteminas na justiça movendo uma ação contra a empresa.
Vários dos grevistas que foram ameaçados de demissão já assinaram um documento junto à justiça para que possam recorrer ao Ministério Público.
Você trabalhador! Não se sinta sozinho, pois, a luta é de todos.
Entrem juntos nessa ação coletiva contra o Grupo Coteminas, pois, o sindicato até o momento não se manifestou a favor dos trabalhadores, somente a favor dos interesses econômicos da empresa e seus grandiosos lucros.
Somente nós trabalhadores sabemos o quanto faz falta um salário digno e justo.
Somente nós sabemos o quanto vale o nosso suor do dia-a-dia.
Não deixem que falsas promessas os enganem, vamos nos unir para que os trabalhadores do Grupo Coteminas tenham seus benefícios e direitos respeitados.
Somente um pai e uma mãe sabem o quanto farão falta as duas cestas básicas que estão cortando. A empresa informou que somente nesse mês os trabalhadores irão receber o alimento.
Nossa greve é justa e merece o apoio de todos. Quem se calar vai estar concordando com o abuso da empresa e mais uma vez estará trabalhando sem o valor merecido.
Na última quinta-feira (5) os trabalhadores ocuparam a sede do sindicato da categoria cobrando postura mais séria do sindicato com as injustiças cometidas pelo Grupo Coteminas. Mais de 40 trabalhadores se mobilizaram e fizeram com que os representantes do sindicato tomassem providências para amparar e lutar pelos trabalhadores.


Reportagem de Rodrigo de Paula



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Banco Central em BH é alvo de protesto contra os juros altos

Manifestação na capital reuniu estudantes, parlamentares e lideranças sindicais para atacar a política econômica dos juros altos.

A Coordenação dos Movimentos Sociais promoveu na manhã da última quarta-feira (4), em Belo Horizonte, uma manifestação contra as altas taxas de juros praticadas pelo Banco Central. O protesto, que teve início em frente à Assembléia Legislativa de Minas Gerais, terminou na porta da sede do BC no estado, na Avenida Álvares Cabral, na região central da capital.
O ato ocorreu antes da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC que elevou, pela segunda vez neste ano, a taxa básica de juros Selic, desta vez em 0,5%, passando de 11,75% para 12,25% ao ano. O aumento provocou reações em diversos setores. Centrais sindicais como a CTB, CUT e Força Sindical divulgaram nota afirmando que a decisão atenta contra os trabalhadores.
O diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Clemente Ganz Lúcio, disse em entrevista que o trabalhador vai acabar pagando mais uma vez a conta da elevação dos juros. ''Essa medida visa a restringir a atividade econômica das empresas, restringindo o consumo interno. O rebatimento é por um lado na geração de empregos, redução dos postos de trabalho, e, simultaneamente, contenção em alguma medida do consumo através do crédito'', avaliou.

Lavagem do BC
Na porta do BC, diversos representantes dos movimentos sociais se revezaram em discursos contrários às altas taxas de juros determinadas pelo Banco Central. Os manifestantes fizeram a lavagem simbólica do prédio do Banco Central. Munidos de vassouras e baldes com água e tinta, esfregaram a calçada e o muro do banco. O ato foi encerrado com um abraço simbólico ao prédio e canto do Hino Nacional Brasileiro.
Para o deputado Carlin Moura (PCdoB), o Banco Central tem favorecido os banqueiros e deixado o povo em segundo plano. “Os juros altos só favorecem os banqueiros. Além disso, impede o crescimento do emprego, retira investimentos da Saúde e da Educação, aumenta a dívida pública do País e diminui o poder de compra”, enumerou o deputado.
''O objetivo foi aproveitar a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) e chamar a atenção da sociedade para as últimas decisões do BC, que vem gradativamente indicando um aceleramento no aumento da taxa básica de juros no país'', explica o presidente da União Estadual dos Estudantes (UEE-MG), Diogo Santos.
O presidente da União Colegial de Minas Gerais (UCMG), Flávio Panetone, destacou o protagonismo dos estudantes secundaristas no ato. ''É importante essa participação da juventude na discussão das principais pautas sobre o desenvolvimento do país. Não poderíamos deixar de defender a redução dos juros, porque isso implica em pensar um país diferente com mais investimentos em educação e políticas públicas para a juventude'', diz.
Já a vereadora Maria Lúcia Scarpelli (PCdoB/BH), que há 22 anos atua na defesa do consumidor, observou que os juros altos aumentam exorbitantemente o preço dos produtos nas compras a prazo. “A população não pode se deixar enganar. Nas compras a longo prazo, os juros aumentam exageradamente, multiplicando os lucros das financeiras. Dependendo do número de prestações, o valor do produto a prazo costuma ser o dobro do custo à vista”.
Participaram do ato militantes do PCdoB, Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Central Única dos Trabalhadores (CUT), União da Juventude Socialista (UJS), União Colegial de Minas Gerais (UCMG), União Estadual dos Estudantes (UEE-MG), União Brasileira de Mulheres (UBM), entidades sindicais e populares e assessores do mandato do vereador Geraldo Pimenta (PCdoB/Betim).

Novo protesto em Brasília
Sob a chamada “Menos juros, mais desenvolvimento”, a Coordenação Movimentos Sociais (CMS) fará no dia 19 de junho, em Brasília, uma ampla mobilização nacional contra a política de juros do Banco Central (BC). O protesto, que vem sendo preparado desde maio, ganhou novo fôlego com a decisão, anunciada pelo Copom na noite desta quarta (4), de elevar a taxa básica de juros.
O ato da CMS acontecerá das 10 horas às 14 horas em frente ao Banco Central (Setor Bancário Sul, Quadra 3 – Brasília-DF). Após o ato político contra o aumento dos juros, os manifestantes se reunirão no auditório Nereu Ramos, da Câmara dos Deputados, às 15 horas, para o debate “Contra o imperialismo em solidariedade ao povo cubano”.



Reportagem e Fotos de Eliezer Dias e Rafael Minoro para o Caderno Vermelho Minas



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quinta-feira, 5 de junho de 2008

Coteminas inicia processo de demissões e ação judicial contra grevistas


Na reunião dos diretores da empresa com os grevistas do Grupo Coteminas, ocorrida no último sábado (31), às 16h, os trabalhadores apresentam carta contendo dez reivindicações sobre os benefícios que foram cortados. Os diretores, entretanto, disseram que não iriam atender as reivindicações, alegando “manobra de contenção de custos” para justificar os cortes, provenientes de uma crise pela qual a Coteminas está passando.

Desde segunda-feira (2) a Coteminas informa que os grevistas dispostos a desistir da paralisação teriam seus benefícios mantidos, além de um abono de R$ 60. Os trabalhadores ameaçados, cerca de 350 funcionários, foram coagidos a assinarem um documento de demissão voluntária.

Os números de acesso às catracas de cerca de 800 trabalhadores foram bloqueados, impedindo a entrada na empresa.


Absurdo

O líder de oposição sindical da “Chapa2”, Lourival Soares Ribeiro, critica a atitude do Grupo Coteminas. “É um absurdo coagir os trabalhadores a assinarem o documento de demissão voluntária, sendo que a greve é um direito constitucional e que o trabalhador não pode ser impedido de adentrar na empresa para desempenharem sua função por ter aderido a manifestação”, disse. “Nossos direitos aos benefícios e a luta pelos mesmos não podem ser motivo de demissões indevidas, pois, apenas estamos reivindicando o que é de direito do trabalhador nada mais que isso", ressalta.

Lourival ainda denuncia que na troca de turno dos funcionários os trabalhadores levaram um carro de som para fazer suas deliberações e, como forma de "abafar a manifestação", a empresa alugou equipamentos de som no valor de R$ 200 por hora. Um dos diretores da empresa alegou, ironicamente, para os grevistas, que o equipamento trataria de “som ambiente”. No entanto, as imagens gravadas pelos grevistas apresentaram uma verdadeira “festa de música eletrônica”.

São várias as tentativas da empresa para boicotar a greve, relatam os trabalhadores. Após o impedimento de entrarem na empresa, vários dos grevistas tentaram formalizar um boletim de ocorrência à viatura da PM, que se encontra no local todos os dias. Em resposta, os policiais disseram que não fariam o BO, e ressaltaram que a greve era dos manifestantes e que o problema também.


Reportagem de Rodrigo de Paula



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Governo e movimentos debatem programa Segundo Tempo


Nos dias 2 e 3, o seminário internacional “Políticas de Esporte para a Juventude”, realizado pelo CEMJ (Centro de Estudos e Memória da Juventude), na Anhembi Morumbi em São Paulo, reuniu representantes do Estado e da sociedade civil para promover uma reflexão coletiva sobre as políticas que envolvem esporte e juventude. O ministro do Esporte, Orlando Silva, participou da abertura do evento, assim como diversas entidades dos movimentos sociais. No centro do debate, o programa Segundo Tempo.


Debate reuniu governo e movimentos na Anhembi
“Foi um debate bastante rico, houve muitos representantes do poder público e de alguns intelectuais da USP. O membro fundador da Youth Sport Trust (Agência de Esporte para Juventude) do Reino Unido, Roger Davis, também participou do debate”, relatou o diretor de Relações Internacionais da UNE, Alcides do Anjos Leitão (Jesus).

A UBES já havia debatido o programa do Ministério do Esporte anteriormente ao Seminário, pois participou junto ao Ministério e de algumas entidades do setor, de oficinas sobre o programa Segundo Tempo.

“Para nós é fundamental que o Segundo Tempo nas escolas secundaristas se torne uma política de Estado, pois acreditamos na força transformadora da prática esportiva. Esse seminário acontece em meio a um processo muito rico de discussão da UBES com setores que pensam e executam o esporte em nosso país", afirmou a diretora de Esportes da entidade, Thiara Milhomen.

Sobre o Programa, Jesus afirma que “a UNE acha importante a iniciativa do governo”. Ele também apoiou a idéia de um programa específico para universitários.

“O Programa Segundo Tempo Universitário é uma idéia que aposta na democratização e massificação do esporte através de práticas participativas, garantindo aos estudantes o acesso à diversificadas práticas esportivas. Por tudo isso apoiamos tal iniciativa, mas ela precisa avançar ainda mais para uma política de Estado, o esporte precisa ser uma das prioridades em nosso país”, disse.

No próximo dia 10 de junho, a UNE também participará de uma oficina sobre o programa Segundo Tempo junto ao Ministério e a outras universidades.

Realizado em parceria entre o Ministério do Esporte, o CEMJ e o Instituto Pensarte, o seminário teve como público-alvo gestores das áreas de juventude e esporte, federações esportivas, associações atléticas acadêmicas, ligas esportivas, pesquisadores, intelectuais, esportistas, ONG’s, empresas e demais pessoas e instituições interessadas na temática da relação entre juventude e esporte.

As intervenções proferidas no seminário serão posteriormente publicadas em livro – que será lançado em até três meses após a realização do referido evento – permitindo, dessa forma, uma divulgação mais ampla das reflexões expostas.

Programa Segundo Tempo

Segundo Tempo é um programa idealizado pelo Ministério do Esporte, destinado a democratizar o acesso à prática esportiva, por meio de atividades esportivas e de lazer realizadas no contra-turno escolar. Tem a finalidade de colaborar para a inclusão social, bem-estar físico, promoção da saúde e desenvolvimento intelectual e humano, e assegurar o exercício da cidadania.

O programa caracteriza-se pelo acesso a diversas atividades e modalidades esportivas (individuais e coletivas) e ações complementares, desenvolvidas em espaços físicos da escola ou em espaços comunitários, tendo como enfoque principal o esporte educacional.

Fonte: CEMJ


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quarta-feira, 4 de junho de 2008

Nação em festa (só pra variar)



Em jogo explosivo, Fla vence Brasília e conquista o Nacional

Com direito a bombas da torcida, rubro-negro supera adversário por 101 a 96 e é campeão pela primeira vez

Em uma partida explosiva, dentro e fora de quadra, o Flamengo derrotou o Brasília por 101 a 96 e conquistou pela primeira vez o Nacional masculino de basquete. A terceira e última partida da série final foi disputada nesta terça-feira, no ginásio do Brasília, na capital federal. Como já é hábito, o rubro-negro Marcelinho foi o cestinha da partida, com 40 pontos.

Com o ginásio tomado pela torcida do Flamengo, o Brasília começou bem a partida, ao contrário do dois primeiros jogos, marcando bem e jogando com vibração. Com uma enterrada de Duda, o time carioca mostrou que estava ligado, recuperou uma desvantagem de quatro pontos e empatou em 12 a 12. Marcelinho era bem marcado e demorou cerca de cinco minutos para marcar seus primeiros pontos, em lances livres. Valtinho comandava o Brasília, que faltando 50 segundos chegou à sua maior vantagem no placar: 28 a 21. O rubro-negro ainda diminuiu com mais dois pontos antes do cronômetro zerar.

Marcelinho, mais uma vez decisivo para o Fla

A reação carioca continuou no segundo quarto. Com sua primeira cesta de três, Marcelinho virou o placar para o Flamengo: 30 a 28. Porém, com a terceira falta, o armador foi para o banco. A partida seguiu bastante disputada. Com a raça de Valtinho e a experiência de Ratto, o Brasília terminou o segundo quarto com 46 a 42.

Na ausência de Marcelinho, o Flamengo era comandado por Duda, que em um arremesso de três virou o placar para 50 a 49. O rendimento rubro-negro, porém, caiu e as bolas de três passaram a cair mais para o Brasília, principalmente com Arthur. O time da casa fechou o quarto vencendo por 67 a 62. A partida ficou literalmente explosiva. Após a quarta vez em que uma bomba estourou, o técnico Lula Ferreira, do Brasília, pediu providências para a polícia. A arbitragem anunciou que uma nova bomba seria revertida em falta técnica contra o Flamengo. O início último quarto sofreu um atraso de cerca de 15 minutos até a bola voltar a quicar em quadra.

O longo intervalo parece ter beneficiado o Brasília, que voltou em alta velocidade. Com uma cesta de três pontos de Cipriano, o time da casa chegou à maior vantagem no placar: 76 a 67. Foi neste momento em que Marcelinho chamou a responsabilidade para si e comandou a reação rubro-negra, com 10 pontos seguidos e a virada no placar: 77 a 76 faltando cinco minutos.

O placar foi se alternando quando Ratto cometeu uma falta técnica boba e permitiu que o Flamengo abrisse uma vantagem de três pontos após uma enterrada de Coloneze. No ataque seguinte do Brasília, o pivô rubro-negro sofreu um pisão de Spillers e o tempo fechou. Os dois acabaram desqualificados da partida.

Faltando 52 segundos, uma cesta de três de Marcelinho deixou o Flamengo sete pontos à frente, a maior vantagem da equipe em toda a partida: 93 a 86. A torcida, porém, soltou a quinta bomba e quase comprometeu uma vitória praticamente definida. O Brasília ganhou uma falta técnica e com dois lances livres convertidos e uma cesta de três, encostou no placar faltando 11 segundos: 99 a 96. Com falta a favor, o rubro-negro fez mais dois pontos e sacramentou a vitória.

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CMS na luta contra os juros altos

A manifestação será em frente à sede do Banco Central na capital mineira. Manifestantes prometem chuva de papel picado e bandeira gigante pedindo o ''Fora Meirelles!''

A Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS) - formada por entidades como a
UNE, UEE-MG, UCMG, CTB, UJS, MST e UBM - realiza nesta quarta-feira (4) manifestação em frente a sede do Banco Central em Belo Horizonte. A concentração para o ato começou às 9h, na Praça da Assembléia. São esperadas cerca de mil pessoas.

''O objetivo é aproveitar a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que ocorre terça e quarta, e chamar a atenção da sociedade para as últimas decisões do BC, que vem gradativamente indicando um aceleramento no aumento da taxa básica de juros no país'', explica o presidente da União Estadual dos Estudantes (UEE-MG), Diogo Santos.

A União da Juventude Socialista (UJS) estenderá uma faixa de 10m com os dizeres ''O Brasil quer crescer e o Banco Central não quer deixar. Não aos juros altos. Fora Meirelles!''. Os manifestantes prometem também uma grande chuva de papel picado do alto dos prédios da região e ampla panfletagem nas ruas da capital.

A presidente da UJS em Minas, Patrícia Nogueira, diz que o juro alto prejudica e trava o crescimento do país. “Essa política econômica só favorece aos banqueiros, retira investimentos da saúde e da educação, aumenta a dívida pública do país e diminui o poder de compra”, critica.

Após o ato, os manifestantes seguirão para o plenário da Assembléia Legislativa onde o deputado Carlin Moura (PCdoB) fará um discurso condenando a atitude do Banco Central de aumentar mais uma vez os juros.


Por Rafael Minoro, para o Caderno Vermelho Minas


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terça-feira, 3 de junho de 2008

A culpa não é do etanol

Lula: defesa enfática dos biocombustíveis.
Foto: Ricardo Stuckert / Presidência da República


Para Lula, críticos do etanol têm dedos sujos de óleo e carvão

Em discurso na abertura da Conferência da FAO – a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação – o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez nesta terça-feira (3) um apelo pelo fim da fome e criticou duramente os países que atribuem ao Brasil e às plantações de etanol e biocombustíveis a responsabilidade pela crise nos alimentos no mundo.
"Esse comportamento não é neutro nem desinteressado. Vejo com indignação que muitos dos dedos apontados contra a energia limpa dos biocombustíveis estão sujos de óleo e de carvão. Vejo com desolação que muitos dos que responsabilizam o etanol – inclusive o etanol da cana-de-açúcar – pelo alto preço dos alimentos são os mesmos que há décadas mantêm políticas protecionistas, em prejuízo dos agricultores dos países mais pobres e dos consumidores de todo o mundo", disse Lula.
O Brasil atribui a crise alimentar no mundo à duas causas: a alta do petróleo e os subsídios agrícolas dos países desenvolvidos. "Os subsídios criam dependência, desmantelam estruturas produtivas inteiras, geram fome e pobreza onde poderia haver prosperidade. Já passou da hora de eliminá-los", disse. "É indispensável afastar a cortina de fumaça lançada por lobbies poderosos que pretendem atribuir à produção do etanol a responsabilidade pela recente inflação do preço dos alimentos", completou, afirmando que o protecionismo agrícola atrofia e desorganiza a produção dos países mais pobres.



"Sem pé nem cabeça"
Lula rebateu com ironia as críticas de que, no Brasil, as plantações de cana-de-açúcar para a produção de etanol estariam invadindo a Amazônia. Segundo Lula, esse é um argumento "sem pé nem cabeça". "Quem fala uma bobagem dessas não conhece o Brasil", disse o presidente.
Lula apresentou números para rebater críticas. Segundo ele, a Região Norte tem apenas 0,3% da área total dos canaviais do Brasil. "Ou seja, 99,7% da cana está a pelo menos 2 mil quilômetros da Floresta Amazônica. Isto é, a distância entre nossos canaviais e a Amazônia é a mesma que existe entre o Vaticano e o Kremlin", disse.
Ele lembrou que no Brasil existem 77 milhões de hectares de terras agrícolas "fora da Amazônia, bem entendido" que ainda não foram utilizados. "Isso equivale a pouco menos que os territórios da França e da Alemanha, juntos. E ainda temos 40 milhões de hectares de pastagens subutilizadas e degradadas, que podem ser recuperadas e destinadas à produção de alimentos e cana".
Segundo o presidente, dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos atestam que o Brasil tem 340 milhões de hectares de terras agrícolas, desses 7 milhões são de cana. Metade disso (3,6 milhões) é destinada à produção de etanol. "A produção brasileira de etanol à base de cana-de-açúcar ocupa uma parte muito pequena de terras agricultáveis e não reduz a área de produção de alimentos. Ou seja, toda a cana do Brasil está em 2% da sua área agrícola, e todo o seu etanol é produzido em apenas 1% dessa mesma área".
Para devolver as críticas, Lula disse não ser favorável à produção de etanol a partir de alimentos. "Não acredito que alguém vá querer encher o tanque do seu carro com combustível se para isso tiver de ficar de estômago vazio".



Etanol de cana x etanol de milho
O presidente defendeu o etanol brasileiro, feito da cana-de-açúcar, comparado ao etanol americano, feito de milho. Segundo ele, o etanol da cana gera 8,3 vezes mais energia renovável do que a energia fóssil empregada na sua produção. Já o etanol do milho gera apenas uma vez e meia a energia que consome. "É por isso que há quem diga que o etanol é como o colesterol. Há o bom etanol e o mau etanol. O bom etanol ajuda a despoluir o planeta e é competitivo. O mau etanol depende das gorduras dos subsídios", disse.
Ele chamou o uso do combustível de "revolução dourada". "O etanol brasileiro é competitivo porque temos tecnologia, temos terras férteis, temos sol em abundância, temos água, e temos agricultores competentes. E isso não é privilégio nosso. Boa parte dos países da África, da América Latina e do Caribe, além de alguns países asiáticos, reúne condições semelhantes. E, com cooperação, transferência de tecnologia e mercados abertos, pode também produzir etanol de cana ou biodiesel com sucesso, gerando emprego, renda e progresso para suas populações".



Doha
O presidente voltou a pedir a revisão da Rodada Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC) que "permita aos países mais pobres gerar renda com sua produção e exportação".
Lula reclamou daqueles que falam da alta dos alimentos, mas não discutem o preço do petróleo, que seria responsável por 30% do custo final da produção de alimentos no Brasil. "O petróleo pesa muito no custo das lavouras brasileiras. Aí, eu me pergunto: e quanto não pesa o petróleo no custo de produção de alimentos de outros países que dele dependem muito mais do que nós? Ainda mais quando se sabe que, nos últimos anos, o preço do barril saltou de 30 para mais de 130 dólares".
O presidente referiu-se aos países que criticam a produção de biocombustíveis brasileira, mas se recusam a admitir que o preço do petróleo tem influência direta na alta dos alimentos. "É curioso: são poucos os que mencionam o impacto negativo do aumento dos preços do petróleo sobre os custos de produção e transporte dos alimentos", disse.


Da redação do Portal Vermelho, com informações da Agência Brasil



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UJS Betim realiza maior Congresso de sua história

Centenas de jovens no Congresso da UJS/Betim

Com o tema Se o presente é de luta, o futuro nos pertence, frase de Che Guevara, a União da Juventude Socialista em Betim (UJS) realizou no último domingo (1º) o seu 7º Congresso Municipal. O encontro, que contou com a participação de mais de 300 jovens de todas as regiões da cidade, foi o maior da história da entidade em Betim e de Minas.
O Congresso contou com a presença da presidente da UJS/MG, Patrícia Nogueira; do dirigente da UCMG, Péricles Francisco; da presidente da Umes/Betim, Betânia Souto; do presidente do PCdoB/Betim, Ezequiel Ramos; da deputada federal Maria do Carmo Lara (PT), do deputado estadual Ivair Nogueira (PMDB), além de representantes dos vereadores Geraldo Pimenta (PCdoB) e Alex Amaral (PDT).

Além de debates políticos e de temas como Movimento Estudantil, Meio Ambiente, Sexualidade e Gravidez na Adolescência e Orientação Sexual, o 7º Congresso de Betim foi marcado pela multiplicidade de atividades culturais.

Durante todo o encontro, os congressistas tiveram a oportunidade de participar de oficinas de hip-hop (grafite, break, rap e DJ), axé e de dança do ventre. Também assistiram a apresentações de grupos de música, capoeira, dança, circo e teatro.

“Além de tratar de temas importantes para a juventude, no sentido de conscientizar os jovens do município em relação ao seu papel na construção de uma cidade mais justa, o congresso foi palco de um grande espaço de cultura, lazer e esporte. Defendemos um socialismo com a nossa cara, onde todos tenham espaço”, disse a presidente reeleita da UJS/Betim, Kate-Anne Lopes.

GLBT
Entre os diversos debates, um dos mais concorridos do 7º Congresso foi o que discutiu a questão GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Travestis), que contou com a participação do Grupo Cellos (Centro de Luta pela Livre Orientação Sexual).

Para o diretor da UJS Henrikesen Douglas, o tema foi escolhido devido à discriminação e ao preconceito sofridos pelos jovens homossexuais. “Como uma organização que luta pelos direitos da juventude, a UJS não poderia deixar de abordar um tema tão importante e atual. A sociedade precisa entender que todos devem ter os mesmos direitos, independentemente da sua orientação sexual”.

O debate sobre sexualidade e gravidez na adolescência contou com a participação da médica ginecologista Rachel Campos. Em sua palestra, ela ressaltou a importância do uso de métodos contraceptivos e de preservativos para se evitar a gravidez indesejada e o contágio de doenças sexualmente transmissíveis, como o HPV e a Aids.

Presente no Congresso, a Iauaretê Associação Ambiental distribuiu panfletos sobre o meio ambiente e mudas de plantas.

De Betim,
Eliezer Dias para o
Caderno Vermelho Minas



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Trabalhadores paralisam COTENOR pra garantir benefícios

Os trabalhadores da COTENOR, a maior das quatro unidades do Grupo Têxtil COTEMINAS em Montes Claros, do setor de fiação (um dos mais importantes da empresa) paralisou espontaneamente as suas atividades na última sexta-feira (30) às 13:00.
Cerca de 250 funcionários estão sem trabalhar em decorrência do anúncio feito pela empresa de maneira unilateral na quinta-feira (29), de que vários benefícios seriam cortados dos trabalhadores como, por exemplo, as duas cestas básicas que eles recebiam duas vezes por mês, o beneficio do prêmio de produtividade, os valores de participação nos lucros da empresa e também foi cortado o valor de 40 reais do “ValeCard”. Juntas as duas cestas básicas somam o valor de 70 reais em média.
Os trabalhadores também ressaltaram que o valor da comida do jantar que era de R$0,26 aumentou para R$0,96, o dobro do valor que os trabalhadores gastariam por dia para se alimentarem. Por mês gastariam 28 reais em média. Somente com essas perdas de benefícios, o trabalhador perde de seu salário cerca de 140 reais.
Como compensação, a empresa anunciou um abono de 60 reais, que reduziria a perda do salário para 80 reais, o que segundo os trabalhadores é inaceitável.
Como o sindicato da categoria é dirigido pela própria empresa, os cortes foram permitidos pelo mesmo, motivando os próprios trabalhadores de maneira espontânea a paralisar o setor de fiação, o que gerou a paralisação parcial de alguns outros setores como o de tecelagem.
Na noite de sexta-feira (30) foi agendada uma reunião da diretoria da empresa com os grevistas para as 16:00 de ontem (2/6), na qual os trabalhadores esperam poder negociar a manutenção dos benefícios que foram cortados. Caso a empresa não concorde em garantir o retorno dos benefícios retirados, a paralisação dos trabalhos se estenderá para toda a fábrica. São mais de 1.800 trabalhadores que paralisarão os trabalhos caso não seja atendidas as reivindicações.
Segundo o tecelão Lourival Soares Ribeiro (Loro), líder sindical da oposição (CHAPA 2), foi realizada uma assembléia com a participação de 700 trabalhadores, quando foi constituída uma comissão que participou da reunião com a direção da empresa. “Houve ameaças por parte da direção da empresa caso os trabalhadores não voltem as suas funções”, afirmou Loro.
Na manhã de ontem, um forte esquema de segurança foi montado na portaria da empresa. Os trabalhadores que aderiram à paralisação tiveram seus cartões de acesso travados e não puderam adentrar na COTENOR. Segundo a direção da empresa, eles deveriam aguardar do lado de fora até que a reunião ocorresse. O vereador Lipa Xavier (PCdoB) esteve presente desde sexta-feira na porta da empresa junto com os trabalhadores prestando o seu apoio na luta pelo direito dos seus benefícios e se manifestou totalmente a favor da paralisação dos trabalhadores.
Até o fechamento desta matéria a reunião entre a comissão dos trabalhadores e a direção da Coteminas não havia sido encerrada.


Texto e fotos: Rodrigo de Paula

Leia também: Trabalhadores paralisam atividades da Coteminas em Montes Claros



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segunda-feira, 2 de junho de 2008

Juventude Socialista vai ocupar cidade histórica

Tudo pronto para o 7º Congresso Estadual da UJS, em Ouro Preto

Mais de 500 jovens de todas as regiões do estado vão se encontrar em Ouro Preto, entre os dias 7 e 8 de junho, para o 7º Congresso da União da Juventude Socialista (UJS) de Minas Gerais. A etapa mineira é preparativa para o 14º Congresso Nacional da UJS, marcado para os dias 14 e 15 de junho, em São Paulo.
Para saber como está a expectativa e a organização, o Vermelho Minas entrevistou a presidente estadual da UJS, Patrícia Nogueira. Nesta conversa com o colaborador do portal Pedro Leão ela expõe os desafios da organização para o próximo período e fala das novidades que são aguardadas para o congresso.


Sempre se fala que a UJS vive fases. Qual é a fase que UJS passa em Minas Gerais?
Uma fase de ampliação da sua participação política e uma intensa preocupação com o crescimento organizacional. Hoje está em debate no seio da nossa organização a proposta de uma maior autonomia das nossas frentes de atuação e a construção de um sentido de prioridade para a base da militância, os núcleos. Temos um desafio que é estar em contato direto com todas as atividades promovidas pela juventude. Sempre dizemos a UJS deve estar onde o jovem está.


No processo da conferência estadual de juventude, vários elementos e estudos foram levantados sobre a juventude. Voltando o olhar para o nosso estado, como você avalia o jovem mineiro?
A juventude mineira tem uma diversidade enorme e sua maioria ainda passa por grande dificuldade. Sem duvida, o maior problema dos jovens ainda é a conquista do primeiro emprego com boa qualificação. Nesta conferência conhecemos também uma juventude mineira bastante ativa nos movimentos ambientalistas e políticos, além de uma forte presença nos movimentos religiosos e culturais.


Qual é o maior desafio da UJS para o próximo semestre?
Acreditamos que temos um papel importante na construção de propostas progressistas para serem implementadas nos municípios. A UJS tem condição de participar da formulação de políticas publicas para a juventude em diversas cidades e colaborar para a edificação de projetos que representem avanços para a juventude. Encaramos esta eleição municipal como uma prévia de 2010, por isso, temos que ter compromisso com projetos que fortaleçam o campo progressista e democrático e amplie as vitórias conquistadas pelo presidente Lula para o povo brasileiro.


Qual a expectativa para o 7º congresso da UJS Minas?
Primeiramente, o congresso será em Ouro Preto, uma cidade muito atrativa para todos e adotada pelos jovens mineiros há anos como um dos pontos mais visitados e queridos. A arquitetura antiga da cidade sempre é temperada com os ousados movimentos que tiveram Ouro Preto como palco. Este congresso será uma homenagem aos inconfidentes e ao nosso líder Che Guevara. Teremos uma programação cultural muito grande e diversa, além de várias oficinas e debates. Todos os jovens estão convidados.



Para saber mais sobre o Congresso da UJS: http://www.ujs.org.br/


Do Caderno Vermelho Minas, Pedro Leão


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Congresso mobilizou a juventude de Montes Claros

Moçada pronta pra luta
Fotos: Salatiel Fernandes

Dezenas de jovens de todos os cantos da cidade participaram do 5º Congresso Municipal da União da Juventude Socialista (UJS) em Montes Claros. Num clima de bastante unidade política e com a combatividade e descontração que caracterizam a juventude montesclarense, o Congresso da UJS, realizado no último sábado no CESEC (Centro Estadual de Educação Continuada) demonstrou a capacidade de renovação da entidade. Com a participação de vários militantes do movimento estudantil secundarista e universitário, os debates também contaram com a presença de jovens ligados ao hip-hop, à prática do skate, artistas e ambientalistas que apresentaram sua inquietude com o momento político e sua vontade de lutar por um mundo melhor. Na solenidade de abertura, o presidente do Diretório dos Estudantes de Montes Claros (DEMC), Márcio Cardoso, valorizou o papel da UJS na luta pelo meio-passe e afirmou que “espera que um militante da UJS seja o próximo presidente do DEMC”, sendo bastante aplaudido pelos presentes. A vice-presidente do PV Jovem e diretora do Diretório Acadêmico de Direito das Faculdades Pitágoras, Fabiane Fernandes, além do representante do Fórum Nacional da Juventude Negra e diretor do DCE - Unimontes, Juliano Gonçalves, também fizeram uso da palavra pra desejar um Congresso frutífero e relembrar a importância da entidade nas lutas juvenis em Montes Claros.

Mesa Diretora do Congresso (Daniel Dias, Clara Montana, José Lousada Neto e Ramon Fonseca)

Ainda na abertura, a vice-Minas Gerais/Espírito Santo da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), Luiza Lafetá, relembrou os 80 anos do nascimento de Ernesto “Che” Guevara e disse que o legado de sua luta continua vivo em cada um de nós. O jovem Lourival Soares Ribeiro (Loro), membro da Chapa 2 – Oposição Classista ao Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Têxtil de Montes Claros, fez o discurso mais emocionante do dia. Líder da greve que parou a Coteminas pela primeira vez na história, Loro saudou a luta da juventude e conclamou a UJS a cerrar fileiras com os trabalhadores em mais esse momento de combatividade da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB). Por último, o fundador da UJS em Montes Claros, vereador Lipa Xavier (PCdoB) fez coro à fala do Loro e se disse renovado em participar de um Congresso com tantas “caras novas”. A apresentação da tese ao 14º Congresso da UJS foi feita pelo diretor nacional de meio ambiente, Ramon Fonseca, que reafirmou a necessidade da luta pelo socialismo nos dias atuais e apresentou os desafios da próxima gestão. O presidente da UJS/Montes Claros, José Lousada Neto, fez um balanço dos últimos dois anos e garantiu “essa gestão ficará marcada pela combatividade e pelo crescimento político e organizativo da nossa entidade”.
Ramon Fonseca apresenta a tese da UJS

Em seguida, Daniel Dias e Eurico Nobre, pré-candidatos a vereador, foram aclamados como os militantes que serão apoiados pelo conjunto da militância nas eleições deste ano. “Chegou a hora da juventude montesclarense eleger um portador de nossas bandeiras na Câmara Municipal”, declarou Dias.

O novo Presidente da UJS/Montes Claros, Daniel Dias

Encerrando o Congresso com chave de ouro, foi eleito, por unanimidade, o time que terá a responsabilidade de conduzir a UJS nos próximos dois anos. Capitaneada pelo estudante de Ciências Sociais da Unimontes e Presidente da Associação dos Moradores do Alterosa, Daniel Dias, a nova Direção Municipal fica assim composta:


- Daniel Dias – Presidente
- Ana Paula Paixão – Estudante da Escola Estadual Carlos Albuquerque
- André Barbosa – Estudante da Escola Estadual Felício Pereira de Araújo
- Ariadne Carvalho – Estudante de Artes Visuais da Unimontes
- Clara Montana – Estudante do Colégio Delta e militante da União Popular de Mulheres (UPM)
- Danniel Coelho – Estudante de Ciências Sociais da Unimontes e membro da Direção Estadual da UJS
- Eurico Nobre – Estudante da Escola Estadual Filomeno Ribeiro e militante do Hip-Hop
- Ezequiel Dias (Totin) – Estudante de Geografia da Unimontes
- Ibayara de Carvalho (Junim) – Estudante de Ciências Econômicas da Unimontes
- José Lousada Neto – Estudante de História da Unimontes
- Juan Ventura – Estudante da Escola Estadual Gonçalves Chaves
- Lucas Alves (Pombo) – Estudante do CESEC e Vice-Norte da União Colegial de Minas Gerais (UCMG)
- Mabson Alves – Estudante do SENAC
- Maíra Dayer – Socióloga
- Rodrigo Costa – Vice- Presidente do Centro Acadêmico de História da Unimontes
- Rodrigo de Paula (Digão) - Jornalista
- Tiago Rodrigues (Jazz) – Estudante do CESEC


E essa moçada já tem uma tarefa de peso, garantir a participação da delegação montesclarense ao 7º Congresso Estadual da UJS, que vai rolar em Ouro Preto, nos dias 7 e 8 de junho. Aos gritos de “tarda, tarda, tarda, mas não falha, aqui está presente a juventude do Araguaia”, a aguerrida militância da UJS deixou o CESEC com a certeza de que “se o presente é de luta, o futuro nos pertence”!

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Vem aí o Fórum Nacional da Juventude Negra

Bom dia a tod@s! Recebi mensagem eletrônica do militante da luta anti-racista, Juliano Gonçalves. Estudante de Educação Física da Unimontes e diretor do DCE da mesma instituição, Juliano é reconhecido como uma das maiores lideranças jovens do país na luta contra o preconceito racial, denunciando o genocídio da juventude negra brasileira e as dificuldades de inserção dessa parcela da população no mercadao de trabalho.

A convocação abaixo demonstra como a juventude negra vem se organizando para potencializar a luta por uma sociedade mais justa e igualitária.


A TODAS E TODOS JOVENS NEGROS DO BRASIL

A Coordenação Provisória do Fórum Nacional de Juventude Negra convoca os jovens negros e negras do Brasil para participar da Assembléia de Lançamento do Fórum Nacional de Juventude Negra, a ser realizada nos dias 25, 26 e 27 de julho de 2008, no estado de São Paulo, no município do Guarujá.
Lançar o Fórum Nacional de Juventude Negra é cumprir uma demanda referendada pela plenária final do Encontro Nacional da Juventude Negra/ENJUNE, procurando articular e promover uma maior participação política e social do (a)s jovens negros (as) de todo o país. Este fórum consolidará as deliberações do ENJUNE e funcionará também para implementar e coordenar as ações apontadas pelo relatório final daquele Encontro, dando direcionamento a construção de um novo panorama social para o contexto juvenil étnico/racial de nosso país. Este Fórum pauta-se em uma perspectiva afrocentrada aglutinando sobre diferentes focos e realidades, os direcionamentos, demandas e consensos importantes para juventude negra como o combate ao extermínio da juventude negra, ao racismo institucional e a defesa da implementação, em caráter de urgência, de reparações e ações afirmativas para o povo negro brasileiro.
Certos de que somos meros representantes de nossos estados nessa Coordenação Provisória, lembramos aqui que o diálogo é importantíssimo para o êxito dos trabalhos dentro dessa nova articulação de juventude negra nacional. O desafio de honrar o compromisso que apalavramos em Lauro de Freitas/BA frente ao nosso lema "Novas Perspectivas na Militância Étnico-Racial" é de cada um (a) de nós, jovens negras e negros.
Prestamos abaixo informações complementares e nos comprometemos a enviar em breve outros informes sobre o evento, referentes à metodologia, programação, calendário, mobilizações nos estados e infra-estrutura.

1. Como participar
A Assembléia de Lançamento do Fórum Nacional de Juventude Negra pretende reunir os diversos segmentos organizados de juventude negra, bem como outros/as jovens negros/as que tenham interesse em participar e contribuir com o processo. Basta você entrar em contato com os/as representantes de seu estado ou acionar direto à Coordenação Nacional através do e-mail: forumnacionaldejuventudenegra@yahoo.com.br

2. Etapas Preparatórias
A Assembléia Nacional será precedida de etapas estaduais, e em alguns casos de etapas municipais e regionais. Essas etapas deverão acontecer entre os dias 14 de junho a 15 de julho, sob a responsabilidade dos Fóruns Estaduais ou Comissões Organizadoras locais.
Nas etapas preparatórias deverão ser gerados Relatórios que subsidiarão a Assembléia Nacional. Esses Relatórios deverão ser encaminhados até o dia 17 de Julho de 2008.

3. Delegação Estadual
A delegação de cada estado será composta por 15 (quinze) delegados/as e mais 3 (três) observadores/ as e 2 (dois) convidados/as.
Dentre os delegados/as eleitos/as é necessário, no mínimo, contemplar um/a quilombola, uma pessoa deficiente e um/a militante LGBT. Além disso, será observado à proporcionalidade de 50% para cada gênero, fora os já mencionados, entre os/as componentes da delegação.

4. Infra-estrutura
Cada estado terá que arcar com suas despesas de transporte até o local do evento. A Coordenação Nacional se compromete a disponibilizar alimentação, hospedagem e recursos materiais necessários aos/as participantes durante a atividade.

5. Contatos
Confira no Blog do Fórum (http://forumnacionaldejuventudenegra.blogspot.com/) os contatos dos representantes nos estados.

Um forte Axé,

COORDENAÇÃO PROVISÓRIA – FÓRUM NACIONAL DE JUVENTUDE NEGRA


Encontre-nos:
Comunidade do Fórum Nacional da Juventude Negra no Orkut: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=50584513
Blog do Fórum Nacional da Juventude Negra
http://forumnacionaldejuventudenegra.blogspot.com/
Grupo de discussão do Fórum Nacional da Juventude Negra no yahoo
http://br.groups.yahoo.com/group/fonajune/
E-mail: mailto:forumnacionaldejuventudenegra@yahoo.com.




Para maiores informações, entrar em contato com o Juliano através dos fones: (38)9196 2546/3215 8133 e do endereço eletrônico: juliano.edfisica@yahoo.com.br



A Estrada vai além do que se vê!