Socialismo com a nossa cara
Após um representativo ato político de abertura, que contou com a participação de representantes das juventudes do PT, PSB, JR8, UNEGRO, e outras entidades do movimento social, o primeiro dia foi marcado por debates sobre as frentes de atuação da UJS. O Parque da Juventude foi tomado por jovens que discutiram temas como o movimento estudantil, ciência e tecnologia, gênero, cultura, meio ambiente, hip-hop, esportes, trabalho, violência, entre outros.
No debate sobre a frente de jovens ambientalistas, foram apresentadas diversas propostas, com destaque para a realização da Caravana em Defesa do Rio São Francisco e o Festival da Amazônia, além da necessidade de consolidação dessa frente em todos os estados do país.
À noite, a moçada se reuniu no Clube de Regatas Tietê para uma descontraída noite de confraternização capitaneada pelo Aliado G, presidente da Nação Hip-Hop Brasil.
“Queremos uma UJS de milhões” – Marcelo Gavião, Presidente Nacional da UJS
O destaque da sexta-feira foi a Aula Magna proferida pelo presidente nacional do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), Renato Rabelo. Com o tema “Construindo a Luta pelo socialismo: ‘Se o presente é de luta o futuro nos pertence’", Renato valorizou o papel da juventude na história de lutas do povo brasileiro e a necessidade de intensificar essa luta no dia de hoje.Além da aula, o segundo dia de Congresso contou também com os grupos temáticos e fechou com grande show da banda Voluntários da Pátria, capitaneada pelo também vocalista da banda Detonautas, Tico Santa Cruz. Tico declarou seu respeito e admiração pela UJS e recebeu de presente uma camiseta e bandeira da entidade, que garantiu, irá utilizar em suas próximas apresentações.
“Nos últimos anos construiu-se uma história de lutadores” – Jorge Panzera, Ex-presidente da UJS e Secretário Geral da Casa Civil do Pará
O sábado começou com o ato político do Congresso. Com a participação dos ex-Presidentes da entidade, Aldo Rebelo, Ricardo Abreu “Alemão”, Rovilson Brito e Jorge Panzera, além do Cônsul de Cuba, Carlos Trevo, do presidente do Conselho Nacional de Juventude, Danilo Moreira, do presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), Ismael Cardoso, da presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), Lúcia Stumpf, do ex-presidente da UNE, Gustavo Petta, do presidente do PCdoB, Renato Rabelo e do ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Luiz Dulci, o ato prestou homenagem aos 80 anos do nascimento de Ernesto “Che” Guevara.O ministro Luiz Dulci, ao afirmar que “a UJS é a maior organização política juvenil do país. A mais apaixonada e a mais disciplinada, quem dera meu partido tivesse uma juventude assim”, foi bastante aplaudido pelos presentes que, logo após, se emocionaram com a exibição de um vídeo sobre os 24 anos de história da entidade.
Representantes de organizações revolucionárias de Cuba, Estados Unidos, Colômbia, Grécia, Portugal, Angola, Sudão, Venezuela e Síria, prestigiaram o Congresso e acompanharam atentamente as intervenções dos convidados ao ato.
No final da tarde, iniciou-se a Plenária Final, com a votação das propostas encaminhadas pelas etapas estaduais do Congresso e pelos participantes do Congresso. Pra encerrar a noite, um animado forró agitou mais um “arraia” da entidade.
“A juventude é rebelde por natureza” – Renato Rabelo, Presidente do PCdoB
O domingo começou com a ilustre visita do vice-presidente da República, José Alencar, que, de forma bastante descontraída fez uma saudação à moçada. “Mais do que a União da Juventude Socialista, o que vejo aqui é a união da juventude verdadeiramente brasileira” afirmou Alencar arrancando aplausos dos milhares de delegados que lotaram o ginásio do Clube de Regatas Tietê. Alencar afirmou também que se soubesse antes da candidatura de Gustavo Petta a vereador em São Paulo teria transferido seu título de eleitor pra votar nele. O vice-presidente foi homenageado pela Presidente da UJS de Minas Gerais, Patrícia Nogueira, que lhe ofertou a Placa Carlos Drummond de Andrade, em referência ao grande e combativo poeta mineiro.
Também presente no ato, o ex-presidente da UJS e ministro do Esporte, Orlando Silva, relembrou o quão importante a UJS foi para a sua formação política e se disse emocionado com o grande número de “caras novas” deste Congresso.
Encerrando o Congresso, foi prestada homenagem aos militantes que deixam a Direção Nacional neste Congresso: João Braga de Santa Catarina, Ramon Fonseca de Minas Gerais, Francisco Gonçalves “Chicão” de São Paulo, Geraldo Vilar de Pernambuco, Carla Santos do Rio Grande do Sul, Rovilson Portela do Mato Grosso, Júlio Santana da Bahia, Oliver Oliveira do Distrito Federal e Paulo Vinícius do Ceará. Todos ficaram bastante emocionados e foram saudados pelos militantes presentes.Após a eleição da nova Direção Nacional, que reconduziu o jovem estudante Marcelo Gavião à presidência da entidade, foi aprovada a Carta Che Guevara, fechando com chave de ouro mais um grande Congresso da combativa União da Juventude Socialista.

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Carlin destacou a importância da UJS para a construção de uma campanha em defesa do patrimônio mineral do estado. Segundo o deputado, quase 40 % do minério comercializado no mundo é oriundo de Minas Gerais. Os baixos tributos e os graves problemas ambientais foram alguns dos problemas abordados pelo parlamentar. ''É papel da juventude defender as águas como grande riqueza mineral e lutar contra a exportação das riquezas do subsolo sem pagar imposto'', convocou.














Na solenidade de abertura, o presidente do Diretório dos Estudantes de Montes Claros (DEMC), Márcio Cardoso, valorizou o papel da UJS na luta pelo meio-passe e afirmou que “espera que um militante da UJS seja o próximo presidente do DEMC”, sendo bastante aplaudido pelos presentes. A vice-presidente do PV Jovem e diretora do Diretório Acadêmico de Direito das Faculdades Pitágoras, Fabiane Fernandes, além do representante do Fórum Nacional da Juventude Negra e diretor do DCE - Unimontes, Juliano Gonçalves, também fizeram uso da palavra pra desejar um Congresso frutífero e relembrar a importância da entidade nas lutas juvenis em Montes Claros. 
A apresentação da tese ao 14º Congresso da UJS foi feita pelo diretor nacional de meio ambiente, Ramon Fonseca, que reafirmou a necessidade da luta pelo socialismo nos dias atuais e apresentou os desafios da próxima gestão. O presidente da UJS/Montes Claros, José Lousada Neto, fez um balanço dos últimos dois anos e garantiu “essa gestão ficará marcada pela combatividade e pelo crescimento político e organizativo da nossa entidade”. 



